Minicastle 7 anos – Minha primeira paixão…

Eu queria algo para fechar o mês. Algo com todo o impacto que fosse necessário para fechar o aniversário do Mini e cimentar de vez tudo o que foi escrito, visto e falado esse mês. E eu precisava do jogo certo para fazer isso.

Nós vivemos uma era de incerteza na indústria: o videogame de mesa da Nintendo vai mal, os dispositivos android parecem abocanhar cada vez mais partes do mercado, Sony e Microsoft tem quase nada de diferença para mostrar em seus novos consoles (poderosos e intimamente ligados a internet) e o que era meu hobbie, pessoal e particular numa era onde ser nerd ainda não era cool, se tornou uma indústria multi bilionária sem igual.  Nessa era de incerteza ser divertido, bem feito e graficamente apresentável não são mais diferenciais, são necessidades, e é muito fácil esquecer onde se começou ou como se começou lá atrás.

Mario começou para mim – e não posso dizer que tenha sido amor a primeira vista. Pode não parecer hoje, com minhas mãos bem mais hábeis e minha capacidade de atenção muito mais afiada, mas houve uma época onde eu não conseguia terminar o mundo 2. E que eu não sabia do warp. E que eu nem fazia ideia de que eu podia tomar dano e relar na alavanca para matar o Bowser. Aí veio Zelda e mudou tudo. Mario ficou esquecido por meses, visitado de vez em quando, mas deixado de lado em nomes de novos games e locações. E, ironia das ironias, eu invejava os donos de Master System e seu phantasy star, jogos vendidos nas lojas americanas e acessórios a dar com pau.

Aí eu ganhei Super Mario 3. E todos os donos de Master System passaram a ME invejar.

Super Mario 3 era simplesmente o jogo mais legal lançado até então! Tão legal que ele, essencialmente, tinha um filme de 1 hora e meia só para servir de propaganda para ele!

O Mago do Videogame 1988

Findas as fases em progressão exata de Super Mario. Findos a estranha jogabilidade e os personagens a mais, que jogavam leguminosas nos inimigos. Era Mario (e Luigi, se você tivesse um segundo player) e um mundo de inimigos, sem falar 7 filhos de Bowser, entre ele e a princesa. E nós sabemos que você ia dar uma força aquele encanador rotundo, não iá?

Super Mario 3 vai além de tudo que tínhamos até aquele momento. Gráficos espetaculares, com personagens grandes, animação soberba e cenários lindos (que parecem saídos de uma peça de teatro – pendurados do teto ou fixados com parafusos no fundo); som simplesmente perfeito – com músicas de Koji Kondo que permanecem, em arranjos diferenciados, nos Marios até hoje e jogabilidade A N I M A L se somavam para fazer Super Mario 3 mais do que um jogo, uma experiência.

Imagem

E não ficava por aí. Vários mundos com temáticas diferentes divididos em estágios espalhados por caminhos variados, diversas fases de bônus com minigames espalhados pelo mapa e roupas diversas com poderes para o Mario. A flor de fogo, e seu característico macacão branco com suspensórios, está aqui, mas vem acompanhada da roupa que transforma Mario em Pedra, do macacão que dá a ele a habilidade de se transformar numa bota saltadora e da inesquecível e fantástica roupa de Tanooki (uma raposa mitológica japonesa) que permite ao Mario… voar!

Voar, voar, subir subir… deixando as músicas bregas da década de 80 para trás, Mario podia voar… o que significa que os estágios não eram mais só horizontais, mas também verticais, e que segredos podiam se esconder de todos os lados e por todos os lados. Abrir caminhos secretos nos mapas exigia fuçar cada ponto, cada reentrância, cada cantinho e truques como cair por trás do cenário (no primeiro estágio) ou pegar as flautas (que permitiam fazer warps) eram o recheio de mitos e lendas – segredos passados entre sussurros sobre juramentos de não disseminação entre amigos.

Sim. Mario 3 mudou meu conceito de videogame, e foi, essencialmente, a única coisa que eu joguei até a chegada do meu Mega Drive (o que levou um tempinho). Junto de Landstalker, os Zeldas, Super Mario 64, Halo: Reach e Half Life 2 ele continua na minha estante dos jogos que eu mais gosto em todos os tempos. Não só um jogo perfeito na época, mas perfeito até hoje (para todo mundo que pega para jogar) Super Mario 3 é uma lição de respeito, amor no desenvolvimento e genialidade da Nintendo e de seu principal designer, Shigeru Miyamoto.

E, se como eu, você ama Super Mario 3, compre um 3DS e jogue Super Mario 3D Land. Vale cada segundo!

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

4 pensamentos sobre “Minicastle 7 anos – Minha primeira paixão…

  1. Pingback: Nintendo Direct – Super Mario 3 e outras “coisas lindas de Deus” no Virtual Console « Minicastle – Um lugar para gamers

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