Comparando gráficos – Assassin’s Creed 4

Diante da imensa quantidade de erros e problemas que vem assolando o lançamento do PS4 e do XBOne é natural que as pessoas fiquem se perguntando se a compra do novo aparelho realmente vale a pena. Será que os gráficos são realmente assim tão melhores? E a jogabilidade?

A Ign fez uma comparação em um dos melhores jogos de 2013, Assassin’s Creed 4, para todo mundo ter uma ideia!

Sábado Retrô – After Burner

Primeiro foi uma moto!

Depois foi um carro!

E por fim foi um avião!

Todos eles mudaram as faces do Arcade e todos eles são criação de Yui Susuki, um dos mestres da SEGA. E como nós já falamos de Out Run, e estamos preparando algo ainda mais especial para Hang-On, está na hora de falar de After after-burner-ii-u-034Burner – O arcade de caças da SEGA.

Na esteira do sucesso de Top Gun (com Tom Cruise mocinho mocinho) o estúdio interno AM2 da SEGA, sob a direção de Yui Susuki, colocou no mercado em 87, um Arcade fantástico de combate aéreo. Diferente do que existia até então After Burner jogava pela janela qualquer semelhança ou tentativa de realismo e não se importava nem um pouco em tentar usar poder de processamento para tentar simular qualquer característica – Era direcional para frente e dedo no gatilho! Se algo esta se mexendo na tela e não é seu avião obrigatoriamente é o inimigo. E eles são muitos, são rápidos e enchem a tela de mísseis que você tem que desviar fazendo Aileron Roll (que todo mundo no mundo insiste em chamar, erroneamente, de Barrel Roll).

Não só os gráficos do Arcade eram rápidos, mas eram lindos, usando o system 16 da Sega (o mesmo processador que mais tarde equiparia o Mega Drive) e servidos com um som que até hoje figura entre os mais ouvidos dos games.

Não só isso mais a cabine onde o jogo era “servido” era lindíssima, com force feedback e peças de controle de F14 Tomcats (O jato mostrado no game e utilizado no filme Top Gun) originais!  Era um sonho para qualquer fã de aviação!

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No entanto a maior parte de nós jogou poucas vezes esse game no Arcade. As máquinas eram caras, poucas e dificeis de importar e poucos lugares no Brasil tiveram delas (eu joguei, com nove anos, no shopping center norte em São Paulo – em 1989) mas quase todo mundo teve acesso ao game na forma de After Burner 2 para Mega Drive… em 1989.

After Burner 2, é claro, não era o Arcade. O Scrolling era bem mais lento e com menos camada, havia menos inimigos na tela, seu avião era mais lento e a diversidade de cenários era bem menor. Mas para nós não havia problemas. Era After Burner, ali, na sala, e a gente queria jogar!

Infelizmente After Burner 2 no Mega Drive carregava sua própria leva de problemas, e eu não estou falando das perdas gráficas – o controle não funcionava tão bem quanto no Arcade, com o direcional digital deixando muito a desejar na hora de fazer movimentos bruscos e rápidos, ou girar, para escapar de mísseis. Além disso, devido a limitação de números de objetos na tela, por vezes você era atingido por um míssil  que, segundos atrás, estava invisível. São problemas frustrantes, mas que não tiram o brilho de um dos melhores jogos da leva inicial do Mega Drive.

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Pegue para jogar no Mega Drive, ou no seu Virtual Console, sem medo – você vai curtir, principalmente com os novos direcionais muito mais precisos e macios do Wii e Wii U. Agora, se o gráfico estiver te espantando, tente a revitalização da série, na forma de After Burner Climax, para PS3, 360 e Wii… é a mesma coisa mas HD! Bom divertimento!

Jogando: Deus Ex 3: Human Revolution – Director’s Cut – Wii U e Steam

Sim… a versão original saiu a um tempinho atrás. O review da versão de 360 está aqui.

Mas este clássico do Cyberpunk era grande demais, poderoso demais, Blade Runner demais, para ficar contido em apenas uma versão… e 2 anos depois do lançamento original a Eidos traz uma nova versão do game, com o peso da produtora Square Enix por trás. Mas como melhorar algo que já era incrível?

Resolvendo os problemas e espelhando a prata da casa! Os três grandes problemas de Deus Ex:Human Revolution, que vamos passar a chamar de Deus Ex ou DE (para encurtar) eram: Inteligência artificial esquecida (você podia vir, colocar uma arma no rosto de uma pessoa, esperar todo mundo em volta surtar, guardar a arma e, passados alguns minutos, tudo estaria bem de novo – inclusive você podia voltar e conversar com quem você quase baleou e ele vai conversar de boa contigo), chefes tinham que ser vencidos na força bruta e policiais não reagiam a coisas estranhas, como você usando super força para redecorar o departamento de polícia (jogando mesas para todo lado e carregando uma máquina de refri nas costas para destampar um duto de segurança), destrancando portas com cifradores ou fritando sistemas eletrônicos com burst eletromagnéticos. A prata da casa era o restante da inteligencia artificial (que reagia de uma forma extremamente humana a você, surtando, pedindo perdão e piedade, fugindo de brigas ou correndo para se proteger de tiroteios, etc…), o sistema de habilidades e poderes (que permitiam aumentar as capacidades de seu personagem de acordo com seu estilo de jogar), o design EXTREMAMENTE competente de ambientes e atmosfera (que iá do trivial, como prédios com banheiros funcionais espalhados, ao complexo e que realmente modificava a jogabilidade, como prédios com tubulação de ar condicionado completo e realista, que podia ser infiltrada ou escalada, ou saídas de emergência/escadas de incêndio) e a liberdade dada pelo jogo, apoiada pelo verossimilhança criada pela IA e pelo design de ambientes, que permitia que você jogasse como quisesse, tomasse as decisões de história que quisesse e andasse como quisesse pelos ambientes colocados a sua frente (Algo que Shenmue introduziu e Deus Ex transformou em um monstro).

Então o que essa nova versão faz? Primeiro ela modifica completamente a maneira como os chefes são combatidos, com direito a utilizar qualquer maneira, ou qualquer combinação de maneiras, para destruir/subjugar o adversário. Se antes você tinha que atirar diretamente ao confrontar Lawrence Barret, o primeiro chefão, agora você pode ficar invisível e atacá-lo pelas costas, hackear turrets para que eles atirem nele, utilizar explosivos espalhados pela sala para desorientá-lo ou combinar tudo isso com diversas outras habilidades sua para ir ao abate. É delicioso e muito mais visceral e correto dentro da perspectiva de “Jogue ao seu estilo” de Deus Ex. A inteligência artificial não esquece mais de seus atos (atire em um policial e haverá “procura-se” virtuais com seu lindo rostinho… embora nem todo policial te reconheça de imediato) e reage a eles de forma imediata e real: tente levantar aquela máquina de refrigerante na delegacia e prepare-se para ouvir coisas como “O que diabos você está fazendo?” ou  “Ponha isso no lugar agora mesmo e afasta-se com as mãos onde possamos ver” – deixe de obedecer e conte o membros no chão. Ou entre atirando em um bar ou posto de serviços, mate alguém e saia… quando voltar a polícia será IMEDIATAMENTE acionada. Pequenos detalhes que fazem toda a diferença.

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Mas a experiência não para por aí: Novas habilidades e poderes foram colocados e os anteriores foram melhorados ou balanceados – para garantir um jogo mais tranquilo. Além disso a IA consegui ficar ainda melhor, as conversas foram tornadas ainda mais extensas e há novas missões (cortesia dos DLCs) que foram incorporadas diretamente na trama principal de tal forma que fica quase impossível pensar em como era a história de DE sem elas. E acredite em mim… história definitivamente não é um problema aqui! A história do game é fascinante, incrível, digna de um oscar de roteiro e adaptação – e combinada a jogabilidade, que mistura conceitos de tiroteio em primeira pessoa, RPG americano e adventures point-and-click, traz um dos melhores jogos da atualidade a vida.

No game você é o ex-policial-agora-chefe-de-segurança Adam Jensem, que vive se sentindo mal de ter desistido da força por uma carreira que paga melhor por causa da namorada, que trabalha para firma que ele protege (A Sarif Cybernetics). Antes de sua namorada apresentar ao mundo uma tecnologia que iria mudar tudo que conhecemos a firma é atacada, Jensem é quase morto e sua namorada é levada por um grupo desconhecido. Agora cabe ao ciberneticamente reconstruído ex-policial descobrir quem sequestrou sua namorada, quem lucra com isso e com quem ele está lutando, fazendo o que for necessário para isso.

Graficamente DE é bonito. Não é um Far Cry 3 bonito, mas é bem bonito. Por alguma razão (provavelmente pela quantidade de Neon, de telas holográficas e de Robôs que realmente parecem robôs) o estilo e a qualidade gráfica me lembram Mass Effect 3. A física é funcional, mas não impressionante e o jogo usa e abusa de métodos inteligentes para limitar o espaço de jogo (é uma ilha, um prédio gigantesco, etc…) sem quebrar o clima de “Você é livre para fazer o que bem entender”. Não vai te desapontar no quesito gráfico, mas não será um daqueles jogos que você vai guardar lembranças pela vida toda. O controle é funcional, e lembrando que o jogo não é um shooter, e sim um RPG com elementos de shooter, a maior parte dos fãs de Cod, Cod:MW, MoH e afins vão ficar um pouco desesperado com o fato que Adam Jensem não reage como um super soldado nem vai resistir a milhões de projéteis sendo jogados contra ele ao mesmo tempo (pelo menos não no início do game).O departamento sonoro é bom, as músicas desempenham bem o papel, com especial atenção a sonoridade dos ambientes, que parecem ricos e cheios, com pessoas conversando assuntos aleatórios que podem ou não ter a ver com a história. Não é o melhor som já visto, mas é bem legal.

A versão do Wii U permite utilizar o GamePad de formas fantásticas e que aumentam em muito a fluidez do jogo: 136378820914Todo o hacking e controle de inventário, sem falar em mapas, capacidades táticas e teclas de acesso rápido aos poderes, são feitos através da tela de toque, liberando espaço de Tv para o que realmente importante – o game em si. Na versão de PC os gráficos são ainda melhores que na versão do Wii U, rodando lisos com texturas que fazem o cú cair da bunda.

Como em 2011 eu concluo que, em suma Deux Ex: Human Revolution – Director’s Cut é o tipo de jogo que, se você gostar, vai gostar muito e provavelmente será um dos seus favoritos de 2013, mas se você não gostar, realmente não irá gostar, achando o processo de desenvolvimento penoso e lento. Não existirão meios termos. Eu recomendo a todos que tenham jogado o primeiro, a todos que gostem de adventures em primeira pessoa e a todos que queiram experimentar um novo estilo de RPG. Bom divertimento.

deusex

Jogando: Batman: Arkham Origins – Wii U e Steam

Como deixado bem claro pelo review logo abaixo, eu AMEI Arkham Asylum. E joguei Arkham City tanto, no PC, PS3, XBOX 360 e Wii U, mas tanto, que não tive nem mesmo tempo de fazer um review dele. Foram jogos imensos, que me deram prazer de uma forma quase pecaminosa e vulgar – eu me sentia o Cavaleiro das Trevas. Eu era o Batman! E os criminosos de Gotham iam pagar!

Então, como fã do “Arkhamverse”  e dos quadrinhos do Batman eu estava surtando loucamente, esperando uma continuação de Arkham City. E fiquei ainda mais louco quando fiquei sabendo que o projeto seria uma visita a Gotham do começo do século em “Arkham: Gotham by Gas Light”…

Animal!!!

Infelizmente o projeto foi por terra a Warner Brothers Game Montreal adquiriu os assets de programação dos últimos dois jogos diretamente da Rocksteady e o novo game do Batman seria feito internamente. Foi meu primeiro baque. Meu segundo baque foi saber que não teríamos Kevin Conroy nem Mark Hamil, reprisando seus eternos papéis como a voz do Batman e do Coringa, respectivamente. E meu terceiro baque foi descobrir que o jogo se passaria muitos anos antes de Arkham City/Arkham Asylum e traria um Batman (ano 2 por assim dizer) sem nada do setting já construído e sem resolver as maravilhosas pontas soltas deixadas pelo brilhante trabalho da equipe da Rocksteady.

Ou seja: Eu não teria o final da trilogia que estava esperando, teria um jogo sendo desenvolvido por uma equipe diferente e corria um sério risco de ter vozes que não tinham nenhuma ligação emocional comigo. Eu não estava desapontado… mas minhas expectativas relacionadas ao novo game caíram muito.

Aí começaram os trailers. E minha expectativa voltou a subir!

Oh! Meu! Deus! Gotham City inteira! Aberta! Toda minha! Com um Batman cheio de ódio nas mãos para destruir e combos ainda mais gigantes!!! Sim! Sim!! Sim!!!! SSSSSSSSSSSSIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E no final dessa montanha russa de emoções descerebradas eu coloquei a mão em Batman: Arkham Origins. E sabe o que aconteceu!

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Eu não fiquei só desapontado – Fiquei puto da vida!

Primeiro vamos começar com o que Arkham Origins não é: Arkham Origins não é ruim, não é feio e não foi feito as pressas. Ele é o trabalho metódico e sistemático de uma equipe profissional balanceada e capaz, trabalhando com foco em resultado, com um orçamento correto e com uma deadline correta. O problema principal do jogo é que a equipe por trás dele sabia como fazer um jogo do Batman…

… MAS NÃO AMAVA, NÃO PIRAVA, NÃO RESPIRAVA, NÃO PRECISAVA fazer um jogo do Batman. Diferente da equipe responsável pelos dois primeiros Arkham. E, de um apaixonado por games para outros, isso faz uma diferença imensa!

O pacote básico dos gráficos está EXATAMENTE igual ao de Arkham City – sem tirar nem por. Batman tem as mesmas animações, as mesmas sequências de golpes, as mesmas finalizações. Elas ainda são incríveis de assistir e vão realmente assombrar os marinheiros de primeira viagem, mas esqueça qualquer novidade nesse departamento caso tenha jogado o game anterior. O horizonte do jogo é enorme mas sem muitos detalhes e as texturas levam um tempo para surgir conforme você vai chegando perto dos prédios e, mesmo de perto, as texturas novas que foram colocadas para ampliar o leque de gráficos da cidade de Gotham estão longe de impressionar: Da neve em cima dos carros (que não parece neve mas sim um cobertor coberto de farinha) a madeira de lei nas portas tudo parece muito simples, com cara de textura de PS2. E a versão do Wii U ta pau a pau com a do PC em termos gráficos; a do PS3 e 360 estão ainda piores. Some a isso um sucessão clones (cada inimigo tem apenas uma 3 ou 4 variações de aparência) e um hotel inteiramente mantido por irmãos gêmeos (todos os funcionários do Gotham Plaza que você salva tem o mesmo rosto e a mesma voz!) e você começara a entender que, não importa quão polido tenha ficado o modelo do próprio Batman, do Coringa e dos oitos assassinos principais, não dá para comentar quase nada positivamente do departamento gráfico de Arkham Origins. Some a isso um golpe muito baixo dos programadores: Você tem Gotham inteira aberta para você… mas a cidade está sob um toque de recolher. Ou seja, nada de carros em movimento, nada de pessoas na rua, nada de civis. Se está de pé e andando, é um malfeitor. Eu não consigo exprimir em palavras o quão fulo eu fiquei com isso!!! Ainda mais depois de ver as maravilhas que foram feitas em GTA V.

O departamento sonoro consegue tirar esse trem ainda mais dos trilhos. As músicas são recicladas de Arkham City e dos filmes do Batman, com quase nada novo (e o novo não traz nada realmente memorável). O som é bugado, com sons que somem ou ficam muito baixos de repente, efeitos sonoros que não batem com o que está acontecendo na tela e, quando funcionam normalmente, os efeitos sonoros são puxados diretamente de Arkham City. As vozes são HORRÍVEIS, com todas as letras maiúsculas – não batem com os personagens que as falam (com duas exceções – Bane e Coringa – cujos atores destruíram na dublagem) e não criam qualquer sensação de empatia com o jogador. E isso na versão em Inglês, no Wii U – se você pegar no Steam, 360 ou PS3 (versões nacionais) a situação fica ainda pior: prepare-se para esbofetear o seu madruga, lutar com o chaves, dar pancadas no Frodo e ouvir a voz do Coringa feita por, provavelmente, o mesmo ator que fez a voz do Jafar (e metade dos outros vilões da Disney) – é nojento, asqueroso, mal feito, carregado de traduções ruins e vozes mal colocadas. E já que tocamos no ponto da dublagem; Quem fez a tradução/localização desse jogo? Que nojo!!! “Bat Wing Drop Point” virou “Ponto de queda da Bat Wing” (Ponto de queda? Ela se acidentou e bateu num prédio? Ela explodiu no ar e pegou fogo? Qual o problema com ponto de pouso? Ou ponto de encontro?) “Concussion Detonator” virou “Detonador de Abalo” (Abalou… Abalou… Sacudiu… Balançou… a língua portuguesa!!! Detonador de Abalo? Que abalo que isso detonou? Qual a porra do problema com Disparador de concussão ou golpeador de concussão?) sem falar em coisas sendo chamadas de “BATE whatever” em vez “BAT whatever” – não é bate de bater; é bat de morcego!

O controle é muito bom, mas isso era o mínimo esperado dessa cópia de dois dos jogos com as melhores jogabilidades de todos os tempos – tudo funciona na hora e Batman se move e luta de forma fantástica. O sistema de combate continua exatamente igual ao de Arkham City, com todas as gerigonças do Cavaleiro das Trevas sendo usadas durante as lutas junto com um intrincado sistema de ataques e contra ataques. É muito bom e funciona bem – ainda bem, porque esse jogo tem um ênfase muito maior em colocar montanhas de inimigos descerebrados correndo na direção de 1,82 de fúria acompanhada de artes marciais (Sério… Qual a dificuldade de perceber que o sujeito enorme vestido de morcego, que acaba de pular do teto e surgir do nada, vai fazer você catar seus dentes do chão? E você ainda ataca o sujeito?).

De longe as duas melhores partes do game são o arco de história, que foi bem escrita e toma o cuidado de colocar diversos toques e nuances a acontecimentos do universo do morcego que serão reconhecidos, com toda a certeza, por fãs dos quadrinhos (encontrar com uma Bárbara Gordon de 15 anos é MUITO bacana) e as reconstruções de cenas de crimes, com Batman jogando uma informação atrás da outra, reverificando elas com base em novas hipóteses e te colocando o controle de ir para a frente ou para trás, na cena. É MUITO melhor que qualquer CSI, Bones ou qualquer programa desse tipo e faz você realmente perceber o quão incrivelmente inteligente é o cavaleiro das trevas. Um outro ponto interessante, que foi muito bem trabalhado pela equipe de criação, é o quão raivoso, impulsivo, rancoroso e obcecado Bruce é no começo de sua “carreira” como Batman – e o quão mal ele trata todos a sua volta; para os fãs do quadrinho, que o viram pagar de novo e de novo por esses ímpetos, é muito legal comparar o Batman quarentão, todo no controle, de Arkham Asylum/Arkham City com esse Batman todo descontrolado que caí em armadilha atrás de armadilha.

Mas o problema é que os pontos altos e o controle não fazem esse jogo parecer novo ou valer 60 doletas (US$ 59,99 no Wii U/PS3 e 360 – R$ 89,99 no Steam) – ele parece, na verdade, um DLC… uma extensão do fantástico Arkham City. E aí reside o coração da coisa: Arkham City era um jogo fantástico, feito por uma equipe apaixonada pelo material fonte e que realmente tinha um plano e uma direção muito exata do que queriam – eles somavam capacidade técnica, capacidade criativa e aquela fagulha, que os japoneses chamam de Kokoro (coração), de querer deixar sua marca em todos os fãs do morcego. Arkham Origins, por outro lado, parece ter sido feito por um grupo de engravatados trabalhando 8 horas por dia em cubículos e participando de reuniões de verificação de desempenho – ainda é bom, ainda é legal, ainda é gostoso de jogar e você ainda vai se divertir muito com ele, mas tudo que fez Arkham City ser jogo do ano, melhor jogo do console, e tudo mais foi perdido na tradução aqui. É como comparar a Monalisa com uma foto em alta resolução da Monalisa: Uma é uma obra prima, a outra, não importa quão boa, é só uma cópia.

Bom divertimento!

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Jogando: Sonic Lost World – Wii U

Sonic teve alguns anos de vida muito difíceis: Depois de Sonic Adventure 2 o porco espinho mais rápido do mundo passou anos com jogos medíocres e horríveis (e sim… eu estou falando de Sonic: Black Knight e aquele Sonic nas arábias e aquela atrocidade onde o Sonic virava um porco-espinho-lobo-wolverine-carcaju-do-inferno). E aí veio Sonic 4, Sonic Colors, Generations, Rivals, Advance, Rush e ficamos mal acostumados com jogos muito muito bons do Sonic.

E isso coloca um peso grande em Lost World, por que não só ele é um exclusivo do Wii U mas é um Sonic que tenta fugir da fórmula de Sonic “2D e 3D”. E as chances de falhar são muito grandes. E os primeiros reviews não foram muito clementes com ele.

E, acredite em mim, se você está esperando Sonic Generations ou Sonic Adventure 2 ou Sonic Heroes, vai sair desapontado daqui. Bem bem bem desapontado. Lost World tem outra cara, outra ideia, outra “pegada”… ele é mais Sonic 1 do que Generations, mais Sonic 2 do que Adventure 2. Ele é resultado de um design cuidadoso de fase muito mais do que de velocidade excessiva e direta. Ele é o resultado de fãs reclamando para a SEGA que eram incapazes de controlar um bólido por fases 3D cheias de buracos sem conseguir enxergar o que viria em seguida.

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Para começar, fora de trechos e estágios específicos (como os tubos, os slalons e os trechos de perseguição) Sonic se move de forma bem mais controlável em Lost World… e sim… isso significa que ele se move de forma mais lenta. Nem de perto é lento, como outros plataformers mais conhecidos, mas é BEM lento para o padrão de um porco espinho que era conhecido unicamente por ser veloz – lembra muito a velocidade de Mario em Mario Galaxy. E o design das fases é constituído de ilhas e tubos, circulares ou esféricos, por onde Sonic viaja na parte interna e externa, com a gravidade alterando a direção dos riscos e do movimento, conforme você viaja de um tubo/ilha para outro – lembra muito o estilo de plataforma de Mario Galaxy. E os chefes são quase que fases contidas em si mesmo, com métodos de combate que usualmente envolvem atingir o chefe em intervalos depois de utilizar mecanismos presentes no ambiente (ou guiá-los até pontos no ambiente que os danifiquem) – lembra muito o estilo de chefes de Mario Galaxy.

Mario Galaxy, Mario Galaxy, Mario Galaxy… porra Marcel?! Esse jogo é uma cópia de Mario Galaxy?

Não. A sensação que eu tenho jogando Sonic: Lost World é a de que a SEGA queria tirar Sonic Xtreme do armário (o jogo que quase foi mas nunca foi, de Saturn) e não sabia como e, aí, jogou Mario Galaxy, e subitamente… sabia. E não se enganem: Parece Mario Galaxy… mas é um Sonic de qualidade.

Sonic Xtreme protótipo para Sega Saturn

Sonic: Lost World é lindo. As texturas são simples mas límpidas e funcionam muito bem para invocar o estilo gráficos dos Sonics clássicos, a animação de Sonic e dos inimigos é primorosa e o jogo é fluído, rodando liso em bem mais do que 30 frames por segundo sem estalar. Sonic continua estiloso e agora sua movimentação, quando muito rápido, deixa sombras dele mesmo que ficam por alguns segundos no ar, roubando uma ideia dos quadrinhos do Flash que eu não imaginei que fosse ver num jogo do porco espinho mais rápida da terra.

O som é legal… mas até aí isso é esperado de um Sonic. As músicas clássicas fazem um retorno revigoradas e centenas de novas músicas cativantes enchem os ouvidos de todo mundo e vão te fazer assoviar na rua. As vozes dos personagens clássicos continuam as mesmas (ou seja… se você não gostava do jeito que Tales Miles falava, esse jogo não vai mudar isso para você) e o novos vilões (os seis sinistros) tem vozes que vão do competente ao desastroso… mas nada que vai interferir com a sua diversão.

O gameplay é onde muitas reclamações ficaram e é compreensível o porque: é muito diferente de um Sonic habitual, com diversos estilos de gameplay misturados, as  vezes, dentro do mesmo estágio. Em alguns momentos você controlará Sonic em 2D, em outros em 3D, em outros navegando mundos esféricos, em outros em terrenos normais como os dos jogos clássicos, em alguns controlará aviões com Sonic em cima e em outros fará uso dos Wisps (seres advindos de Sonic Colors do Wii que dão poderes para Sonic) que irão transformar Sonic em esferas, pássaros ou outras formas (controladas com movimentos e tilts no Game Pad) – e esse tanto de variedade pode não ser divertido para todos. Pior ainda; você pode gostar de alguns estilos de jogabilidade e DETESTAR outros, mas estar preso a ter que jogar os que não gosta de forma a liberar minigames que queira jogar (eles são liberados pegando estrelas vermelhas ao longo das fases da campanha) ou prosseguir pelo mundinho isométrico onde as fases estão distribuídas. E demora um pouco para acostumar com a ideia de um Sonic com pulo duplo. Mas, acredite em mim, TODO mundo vai achar alguma parte de Sonic: Lost World divertida… muito provavelmente mais de 60% do pacote – e isso, por si só, já vale o investimento.

Sonic: Lost World não é perfeito. O multiplayer (que nem deveria existir) é ridículo, seja no modo cooperativo (onde o segundo player controla um veículo de controle remoto para pegar rings ou itens distantes para o Sonic) ou no modo competitivo (onde cada jogador controla um Sonic robô de controle remoto através de um estágio simplificado para ver quem termina mais rápido ou com mais anéis), o gameplay tem trechos que só podem ser feitos usando controle por movimento (o que vai irritar muita gente que prefere fazer um tratamento de canal a usar um giroscópio) e o jogo ficou mais compassado e focado em desafios por design, o que pode irritar alguns fãs de longa data. Mas é um jogo excelente com valores mais do que capazes de segurar um ou várias sequências. Com algumas pequenas correções a SEGA terá uma franquia animal nas mãos – e as pessoas terão uma razão a mais para jogar Wii U. Bom divertimento!

Jogando: The Legend of Zelda: The Wind Waker HD

Quando o público estava esperando uma continuação uber violenta e agressiva de Ocarina of

Time/Majora’s Mask, baseada nos vídeo revelados na Spaceworld de 2000…

… a Nintendo veio e mostrou ao mundo uma versão fofa e cartunesca da franquia.

A galera foi ao delírio, e do jeito ruim: críticas voando de todos os lados, cobrando da Nintendo uma posição mais adulta… enquanto a Nintendo tentava apagar o fogo pedindo ao público que esperasse um pouco e jogasse o game antes de criticá-lo. O game chegou ao mercado em 03 de Maio de 2003.

E foi um sucesso de público e critica sem tamanho!

A Nintendo ainda não nós deu um Zelda novo para o Wii U, no sentido de um título novo criado apenas para o aparelho. Mas ela deu ao mundo um novo Zelda, o remake de um dos mais controversos títulos da franquia, o lindíssimo The Wind Waker do Game Cube.

E que Remake!!!

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Wind Waker HD é muito mais do que só uma repaginada gráfico. É um jogo refeito, dos pés a cabeça, para um novo hardware e um novo público. Os controles foram melhorados (o que parecia impossível!) e respondem tão maravilhosamente que parece que o console está lendo sua mente. Uma nova vela (opcional, caso você seja um purista) permite deslocamento mais veloz entre as ilhas enquanto várias Dungeons foram melhoradas, dificultadas e tornadas mais longas. Duas quests foram melhoradas e tornadas mais fáceis de serem entendidas e realizadas. E um novo modo de jogo, chamado “Heroes Mode”, vai testar até mesmo os maiores especialistas no game: O jogo não dá corações quando você derrota inimigos (só rúpias ou magias), os inimigos causam 3 vezes mais dano e são duas vezes mais numerosos e a única forma de cura no jogo é através de poções – não tem nem mesmo fadas para ressuscitar nosso herói (caiu em combate… morreu).

A música é simplesmente perfeita. Perfeita! Ela vai te deixar com medo quando você tiver que ficar medo, fazer seu coração bater descompassado nos chefões mais difíceis e aniquilar seu traseiro quando você se embrenhar mar adentro. O som é muito bom mas o jogo perdeu pontos por continuar sem vozes… seria ótimo que ele começasse a ter pelo menos narradores em alguns pontos. Os gráficos são simplesmente arrasadores – rodando lisos em 1080p com luz e sombra de matar jogos da nova geração de inveja e novas engines de física para sustentar movimento de mar, velas e tecidos. Mas não acreditem só na minha palavra não – vejam funcionando!

O Wii U Game Pad permite um controle de personagem e câmera soberbos, enquanto permite a visão de mapas ou o do inventário de itens sem ter que apertar start e pausar a ação. Além disso você pode fazer anotações no mapa, usando sua Stylus, ou, utilizando um item interno do jogo, tirar fotos com ou sem link nelas (fazendo caras e bocas), e deixá-las por aí, em mensagens em garrafas, ou postá-las no mural do miiverse. E acreditem em mim: a experiência criada pela possibilidade de tirar fotos e deixá-las com mensagens, para outros jogadores encontrarem online, por todo lugar, é imensamente divertida – e hilária.

O jogo só não é perfeito por alguns pontinhos meio desajustados: Falta um botão maior no Game Pad para a espada (como no Cube) fazendo com que as vezes você pressione o botão incorreto quando quer atacar (no Japão foi lançado uma réplica do controle do Cube para ser usado nesse jogo… mas isso não vai vir para o Ocidente) e as mudanças de cores (de preto e branco para sépia em várias regiões do jogo) tiraram um pouco do brutal efeito que a colorificação daquela região dava ao game. Mas são apenas pequenos pontos que nem de perto tiram o brilho dessa maravilha.

The Legend of Zelda: The Wind Waker HD é uma obra prima. É um jogo que já era sensacional em 2003 tornado ainda melhor pela aplicação de nova tecnologia e mais tempo de trabalho em cima. É obrigatório na biblioteca de todo dono de Wii U e um jogo que nenhum fã de aventura deveria deixar passar. Bom divertimento e bem vindos ao grande oceano.

Jogando: Wonderful 101

Eu amo a Nintendo. De coração! Mas mesmo eu consigo entender que o Wii U tem poucos jogos bons e menos jogos, ainda, imperdíveis.

E nessas condições analisar jogos para ele pede que você seja ainda mais impiedoso para não misturar raridade com qualidade. Ainda bem que no caso do novo jogo da Platinum Games, Wonderful 101, a questão é de pura qualidade mesmo!

Wonderful 101 conta a história do grupo Sentai (tipo os power rangers ou os flashman) Wonderful, composto por estereótipos (o líder forte e nobre, o sub comandante briguento, cabeça quente e corajoso, a mocinha fofinha e peituda que veste rosa, etc…) típicos dos Sentais assim como paródias de diversas nacionalidades (o francês é comilão, desbocado e metido, o americano é loiro e certinho, etc…), em sua luta contra um império do mal que ameaça destruir a Terra. Eles se transformam usando poses e gritos, como em Sentais padrão, e os episódios (o game não tem fases, tem episódios) são construídos como em um seriado típico, com briguinhas de personagens, traições, reviravoltas e novos vilões. Eu sei que parece bem estranho comigo falando… mas é fantasticamente diferente e imensamente engraçado.

E o diferencial do jogo não entra só no estilo ou em como a história é contada, mas também na maneira como o jogo é, bem… jogado. Embora o jogo seja, basicamente, um beat em up, cada um dos seus Wonderfuls tem um poder: o vermelho pode juntar as pessoas na forma de uma espada, o verde na forma de uma arma, etc… E isso não é feito com um comando de botões mas sim com desenhos realizados na tela sensível ao toque do Wii U – faça um risco de cima para baixo e você tem uma espada, faça um “L”deitado e você tem uma pistola e por aí vai. É hilário e bem diferente, e todos os poderes tem várias utilidades, dentro e fora do combate (um dos poderes é criar um luva que pode ser usada para jogar coisas longe, revelando caminhos alternativos, enquanto a espada pode ser usada para destruir coisas fora do combate ou estourar trancas). É incrível… quando funciona….

Não que a detecção seja ruim… porque não é. Mas quando você tem que manter um olho no peixe (controlando seu personagem, que fica minúsculo no meio de 80 outros heróis), outro no gato (vendo a direção do combate, dos inimigos e dos perigos de cenário) e outro no criança (desenhar na tela para ter acesso aquele ataque especial naquele momento específico) você vai descobrir que é bem complicado fazer tudo de uma vez. E o fato que, desenhar um esfera dentada e uma esfera simples, pode ser bem difícil de diferenciar nas horas mais loucas… você acaba terminando os combates dependendo mais dos ataques simples, como espada e arma.

Graficamente o jogo é muito bonito, com personagens bem animados, texturas legais e ambientes grandes e coloridos – lembra vagamente um cartoon e está tão longe do super realismo cinzento comum dos jogos da atual geração quando dá para ficar.  O som é legal… mas nada para escrever para a casa, com músicas esquecíveis e vozes muito legais.

Wonderful 101 é excelente jogo, estando ou não no Wii U. É bem feito, interessante, tem um conceito excelente e é tão bem montado e tão excêntrico que é uma lição do que pode, realmente, ser conseguido quando se pensa fora da caixa. Eu tenho total convicção que Bayonetta 2, também da Platinum, vai vender milhões de unidades a mais que ele, mas eu recomendo a todo mundo com um Wii U – vocês não vão se arrepender.

Bom divertimento.

Wonderful101

Jogando: Pokemon Rumble U

Quando você ouve falar em Pokemons, se você tem alguma experiência com a franquia, seus pensamentos vão para idílicas caminhadas em grama alta, lutando contra uma quantidade insana de Pokemons de nível 5 a 20 OU a combinação desgraçada de Caverna escura + Milhões de Zubats. A história dos games de Pokemon são sempre mais ou menos parecidas, com seu jovem aprisionador de animais saindo de casa para conquistar o universo utilizando coragem, boa pinta e uma quantidade insana de rinha de animais.

E não há absolutamente nada de errado nessa fórmula. Ela é boa, interessante, normalmente bem construida e viciante. Mas, mesmo assim, parece que não existe uma franquia Nintendo que vai mais longe da sua formula original, com mais frequência, do que os monstros de bolso: do safári de fotos em Pokemon Snap, aos RPGs onde era preciso redimi-los no Cube, passando pela frustrante experiência de tentar falar com um Pokemon em Hey You! Pikachu! – Pokemons estão em todas.

Pokemon Rumble não é uma novidade em si – o Wii teve um e o 3DS também. Consiste, essencialmente, em uma arena de Pokemons, sem treinadores, com você diretamente controlando os monstros que soltam poderes e dão golpes um no outro; se posso fazer uma comparação direta, lembra Power Stone (Dreamcast/PSP) só que com Pokemons. Ou seja – não é ciência nuclear. Evolua seus monstrinhos e os ponha para lutar – no Wii você podia, inclusive, importar seus monstros do DS.

E qual a proposta de Pokemon Rumble U, que vou passar a chamar de PRU? Fazer isso melhor e fazer você realmente colecionar todos!

Graficamente PRU não vai impressionar ninguém, as arenas são simples, com vários elementos de interação mas nenhum high light gráfico – texturas simples e funcionais e um estilo cartunesco e simplificado. Os Pokemons vão decepcionar muita gente: Feitos para relembrar as estatuetas que estão sendo vendidas eles são “estranhos”, tipo…

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… entenderam?

O som é bom, mas não é sensacional, com os barulhos e bramidos dos Pokemons facilmente reconhecíveis (tarefa nada fácil para um número chegando aos 600) mas a música é meramente passável. O controle funciona muito muito bem, embora seja super simples: 3 botões usam ataques especiais (que são selecionados posteriormente a luta) e um botão dá um ataque de corpo do Pokemon, que pode ser uma cabeçada, uma rabada ou, no caso de HitmonLee e HitmonChan, uma sequência inteira digna de filmes de ação.

As estatuetas são o ponto alto do game. No estilo de Skylanders, da Activision, você compra uma Pokebola e, dentro dela, tem uma estatueta de um Pokemon – 120 Pokemons vão estar disponíveis nesse formato, com 240 estatuetas sendo 120 no padrão normal e 120 Pokemons “prateados” (versões mais fortes). Você transfere seus Pokemons para o Wii U através do NFC (Near Field Communicator – aquele “quadradinho” desenhado do lado direito da tela do Wii U Game Pad) e consegue salvar os status e evoluções dele da mesma maneira, aproximando a miniatura do ponto. Ou seja: brinquedo + decoração + memory card = muita diversão! Você não precisa das estatuetas para jogar!!! Os produtores dizem que todos os Pokemons são acessiveis jogando apenas o game normal, fazendo trocas com o Pokemon Y e X e fazendo trocas com amigos pelo Nintendo Network, mas todo mundo vai acabar querendo algumas nem que seja para deixar pela sala.

O jogo pode ser adquirido direto no e-Shop da Nintendo Network (por um precinho mais camarada) ou em lojas físicas em um bundle com seis estatuetas randômicas. No Japão existe um Pikachu Bundle (seis estatuetas + game sendo garantido que uma delas é um Pikachu) mas ele está esgotado… pena.

Pokemon Rumble U é um jogo muito muito simples, voltado especificamente para um público mais infantil ou para os fãs muito, muito mesmo, hardcores de Pokemon, que jogam qualquer coisa com a marca. É divertido e gostoso, mas um pouco repetitivo, principalmente no grinding necessário para subir seus Pokemons de nível e conseguir acesso a algumas arenas melhores ou diferentes. Se você realmente curte Pokemon, agarre – vai ser pelo menos divertido. Caso contrário, fique apenas com as miniaturas – você vai se divertir mais.

PS: Caso já tenha pego o jogo dê uma olhada na nossa matéria aí embaixo com os códigos para desbloquear outros Pokemons para a sua equipe.