Sábado Retrô – Resident Evil 1 (PS1/GC)

É hora de atendermos pedidos, matarmos zumbis e acabarmos com a farra da Umbrella.

Pela primeira vez!

Vamos nessa!

Anúncios

Jogando: Resident Evil HD Remaster

Embora o Super Nintendo seja o melhor videogame de todos os tempos o Game Cube tem um lugar todo especial no meu coração: Foi meu primeiro videogame de adulto… por assim dizer. Um videogame comprado fora da casa dos pais, quando eu estava morando “sozinho” (na verdade eu dividia tanto o apartamento, quanto os custos do Game Cube, com uma namorada, à época) e mantido pela minha labuta no universo adulto. Videogames anteriores até tinham dinheiro meu investido… mas quando você acabou de sair da casa dos seus pais e a coisa mais cara que você já adquiriu sem ajuda externa foi um Game Boy Advance, quando você entrou na recebeu seu segundo salário, um Game Cube é coisa para caralho.

Mas voltando ao foco do Cube – eu adoro o Game Cube! Eu realmente gosto dele! Embora não tenha sido necessário eu teria atravessado a geração 128 bits somente com ele sem problemas. Claro que eu não teria tido Final Fantasy (Aquela coisinha chamada Crystal-sei-lá-o-que não conta como FF) ou MGS 3 (Embora tive a melhor versão, Hands down, de MGS 1 – Twin Snakes), mas as versões extremamente mais rápidas (os carregamentos eram extremamente mais rápidos devido ao disco menor combinado com um leitor muito melhor de discos) e melhor acabadas (a GPU do Cube conseguia lidar com textura 6 vezes comprimidas, ou seja, uma textura podia ser comprimida 6 vezes no seu tamanho sem perder qualidade – o que levou muitas produtoras a utilizar texturas incrivelmente mais bonitas nas versõrs do Cube do que das outras plataformas, vide os Splinter Cell de GC) de jogos Third Parties somada a uma quantidade inimaginável de exclusivos de excelente calibre mais do que me manteria tranquilo no Cube. E um desses exclusivos era Resident Evil.

Resident Evil no Game Cube

Veja bem… o jogo não chamava Resident Evil Remake, Resident Evil Reboot ou o que o valha. Ele chamava Resident Evil e deveria ser a versão definitiva do primeiro game da franquia. Graças a GPU do Cube (e a capacidade absurda dela de lidar com texturas), imagens pré renderizadas e algumas novidades de controle e história, RE foi um dos melhores games da plataforma e um jogo sensacional. Tão bom que foi relançado para o Wii quase que sem mudanças e, agora, está chegando as novas plataformas em um remake HD – o que é bom porque comprar esses jogos hoje, seja na versão para GC seja na versão para Wii é CARO!

Resident Evil HD Remake é exatamente igual a versão do GC em termos de conteúdo. A mesma história, as mesmas novas áreas da mansão, as mesmas recompensas destravadas, tudo exatamente igual. Então, se você destruiu a versão do GC e defenestrou a versão do Wii, a mansão não tera segredos novos para você. Dito isso o jogo ainda é muito muito muito bonito, mesmo rodando no modo Original (4:3 480p Progressive Scan) mas fica ainda mais legal no novo modo visual (720 ou 1080p 16:9)…

Sim… bonito assim!

O som também é igualzinho a versão do Cube – o que não é nem um pouco ruim, porque o som da versão do Cube era estelar! As vozes são muito bem escolhidas, os barulhos te enchem de medo e as músicas são bem legais, servindo para melhorar ainda mais o clima. O controle também tem uma novidade: Você pode escolher entre jogar no modo clássico de controle, onde seu personagem se move como um tanque, ou pode escolher o novo modelo de controle, onde seu personagem se move na direção que o analógico aponta e não é necessário botão de corrida para ele disparar. O novo modo de controle, principalmente para um jogo em que a câmera é fixa, me pareceu um pouco menos metódico do que o necessário – eu explico… considerando que você ainda tem que ficar parado para ser capaz de atirar e que a câmera não pode ser controlada, ficando fixa em um ponto, o novo controle não terá muito efeito em termos de tornar o processo de jogar mais fácil. Talvez torne mais simples para novatos, que nunca enfrentaram o controle “tanque” de RE 0,1,2,3 e Code Veronica, mas não vai tornar esse passeio menos brutal.

Porque Brutal ele era e continua sendo. Meu Deus como esse jogo é difícil! Não só você tem pouquíssima munição, contada e difícil de achar, mas você ainda tem que pensar se realmente vale a pena matar cada Zumbi ou simplesmente desviar deles – porque se você matar um deles sem explodir a cabeça ou queimar o corpo (uma nova mecânica do remake) ele se levantará novamente como um Zumbi Zumbi(?) chamado Redead, com a pele vermelha (RED EAD – eu vi o que você fez aí Capcom… engraçadinha) muito mais rápido, mais mortal e com uma resistência muito maior as balas. Junte a isso centenas de puzzles, nem sempre muito bem montados, e o pequeno inventário que você tem como carregar consigo (tendo que parar de tempo em tempo nas salas de save de forma a trocar de arma ou estocar mais munição) e o jogo fica imensamente desafiador. Armas de auto defesa, como facas e teasers permitem liquidar Zumbis de uma vez só, mas são ainda mais contadas que a munição padrão e a mansão é imensa, com uma área inteiramente nova que não estava no game original de PS1 (e que me fez quase me borrar de medo no GC).

Resident Evil HD Remake é um bom jogo. Nada disso é mérito do HD, no entanto, e esse jogo continua o mesmo que você teria acesso num GC (ou Wii). Se você gosta de jogos de terror pedreira, com um ótimo clima, longa duração e muitos, mas muitos mesmo, clichês, esse jogo é para você. Só não vá para cima esperando por RE 4 – esse é um ancião mais velho, mais sábio e bem mais vagaroso do que o jovem, rápido e vigoroso RE4.

Hora de matar Zumbis! Com uma bazuca!