Jogando jogos do Batman (NES) – Live de 28/05/2019

O mês de maio está acabando mas ainda não acabou! Mais uma live do homem morcego para vocês, dessa vez no Nintendo clássico (direto do Famicom AV RGB) via Framemeister!

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Sábado Retrô – Rollergames (NES)

E hoje vamos jogar uma mistura de um beat ‘em up com corrida de patins super estranho mas mega divertido e igualmente difícil. Esse jogo foi uma indicação do nosso amigo e patrocinador, Ricardo Cerqueira! Quer sugerir algum jogo para o Sábado Retrô? Comente o jogo e o sistema. Bom final de semana a todos!

 

Minicastle 7 anos – Minha primeira paixão…

Eu queria algo para fechar o mês. Algo com todo o impacto que fosse necessário para fechar o aniversário do Mini e cimentar de vez tudo o que foi escrito, visto e falado esse mês. E eu precisava do jogo certo para fazer isso.

Nós vivemos uma era de incerteza na indústria: o videogame de mesa da Nintendo vai mal, os dispositivos android parecem abocanhar cada vez mais partes do mercado, Sony e Microsoft tem quase nada de diferença para mostrar em seus novos consoles (poderosos e intimamente ligados a internet) e o que era meu hobbie, pessoal e particular numa era onde ser nerd ainda não era cool, se tornou uma indústria multi bilionária sem igual.  Nessa era de incerteza ser divertido, bem feito e graficamente apresentável não são mais diferenciais, são necessidades, e é muito fácil esquecer onde se começou ou como se começou lá atrás.

Mario começou para mim – e não posso dizer que tenha sido amor a primeira vista. Pode não parecer hoje, com minhas mãos bem mais hábeis e minha capacidade de atenção muito mais afiada, mas houve uma época onde eu não conseguia terminar o mundo 2. E que eu não sabia do warp. E que eu nem fazia ideia de que eu podia tomar dano e relar na alavanca para matar o Bowser. Aí veio Zelda e mudou tudo. Mario ficou esquecido por meses, visitado de vez em quando, mas deixado de lado em nomes de novos games e locações. E, ironia das ironias, eu invejava os donos de Master System e seu phantasy star, jogos vendidos nas lojas americanas e acessórios a dar com pau.

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Minicastle 7 anos – Retroreview – A Lenda de Zelda 2: A aventura de Link

Sabem quando um cantor faz sucesso com um álbum muito muito bom e, de repente, resolve que vai lançar um single em um estilo completamente diferente? Normalmente, não importa quão bom seja esse single exótico, ele será mal visto pelos fãs; uma mancha eternamente escondida no tapete mas que você, não importa quantas vezes lave, vai saber que está lá.

Isso não quer dizer que aquele single não tenha charme ou que aquela mancha seja perceptível – ao contrário! Muitos e muitos vão dizer que seu tapete está perfeito e outros tantos vão dar louros exatamente à aquele single do artista, considerando melhor do que toda a obra combinada do cara até então. É só que é tão… estranho!

E essa é a exata situação de The Legend of Zelda: Link’s Adventure. Ele não é ruim; muito pelo contrário: É um RPG de ação por visão lateral anos a frente de seu tempo com milhares de novidades e ideias excelentes. Ele só não parece… bem… Zelda.

Vamos começar pelos gráficos que, para a época, eram majestosos – pelo menos enquanto você estivesse no side scrolling ( a visão superior, na parte dos mapas abertos, eram bem mais simplória, lembrando FF1). Os personagens e inimigos eram bem animados e havia uma qualidade/quantidade boa de cenários . O som era excepcional, como esperado de um Zelda, com uma quantidade enorme de músicas vindas do mestre Koji Kondo, sempre com aquela qualidade fantástica.

O controle funcionava muito bem, com Link respondendo rápido e de forma fluída aos comandos. O problema nessa área era o gameplay mesmo – se você jogou Castlevania no NES sabe do que eu estou falando: os inimigos levam um monte de golpes para morrer, alguns deles vem voando erraticamente pela tela (impedindo seus golpes ou fazendo com que você seja acertado, várias vezes, antes de conseguir matá-los) e muitos deles tem uma área de acerto/ameaça muito maior do que a de Link, fazendo com que você tem que entrar dentro dessa área, acertar o inimigo e, só então, correr com o rabo entre as pernas para fora dela. Não ajuda em nada a causa do game o fato dele ser EXTREMAMENTE difícil – ouço dizer que o Zelda mais difícil de todos. Então some essa dificuldade toda, com uma jogabilidade meio travada e diferenças imensas de estilo com o primeiro Zelda (e com, essencialmente, todos os que vieram depois também) e você perceberá porque esse jogo não é assim tão bem falado.

Se você se der ao trabalho, no entanto, de mergulhar no jogo, verá quão importante e incrível esse game é. Ele mostra uma Hyrule muitos anos a frente dos Zeldas futuros, com cidades batizadas com nomes de sábios de Ocarina e explica a origem do nome Zelda – dois pontos fundamentais na cronologia até aquele momento. É uma mistura bizarra de side scroller e RPG que, até hoje, seria um clássico do NES não tivesse saído com o nome “The Legend of Zelda” estampado no cartucho. Dê uma chance a esse estranho, assim como Majora’s Mask, ele vai te encantar.

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