XBOX One – Incompatível com os Head Sets atuais mas com um novo Smart Glass a caminho

Em um movimento meio ousado a Microsoft comentou, casualmente, que TODOS OS ACESSÓRIOS do XBOX 360 NÃO funcionam no XBOX One. Isso inclui todos os Head Sets de mercado (a Microsoft vai ter uma nova linha para o XBOX One), volantes e outros acessórios que funcionavam via USB. Segundo a Microsoft os head sets terão que ser conectados pela nova entrada óptica do controle, que permitirá som estéreo no head set (que será importante pois os games usarão som multilocalizado – Se um parceiro de equipe falar quando o avatar dele estiver a direita do seu, você vai ouvir no ouvido direito) e terão que ter drivers específicos da MS para funcionar – ou seja, só licenciados oficiais. A própria Microsoft vai oferecer sua solução em head set, mas não na caixa básica. “Achamos que o solucionador de ruído do Kinect 2.0 resolve todos os problemas de sons ambientes se misturando as vozes em uma conversa online. Para o usuário padrão, não haverá necessidade de um head set, basta Kinect” disse um porta voz da empresa.

Há um segundo lado nessa decisão: Controle absoluto sobre o mercado de acessórios. Se somente a Microsoft (e um punhado de empresas) puder produzir acessórios para o XBOX One haverá muito dinheiro para essas (poucas) escolhidas. E a qualidade poderá ser controlada pela própria Microsoft: Para o bem ou para o mal…

De qualquer forma você não vai ter que trocar de cel para usar o novo App de Smart Glass, que terá versão para Windows Phone, IOS e Android. Basta um smart phone relativamente moderno (tipo um Galaxy S 1) e o app para contar com duas telas, multitouch e informações em tempo real sendo streamed do videogame. Em uma piadinha meio sem graça com os donos do Wii U um porta voz da Microsoft soltou que “Afinal, ninguém quer uma tela no meio do controle, sendo que todo mundo tem um smart phone”. Piadinha por piadinha… eis a minha visão do embate:

6hT5xBBBBBAAAAAMMMMM …. é o fim do PS4 e do XBOX One!

 

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Uma série de TV de HALO! E uma série de TV de HALO dirigida por Steven “I am a Genius” Spielberg

A Microsoft chacoalhou o mundo com um mundo de novidades, mas nenhuma tão incrível quanto essa (sim… eu não enlouqueci): HALO, a monolítica mega série da MS está ganhando uma série de TV.

O orçamento é imenso, mesmo para os padrões americanos, no nível de séries consagradas por seus efeitos especiais, enquanto toda a parte técnica de produção será feito pela equipe responsável pela genial “Game of Thrones” da HBO. E, enquanto atores nem fase da história (Harvest, Reach, Halo Saga, After Wars, etc…) foram confirmados já sabemos quem é o diretor, ninguém menos que Steven Spielberg.

Sim. O diretor/produtor ganhador de uma enorme quantidade de prêmios já quer colocar suas mãos na franquia Halo a anos e, agora, tem uma chance real de levar tudo para as telas. E uma série de TV vai dar tempo para a continuidade crescer e se expandir.

Respirando fundo e pedindo baixinho aos Forerrunners que tudo, absolutamente, tudo, dê certo!

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XBOX One: Kinect 2.0 – mais de duas vezes melhor

O Kinect atual era uma peça de tecnologia relativamente barata e acessível usada de forma inteligente quando foi lançada. O Kinect 2.0 não é – ele é tecnologia de ponta, cara e utilizada de forma fantástica! E vai consagrar, mais ainda, a constante mudança na forma que se joga videogame.

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O salto é fantà ¡stico: Enquanto o Kinect captava imagens em 30 fps com 480p de qualidade o novo capta imagens constantes em 60 fps com 1080p de qualidade. Enquanto o Kinect anterior encontrava entre 20 e 40 pontos de articulação o novo encontra TODOS os pontos de articulação do corpo, além de ser capaz de visualizar seus dedos individualmente e perceber a direção e concentração da pupila. Enquanto o Kinect tinha dificuldades em diferenciar dois rostos e acessar a GameTag correta o novo não só faz isso instantaneamente, dentro e fora dos jogos, mas ainda sabe dizer se aquele rostos está calma, bravo, triste, etc…

N ão só capaz de detectar corpos, agora o Kinect 2.0 consegue mapear sua sala, os objetos a sua volta, em cima e embaixo, de forma a melhor orientar o jogador a se reposicionar, para evitar colisões e acidentes. Ele será capaz de lidar com até quatro jogadores ao mesmo tempo e suas lentes possuem controle de foco, o que permite utilizá-lo mesmo estando a menos de um 1m do aparelho. Além disso as câmeras infravermelhas tem, agora, resolução suficiente para permitir utilizar os recursos do Kinect, como detecção de direção dos olhos ou dos dedos, controle por movimento, entre outros, mesmo na escuridão quase total.

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E o controle por voz não fica nada atrás. O Kinect 2.0 fica ligado o tempo todo e comandos de ligar e desligar o console podem ser dados por voz – mas não acaba aí: Mudar de canal, controlar recursos da sua tv (modo de imagem, back light bright, etc…) e iniciar modos paralelos de jogos (ou recursos externos do sistema, como chat por voz) podem, entre milhares de outras coisas, ser acionados por comandos de voz. A inteligência do Kinect também melhorou, sendo capaz de entender uma voz em comandos mais longos e complexos, mesmo com a voz em questão rouca ou fraca – ex: Comandos dados dentro de contextos de conversa serão ignorados pelo sistema, a menos que sejam dados em voz mais alta que a média do som de fundo. Frases completas podem ser dadas, como em pesquisas, e você pode ordenar as utilizações, como por exemplo mandá-lo atualizar o sistema, enquanto baixa um vídeo e abre um game.

E como ele é obrigatório, nada de tentar passar ao largo. Detratores… é hora de abraçar o futuro. E ele é o Kinect!

XBOX One: Um novo controle para um novo conceito

A Microsoft mostrou o novo controle para o One – e ele é lindo. Mais baixo, mais reto e mais ergonômico o novo controle traz todos os botões que estamos acostumados do 360 com duas adições, dois botões logo abaixo do botão com o símbolo cuja serventia ainda não foi explicada pela Microsoft “vamos falar mais disso na E3.”. Mas, se por fora as mudanças são estátiscas, por dentro as mudanças são muito maiores.

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Findo está o problema das pilhas, o novo controle usa um battery pack interno recarregável em qualquer USB da vida, com um outro cabo no topo para… algo “vamos falar mais disso na E3”. Findo está o dual shock, substituído por um force feedback setorizado, com dezenas de velocidades de resposta que serão alternados ao longo da mão para aumentar a sensação de reação de diversos trechos do controle – por exemplo: Se, no 360, você sair da pista com o carro, em Forza, do lado direito, receberá resposta tátil do lado direito do controle (por igual, na mão toda), enquanto que no novo Forza, no ONE, você receberá no topo ou na parte de baixo da mão, dependendo de qual pneu saiu, e em intensidades diferentes, dependendo de qual superfície está sendo atingida.

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E a questão da inovação no force feedback n ão acaba aí. Os gatilhos terão force feedback próprio e controle de tensão, conforme a situação – ex: Em Forza seu acelerador vai ficar mais resistente na areia (sendo mais difícil apertar o botão) e mais maleável no asfalto, armas em Call of Duty terão resistência e resposta de gatilho diferentes entre elas e, a 343 promete, haverão diversas respostas táteis as armas em Halo 5 “Você, literalmente, vai saber pelo tato que arma está disparando!”.

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No mais parece que o que já era bom vai ficar ainda melhor. Eu, pessoalmente, sempre achei que o controle do 360 é o filho bastardo do controle do XBOX clássico com o controle do Game Cube – dois controles que adoro. E com esse super force feedback tudo vai ficar ainda melhor.

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XBOX One – Achievements que evoluem e processamento por nuvem

O Mini estava certo (e as fontes dele também)! Os Achievements, as conquistas, estão sendo reinventadas para uma nova geração de usuários. E nós já demos os detalhes – eles estão bem aqui!

Mas não só as conquistas evoluíram. O conceito de dimensionamento do próprio XBOX One mudou. Segundo um porta voz da Microsoft “No passado você estava limitado em processamento, em velocidade. Estava limitado a quantos chips conseguia colocar em uma caixa. Não mais…” e ele não está brincando: O XBOX One vem preparado para computar em nuvem, ou, em linguagem menos técnica, utilizar servidores imensos via internet, passando um pedaço do processamento remotamente para eles e recebendo, de volta, apenas os dados processados. Isso abriria a porta para uma imensa quantidade de melhorias, que atrasariam o sempre curto ciclo de vida dos consoles e permitiriam a máquina da Microsoft continuar em serventia por 10, talvez 12 anos.

É claro que computação por nuvem tem um, não tão pequeno, problema: Exige constante, e de boa qualidade, conexão com a NET. Isso pode dificultar a vida de alguns usuários, mas, a longo prazo, pode ser uma saída mais vantajosa.

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Xbox One – Retrocompatibilidade, jogos usados e XBLA

No meio do muito barulho causado pela demonstração do aparelho algumas coisas não ficarão muito bem discriminadas pela Microsoft, que vem fazendo o possível para corrigir a situação. Já sabíamos, a um tempo, que o novo XBOX não seria retrocompatível com o 360 (daí o lançamento de um novo 360, por US$ 99,00, no mesmo dia do XBOX One) mas havíamos sido informados que os jogos do XBLA passariam de um console para o outro – Então…  como ficou a situação?

Ficou assim. O XBOX one NÃO, EU DISSE NÃO, tem qualquer grau de retrocompatibilidade. Ele não roda jogos de 360, mesmo aqueles comprados no “por demanda” via Live, nem os games comprados na XBLA – em qualquer grau. Isso se deve a diferenças de arquitetura (o 360 era baseado em arquitetura IBM Power  PC enquanto o XBOX One é baseado em arquitetura Intel x86), de drivers e de placa de vídeo (NVidia para ATi). A Microsoft se pronunciou dizendo que sua Live continua funcionando no 360 mesmo depois que você ativar seu GameTag no seu One, e que seus jogos continuaram funcionando normalmente – você só não vai levá-los para o One.

Então o que migra? Seu GameScore, suas conquistas e sua carteira virtual, que fica disponível nas “duas” lives. O restante da Live será compartimentalizada entre os aparelhos.

E lembra que falamos de instalação obrigatória? Então…jogos usados… serão dificultados! A partir do momento que você instalou seu jogo em um determinado hardware, ele está ligado ao seu GameTag e à aquele Hardware. Controles Parentais serão utilizados para garantir que os usuários daquela mesma máquina possam usar, indiscriminadamente, os jogos comprados, mas, para usar na casa de um amigo, por exemplo, você vai ter que estar logado na sua GameTag. Caso isso não seja possível, seu amigo terá que pagar uma taxa, que a Microsoft ainda não confirmou mas deve rodar por volta de US$ 15,00, para utilizar o game.

“Estamos trabalhando em maneiras dos jogadores poderem revender o direito digital sobre o software posteriormente. Provavelmente em micro transações na própria Live. Mas ainda não temos algo sólido sobre isso” disse um porta voz da Microsoft. Ou seja: O jogo é seu, e só seu, e para ser jogado por um amigo, você vai ter que estar lá.

Não sei se eu gosto dessa posição. E vocês?

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