Minicastle 7 anos – Retroreview – A Lenda de Zelda (NES – 1987)

Toda jornada tem um começo…

Toda viagem tem um primeiro passo…

Toda lenda tem um início…

E esse É O início. O começo. O local onde a vida de muita gente, o que eles pensavam, esperavam, raciocinavam, sobre videogame mudou, para alguns, para sempre. Foi a partir daqui que só pular sobre gombas não era mais suficiente. Foi a partir daqui que só metralhar selvagemente os inimigos não era o que queríamos.

Nós queríamos uma aventura. Queríamos uma lenda. Algo elegante, aberto, majestoso, que desafia-se sem frustar.

Diferente de tudo que havia até então, The Legend of Zelda, lançado para o Famicon em 1986, com o nome de ゼルダの伝説, Zeruda no Densetsu (exatamente A lenda de Zelda) e para o NES em 1987, Zelda, como viria a ficar conhecido, era colossal. Não só em tamanho, mas na experiência pura que proporcionava. Você tinha 1 tela de história…

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… e literalmente era jogado, sem nada a não ser a clássica roupa verde, no campo de Hyrule, em frente a uma caverna. Se você entrasse na caverna um velhinho lhe dizia…

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… e você ganhava uma espada. E era assim sempre. Nada de mapas in-game (o manual tinha um muito simplificado e sugeria que você desenha-se o seu, marcando pontos encontrados que você precisaria retornar depois), nada de explicações de como usar os itens ou tutoriais. Como o próprio criador do jogo colocou “Zelda era um pequeno jardim que o jogador usava como bem entendesse. Ele descobria sua maneira de jogar a sua própria velocidade, de seu próprio jeito.”.

Eu, por exemplo, saindo andando para a esquerda depois de pegar a espada, e cheguei a um templo que não tinha como abrir. Tentei tudo, apertei todos os botões, dei espadadas na porta até dizer chega, mas nada ocorreu. Eu não tinha nenhuma revista a mão que me ensinasse o que fazer, logo resolvi andar pelo mapa…

… e, de certa forma, nos 26 anos desde então, venho fazendo exatamente isso. Andando pelo mapa, absorvendo cada detalhe das imensas paisagens e das possibilidades abertas para você. Muitos dos jovens alienados de hoje dizem “Bom é GTA que eu faço o que eu quero!” – tolos ignorantes. Bom é Zelda onde a história e o ambiente me fazem sentir que eu sou tão importante, tão fundamental para aquele mundinho, que eu tenho que salvar aquela princesa.

A propaganda era do Zelda do Super Famicon… mas é válida porque é animal demais!

Graficamente Zelda era um desbunde na época do NES, mas claramente o jogo sofre com a passagem para a atualidade, principalmente em tvs de alta resolução que vão mostrar cada quebra de pixel em toda a sua “glória”. Ainda assim é apaixonante da mesma forma como Super Mario Bros ainda é incrível exatamente por ser todo duro e quebradinho. Os controles são simples e trabalham exatamente da maneira como deveriam, auxiliando o jogador a se mover e a lutar contra as terríveis bestas que se escondem por toda Hyrule.

O som era simplesmente F A N T Á S T I C O !!! Alguns dizem que a melhor obra do eterno maestro Koji Kondo (eu discordo… porque o cara só foi ficando cada vez melhor – vide DK no SNES) a música de Zelda era simplesmente embasbacante! Do tema clássico que tocava na abertura e no Hyrule field ao tema obscuro, temeroso e lúgubre das dungeons, dos efeitos sonoros ao sons de caminhada, passando pelo vento e pelos uivos dos monstros e som de dor dos bosses, Zelda era uma obra prima do som. Você sabe que você tem algo fantástico nas mãos quando seu pai, com uma imensa formação musical, senta do seu lado para ouvir a música enquanto você joga – é bom assim! E a versão do NES ainda tem o pior som de todos (devido ao aparelho não ter acesso ao FM sintesizer que havia no interior do Nintendo Disk Drive, do Famicon), então, se conseguir (visto que hoje existem milhares de detonados), jogue na versão do Famicon (ou no Virtual Console do Wii/Wii U – onde o som foi restaurado).

O jogo contém Dungeons que, na época, pareciam imensas (quem está acostumado com Ocarina of Time passa por elas em minutos ^_^) e um campo aberto interconectando elas tão cheio de segredos que chega a parecer absurdo. A diversos níveis para a espada e alguns itens, grutas com fadas e milhares de segredos. Pode parecer muito bizarro hoje em dia, principalmente com a curva de aprendizado tão diferenciada e com a sensação de ser jogado, essencialmente sem preparo, no universo do jogo, mas aventureiros não tem com o que se preocupar – depois que seu cérebro entrar na marcha certa você vai mergulhar em Hyrule.

Só não sei se vai conseguir voltar. Bom divertimento!

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Quer escrever para o Mini? Então venha comemorar o nosso aniversário com a gente!

O Mini está comemorando seu sétimo aniversário esse ano, e, nessa data tão cabalística, sentimos que era a hora de colocar vocês, nossos leitores, no controle! Então esse será o mês dos retro (e não tão retro assim) reviews. Escritos por vocês!

Funciona assim: Você escreve um review (curto, longo, por vídeo, em sinal de fumaça, etc…) de  A) O jogo que estava pirando/viciado/apanhando/destruindo quando tinha 7 anos  OU  B) O primeiro jogo que terminou na sua vida (caso você não jogasse muito videogame quando tinha 7 anos, acontece…) e manda, junto com seu nome (ou um nick bem legal), sua profissão e três coisas que você curte (por exemplo: gatos, caminhadas pela praia e exterminar insetos gigantes comedores de criancinhas) para o marcelbonatelli@minicastle.org (se quiserem mandar imagens para serem colocadas no review… enviem por attachment – se for um vídeo, só mandar o endereço).

E ao longo do mês… muito e muitos reviews de trazer lágrimas aos olhos. Fiquem ligados.

Kojima quer um remake de MGS 1… só falta adicionar água!

Aliás… faltava. Porque a produtora “Just add Water”, responsável por trazer diversos jogos da saga OddWorld ao mundo HD exprimiu um imenso desejo de trabalhar com essa possibilidade. Segundo uma mensagem aberta da empresa eles tem “Um imenso respeito pela propriedade intelectual, uma equipe ansiosa de fãs do material fonte ansiosos para trazer isso de volta e todo o aparato técnico” – além disso o CEO da empresa fez um tweet sobre o assunto com o apelo “Kojima Sama we really REALLY wanna do it” (algo como “Honorável Kojima nós realmente, mesmo, queremos fazer isso”).

Os remakes de OddWorld foram muito bons e a empresa tem um know how respeitável. E aí: será que rola ou será um “banho de água fria” na  Just add Water?

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Final Fantasy X e X 2 HD são possuem cross saving

O que isso significa? Que se você estiver jogando no seu PS3, no seu sofá, e resolver que precisa ir a padaria comprar algo, e tiver as versões do jogo tanto no seu PS3  quanto no seu Vita, poderá simplesmente se conectar a PSN e continuar, do exato ponto onde parou, no seu portátil.

Porque você obviamente não vai querer ficar sem FF X e FF X 2 HD enquanto vai a padoca. Ou ao clube. Ou a casa do namorada.

O único trabalho que você vai ter é comprar duas vezes o mesmo jogo (na verdade 3 porque X HD e X 2 HD são vendidos separadamente no PS Vita). Quem disse que a Square não gosta de dinheiro?

Jogando: MagRunner Dark Pulse – NO SPOILERS

Jogue dois ou três jogos novos por semana e começa a ficar complicado ser surpreendido. Principalmente por um jogo que não é um triplo A, foi feito por uma empresa que só havia feito point-and-clicks envolvendo Sherlock Holmes e que não conseguiu nem mesmo um lançamento físico para seu jogo. Mas é aí que a magia alguma vezes pega você… e de calça curta.

MagRunner: Dark Pulse (que vou passar a chamar MR) é um game puzzle em primeira pessoa não muito diferente, a primeira vista, de portal. Você tem uma luva tecnológica que manipula o campo magnético de objetos ao seu redor e consegue carregar objetos – e, com essas duas habilidades, tem que se virar para sair de um teste de sua mega corporação para o projeto de exploração de espaço profundo. Só que as coisas não são bem o que parecem…

Graficamente MR é muito bonito. Se você, como eu, gosta da estética simplista e clean de games como Portal e Mirror’s Edge, vai amar MR. As salas são limpas, lisas, desenhadas em cores claras, com o uso aguçado de tons laranjas e azuis para definir limites e diminuir a sensação de esterilidade local – sem deixar que você se sinta muito confortável, no entanto. Sua Luva e alguns pontos pelo cenário permitem interação com hologramas, que mostram pessoas desse universo futurista de 2035 e complementam seu mergulho no cenário. É meio idílico de início…

O som é excelente, com músicas combinando perfeitamente com os cenários e efeitos sonoros soberbamente desenhados. O controle funciona perfeitamente, é fluido e auxilia muito na solução dos puzzles que não são extremamente complexos – acredite, se você terminou Portal 2 vai atravessar MR sem problema algum. Até o ponto onde as coisas desgringolam…

Porque o jogo tem um twist… um twist fantástico. Em um certo momento do jogo você percebe que o programa de exploração de espaço profundo não é exatamente o que diz que é, não usa exatamente as tecnologias que diz que usa e pode ter feito contato com alguma coisa. Alguma coisa horrível. Alguma coisa que pode enlouquecer todo mundo. Alguma coisa que não devíamos ter feito contato. Sem destruir o jogo para quem for tentar (e, acreditem, vocês tem que tentar) coisas saltam das páginas de H. P. Lovercraft para sua tela.

E, assim como nos livros, não há muitas maneiras de ferir/parar essas coisas ^_~

MR é uma surpresa. As fases finais são um pesadelo, não em dificuldade, mas minha definição de pesadelo. É horrível, nefasto e completamente fantástico. Vale muito, muito a pena – até porque é baratinho para downlodar. Peguem…

Peguem agora…

 

Jogando: Game and Wario

Wario Ware é fantástico. Não há outra maneira de olhar isso a não ser assim. A coleção de Mini games, com tempo total de  5 a 7 segundos é rápida, rasteira e imensamente divertida. Então, quando a Nintendo falou que iria trazer uma versão do game para o Wii U, eu tinha todas as razões do mundo para ficar animado.

Né? Né?! Ok….

Game and Wario não é ruim. O problema é que também não é bom. Uma coleção vasta de micro jogos em versões HD de, essencialmente, o mesmo software que havia sido oferecido no DS. Sim… há jogos muito divertidos, Sim… o jogo faz um uso extensivo e fantástico da tela sensível ao toque, Sim… a experiência é muito engraçada, principalmente em várias pessoas. Mas venhamos e convenhamos, mesmo para o maior fã da terra, jogar essencialmente os mesmos mini games em 2 plataformas… pesa um pouco.

E o mais esquisito, na minha opinião, é que, tanto do ponto de vista do single player quanto do multi, Nintendo Land ainda tem mais “sustança” (como diria minha vó), do que Game and Wario. Então o que diabos a Nintendo queria com esse game? É a mesma pergunta que eu estou me fazendo.

Os gráficos são muito simples e, embora estejam em 1080p, não vão ser usados para mostrar para ninguém da família as capacidades de sua TV. O som é ótima, cortesia das milhares de músicas clássicas da Nintendo usadas sem dó ou piedade pelos micro jogos e o controle é EXCELENTE – simplesmente perfeito. Só que devem haver uns 500 para 600 micro jogos, com pouco mais de uma centena deles sendo nova – o que, na minha opinião é muito pouco. Além disso muitos desses novos micro games não são muito inspiradores e não “carregam a tocha” da franquia.

Ainda são gostosos e engraçados, mas não estão lá tão bons.

Pode ser que eu simplesmente esteja ficando velho… acontece ^_ ^

De qualquer forma a nova bola da vez é um modo history bem feito que reúne os personagens caricatos que vivem em volta de Wario. É engraçado e interessante, mas curto, e pode ser terminado em um domingo a tarde sem fazer nada.

Game and Wario não é ruim por qualquer extensão do termo. Se você nunca jogou Wario Ware, seja no DS, GBA ou Wii, você vai amar o jogo e delirar com o conceito de micro games temáticos sendo arremessados na sua cara em intervalos de segundos sem te deixar pensar. Mas se você for fá, e tiver devorado todos os jogos anteriores, tem muito pouco de novo para valer o gasto de mais de R$ 150 que as lojas brasileiras vão te pedir. Sinto muito.

No mais… bom divertimento!

Você também detesta a Origin? Pois é… a EA percebeu isso!

E já não era sem tempo. Se você já tentou usar o serviço digital da Eletronic Arts descobriu que ele é horrível: travado, desnecessariamente complicado e cheio de bugs. É tão terrível que me fez desistir de criar minha conta na primeira tentativa – que já estava passando dos 35 minutos.

E, surpreendendo a todo mundo, o novo vice presidente de distribuição digital da EA, Andrew Wilson, soltou a pérola: “Origin Sucks. At least today.” (Algo como “Origin é uma merda. Pelo menos como está hoje”).

Palavras fortes senhor Wilson (Sr Wilson!!! Quem não lembra do Dênnis gritando isso não teve infância), mas o que a EA está fazendo para mudar isso? Aparentemente muito…

Segundo Wilson novos sistemas de cadastro, mais simples e rápidos estão sendo criados, milhares de servidores estão sendo instalados no serviço (para tornar o download mais rápido), scripts de instalação estão sendo criados (para tornar mais simples para usuários sem muita experiência) e uma central de atendimento, com atendentes humanos, está sendo criada para auxiliar o usuário, pós venda.

Será que isso será suficiente para segurar a onda de abandono que vem atingindo o Origin pós fiasco de Sim City? Só o tempo dirá!

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A Ubisoft foi hackeada… mas não há motivos para pânico!

Em declaração pública da própria Ubisoft “Nós recentemente descobrimos que um de nossos sites foram explorados para ganhar acesso a alguns de nossos sistemas. Nós imediatamente tomamos medidas para fechar esse meio de acesso, investigar o acidente e restaurar integridade aos sistemas atingidos. Durante esse processo nós descobrimos que informação foi acessada de nossa base de dados, incluindo nomes de usuários, endereços eletrônicos e passwords encriptados. Notem que todos os dados de pagamento ficam armazenados em outro servidor, logo todos os dados de cartões de crédito/débito estão seguras. Por uma medida de segurança nós recomendamos que os usuários mudem seus logins e passwords. Fiquem seguros que sua segurança é nossa prioridade.”

A invasão foi detectada no final de Junho mas já vinha acontecendo, segundo fontes internas, a cerca de 20 a 30 dias. O Mini ficará atento a qualquer mudança.

Nintendo sem trava de região: Petição VS Iwata

O Famicon e o NES, embora tivessem o mesmo hardware, não eram compatíveis – os cartuchos de Famicon tinham 60 pinos (e eram consideravelmente menores) enquanto os cartuchos de NES tinham 72 pinos – mas simples transcondificadores resolviam a situação, acertando o tamanho do bocal da máquina. O SNES e o Nintendo 64, tinham chips que liam a região do game e impediam seu boot, se ele não fosse do mesmo “sistema” da máquina (PAL, NTSC ou NTSC J). O GameCube fazia o mesmo, mas com seus discos, assim como o Wii. Apesar disso os portáteis da Nintendo sempre foram livres de qualquer divisão: Jogos comprados em qualquer lugar podiam ser usados em qualquer portátil.

Isso até o 3DS.

Só que o 3DS e o Wii U não são divididos por “sistema”, como os videogames de mesa anteriores da empresa. Eles são divididos por região. Como os DVDs de hoje. O que significa que um jogo americano, por exemplo, não rodaria em um suposto Wii U brasileiro.  E jogos europeus de 3DS não funcionam em um portátil americano.

Pois bem. Com a declaração da Microsoft e da Sony que seus videogames não terão trava de região a Nintendo ficou como “a malvada da história”. E mais de 10 mil gamers já assinaram um pedido internacional contra a empresa japonesa para ela deixar de lado essas travas chatíssimas.

Se quiser participar esse é o site da petição: http://www.change.org/en-GB/petitions/nintendo-stop-region-blocking-make-the-3ds-and-wii-u-region-free

E, provando que a Nintendo está ouvindo seus usuários, o presidente e CEO da empresa, Satoru Iwata, veio a público explicar a situação, com uma resposta que vai deixar muita gente irritada. “Cada região tem suas próprias legislações, cultura e estilo de vida, com sociedades que são mais ou menos receptivas a determinados aspectos dos jogos. Seria extremamente indelicado e deselegante da parte de nossa empresa tratar da mesma forma todos os consumidores, a despeito da onde vivem.” explicou “Acreditem em nós. Não tomamos essas decisões com base em ego ou interesse comercial. A questões legais sérias envolvidas. Entendemos que certos jogadores são afetados e pedimos desculpas.” finalizou o executivo.

Então, petição ou não, parece que a Big N não vai mudar essa posição dela. E você? O que acha dessas travas de região? É afetado por elas? Deixem suas posições aí embaixo!

Videogame são, oficialmente e finalmente, arte!

Nós, gamers, já sabíamos disso a anos… mas pra o resto do mundo foi necessário o museu de arte moderna de Nova York trazer para o seu acervo 6 itens do universo gamer, que são, agora, acima de qualquer suspeita, arte.

Os itens foram colocados no acervo do museu disponíveis a visualização do público e são tão ecléticos quanto conhecidos, indo de um gameplay de Minecraft ao Magnavox Odissey, o primeiro videogame vendido em lojas, passando pelo clássico controle do Atari.

O acervo é permanente. E você pode, assim como eu, esfregar isso na cara de suas professoras.

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