Wario Ware é fantástico. Não há outra maneira de olhar isso a não ser assim. A coleção de Mini games, com tempo total de 5 a 7 segundos é rápida, rasteira e imensamente divertida. Então, quando a Nintendo falou que iria trazer uma versão do game para o Wii U, eu tinha todas as razões do mundo para ficar animado.
Né? Né?! Ok….
Game and Wario não é ruim. O problema é que também não é bom. Uma coleção vasta de micro jogos em versões HD de, essencialmente, o mesmo software que havia sido oferecido no DS. Sim… há jogos muito divertidos, Sim… o jogo faz um uso extensivo e fantástico da tela sensível ao toque, Sim… a experiência é muito engraçada, principalmente em várias pessoas. Mas venhamos e convenhamos, mesmo para o maior fã da terra, jogar essencialmente os mesmos mini games em 2 plataformas… pesa um pouco.
E o mais esquisito, na minha opinião, é que, tanto do ponto de vista do single player quanto do multi, Nintendo Land ainda tem mais “sustança” (como diria minha vó), do que Game and Wario. Então o que diabos a Nintendo queria com esse game? É a mesma pergunta que eu estou me fazendo.
Os gráficos são muito simples e, embora estejam em 1080p, não vão ser usados para mostrar para ninguém da família as capacidades de sua TV. O som é ótima, cortesia das milhares de músicas clássicas da Nintendo usadas sem dó ou piedade pelos micro jogos e o controle é EXCELENTE – simplesmente perfeito. Só que devem haver uns 500 para 600 micro jogos, com pouco mais de uma centena deles sendo nova – o que, na minha opinião é muito pouco. Além disso muitos desses novos micro games não são muito inspiradores e não “carregam a tocha” da franquia.
Ainda são gostosos e engraçados, mas não estão lá tão bons.
Pode ser que eu simplesmente esteja ficando velho… acontece ^_ ^
De qualquer forma a nova bola da vez é um modo history bem feito que reúne os personagens caricatos que vivem em volta de Wario. É engraçado e interessante, mas curto, e pode ser terminado em um domingo a tarde sem fazer nada.
Game and Wario não é ruim por qualquer extensão do termo. Se você nunca jogou Wario Ware, seja no DS, GBA ou Wii, você vai amar o jogo e delirar com o conceito de micro games temáticos sendo arremessados na sua cara em intervalos de segundos sem te deixar pensar. Mas se você for fá, e tiver devorado todos os jogos anteriores, tem muito pouco de novo para valer o gasto de mais de R$ 150 que as lojas brasileiras vão te pedir. Sinto muito.
Segundo Masahiro Sakurai, criador da série Super Smash Bros, as novas versões do game podem não sair ao mesmo tempo: “Estamos trabalhando duro mas há uma diferença significativa em criar conteúdo em alta resolução. Pode ser que as duas versões não saiam ao mesmo tempo.”.
Devo entender então que a versão do wii U vai sair depois?
Além disso o estimado diretor disse que não existe, atualmente, nenhum DLC planejado para Smash Bros, mas há possibilidades para o futuro “No momento queremos dar o game mais completo possível. Mas se tivermos um cast que seja muito requisitado ou novas ideias que realmente modifiquem a jogabilidade, porque não?” – disse Sakurai.
Vai entender. De acordo com Sakurai, criador da série “não achamos uma maneira inventiva e visceral de utilizar a tela sensível ao toque”. Então nada de comandos por toque na versão do 3DS. E Sakurai também falou o nome oficial do jogo e, prepare-se, pode ser forte demais para um coração fraco: Super Smash Brothers.
Isso
Só isso
Na caixa terá um pequeno logo (caso você seja tão imbecil que não consiga diferenciar um cartucho de um disco e uma caixa de 3Ds de uma de Wii U) com “3DS” em vermelho e “Wii U” em azul, logo abaixo de Super Smash Brothers. E só.
Eu tenho uma relação imensamente complicada com jogos de luta. Gosto, muito, de Street Fighter 2 e seus derivados, mas não consigo jogar, aliás nunca consegui Mortal Kombat ou nada da SNK com o mesmo apreço. Parte desse problema se deve a fluidez do controle: Em todos os Mortal Kombat, sem exceção, inclusive no vs DC, os personagens parecem feitos de chumbo, e os combos parecem mais obra de decorar controles do que de entender dinâmica, enquanto que nos King of Fighters da vida parecia que eu tinha que ter uma tarântula treinada no lugar da mão, para conseguir aplicar os golpes como eles deveriam ser.
Ainda assim eu sou um fã do universo DC e, diante da possibilidade de um jogo de luta realmente interessante usando o universo que tanto amo, resolvi tentar minha mão em Injustice. E confesso que saí bastante machucado do que vi…
Mas vamos por partes!
Vamos tirar o que é muito bom do caminho primeiro: Meu Deus como esse jogo é bonito. O fato de estar rodando em uma plataforma melhor que o 360 ou o PS3 realmente começa a mostrar diferença! O jogo é lindo! O sistema de luz e sombra é fantástico, a animação é soberba, a textura colossalmente bem feita. E o som! O departamento sonoro é soberbo: Músicas lindas com efeitos sonoros imensamente bem pensados e vozes absurdamente bem escolhidas. Quando Kal El grita ou Batman ameaça, você realmente consegue ver que são aqueles personagens mesmo. Do jeitinho que você sempre os viu!
O problema, para mim, começa nos controles. E não, eu não estou falando de jogar com uma tela entre os meus dedos, o que se provou bem legal porque posso ver a lista de especiais do meu personagem com um toque ou distribuir golpes especiais pelo tela sensível e realizá-los a um toque, sem precisar efetivamente fazer meias luas ou coisas do tipo, mas na sensação do controle. Os personagens continuam pesados, lentos e sem capacidade de controle no ar; como em MK assim que você começou um movimento, está preso nele até o fim. Combos saem só porque foram decorados, movimentos tem poucas dinâmicas intuitivas e os especiais podem, em alguns casos, ser usados para apelações sem fim. É um sistema de controle aceitável se tudo que você jogou na vida foi MK, mas para quem cresceu com pérolas como Marvels Super Heroes e chegou a idade adulta jogando o soberbo Guilty Gear, é simplesmente inaceitável.
Meu outro problema principal reside no quesito história/verossimilhança do universo. Quando eu li, a dois anos atrás, sobre Injustice, uma das coisas que a equipe da Netherrealm mais falava é como não pareceria em nada com MK vs DC, com lutas “forçadas” e situações imbecis – que haveria um cuidado e um carinho enorme na criação da história de forma a garantir que as lutas fizessem pelo menos um pouquinho de sentido. Só que, embora contextualizadas, as lutas ainda não fazem o menor sentido dentro da mecânica do universo DC! Eu explico!
Imagine a seguinte situação: Superman vai sair no braço com o Batman. Não importa a razão. A última coisa que você veria o cavaleiro das trevas fazendo seria dar um soco no Kal El. Ele jogaria o carro no alienígena chamaria por hordas de bat-bots, usaria armamento tático e minas remotas inteligentes… porra… ele traz kriptonita na porra do fecho do cinto! Mas a luta começa, mano a mano….
… e o superman me soca para fora do planeta e de volta para a terra! Eu não estou brincando! Duas vezes… na mesma luta…
… e tudo que o Bruce Wayne, humano vestindo Kevlar sem super poderes faz é colocar cabeça e ombros no lugar. Como se tivesse tido um mal jeito. Porra! Eu não sei quanto a vocês mas se eu for socado para fora da atmosfera por uma alienígena movido a energia solar, batido como um martelo de volta e me levantasse, eu teria mais do que um “certo desconforto”!
E isso é levado a todos os níveis! Mulher maravilha, que despedaça navios de guerra com as mãos sem suar nos quadrinhos, não parte Cyborg ao meio com uma espadada. O coringa ainda se levanta depois de ser usado para moer concreto pelo Solomon Grunty. E o Arqueiro Verde consegue derrotar, na pancada, o Doomsday…. a criatura que matou de exaustão a porra do Super Homem! Como fã da DC eu me sinto insultado com isso! E nem uma desculpa é dada! Em MK vs DC, pelo menos havia a desculpa que “Superman é fraco contra magia”, “A Mulher Maravilha tá no mesmo nível de poder místico que o Shang Tsung”, mas, aqui, nada!
Pelo menos o jogo vem carregado de modos de jogo. Tudo está aqui. De desafios com tempo certo a modos alternativos onde só se pode usar certos tipos de golpes (ou não se usar certos tipos de golpes), passando por games como variações de jogos de naves com superman ou tower defense com Batman e Arqueiro Verde. O modo online funciona bem…
… conquanto que você não esteja jogando no Wii U.
O que era a minha situação! ^_ ^ Sucks to be me!
Não que os modos não estivessem ali: de campeonatos a lutas individuais tudo estava certinho. A única coisa que a Netherrealm não completou ainda (mas prometeu um patch para até a metade de junho) é o sistema de escolha de adversários. Se eu quero jogar com você, no 360 ou Ps3, eu entro e te convido para jogar, simples assim… mas no Wii U não existe essa função. Você tem que mandar uma mensagem para o seu amigo, entrarem os dois na sala de jogo e esperar que, randomicamente, vocês dois sejam colocados para jogar. É absurdo! Peguei um amigo que também estava com o jogo e tentamos por mais de 40 minutos, hoje, das 19:30 as 20:12, sem conseguirmos nos encontrar nenhuma vez! E o mais estranho: as vezes o game me dizia que não havia com quem me parear, mas meu amigo estava ali, visível para mim como online no Wii U Wara Wara e “idle”… “idle”… sem fazer nada! Parado esperando também! Essa é uma falha grave para um videogame hoje em dia! Não lancem um jogo com esse tipo de problema!
De qualquer forma o game está lá fora! E está funcionando… do jeito dele. É ruim? Não. Mas está longe de ser perfeito. Faltou cuidado na criação do game e mais tempo para escolher, ou desenvolver, um estilo de jogabilidade que realmente marcasse Injustice: Gods Among Us. Por mais que todo mundo queira me dizer o contrário, eu me sentindo jogando um MK com os personagens da DC colados em cima. E isso deixou um gosto ruim na minha boca!
Calma! Calma! Eu explico! Pela primeira vez desde a criação da feira a Nintendo não terá uma apresentação (press conference show) como no modo dos outros anos. Segundo a própria big N a empresa se concentrara em eventos japoneses e americanos menores e mais direcionados, assim como em manter uma linha direta com seu público através do Nintendo Direct.
Então… pela primeira vez na história, nós não teremos uma apresentação da Nintendo. Teremos boots, demonstrações de produtos e tudo mais, mas não uma apresentação deles. Em discussão com o Mahou (nosso colaborador), nós do Mini achamos isso um erro brutal, no nível do Nintendo 64 usar cartuchos: A E3 É o espetáculo de games do planeta! É o lugar para mostrar o que se está fazendo e porque é legal gastar no seu console! E estando fora de lá a Big N pode perder espaço em mídia em um momento que ela, por causa do Wii U, desesperadamente precisa!
Mas, no passado, a Nintendo sempre tomou decisões bizarras que acabaram se provando corretas – como lançar um videogame com um controle que parecia um controle de tv. Resta saber se essa mais uma das sacadas de gênio…
Lego, em videogame, é como a rede de restaurantes Sub Way: se espalha como uma praga, você fica brincando de montar, a mecânica é mais ou menos sempre a mesma e, no final, o gosto não é dos melhores. Por isso eu, raramente, me interessei por Lego qualquer coisa, depois de passado o efeito WOW de Lego Star Wars. Nem mesmo Batman, meu herói favorito, conseguiu quebrar o marasmo.
Confesso que a falta de jogos novos, e exclusivos, no Wii U, teve grande peso sobre a minha decisão de alugar o jogo. Pô Nintendo… “vamo trabaiá”!
De qualquer forma eu me vi sentado, testando a mistura bizarra da temática fofinha dos games da (Será que posso chamar assim?) sub franquia Lego, com uma história digna de um filme dos anos 80 (o policial bonitão e boa pinta que nunca tem medo de nada e só se fode) e o estilo de jogabilidade de um GTA. E sabe o que é mais estranho? Por alguma razão, que provavelmente envolve técnicas Voodus e antigas profecias Maias, o troço funciona – a combinação é divertida e, se não especialmente incrível, é boa o suficiente para segurar uma franquia própria.
E, espero, exclusiva do Wii U. Estamos precisando de exclusivos Nintendo! Mexa-se!
Graficamente Lego City Undercover, que vou passar a chamar de LCU porque o nome é comprido para caramba, é uma mistura gozada. A distância de horizonte é enorme, e as vistas, por causa disso, tendem a ser bem legais. A animação é primorosa e a movimentação é a física são particulares do Lego – e imensamente engraçadas. Há jags e quebras gráficas ali e aqui, e, as vezes, a quantidade de objetos da tela, principalmente quando coisas grandes quebram em centenas de peças pequenas, a um ou outro Slowdown. Nada de muito ruim nessa área, principalmente considerando o número literalmente imenso de carros, lanchas, motos e aviões que estão disponíveis pelo mundo. As ceninhas que contam a história são muito bem feitas e tornam ainda mais engraçadas as, familiares, cenas roubadas de filmes como Duro de Matar e Máquina Mortífera.
O som é legal, mas não brilhante. As músicas são bem escolhidas e funcionam muito muito bem dentro do que se propõe, mas não são especialmente fantásticas e você vai esquecer delas de poucos minutos. As vozes escolhidas são boas, não excelentes, mas boas, e funcionam dentro do contexto a que se propõe – são divertidas e alegram. E os veículos tem sons legais, e bem variados. O controle funcionar muito muito bem, com facilidade de aprendizado e centenas de botões virtuais, que mudam conforme o veículo, na tela tátil. Infelizmente não dá para jogar usando apenas a tela do GamePad, mas há radares e mapas, além de um mini gps, que auxiliam MUITO no enorme mundo (e que tornariam a experiência de jogar um GTA um pouco menos horrível para mim). O sistema mostra que pode, sim, mudar a experiência com aquela tela enorme no meio do controle.
A jogabilidade é uma mistura interessante: uma parte Lego padrão (com direito a outras roupas – ou corpos – com habilidades diferentes), uma parte universo aberto a lá GTA e duas partes adventure colecionável, ao estilo de Banjo Kazooie ou DK 64. E se você pensar, por um segundo que seja, que isso não é viciante, está errado – a um bazilhão de coisas a colecionar e um milhão de lugares para colecioná-las. E as perseguições, as cenas de ação e o pseudo parkour, misturado a um sistema de combate gostoso, tornam esse jogo realmente divertido. É como ver a evolução natural de jogos clássicos, como Banjo e Crash, em um formato ainda mais animal.
Lego City Undercover é perfeito? Não, de forma nenhuma. Está milhas longe do que poderia ter sido feito no Wii U, tem enormes, imensas e constantes barras de carga que atrapalham a ação (que os próprios desenvolvedores fizeram piada!), glithces gráficos feios aqui e acolá e, assim como em GTA, exige um nível de memorização que, quando atingido, você já deveria estar jogando outra coisa. Mas é um bom jogo, bem divertido e com uma história interessante. E, considerando o número de exclusivos do Wii U, não é como se você tivesse muitas opções, né?!
Monster Hunter é uma das franquias mais poderosa no Japão, ao lado de Mario, Pokemon, Persona e Zelda. A franquia da Capcom ganhou uma versão Tri para o Wii no ano retrasado e, agora, ganha duas versões interconectadas para o 3DS e o Wii U. Monster Hunter Tri Ultimate HD, a versão do Wii U é uma versão melhorada, maior e em alta resolução, da versão do Wii. E em uma situação assim, a primeira pergunta a ser feita é: Vale a pena comprar esta versão?
A resposta é: depende. Você gosta de Monster Hunter? Se sim, com a mais absoluta certeza compre-o – você não vai se arrepender! Se não, pode ser que você prefira esperar um pouco mais.
De uma forma imensamente simplista Monster Hunter Tri Ultimate HD é um jogo sobre caçar monstros, matá-los, recolher ervas, combinar couro, patas, garras, penas e tudo mais com outros itens e ervas para criar novas armas e armaduras, de forma a melhorar seu personagem e conseguir caçar monstros ainda maiores e mais perigosos, recolher ervas em lugares mais difíceis. Repita e repita e repita…
Se o conceito do jogo pareceu um pouco com Diablo, mas com monstros, é porque é mais ou menos por aí. Graficamente o jogo é muito bonito, mas pode ser um pouco decepcionante se você jogou a versão do Wii. Isso porque cenários e monstros maiores ganharam texturas muito melhores, melhor iluminação e algoritmos de animação, se não melhores, pelo menos mais naturais. Isso não aconteceu com os monstros menores ou com os personagens secundários que aparecem em volta. No modo online, onde você tem outros humanos lá, a diferença gráfica entre Players Characters (jogadores) e Non Player Characters (os personagens controlados pelo computador) se torna gritante, e, francamente, ultrajante. A Capcom com certeza podia fazer um trabalho melhor. O som é bom, mas nada que vá fazer você escrever para seus pais, com lágrimas nos olhos.
O controle, no entanto, é fenomenal. A tela do Game Pad é utilizada para mapas, controle de inventário e todos, sim, eu disse TODOS, os huds do jogo, de energia a número de projéteis. Isso sem falar que você consegue ver pistas visuais no Game Pad que auxiliam sua jornada e receber dados, de outros jogadores, ou mensagens, online, durante suas caçadas. Se você jogar no Classic Controller Pro, deixe seu Game Pad do lado… ele pode salvar sua vida. Infelizmente ele também pode te dar uma certa dor de cabeça, como eu tive, em encontrar um Head Set aqui no Brasil que funcione com o Wii U. Sim… eu fiquei um tempo tendo que digitar as mensagens no Game Pad até conseguir um Head Set que funcionasse no meu Wii U. Eu comprei o Turtle Beach PX5 (paguei um absurdo, mas ele funciona também no PS3 e no XBOX 360, sem falar do 3DS, então não vai ficar parado – depois eu faço um video review dele) que funcionou perfeitamente, mas qualquer Head Set de pino triplo 0,5 vai funcionar – em teoria.
Oh! Plessioh… desgraçado difícil do inferno de matar!
Monster Hunter Tri Ultimate HD não é mais do mesmo. É o mesmo jogo! Com algumas partes novas, gráficos um pouco mais legais, mas é o mesmo jogo que você, possivelmente, já jogou no seu Wii. Se você não jogou no seu Wii, e tem um 3Ds, eu recomendo pegar a versão do portátil, que, pelo menos, você pode carregar consigo para onde for. Se você não jogou a versão do Wii e só tem o Wii U, vá em frente, é divertido e imensamente viciantes, mas não é nada de novo. Bom divertimento.
A crítica profissional tem sido imensamente dura com Aliens: Colonial Marines, o novo jogo da softhouse GearBox, responsável por joias como Borderlands (e seu imensamente viciante sistema de jogo diablo-on-fps) e lixos como Duke Nuken Forever (embora nem toda a culpa seja deles, nesse caso): O jogo foi chamado de antiquado, bugado, feio e feito as pressas. Uma parte dessas afirmações é verdade, mas esse não é um jogo ruim.
E o problema para isso começa lá no material fonte.
Aliens, ou Alien: O Resgate, como é conhecido no Brasil, é um filme fantástico entregue ao mundo em 1986 pelas mãos do fantástico James “Olha mãe eu fiz Avatar” Cameron. É uma das mais competentes e bem feitas obras de ficção científica de todos os tempos e a continuação de um dos filmes mais badalados pela comunidade Sci Fi, o sacro-santo Alien, de Ridley Scott. O filme é tão incrível e conhecido que suas frases, equipamentos, sons e atmosfera, além de conceitos de aplicação de terror psicológico e escassez de recursos, foram utilizados e reutilizados ao longo de anos, em centenas de formas, ao longo de dezenas de mídias. Sim, mesmo que você nunca tenha assistido Aliens, se você jogou Halo (principalmente o primeiro), Resident Evil ou algum filme onde um grupo de civis + soldados tem que se virar para sobreviver a um monstro, e gostou, agradeça a essa mega sucesso da década de 80.
E esse é parte do problema. O material fonte, que a Gearbox teve acesso livremente e utilizou de maneira magistral, é TÃO bom, que ele pede por níveis quase impossíveis de qualidade. Você já viu Aliens, já viu centenas de pessoas melhorando cenas de Aliens, então voltar a ter simplesmente… Aliens, sem o efeito nostalgia, é uma retomada meio dura.
E esse é o principal ponto deste jogo: Você gosta de Aliens? Lembra de algumas das frases? Se lembra dos principais trechos do filme? Lembra o primeiro nome do Ricks? Ou do Androide? Então você, assim como eu, vai gostar desse jogo. Agora, se a resposta a essas perguntas for não, infelizmente você não terá um tempo tão bom com Aliens: Colonial Marines. Porque, essencialmente, esse é uma continuação de Aliens que tem 6 a 7 horas de duração e acontece de estar em um formato interativo.
Tudo no jogo é voltado para te contar essa história… e é uma boa história. Não é excelente. Não é a história que vai mudar sua percepção da franquia. Mas é uma história interessante e bem ambientada em um universo relativamente charmoso. E se for uma história que você quer o jogo vai lhe divertir. O duro é que, como dizem, o problema são os outros… os outros itens que compõe o jogo!
E esses problemas começam nos gráficos. No PC os gráficos tem quebras feias em vários pontos, usam texturas lavadas ou mais antigas em outras e tem muitos slowdowns. No Xbox 360/Ps3 a situação fica ainda pior – a velocidade cai para baixo dos 30 frames toda vez que tem mais de 4 ou 5 inimigos na tela, as texturas demoram para carregar (um tempo bem longo) e a animação dos personagens é quebrada e estranha. Você verá pedaços de inimigos e colegas atravessando paredes, descobrirá que não consegue terminar determinados trechos devido a inimigos ou itens que não surgiram completamente ou surgiram dentro de objetos, etc… E se a parte gráfica é uma bagunça, a inteligência artificial vai acabar com uma boa parte da sua diversão – os Xenos se comportam como esquilos, saltando em frente aos seus tiros sem se preocuparem com usar o ambiente (como faziam nos filmes) ou em criar estratégias.E se os Xenos, que são animais, se comportam assim, os membros da equipe de segurança da Weiland Yutani conseguem ser ainda piores – em vez de se comportarem como soldados de elite altamente treinados, eles se comportam como micos de circo vestindo Kevlar. Um deles fez uma pirueta, a la Neo e Trinity, saindo da cobertura, atirando com uma das mãos, enquanto outro, portanto um lança chamas, continuou caminhando na minha direção enquanto era, literalmente, cortado por fogo da minha Smart Gun. Quem a Weiland contrata? Suicidas?
Some a isso vários glitches, como portas que não abrem, encontros que não carregam (deixando você andando a esmo no mapa) e problemas graves de detecção de colisão, um sistema de armas advindo diretamente de 1990, com seu personagem carregando consigo um carrinho de mão de armas (como na época de Doom e Duke Nuken 3D) e você começa a perceber que a Gearbox, aparentemente, não teve tempo para terminar o game. Graças aos céus o som é magistral e capta maravilhosamente a atmosfera proposta… mas mesmo assim, ficamos no 3X2. E essa é uma condição bem complicada para um jogo que custa R$ 180,00.
Em suma, Aliens: Colonial Marines, vale uma locação. Se você for muito fã da franquia Alien, e muito, muito, muito mesmo, fã do segundo filme, talvez valha uma compra. Mas, de resto, é um jogo cinemático com uma boa história que, infelizmente, não entrega nem metade do que prometeu com Trailers e entrevistas.
Nossa Tank! Tank! Tank! é um jogo muito estranho. Muito muito estranho! Tank! Tank! Tank! (ou TTT, como vou passar a chamar) é um port de um Arcade japonês extremamente famoso de 2009, que essencialmente põe você é um contexto bem japonês: algum desastre aconteceu e você tem que salvar a cidade usando um tanque.
Sim! A cidade é atacada por aranhas espaciais, ou por um gorila cibernético gigante, ou por um imenso polvo mecânico e você (e talvez seus amigos, se for co-op) tem que salvar a cidade destruindo tudo com tanques! Simples assim, mas divertidíssimo… por umas duas horas.
Graficamente TTT não impressiona. Os modelos dos tanques são claramente caricatos e os monstros são tipicamente não ofensivos. Prédios e construções tem um visual desenhado e, embora todo mundo esperasse que essa menor necessidade de realismo gerasse uma maior variedade gráfica ou mais velocidade, o jogo roda travado nos 30 FPS. O som também não é nada para se escrever para a mãe – funciona, e por vezes é bonitinho, mas não é nada incrível.
A jogabilidade do game exige aprendizado. Funciona bem e, depois que você parou de duelar com os analógicos, é divertida, mas o gameplay é um pouco massante. Como eu falei lá em cima, como todo doce muito doce, TTT enjoa depois de algumas poucas horas. Você inicia um estágio com um tanque simples, destrói tudo que puder, fazendo o maior número possível de pontos, que rendem medalhas, que servem como moedas para você comprar novos tanques e destravar novos estágios. Parece interessante, mas visto que ademais as mudanças visuais e algumas poucas alterações de habilidades (alguns tanques são mais fortes, outros mais rápidos, etc…), você mais ou menos está fazendo a mesma coisa de novo e de novo e de novo, fica difícil ficar empolgado depois de algum tempo. Além disso você destrava um novo estágio, entra nele, ganha medalhas, compra um novo tanque e tem que voltar no estágio anterior para usar o tanque novo e destravar ainda mais medalhas para liberar o próximo estágio e conseguir mais um tanque novo. É repetitivo, divertido de início, mas rapidamente perde o tesão.
E considerando a oportunidade perdida pela Nintendo e a Namco de um multiplayer online aqui, a coisa ficou complicada. Você tem um multiplayer, inclusive pode até utilizar a câmera do Wii U Gamepad para colocar uma foto que represente o jogador em cada tanque, mas isso é uma imbecilidade, visto que todos eles terão que estar na sua sala, de qualquer maneira, para jogar – NÃO HÁ MULTIPLAYER ONLINE. Um jogo advindo de um Arcade japonês, FAMOSO POR FUNCIONAR EM 4 MÁQUINAS LINKADAS, NÃO TEM MULTIPLAYER ONLINE?! O que diabos ocorreu Namco/Nintendo? Do que adianta eu colocar minha cara no tanque se todos os meus adversários/amigos estão na sala e a tela está divida em 4? Ridículo. E ainda mais ridículo o fato de que, como a Nintendo ainda não permite o transporte da conta da Nintendo Network entre aparelhos, se seus amigos tiverem TTT e desbloquearam vários tanques e armas especiais, eles, ainda assim, tem que jogar com o tanque inicial, no multiplayer. Só o jogador linkado a conta original consegue utilizar os tanques atualizados. Isso é ridículo.
O único modo multiplayer que vale a pena é o “My Kong mode” onde o usuário do Game Pad tira uma foto do próprio rosto, coloca a imagem na cabeça de um gorila de 50 metros de altura e destrói a cidade enquanto o resto dos jogadores tentam pará-lo. É bem mais interessante que o resto dos modos multiplayer e tem a vantagem de alguém ser um Kong.
Em suma Tank! Tank! Tank! é um jogo legal. Mas não tão legal que vale uma compra. Vale uma locação e só. Mas é divertido nas primeiras duas horas. Tente… quem sabe você realmente curte!