Halo 4 pode chegar ao seu PC… e ao seu celular!

Através do poder do processamento em nuvem!

O processamento em nuvem é quando um grupo de fadas emprestam seus computadores para outras pessoas jogarem e…

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Na verdade é quando os programas que estão sendo utilizados naquele terminal são processados em outro terminal ou servidor a distância, tendo apenas input (os dados que você envia, no caso de videogames, os comandos) e output (o que chega a você, no caso de videogames, gráficos, sons e resposta aos seus comandos) na máquina local.

E a Microsoft está fazendo exatamente isso para demonstrar que é possível utilizar games imensamente complexos e “parrudos” como Halo 4 mesmo em aparelhos simples como um Lumia 520 (que nem mesmo é o mais poderoso dos celulares com Windows 8) ou em PCs simples e sem grandes placas gráficas. Outra possibilidade que está sendo testada é você ter acesso a games do XBOX 360 e do XBOX clássico através da nuvem, da mesma forma que a Sony vai fazer com o PS4 e sua retrocompatibilidade (que só vem em 2014). E uma última possibilidade que está sendo avaliada com os protótipos é jogar games do XBone longe do console, através do seu PC ou do seu Celular.

A Microsoft reforça que, embora o jogo tenha rodado suave e sem problemas em ambas as plataformas, tudo não passa de um teste de conceito; um protótipo. Não há, até o momento, qualquer confirmação de uso comercial da tecnologia.

Mas que seria animal, seria!

 

 

O Steam quer a todos dominar

Eles haviam colocado um contador na página principal que terminou de contar a 3 dias atrás… e novas informações ainda continuam chegando! A Valve, e por sua vez a Steam, decidiram que não só vão participar do mercado de videogame e de hardware…

… eles vão a mudar a maneira como isso é feito até hoje!

Steam-OS

Para começar temos o Steam OS. Sim… um sistema operacional gratuito desenvolvido pelo Valve para ser utilizado em hardware específico do Steam. Quase que um Kubuntu ou Ubuntu da vida, o OS usa uma robusta partição de Linux, com foco em operações relativas a gráfico de qualidade, som de qualidade e diminuição de latência de input e output, assim como em um sistema de transmissão de dados de qualidade desconhecida até então.

E as boas notícias não param por aí!

O código fonte do novo sistema é aberto e ele pode ser modificado, ou ter apps feito para ele, sem nenhum custo. E essas modificações, se estáveis, serão disponibilizadas pela própria Steam para download a todos os interessados. Além disso o novo OS vai vir com Netflix, Hulu, Last FM, além de melhor controle de jogos,  controle e criação de grupo familiar para uso, facilidade de utilização interna de músicas e vídeos (sem controle de DRM…. YYYYEEESSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!) e Streaming caseiro simples, para qualquer PC ou Mac, para que você possa não só ter a proeza Steam (as conquistas/troféus do sistema) mas possa gravar em vídeo o processo de ganhá-las e se gabar dele depois.

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Só que um sistema operacional não roda no ar, certo?! Ele precisa estar instalado em uma máquina, certo?! Ok…  a Steam vai te dar essa máquina.

E não… nós não estamos falando do uber poderoso, e imensamente caro para a configuração dele, Piston (embora ele faça tudo e esteja disponível em dezembro).

Estamos falando de mais de 20 fabricantes trabalhando em volta de criar um PC voltado para games que rode o Steam OS na sua sala de estar… e não estamos falando dos produtores padrões de computadores (embora a Intel e a HP vão apresentar produtos nesta linha); estamos falando de Samsung, Panasonic, Phillips e outros grandes produtores de eletrodomésticos trabalhando para produzir, essencialmente, computadores modulares que podem sofrer upgrades de memória e de placas de forma simples, caseira e feita pelo usuário com um manual de instruções.

E isso vai direto na sua TV. E você vai poder controlar com qualquer controle que funcione em um PC comum (sim… inclusive com os do XBOX 360), mouse e teclado, controle Arcade ou…

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… com um controle feito pela Steam.

Gabe Newell já havia falado a um tempo atrás que considerava que a tecnologia dos controles de videogame estava limitando os jogadores, limitando as experiências (na época ele disse que o Wii mote, embora fosse um bom passo na direção certa, ainda era muito simples). Agora eles oferecem algo que pretendem utilizar para mudar isso tudo.

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E por onde vamos começar? Que tal essas enormes áreas que parecem auto falantes? Então… eles não são direcionais, nem telas sensíveis ao toque. São trackpads… trackpads com uma resolução tão absurda que eles são semelhantes ao um mouse de 4000 dpi – eles também são clicáveis, agindo como um botão, e permitem, com sua superfície macia que recebe vibrações de dois geradores logo abaixo dela, repassar aos dedos dos jogadores texturas, vibrações e, até mesmo, gerar sons, funcionando como um auto falante. E eu sei qual a primeira reclamação que veio a sua cabeça, porque veio na minha também: Trackpads, como a superfície de celulares, nunca vão ser tão bons quanto analógicos reais!

Então… a Valve diz que serão sim… e ela explica porquê; segundo a empresa as superfícies tem capacidade Háptica, ou seja, é capaz de gerar feedback a ação do jogador, instantâneo e concomitante com a ação em tela do jogo. Por exemplo: Se você tentar virar um carro para a direita, o controle vai gerar mais resistência naquele lado do que no outro, gerando a sensação semelhante a um controle, tudo isso enquanto passa para o seu dedo também a trepidação da estrada – inclusive, quando você for ajustar o carro na estrada, terá que lidar com a resistência do volante, devido a manobra, sendo devolvidas para a sua mão pelos trackpads. Então mirar vai ficar muito mais fácil e quem estava acostumado a usar mouse e controle para jogar vai tirar de letra o uso do controle.

E isso é só o começo, ou melhor, as laterais: no meio do controle você tem uma tela sensível ao toque, que vai tanto funcionar como o seu mouse, como vai trazer informações para você em tempo real – e para não te distrair do jogo principal na tela da sua TV, todo o toque que você fizer na tela sensível ao toque (que muitas vezes vai estar funcionando como seu mouse) vai gerar um cursor na sua tela principal; simples e funcional! Além disso a tela funciona como um enorme botão clicável também (clicável existe? Seria clicável uma palavra?), será capacitativa (você vai usá-la com o seu dedo) e terá uma resolução semelhante a usada em celulares top de linha hoje em dia – a tela pode até mesmo ser dividida em quatro botões clicáveis… caso isso seja necessário.

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Fora isso 4 botões na parte de cima e quatro botões frontais garantem que, não importa o que você precise para o seu game, vai estar ali, na sua mão. E o controle tem todos os diagramas entregues pela Valve já no primeiro dia, para que seja completamente modificável pelos próprios usuários! Um controle revolucionário para um conceito revolucionário.

E se você não gostar… pode continuar utilizando o mouse e o teclado de boa.

A Valve, através do Steam, parece estar querendo mudar o mundo. Mas o que você acha disso?

Sábado Retrô – Burning Force

Burning Force é um Arcade da Namco de 1989 adaptado para o Mega Drive/Genesis em 1990, que é, essencialmente, uma versão motorizada de Space Harrier. Você joga com a tenente Hiromi Tengeki, que dirige um protótipo de supermoto espacial anti gravidade (que vira nave e nave maior e outras coisas) e atira em inimigos que vem na direção da tela, num efeito similar ao mode 4 do Neo Geo e ao efeito de estrada de Out Run de Arcade.

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As capas Japonesas e americanas

O jogo é um shooter simples, mas extremamente divertido. Os inimigos vem em uma versão extremamente simplificada de sudo 3D e você os abate com um tiro, 3, 7 ou uma montanha interminável deles (no caso dos chefões). O movimento é limitado apenas a ir para a direita ou para a esquerda, sem movimento em profundidade e os controles respondem super bem… completamente no talo.

Os gráficos eram animais para a época, mesmo na versão mais simplificada do Mega Drive, com sprites grandes e coloridos, excelente animação e clareza na tela e no HUD. O som é fantástico, com um bass pesado e incrivelmente rico, típico do som criado para os game de Mega Drive/Genesis do começo da geração 16 bits.

Burning Force (U)

Se você quer experimentar como eram os games de Arcade em uma época que a experiência dos Arcades estava tentando ser reproduzida em casa, agarre esse game. Simples, divertido e direto, Burning Force certamente não vai te desapontar – e está lindo na versão de Virtual Console. Bom divertimento!