Videogame são, oficialmente e finalmente, arte!

Nós, gamers, já sabíamos disso a anos… mas pra o resto do mundo foi necessário o museu de arte moderna de Nova York trazer para o seu acervo 6 itens do universo gamer, que são, agora, acima de qualquer suspeita, arte.

Os itens foram colocados no acervo do museu disponíveis a visualização do público e são tão ecléticos quanto conhecidos, indo de um gameplay de Minecraft ao Magnavox Odissey, o primeiro videogame vendido em lojas, passando pelo clássico controle do Atari.

O acervo é permanente. E você pode, assim como eu, esfregar isso na cara de suas professoras.

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Microsoft se prepara para super venda arrasa quarteirão no 360

Segundo o eternamente bem humorado Major Nelson, o porta voz mais sensato do XBOX 360 em todos os anos de existência da máquina, confirmou que a Microsoft vai fazer uma super venda com algumas dezenas de títulos, em várias ondas, mas não foi capaz de confirmar datas ou preços “Farei tweets conforme os games forem saindo, porque eles virão em ondas, em grupos. Ainda não temos um preço, no entanto.”.

Ele no entanto tinha uma lista:

Assassin’s Creed 3
Bioshock Infinite
Borderlands 2
Brothers in Arms: Hell’s Highway
Bulletstorm
Command and Conquer Red Alert 3
Crysis
Crysis 3
Divinity II: The Dragon Knight Saga
Dragon Age Origins
Far Cry 3
Far Cry Instincts Predator
Forza Horizon
Gears Judgement
Hasbro Family Game Night 3
Hitman Absolution
Kinect Sports 2
Left 4 Dead 2
Lego Batman 2: DC Superheroes
Lego Lord of the Rings
Mass Effect
Max Payne 3
Metal Gear Rising: Revengence
Monopoly Streets
Perfect Dark Zero
Prey
Rockstar Table Tennis
The Orange Box
Tomb Raider
Witcher 2
WWE 13 GonD
X-Com: Enemy Unknown

Só para constar eu acho muito muito muito estranho você fazer uma compra por distribuição digital em um aparelho cujo o sucessor NÃO VAI PERMITIR O TRANSPORTE DESSES DADOS, principalmente nessa altura do campeonato… mas isso sou eu.

Aliás… Super venda da Live… O power uber mega saldão de verão da Steam, que deve acontecer daqui a duas semanas, manda lembranças!

 

 

 

 

 

Sony confirma que o PS4 tem fonte interna

Uau! Que notícia incrível… só que não!

Sério… fazer uma coletiva para falar isso! Ok…

O PS4 não tem fonte externa e portanto não terá aquele  mega tijolo pendurado para fora, perdido em algum lugar, atrás do seu hack. Ele será como o PS2 fat, com tudo lá dentro.

9012525050_22e7a363b7_z-610x406Nada me tira da cabeça que ele parece dois ps2 slim colados um sobre o outro!

 

Jogando: Animal Crossing: New Leaf

Como eu disse no review de Last of Us, recentemente dois jogos me lembraram porque e o quanto eu gosto de jogar videogame: Last of Us e Animal Crossing New Leaf…

E segundos depois de postar o review minhas orelhas começaram a ficar vermelhas. E quentes. E a coçar. E só não explodiram porque foram mergulhadas em água. Eu quase consegui ouvir o coro de ondas mentais que diziam: Como um homem de 33 anos, com emprego e um site sobre videogame pode gostar de Animal Crossing: New Leaf?

Pois eu digo a todos vocês descrentes: Animal Crossing nunca foi uma paixão minha. Eu tive o game no GameCube (mais para o deleite de minha ex-mulher do que meu) e hoje ele se encontra com uma parente minha, mas eu nunca realmente dei interesse a ele – eu tinha Wind Waker, Sunshine e Everything ou Nothing para me preocupar.

Mas, ao colocar o game no pequeno valente do meu 3DS, eu não fui jogado numa vila a esmo em uma casa que eu não queria e forçado a pagar uma dívida ao Tom Nookie. Não! O jogo mudou muito. E mudou para muito muito melhor. Ele não uma experiência gamística comum, que pode ser destruída em uma ou duas semanas de jogo – Animal Crossing: New Leaf, que vou passar a chamar de AC, quer sua vida.

Ao começar pela capacidade de escolher o mapa geográfico da cidade antes de chegar nela. Todas elas serão a beira mar, mas algumas são cortadas por rios, enquanto outras tem lagoas e cachoeiras e algumas tem montanhas. Escolhido o cenário é hora de entrar na cidade e escolher o local da sua casa (Sim! É você que escolhe agora!) e começar a escolher o formato dela – porque agora ela é totalmente customizável… desde de que você tenha o dinheiro.

Sim! Nada mais daquela casinha mixeba com um hidrante dançante que parece um pênis na frente! Agora você pode ter a casa que merece. Mas, se você for como eu, ela vai custar muito caro. E você vai demorar muito tempo para pagar seu débito inicial com o Tom Nookie e começar a investir na sua morada – e nos, literalmente, milhares de itens que poderá colocar dentro dela. Mas como você ganha dinheiro, você pergunta?

Fazendo favores, capturando coisas e achando coisas.

Meus vastos poderes mentais conseguiram captar a gigantesca onda de “O Que? Como? Quando? Ahammm?” que se formou agora.

Funciona assim: Você pode pegar insetos, pescar peixes e capturar aves (todos esses que podem ser revendidos para museus, colecionadores ou colocados na sua casa), pode desenterrar tesouros, achar fósseis ou itens perdidos e, por fim, pode fazer favores aos seus vizinhos ou aos funcionários das lojas e repartições públicas da cidade. O pelicano carteiro se machucou (eu mencionei que você é o único humano em uma vila de animais?) e precisa que alguém entregue as cartas? Lá vai você. A dona do bar “LOL” (eu não estou brincando… o bar chama LOL) ficou sem leite para a apresentação desta noite? Você localiza vacas e consegue um pouco (literalmente fazendo um outro favor para uma vaquinha bípede que é sua vizinha). E tudo isso muda de dia para dia e tem que ser feito na hora – não há como acumular “quests” para outros dias.

E esse é só um dos diferenciais do game. Um outro, muito legal, é que o horário do seu relógio aqui, no mundo real, é o horário da sua cidadezinha. Entrou para jogar de noite, estará de noite (e as lojas estarão fechadas) – está chegando o natal, a cidade estará se preparando para isso – Halloween está chegando, olha as abóboras por toda a parte. E esse calendário em tempo real muda um monte de preocupações in-game: Fique 3 ou 4 dias sem cuidar da sua grama e ela começa a tomar o jardim, fique uma semana e meia sem jogar (Last of Us fez isso comigo) e baratas terão atacado a sua casa, certos vendedores só aparecem de quinta de noite ou de domingo de manhã (sim… eu vou acordar mais cedo amanhã para comprar tapetes… ^_^) e, se tudo isso não bastasse, você ainda tem que entrar todo dia para ver novidades que não tem hora marcada, como náufragos, incêndios, furacões ou visitas ilustres a sua cidade.

Os gráficos são simples e simpáticos, alegres, coloridos e fofos. Eles não mostram, nem de longe, a capacidade real do 3DS, mas não estão aqui para isso, estão aqui para te dar um backdrop sobre o qual trabalhar sua obsessão com colecionar coisas! O som é fantástico! Simplesmente perfeito! Misturando velhas músicas dos games anteriores, com clássicos de Kondo (Koji Kondo, criador de música de Mario, Zelda, DK, etc…) e Totaka (Kazumi Totaka, criador de música de Links Awakening, Wii Sports, Wii Fit, Smash Bros, etc…) e melodias clássicas em versões refeitas… é genial. E os efeitos sonoros são engraçados e imensamente delicados – gostosos mesmo.

O controle funciona muito bem e faz uso genuinamente perfeito da tela sensível ao toque. Você controla o seu personagem de forma muito macia com o analógico e a nova visão anamórfica em que o mundo gira aos seus pés, combinado com o 3D da tela, gera uma experiência de profundidade muito interessante.

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Animal Crossing: New Leaf não é para todo mundo. É uma melhoria substancial sobre a já viciante fórmula de Animal Crossing e vai conquistar novos e velhos jogadores que estão interessados em jogar algo para relaxar, se divertir e ver estilos, e objetivos, completamente diferentes todos os dias. O game é simplesmente repleto de coisas a fazer e, depois de uns 45 minutos de jogo, você já vai estar pensando em como será o dia seguinte na sua eternamente relaxante vidinha suburbana. New Leaf é a prova definitiva que diversão é o mais importante aspecto dos videogame.

Bom divertimento!

Jogando: Last of Us

Eu jogo muito videogame – isso não é surpresa para ninguém. E, portanto, muitas experiências se tornam repetitivas para mim. Diferente da maior parte das pessoas eu não consigo jogar o mesmo shooter um milhão de vezes (sim… eu estou olhando para você Call of Duty), nem mesmo se colocarem veículos nele e um senhor escopo (desculpe Battlefield 3, eu juro que eu tentei). Com o tempo, e depois de tentar Fuse, Gears e Halo eu entendi um ponto.

Meu problema não é só com o Grinding constante da experiência multiplayer (o que me aborrecia até o tédio mortal em MMO Rpgs como WOW)… é com ao vazio contextual da experiência multiplayer. Por que eu estou fazendo aquilo? O que está em jogo aqui? Quem são os lados? O que eu melhoro ou pioro nesse conflito com meu ganho/derrota?

Ou seja: Não há uma história para segurar  o multiplayer… e isso sempre me irritou.

Talvez por isso eu goste tanto de Heist (da Valve), Left 4 Dead (também da Valve) e do modo “Spartan Ops” de Halo 4. Eles me dão uma história, um contexto, sobre o qual juntar meus amigos e me divertir. Mesmo assim o multiplayer nunca foi minha parte favorita de video games. E eu fui quase que abençoado, nesse mês de junho, com duas experiências que me lembraram o porque: Last of Us e Animal Crossing.

Last of Us não é só um jogo triplo A focado no single player (embora ele tenha um multiplayer bem divertido, ainda que desnecessário). Ele é uma história incrível, imensamente sombria, completamente fantástica e totalmente crível, com um foco imensamente humano e, para meu total deleite, com todas as explicações que um chato, como eu, exigiria. E você escolhe como jogar: quer recolher cada peça do quebra cabeça e saber exatamente como a infecção começou e o que houve, vá em frente; quer ir direto, atirando em todo mundo, sem dar nem duas olhadas no fantástico mundo criado pela Naughty Dog, você pode fazer isso também. O jogo é seu e  você usa como quiser.

Mas você vai parar para olhar – porque o universo de Last of Us é lindo! Lindo! Maravilhosamente bem feito  e  lindo de olhar o mundo dá uma ideia de  abandono tão nítida e extrema, tão forte e completa, que não dá nem para colocar em palavras. Imagine que o mundo seja abandonado, as pressas, e a natureza, ao curso de 30 anos, retome  tudo que um dia foi abandonado por ela – é exatamente isso. Sem falar que tudo é tão bem feito, tão belo, que dá uma maravilhosa sensação  de solidão no todo.

O som é simplesmente colossal. Uma obra de arte. Você vai se sentir empolgado com as fanfarras na hora da ação e vai andar nas pontas dos pés quando o som ficar mais lúgubre e obscuro.  E os clikers, os contaminados completamente tomados pelo fungo, que são cegos e se conduzem por sinalização sonora, fazendo um “click” agudo e ouvindo a reverberação dele – são ainda mais assustadores. Você vai ouvir os cliques muito tempo antes de ver um deles e, acredite em mim, ou você tem bolas de aço, cú de ferro ou vai ser borrar inteiro. E vai ficando pior a cada vez.

E se tudo isso ainda não te deixou encantando com o jogo. A jogabilidade vai fazê-lo. O game é frenético mas passivo, quase como um petit gateau: Uma parte é quente, outra é fria, as vezes é mais frio, as vezes é mais quente, as vezes vem combinado e as vezes vem tudo solto – e é sempre delicioso. A munição é super escassa, o sistema de combate é super realista (acredite… se você tentar encarar um grupo armado vai descobrir quão rápido Elie e Joel NÃO SÃO personagens de Uncharted) mas toda a dificuldade é deixado ao ser cargo: Seja cuidadoso e, principalmente, silencioso, e tudo fica bem mais tranquilo e fácil de lidar. O jogo não faz truques sujos, nem contra, nem a seu favor (diferente de MGS onde tem certas condições em que você obrigatoriamente fica visível e que os inimigos te esquecem quando você sai da sala) mas é justo. E os contaminados são realmente assustadores – uma mordida ou rasgo maior e já era: Game Over.

Eu não gosto muito do PS3 (aliás… não gosto muito da Sony embora estou pensando com carinho no PS4) mas este jogo é simplesmente fantástico – uma obra prima. E junto a Animal Crossing ele me lembrou uma coisa muito simples: Eu não jogo videogame para fazer pontos, ganhar conquistas ou repetir os mesmos atos de multi player de novo e de novo. Eu também não jogo por grinding, níveis ou coisas desse tipo. Eu jogo por história, por ambiente, por contexto – para ser outra pessoa em outro lugar e passar os apuro que ela passa, do conforto e da segurança do sofá da minha sala. Coçando a cabeça dos meus cachorros.

E se você é um jogador que gosta de boas história, jogos longos e de boas mecânicas de jogo e, assim como eu, está cansado da mesmice, de uma chance a Last of Us. Você não vai se desapontar.

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Smash Bros de 3DS e Wii U podem não sair juntos e não há planos para DLC para eles

Segundo Masahiro Sakurai, criador da série Super Smash Bros, as novas versões do game podem não sair ao mesmo tempo: “Estamos trabalhando duro mas há uma diferença significativa em criar conteúdo em alta resolução. Pode ser que as duas versões não saiam ao mesmo tempo.”.

Devo entender então que a versão do wii U vai sair depois?

Além disso o estimado diretor disse que não existe, atualmente, nenhum DLC planejado para Smash Bros, mas há possibilidades para o futuro “No momento queremos dar o game mais completo possível. Mas se tivermos um cast que seja muito requisitado ou novas ideias que realmente modifiquem a jogabilidade, porque não?” – disse Sakurai.

Acho super válido!

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Super Smash Bros de 3DS não usará a tela sensível ao toque – e os games ganharam nomes oficiais

Vai entender. De acordo com Sakurai, criador da série “não achamos uma maneira inventiva e visceral de utilizar a tela sensível ao toque”. Então nada de comandos por toque na versão do 3DS. E Sakurai também falou o nome oficial do jogo e, prepare-se, pode ser forte demais para um coração fraco: Super Smash Brothers.

Isso

Só isso

Na caixa terá um pequeno logo (caso você seja tão imbecil que não consiga diferenciar um cartucho de um disco e uma caixa de 3Ds de uma de Wii U) com “3DS” em vermelho e “Wii U” em azul, logo abaixo de Super Smash Brothers. E só.

Afinal… marketing para que?