Jogando: Castle of Illusion HD

Castle of Illusion, no mega drive, é um clássico. Um side scroller com litros de aventuras por cenários lindo enquanto Mickey Mouse, o eterno rato aventureiro de Walt Disney, tenta salvar sua amada Minnie Mouse das garras da terrível Mirzabel. Se você nunca teve a possibilidade de jogar o game, de uma olhada nos nossos reviews da versão de Mega Drive e da versão de Master System.

Pois bem… o jogo ganhou um remake. E um fã do original, como eu, não podia deixar de colocar suas mãos ávidas nele.

E os resultados são menos do que estelares.

Veja bem… Castle of Illusion Remake – Starring Mickey Mouse não é ruim. É um competente jogo de aventura, voltado para um público mais infantil que não tenta, em nenhum minuto, ser uma cópia do jogo original com uma repaginada visual – este é um NOVO jogo, que utiliza mecânicas de câmera 3D, diversos ângulos de câmera e estilos de jogabilidade roubados de fontes tão diversas como Crash Bandicoot, Spyro, DKC Returns e Epic Mickey. A combinação final é competente e gostosa de jogar, mas lembra muito mais um jogo do começo dos gráficos poligonais de qualidade, lá pela metade da era do PS1, quando diversos ângulos de câmera e diversos tipos de jogabilidade, no mesmo tipo de jogo, eram algo novo e realmente valorizado. Hoje em dia, como mostrado nesse game, isso não sustenta um jogo por si só.

Mas ao jogo em si. Graficamente Castle of Illusion Remake é bonito – mas nem de perto tão bonito quanto jogos quanto Muramasa, Odin Sphere, Dragon´s Crown ou outros pesos-pesados do uso de cell shading e color shading. É claro ali que o serviço foi feito no limite do aceitável, com uma qualidade gráfica apenas passável que, diferente do game original, não encanta aos olhos e nem gera nenhum momento “UAU” – as animações de Mickey são mais simples que no mega drive (ele não “rebola” por exemplo, enquanto espera, nem olha em volta, assustado), os fundos mais simplórios e os estágios menos inspirados, mais diretos, retos e com poucos elementos em paralaxe. Mickey nem mesmo tem sua clássica bundada, apenas pisando em seus inimigos. Nem de perto o nível de qualidade esperado de um game como esse e milhas distante do excelente Epic Mickey 2: Power of Illusion do 3DS.

O controle funciona bem mas tem uma “escorregada” que, eu acho, foi colocada lá de propósito. Eu explico: Nos idos do Mega Drive, quando você virava completamente a direção na qual Mickey se mexia, ele levava alguns segundos, e tinha alguns quadros de animação, para começar a se mover naquela direção – embora o novo game não tenha esses quadros de animação, ainda assim parece que Mickey se “arrasta” um pouco ou “desliza” um pouco em alguns momentos. Na época do Mega Drive isso não era muito problemático (era… mas a gente tava acostumado) – em uma era de controles analógicos perfeitos e comandos 1:1 é terrível.  A jogabilidade varia de estágio para estágio, ou mesmo dentro dos estágios, mas é predominantemente em visão lateral, com ocasionais entradas em 3D aberto; algumas partes tem Mickey correndo na sua direção, ou lutando com chefes em arenas 3D abertas ou desviando de itens que vem do fundo, mas, predominantemente, você vai controlar o roedor mais conhecido do mundo indo da esquerda para a direita.

O som é bom. E só isso. Eu realmente me decepcionei muito, mas muito mesmo, com essa parte. Castle of Illusion tinha músicas ótimas, que faziam grande uso do canal de modulação FM no Master System assim como dos 10 canais de áudio do Mega Drive. O que recebemos aqui são versões xexelentas das músicas originais, nem mesmo orquestradas, em uma tentativa muito mequetrefe de modernizar a obra. É ruim, fraco e nem merece ser considerado Castle of Illusion.

Castle of Illusion Remake é um jogo feito para quem, obviamente, nunca relou no game original. É simples, MUITO mais fácil que na era 8/16 bits e não tem 1/25 da personalidade. Jogue… mas esteja preparado para um game apenas mediano. Se estiver atrás de um retorno, de verdade, ao castelo da terrível Mirzabel, fique com a versão do 3DS – ou, melhor ainda, arranje um Mega Drive, um cartucho e volte ao começo dos anos 90. Acredite – você vai se divertir muito mais.

Jogando: Flashback Remake

Flashback foi lançado originalmente em 1993, primeiramente no PC e Amiga, e depois ganhando versões para essencialmente todos os consoles da época, com especial atenção para as versões melhoradas que rodavam no 3DO e no Amiga CD 32. Contava a história de Conrad, um membro da GBI (Galaxy Bureau of Investigation – Bureau de Investigação Galático) , que descobre um ataque alienígenas doppleganger (que copiavam seres humanos) e tem sua memória apagada – mas não sem antes ter deixado cópias dela, se avisando do perigo e, finalmente, neutralizando a ameaça.

O jogo era muito bom e extremamente inovador, utilizando cenários formados por gráficos vetoriais, cinescópia para captação de movimentos e movimentos realistas, com um personagem que tinha peso, sofria danos de forma realista e precisava levar física e inércia em consideração para se mover – com um estilo de jogabilidade que lembrava muito dois outros jogos da mesma produtora, a época, Out of this World e Heart of the Alien.

Recentemente, na onda de remakes que tentam trocar dinheiro por nostalgia (uma troca que eu acho extremamente interessante), um remake de Flashback foi demonstrado, com um trailer extremamente interessante e toda a tecnologia que somente a Unreal 3 pode lhe dar, mas mantendo a jogabilidade do clássico jogo de 1993.

E isso, depois de jogar o game, leva a pergunta: E aí? Continua tão bom quanto o original?

Sim, o jogo é tão bom quanto o original. Só que não é melhor que o original – é só tão bom quanto.

Ao começar pelos gráficos. Se os gráficos do game anterior eram realmente muito bons, coisa fina para 1993/1994, os gráficos da versão Uber Remake HD com fritas e churros é apenas passável – blasé, sem sal nem açúcar, moderado. Não são ruins e cumprem seu papel muito bem, mas outros jogos, mais antigos, utilizando do motor gráfico da Unreal 3, já mostraram resultados bem melhores no 360/PC (como Shadow Complex) do que as texturas lavadas e animação esquisita de Flashback HD. Some a isso que a maior parte da história é contada em cenas estáticas, ou semi estáticas, como uma história em quadrinhos preta e branca e que os personagens com os quais você tem contato contam apenas com uma imagem na tela, ao estilo dos RPGs de Saturn/Sega CD e você vai ter uma sensação de que OU faltou dinheiro nessa produção OU faltou tempo para entregar um produto um pouco melhor.

A parte sonora é boa, mas não vai deixar saudades – nem de perto tão boa quanto a do game original, que contém músicas que eu ainda carrego em mp3 no celular para ouvir a caminho do trabalho. Algumas músicas do original sobrevivem em versões rearranjadas mas a Ubisoft parece ter preferido ir na direção de material novo para o game… com resultados menos do que estelares. Os efeitos sonoros foram drasticamente melhorados e funcionam muito bem e o estéreo foi tão bem feito (o game suporta Dolby e 5.1) que dá para se ecolocalizar durante o game (sabendo se um inimigo está vindo de um lado e não de outro).

A jogabilidade continua aqui e continua excelente, mas foi facilitada para a nova geração – e acreditem, isso só tornou o jogo ainda mais legal. Você vai ter que lidar com uma física ainda mais realista e movimentação limitada a de um “humano normal” (humano normal de filmes de ação e fc… mas um humano normal), vai ter que se acostumar com o fato de que não pode simplesmente sair atirando em tudo e que os inimigos são bem mais fortes e muito mais numerosos; sem falar em um nível de dificuldade meio alto para o universo dos jogadores criados a base de saúde regenerativa e personagens que podem cair 30 metros sem se machucar. Mas o controle funciona tão bem que, depois de poucos minutos de jogo, você já vai ter se acostumado com toda a movimentação “humana” de Conrad e vai estar fazendo saltos, rolando para evitar dano e pensando, dentro do universo do jogo, como usar uma pedra para atrair a atenção de uma câmera e passar enquanto ela olha para o outro lado – sendo que os puzzles, agora em menor número e mais fáceis, continuam sendo o miolo do game, que, por fora, parece um game de ação e ficção científica.

Mesmo com frases e aparência num estilo meio “EMO anti herói mamãe não gostava de mim e por isso virei polícia” e uma voz que lembra, vagamente, o dono de uma mercearia entediado, e não um policial que descobriu uma conspiração interplanetária que pega o melhor de Vingador do Futuro e soma com o melhor de Invasores de Corpos,  o remake é um jogo que, se não inspirado, parece ter sido feito com tanto amor e tanto respeito pelo game original, que se tornou um título bom por si mesmo. Altamente recomendado, tanto para fãs do original como para quem nunca colocou a mão em Flashback até hoje.

Bom divertimento

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Jogando: Teenage Mutant Ninja Turtles – Out of the Shadows

Eu amo tartarugas ninjas! Em todas as suas encarnações! Desde a clássica…

a renovada, de 2004…

até a da Nicklodeon atual!

E TMNT me rendeu alguns dos melhores jogos de videogame da minha vida, do inesquecível Turtles of Time ao TMNT Arcade game, com beat-en-ups fantásticos que mudaram a história dos games. E todos os trailers de Out of the shadows, o novo jogo das tartarugas, mostravam o que devia ser um jogo imensamente legal.

Que pena que eu estava errado! Muito muito muito errado!

Eu gostaria de terminar esse review por aqui e ir chorar em um canto depois. Eu gostaria de poder dar uma de Ackbar aqui e dizer “Corra! É uma armadilha!”. Mas eu não posso. Eu tenho que alertar vocês. Eu tenho.

Primeiro! Olhem essa imagem

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O

Que

Diabos

Aconteceu

com

as

Tartarugas?

O que é essa aberração? Elas estão muito… estranhas! Humanoides! Com uma movimentação estranha, com uma captação de movimento humana demais e que simplesmente não condiz com o peso de um réptil com um casco gigante. Eu até aceitaria essa primeira falha se o resto do departamento gráfico não fosse horrível, horrendo, asqueroso. A animação é esquisita, quebrada e cheia de falhas, com movimento surgindo do nada e golpes atingindo pontos do inimigo distantes da onde os membros estão. A câmera funciona completamente contra você e, por vezes, gira sem controle. Os inimigos vem em onda de fora da tela e te atacam em posições que você não consegue ver ou se defender. o cenário é cheio de paredes invisíveis, não tem qualquer indicação visual de o que fazer ou para onde ir e é cheio de áreas vazias onde nada acontece até o momento onde você, arbitrariamente, inicia uma sequência de inimigos clonados que não tem um pingo de personalidade ou carisma. E se não bastasse tudo isso o game é recheado de bugs, os mais diversos, desde tartarugas presas no chão ao pular de um nível para outro a tartarugas presas em objetos do cenário, que andam sem mover as pernas ou que lutam com inimigos que resolvem, de repente, desenvolver a habilidade de andar no ar!

E o som! Que fantástico! Uma coleção de metal atroz que lembra mais uma luta entre senhoras idosas, em uma cozinha, usando os itens da culinária do século XVIII do que sons que deveriam encantar ou entreter. E as vozes das tartarugas soam como um grupo de crianças se fazendo passar por adolescentes. E os sons dos inimigos são irritantes, repetitivos e terrivelmente mal construídos.

O controle é terrível… terrível. Ele leva segundos para processar seus comandos, tem uma zona morte horrível, botões e golpes que só entram quando querem e saltos duplos que só servem para você morrer pulando sobre buracos ou de um trem para outro. O sistema de golpes e de batalha tenta parecer competente mas não consegue segurar a fachada por mais do que alguns segundos enquanto você tenta, sem sucesso, soltar qualquer um dos golpes especiais das tartarugas – vá por mim… você vai falhar miseravelmente.

E tudo isso sem falar na agonizante inteligência artificial. Ela é grotesca. Boa sorte em conseguir outras pessoas que tenham comprado esse jogo para jogar com eles, porque sozinho é a porra de uma batalha de atrito – seus irmão tartarugas se jogam nos inimigos, não conseguem sair quando cercadas e tomam piaba sem controle, caindo e fazendo com que você gaste preciosos “pedaços de pizza” (que são os recuperadores de energia) para trazê-los de volta. E boa sorte se resolver não fazê-lo, porque ondas e mais ondas de inimigos vão cercar você, atacando de todos os ângulos possíveis, muitos de fora da tela, tornando a missão de terminar aquele trecho do jogo ainda mais terrível. E prepare-se também para os inimigos que atacam sem a menor preocupação com próprio bem estar, inimigos que surgem do nada ou ficam invisíveis (devido a bugs do jogo) e sessões que só podem ser transpostas com duas tartarugas trabalhando em uníssono, que, apesar dos seus comandos martelados diversas vezes, não ocorrem porque a tartaruga controlada pelo console simplesmente se recusa a te ouvir.

 

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TMNT: Out of the Shadows é um ultraje. Uma vergonha. Uma xexelenta tentativa mal feita de trazer a série para um novo público que, realmente, não precisa dela dessa forma. É  quase tão vergonhoso quanto a ideia original de Michael Bay de transformar as tartarugas em alienígenas. Se você valoriza suas tartarugas, e sua infância, continue na combinação Turtles in time (do SNES) + a série nova da NickLodeon. Acredite em mim… você vai ser muito mais feliz.

Wind Waker HD vem com o mimo mais sinistro da terra

Você não terá como fugir de seu destino de salvar Hyrule nesse final de ano! E seu destino o chama, no Wii U, de duas maneiras.

Se você não tem um Wii U

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É hora de comprar essa edição simplesmente animal do Wii U, com o GamePad decorado, Wind Waker HD downloado na memória e uma versão virtual do Hyrule Historia para você usar como quiser no seu GamePad e Tv. Essa belezinha é exclusiva da rede Game Stop e eles enviam para o Brasil!!! O preço é US$ 299,99 + US$ 129,99 (para o Brasil via Fedex).

Caro… mas animal demais!

Se você já tem um Wii U

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Se você, como eu, já tem um Wii U, e, como eu, não pode/quer comprar outro só pela decoração no Game Pad, sua saída é comprar essa lindíssima edição de colecionador de The Legend of Zelda: Wind Waker HD. Que vem com o game em disco, manual comemorativo, uma código de download do Hyrule Historia virtual e…

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…uma estatueta do Ganondorf!!!

Dentro de uma redoma de acrílico!

É linda!

A edição de colecionador custa US$ 59,99 (despachar para o Brasil dobra o preço por causa do peso – eu sei… caro!) e está disponível em números limitados. Ela será despachada no dia 04/10 deste ano se não houver alterações.

A do Mini está comprada… e a sua?

A Lenda de Zelda: Wind Waker HD está vindo para detonar! E nós sabemos como e quando!

O jogo chega as mãos ávidas dos fãs em 08 de Outubro de 2013 (pelo menos nos EUA) e vem com uma série enorme de modificações, que vão muito além dos incríveis gráficos refeitos para a alta resolução.

Alguns exemplos das modificações são animações mais rápidas (o grapling hook não leva mais 10 segundos de animação toda vez), os itens podem ser modificados de posições (ou usados diretamente) da tela sensível ao toque, um mapa, com possibilidades de personalização e inscrições, fica disponível para você na tela do game pad, o sistema de combate foi facilitado (com o tempo de entrada dos golpes especiais – que destroçam armaduras ou cortam armas de inimigos – aumentado) entre outras pequenas modificações para modernizar o game. Mas nem de longe essas são as mudanças mais importantes.

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O jogo foi inteiro refeito para uma nova geração de jogadores e partes dele que, segundo o diretor Aonuma “Simplesmente não faziam sentido e não acrescentavam nada para a jogabilidade”, foram modificadas para não serem mais obrigatórias. Por exemplo, se você jogou o game na versão do GameCube deve se lembrar de oito mini dungeons necessárias para conseguir 8 mapas codificados, que então você tinha que descobrir onde decodificar (na tingle island) e pagar por cada mapa decodificado – pois bem… só três mini dungeons são obrigatórias agora, sendo que 5 dos mapas podem ser conseguidos de outra forma e a tingle island, e sua função, é apresentada logo no começo da “quest” com detalhamento do processo de decodificação assim como um preço mais camarada por mapa decodificado. Além disso há uma Fast clothe (Em uma tradução leve “Vela Ligeira”) que permite viajar contra o vento e em uma velocidade 3 vezes maior que a normal, que poderá ser adquirida no bazar (não se preocupe… só tem um no jogo todo). E a Pictochart, a “câmera fotográfica” do jogo, que era usada para fotografar inimigos e personagens para transformá-los em miniaturas, está de volta com uma função de auto shoot, que permite fotografar link fazendo caras bizarras ou em situações estranhas – e todas as fotos podem ser divulgadas no Nintendo Wara Wara ou nas listas de discussões.

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Do branco e preto para o sépia… Ficou lindo!

É claro que tudo isso podia facilitar demais o jogo. Então a Nintendo resolver dar um presente também para o fã hardcore. E esse presente é o Hero Mode, que remove todas as facilidades novas dadas (maior abertura de tempo de ataques, mapa com  possibilidade de registro, Fast Clothe, etc…) e ainda remove o uso de fadas, os inimigos não derrubam corações e a energia só pode ser recuperada pelo uso de poções. Ouch Nintendo! Não precisava exagerar.

De qualquer forma, para novos ou velhos jogadores, Wind Waker HD parece estar se tornando uma necessidade. E um excelente motivo para comprar um Wii U.

Jogando: Duck Tales Remastered

Antes desse review começar eu preciso perguntar uma coisa: Isso significa algo para você?

Se significa, e você não tinha um Master System na década de 80, isso significa que você teve contato com dois jogos criados pela mesma equipe, e com a mesma engine, de Mega Man: Duck Tales e Duck Tales 2 para o NES.

Tá… você tinha o Master System?! Sem problemas. Pense em Castle of Ilusion mas bem maior, com mais movimentos e com a possibilidade de usar um pula pula. Era isso.

E agora, mais de vinte anos depois, a Capcom junta mãos com a Way Foward, especialista em jogos 2D com sprites, para trazer um remake mais brilhante que a moedinha número um do tio Patinhas! Tudo nesse jogo é novo… TUDO… mas ao mesmo tempo tudo é completamente familiar. As fases ainda são as mesmas do NES, com quase os mesmos estágios, mas com gráficos tão incríveis e cheios de personalidade que fica até difícil falar sobre eles…

… é quase como controlar um episódio do desenho de TV.

E o som? Ah! O som! O jogo traz o casting inteiro (com exceção da voz do Pato Donald) do desenho original de volta aos seus papéis (mais de vinte anos depois! Memorável!!!) e conta com as músicas originais do desenho assim como um sortimento fantástico de musicas com qualidade Disney.  E o controle funciona ainda melhor do que funcionava no NES!!! Um botão pula e um botão ataca; aperte o botão de pulo e de ataque e Tio Patinhas dá um golpe no ar (ele não fazia isso no NES) o que facilita muito, MUITO, a jogabilidade. Aperte pulo e aperte pulo de novo no ar e ele coloca a bengala para baixo e usa como um pula-pula, causando danos nos inimigos quando os atinge e saltando mais alto no “ricochete” (além de desenterrar itens escondidos) – no NES você tinha que apertar e segurar para baixo, o que as vezes fazia o golpe falhar e você tomar dano… o que também tornou a jogabilidade da nova versão um tanto mais fácil.

A jogabilidade continua a mesma: salte sobre os inimigos, ou jogue objetos neles, para destruí-los e colete milhares de joias, moedas, sorvetes e bolos para sobreviver e enriquecer o Tio Patinhas. Saltar pelas plataformas ainda é complicado, mesmo com o novo sistema de controle e alguns inimigos estão posicionados de um jeito, ou surgem de um jeito, que dificulta muito a vida – não é nem um décimo da dificuldade que era no NES, mas é bem mais difícil do que plataformers atuais, como Mark of the Ninja e Shank. E exige exploração para conseguir o melhor final. E os chefões são meio apelões.

Uma das melhores músicas da minha infância – ainda melhor

DuckTales Remastered é uma demonstração de carinho pelo desenho, pelo game original e pelos fãs. É a Capcom trazendo uma empresa de fora para fazer um remake de verdade, de qualidade e trazer uns dos melhores jogos da minha infância para uma nova geração de jogadores. Se você gosta de plataformers e tem um Wii U, considere seriamente comprar. Se você gosta de plataformers e NÃO TEM um Wii U, e portanto não tem acesso a Mario, essa compra se torna OBRIGATÓRIA. Compre agora mesmo…

… e venha com corrida e avião! ^_ ^

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Diante da Crise Iwata solta: A Nintendo faz games, não arte.

Diferente do que os especialistas em crise vem dizendo, a Nintendo não está falindo. Não está nem mal das pernas.  O Wii U está vendendo mal, ainda está vendendo melhor do que o PS3 estava quando tinha a “idade” dele. O Wii continua vendendo bem (na verdade… bem melhor que o Wii U) e o 3DS está destruindo o número do mercado de portáteis – com números, essencialmente, inacreditáveis.

Mas a Nintendo sente que é falta dela. “Nós faltamos para com os clientes, os jogadores e o mercado. Os números do Wii U são falha nossa.” disse o presidente da companhia, Satoru Iwata.

O executivo, em sua entrevista no Tokyo Hotel, se mostrou bastante agressivo quando consultado sobre a posição, de muitos usuários, de que a Nintendo não liga para o consumidor, porque faz arte: “Somos uma empresa de entretenimento, não uma companhia de artistas. Nossa missão é para com nossos clientes e acionistas. A Nintendo faz games. Através de seu foco no desenvolvimento dos melhores jogos possíveis atingimos, algumas vezes, o status dado, nunca requisitado, de arte. E somos muito orgulhosos disso. Mas nosso foco é a criação de jogos e consoles divertidos. Nosso foco é o entretenimento. Não a arte.” .

“Não pode ser bom só para a empresa, criando algo que só dê lucro. Tem que ter valor para o consumidor, para o vendedor, para o colecionador. Essa tem sido a política da Nintendo e tem nos servido muito bem. É a razão pela qual nossos jogos conservam o valor, mesmo quando disponíveis em outros plataformas, em seus formatos originais. Sabemos que há uma falta de títulos para o Wii U, mas essa situação será resolvida nos próximos meses. Pedimos um voto de confiança e um pouco de paciência!”

E então: Você daria a Nintendo esse voto de confiança? Ou chega dessa empresa para você? Deixe a sua opinião aí embaixo!

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Ps: Eu acho que vários games da Nintendo são arte! Mas isso sou eu!

Zelda: Wind Waker HD tem preço confirmado

E vai custar US$ 49,99! Sim… 50 doletas pelo remake HD do melhor Zelda de todos…

… ok….

Vamos deixar uma coisa clara Nintendo! Eu vou comprar esse remake! Eu sou fã! Sou a ovelha do rebanho! Eu já terminei esse jogo com TUDO que dá para fazer – umas 4 vezes! Eu pago 200 dólares por ele se precisar.

Mas 50 dólares por um remake de um jogo com mais de 10 anos? Quando eu posso pegar um jogo novo, super hd deluxe abissal da porra do inferno por 60? Tenha a santa paciência!!!

Anyway… vejam o trailer se maravilhem!

PS: O jogo vai ter um modo de dificuldade novo chamado professional, que refaz as dungeons. Para gente como eu que sabe elas decor!

 

Nintendo reativa registro de Eternal Darkness!

Segundo o site Siliconera a Nintendo reativou o registro de marca (trademark) de Eternal Darkness, o jogo de terror lovercraftiano de grande sucesso do Game Cube (e o primeiro jogo “Mature” a ser publicado pela Nintendo), para “uso do nome, de softwares relacionados e para distribuição física e digital”. Embora software relacionados possam a vir a ser lançados (como algo para iPhone ou Android) muito nos interessa a parte que diz “distribuição física e digital” – porque, embora eu não veja a Nintendo relançando jogos de Cube em mídia física, para qualquer sistema que seja, ela falou a poucos meses atrás que começaria a lançar, para o virtual console, jogos do cuboide console.

Considerando que Eternal Darkness é um dos primeiros games que foi lançado para o console (la nos idos de 2001/2002) e que é aclamado até hoje por mídia e crítica, não é muito difícil pensar que uma versão virtualconsoleada ou hdzada esteja a caminho. Resta esperar.

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Jogando: MagRunner Dark Pulse – NO SPOILERS

Jogue dois ou três jogos novos por semana e começa a ficar complicado ser surpreendido. Principalmente por um jogo que não é um triplo A, foi feito por uma empresa que só havia feito point-and-clicks envolvendo Sherlock Holmes e que não conseguiu nem mesmo um lançamento físico para seu jogo. Mas é aí que a magia alguma vezes pega você… e de calça curta.

MagRunner: Dark Pulse (que vou passar a chamar MR) é um game puzzle em primeira pessoa não muito diferente, a primeira vista, de portal. Você tem uma luva tecnológica que manipula o campo magnético de objetos ao seu redor e consegue carregar objetos – e, com essas duas habilidades, tem que se virar para sair de um teste de sua mega corporação para o projeto de exploração de espaço profundo. Só que as coisas não são bem o que parecem…

Graficamente MR é muito bonito. Se você, como eu, gosta da estética simplista e clean de games como Portal e Mirror’s Edge, vai amar MR. As salas são limpas, lisas, desenhadas em cores claras, com o uso aguçado de tons laranjas e azuis para definir limites e diminuir a sensação de esterilidade local – sem deixar que você se sinta muito confortável, no entanto. Sua Luva e alguns pontos pelo cenário permitem interação com hologramas, que mostram pessoas desse universo futurista de 2035 e complementam seu mergulho no cenário. É meio idílico de início…

O som é excelente, com músicas combinando perfeitamente com os cenários e efeitos sonoros soberbamente desenhados. O controle funciona perfeitamente, é fluido e auxilia muito na solução dos puzzles que não são extremamente complexos – acredite, se você terminou Portal 2 vai atravessar MR sem problema algum. Até o ponto onde as coisas desgringolam…

Porque o jogo tem um twist… um twist fantástico. Em um certo momento do jogo você percebe que o programa de exploração de espaço profundo não é exatamente o que diz que é, não usa exatamente as tecnologias que diz que usa e pode ter feito contato com alguma coisa. Alguma coisa horrível. Alguma coisa que pode enlouquecer todo mundo. Alguma coisa que não devíamos ter feito contato. Sem destruir o jogo para quem for tentar (e, acreditem, vocês tem que tentar) coisas saltam das páginas de H. P. Lovercraft para sua tela.

E, assim como nos livros, não há muitas maneiras de ferir/parar essas coisas ^_~

MR é uma surpresa. As fases finais são um pesadelo, não em dificuldade, mas minha definição de pesadelo. É horrível, nefasto e completamente fantástico. Vale muito, muito a pena – até porque é baratinho para downlodar. Peguem…

Peguem agora…