10 coisas que a Nintendo precisa mudar urgentemente!!!

Sem meias palavras: A Nintendo é uma máquina de fazer dinheiro. A maior empresa de videogames do mundo, e a única que trabalha exclusivamente com isso, suportou o Crash de 83, o abandono dos Arcades, o fim da era de ouro do NES, o PS1, o PS2 e tudo mais que o mercado jogou contra ela. Além disso ela, financeiramente e em número de vendas, dominou o mercado durante a geração 360 X PS3 X Wii e é dona do mercado de portáteis desde sempre. Isso é memorável.

Então porque tantos e tantos usuários não aderem a um produto Nintendo? E porque a Nintendo não é Top-of-Mind quando o quesito é jogador hardcore, como era no final da década de 80/começo da década de 90? A diversas coisas que a Big N faz certinho… mas o Mini traz algumas idéias que deveriam ser aplicadas já, para resgatar a empresa a seu lugar no topo.

1) Venda-se melhor!

Sério… o que é isso?

E isso?

Nintendo… todos nós entendemos que você é uma empresa familiar e que criar um lugar seguro para que o vovô e o netinho possam curtir Kirby Epic Yard juntos, e não temos problema nenhum com isso. Mas você devia lembrar que nem todos os seus comerciais deviam ser assim. Eles deviam ser assim…

… ou assim…

Além de nós lembrar, constantemente, que Assassin’s Creed 4 e Call of Duty: Ghosts estão lá no seu aparelho, ao lado das suas franquias. Se você continuar com propagandas para a família, vai atrair famílias. E embora não aja qualquer problema real com isso, talvez seja hora de pensar um pouco nos gamers com mais de 16 anos.

2) Compre a SEGA

Considerando que a Nintendo é, atualmente, a principal distribuidora e a principal parceira comercial da sua antiga concorrente, que utiliza seu hardware nos Arcades (a placa Triforce – baseada na arquitetura do GameCube/Wii) e produz dezenas de exclusivos, além de lucrativos contratos de Virtual Console para Wii, Wii U e 3DS não é difícil pensar nisso.

Então, a próxima coisa óbvia a ser feita é aproveitar alguns anos de receitas muito ruins, poucas expectativas dos acionistas e uma quantidade colossal de propriedades intelectuais de excelente qualidade em um pacote só e fechar a compra agora mesmo. A injeção de dinheiro que a Nintendo poderia fazer na desfalecida SEGA permitiria que diversos projetos da empresa, paralisados ou vagarosos pela falta de grana, chegassem ao público. E a exclusividade de diversas propriedades intelectuais em sistemas Nintendo fariam muito bem para as vendas das mesmas.

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3) Faça um Joint Venture com a Namco (e a Tecmo, e a Square…)

… e quem mais utilizar seu hardware nos Arcades. A Triforce 3.00 e 3.10 são as duas principais placas de Arcade em máquinas japonesas e diversas empresas japonesas estão passando por enormes restruturações de forma a aumentar seus ganhos E/OU proteger suas franquias (Capcom está se fechando no Japão depois de dois fiascos produzidos para ela por empresas americanas, Remeber Me e DMC, e avisando o mundo que vai voltar a produzir somente internamente. Tecmo está fazendo a mesma coisa depois do horrível, e produzido por americanos, Ninja Gaiden 3. Etc…). Embora algumas das empresas japonesas não produzam Arcades, e outras utilizem placas como a Chihiro (SEGA + Microsoft – baseada na arquitetura do XBOX) ou a DAC (Namco + Sony – baseada na arquitetura do PS2) em suas máquinas, todas estão precisando de um bom suporte e de auxílio para retornar ao universo do lucro. O Wii U é uma senhora máquina, e poderia facilmente se tornar o SNES de uma nova geração.

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4) Unifique as contas em um sistema integrado

Pelo amor de Deus Nintendo, estamos em 2013!!! Toda vez que eu tenho que comprar um mesmo jogo em duas plataformas, como no caso de Super Mario 3 no 3DS e no Wii U, eu, e milhares de outros jogadores, simplesmente desiste de compra. Queremos formar uma enorme biblioteca virtual, recheada pelos clássicos de nossa infância e adolescência, mas precisamos fazer essas compras sabendo que poderemos usar esses jogos, não importa qual plataforma você for utilizar Nintendo. Considerando as minúsculas exigências de processamento para emular, de forma descente, NES, SNES, GameBoy, GameBoy Color, GameBoy Advance e Nintendo 64 (sem falar nos outros aparelhos disponíveis no Virtual Console, como Game Gear, Master System, Mega Drive/Genesis, SEGA CD e Turbo Grafx 16/NEC Core) não seria difícil criar um sistema unificado, com o mesmo registro em todos os aparelhos Nintendo, e diretamente conectado com o Club Nintendo, de forma que pudessemos acessar nossa biblioteca do aparelho que quisermos, seja on-the-go (em nossos 3DS) ou sentados em nossos sofás (em nossos Wii U). Não só isso permitira que comprassemos sem culpa, em acessos de consumismo, muito mais do que realmente podíamos/devíamos como permitiria que outros serviços fossem criados para ganhar em cima disso.

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5) Aceite Pay Pal e cartões internacionais no e shop

Não há QUALQUER razão para que uma empresa não aceite um cartão internacional, colocado com seu endereço correto e pertencente ao seu dono. Não aceitar te coloca na mesma posição da PSN e XBOX Live, pré Dezembro de 2007. 2007!!! 6 anos atrás.

Dito isso, se, por qualquer estúpida do universo, sua empresa for incapaz de aceitar cartões de crédito internacionais com dados corretos, você tem que, é obrigado a, não tem como não, aceitar Pay Pal. A literalmente centenas de milhares de usuários de Pay Pal pelo planeta e todos eles utilizam esse canal super seguro mesmo para suas compras mais simples. E não há qualquer custo para a empresa que está fazendo a venda; os custos do Pay Pal recaem sobre os usuários. Então Nintendo, pare de fazer cú doce (e nos fazer comprar cartões pré-pagos) e aceite a PORRA do nosso cartão de crédito.

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6) Dê ao mundo um Pokemon  nos consoles de mesa

Pelo amor de Deus Nintendo! Estamos esperando pela porra de um Pokemon, um Pokemon de verdade, no mesmo modelo dos feitos nos portáteis, mas disponível para jogarmos em nossos consoles, desde o SNES. Pare de nos insultar com jogos de arena (que pedem pelos nossos Pokemons de DS/GB/GBA) ou com coisas simplistas como Pokemon Snap e Hey You Pikachu!. Se você conseguir nos entregar algo assim essa IP, sozinha, vai tirar uns 2 milhões de Wii U da estante!

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7) Achievements e Troféus 

Conquistas e Troféus são um divisor de águas entre jogadores: Um grupo pequeno é fervorosamente ligado a elas e aos bragging rights que elas trazem enquanto o restante do mundo gamer simplesmente não dá a mínima para elas. Mas o que ninguém consegue criticar é o poder de venda que elas/eles tem, simplesmente por existirem. Dois dados estatísticos interessantes: 1) jogos com achievements fáceis, mesmo que tenham recebido reviews horríveis, acabam vendendo e atingindo público meramente pelos achievements; 2) Jogos sem  Proezas (as conquistas/troféus do Steam) são mais pirateados – aparentemente o ato de colocar sua marca em um grupo social, ainda que seja conseguindo uma determinada ação digital que mais ninguém tem, tem um valor enorme dentro de certos grupos.

Sabemos que você não teve proezas no Wii porque considerava que elas criavam um ambiente muito competitivo e que dificultava a diversão, mas a completa ausencia delas prejudica suas vendas, Nintendo. Crie um meio termo, com troféus que são conquistados mas sem uma pontuação que possa ser colocada no Tag do jogador, ou, melhor ainda, crie alguma recompensa real por conseguirmos feitos incríveis nos jogos que amamos, como moedas de ouro que podem ser trocadas por outros jogos ou material adicional no e-shop.

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8) Crie novas propriedades intelectuais

Ok Nintendo! Nós amamos Zelda, adoramos Metroid e realmente temos um lugar especial no coração para o Mario, mas está na hora de você colocar algo de novo no mercado. E não estamos falando de mais um Mario Kart ou Super Smash Bros. Embora suas franquias (e as propriedades intelectuais por trás delas) sejam sólidas como rocha, está na hora de você voltar a mesa de criação e fazer seus times internos darem ao mundo algo tão genial quanto Earthbound, F-Zero ou Pilotwings foram no SNES. Queremos novas franquias de seus times internos Nintendo…. faça acontecer!

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9) Corte seu preço agora!

Quando o Wii U lançou ele saiu por US$ 350,00 pela edição Deluxe (a básica foi uma péssima ideia que nem deveria ter existido). Depois você baixou o preço para US$ 300,00 e lançou diversos Bundles, com jogos excelentes, pelo valor original (US$ 350,00). O problema é que PS4 e XBOX One estão batendo na sua porta Nintendo – e eles custam respectivamente US$ 399,99 e US$ 499,99. Quem for comprar um deles já se decidiu mas, com um novo corte de preço, talvez caiba um Wii U no orçamento. E você volte a ser o segundo videogame de um monte de gente.

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10) Amplie seu foco nos Indies

Numa era em que se gasta quantidades cada vez mais monumentais de dinheiro para se produzir jogos, e onde o cenário tem cada vez menos ideias inovadoras, os produtores independentes tem se mostrado cada vez mais como o filão da inovação mundial. Enquanto Sony e Microsoft confessam que vão cair com tudo em cima disso, Nintendo se mantém quieta sobre seus planos – embora jogos indies continuem a sair em grandes quantidades no e-shop. Nintendo… marketing pessoal não é pecado. Vá lá fora e traga quantos jogos indies conseguir… mal não vai fazer.

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No sofá do Mini 2 – Porque os planos da Steam são um tapa na cara da Microsoft

No primeiro no sofá do Mini nos avaliamos o plano da Microsoft e nos perdemos no tempo falando da mídia física. Agora a Steam, da Valve, vem e muda o mundo dos games para sempre. E para entender o que a Valve fez veja tudo em detalhes clicando aqui.

Concordam? Discordam? Deixem suas opiniões aí embaixo!

O Steam quer a todos dominar

Eles haviam colocado um contador na página principal que terminou de contar a 3 dias atrás… e novas informações ainda continuam chegando! A Valve, e por sua vez a Steam, decidiram que não só vão participar do mercado de videogame e de hardware…

… eles vão a mudar a maneira como isso é feito até hoje!

Steam-OS

Para começar temos o Steam OS. Sim… um sistema operacional gratuito desenvolvido pelo Valve para ser utilizado em hardware específico do Steam. Quase que um Kubuntu ou Ubuntu da vida, o OS usa uma robusta partição de Linux, com foco em operações relativas a gráfico de qualidade, som de qualidade e diminuição de latência de input e output, assim como em um sistema de transmissão de dados de qualidade desconhecida até então.

E as boas notícias não param por aí!

O código fonte do novo sistema é aberto e ele pode ser modificado, ou ter apps feito para ele, sem nenhum custo. E essas modificações, se estáveis, serão disponibilizadas pela própria Steam para download a todos os interessados. Além disso o novo OS vai vir com Netflix, Hulu, Last FM, além de melhor controle de jogos,  controle e criação de grupo familiar para uso, facilidade de utilização interna de músicas e vídeos (sem controle de DRM…. YYYYEEESSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!) e Streaming caseiro simples, para qualquer PC ou Mac, para que você possa não só ter a proeza Steam (as conquistas/troféus do sistema) mas possa gravar em vídeo o processo de ganhá-las e se gabar dele depois.

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Só que um sistema operacional não roda no ar, certo?! Ele precisa estar instalado em uma máquina, certo?! Ok…  a Steam vai te dar essa máquina.

E não… nós não estamos falando do uber poderoso, e imensamente caro para a configuração dele, Piston (embora ele faça tudo e esteja disponível em dezembro).

Estamos falando de mais de 20 fabricantes trabalhando em volta de criar um PC voltado para games que rode o Steam OS na sua sala de estar… e não estamos falando dos produtores padrões de computadores (embora a Intel e a HP vão apresentar produtos nesta linha); estamos falando de Samsung, Panasonic, Phillips e outros grandes produtores de eletrodomésticos trabalhando para produzir, essencialmente, computadores modulares que podem sofrer upgrades de memória e de placas de forma simples, caseira e feita pelo usuário com um manual de instruções.

E isso vai direto na sua TV. E você vai poder controlar com qualquer controle que funcione em um PC comum (sim… inclusive com os do XBOX 360), mouse e teclado, controle Arcade ou…

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… com um controle feito pela Steam.

Gabe Newell já havia falado a um tempo atrás que considerava que a tecnologia dos controles de videogame estava limitando os jogadores, limitando as experiências (na época ele disse que o Wii mote, embora fosse um bom passo na direção certa, ainda era muito simples). Agora eles oferecem algo que pretendem utilizar para mudar isso tudo.

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E por onde vamos começar? Que tal essas enormes áreas que parecem auto falantes? Então… eles não são direcionais, nem telas sensíveis ao toque. São trackpads… trackpads com uma resolução tão absurda que eles são semelhantes ao um mouse de 4000 dpi – eles também são clicáveis, agindo como um botão, e permitem, com sua superfície macia que recebe vibrações de dois geradores logo abaixo dela, repassar aos dedos dos jogadores texturas, vibrações e, até mesmo, gerar sons, funcionando como um auto falante. E eu sei qual a primeira reclamação que veio a sua cabeça, porque veio na minha também: Trackpads, como a superfície de celulares, nunca vão ser tão bons quanto analógicos reais!

Então… a Valve diz que serão sim… e ela explica porquê; segundo a empresa as superfícies tem capacidade Háptica, ou seja, é capaz de gerar feedback a ação do jogador, instantâneo e concomitante com a ação em tela do jogo. Por exemplo: Se você tentar virar um carro para a direita, o controle vai gerar mais resistência naquele lado do que no outro, gerando a sensação semelhante a um controle, tudo isso enquanto passa para o seu dedo também a trepidação da estrada – inclusive, quando você for ajustar o carro na estrada, terá que lidar com a resistência do volante, devido a manobra, sendo devolvidas para a sua mão pelos trackpads. Então mirar vai ficar muito mais fácil e quem estava acostumado a usar mouse e controle para jogar vai tirar de letra o uso do controle.

E isso é só o começo, ou melhor, as laterais: no meio do controle você tem uma tela sensível ao toque, que vai tanto funcionar como o seu mouse, como vai trazer informações para você em tempo real – e para não te distrair do jogo principal na tela da sua TV, todo o toque que você fizer na tela sensível ao toque (que muitas vezes vai estar funcionando como seu mouse) vai gerar um cursor na sua tela principal; simples e funcional! Além disso a tela funciona como um enorme botão clicável também (clicável existe? Seria clicável uma palavra?), será capacitativa (você vai usá-la com o seu dedo) e terá uma resolução semelhante a usada em celulares top de linha hoje em dia – a tela pode até mesmo ser dividida em quatro botões clicáveis… caso isso seja necessário.

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Fora isso 4 botões na parte de cima e quatro botões frontais garantem que, não importa o que você precise para o seu game, vai estar ali, na sua mão. E o controle tem todos os diagramas entregues pela Valve já no primeiro dia, para que seja completamente modificável pelos próprios usuários! Um controle revolucionário para um conceito revolucionário.

E se você não gostar… pode continuar utilizando o mouse e o teclado de boa.

A Valve, através do Steam, parece estar querendo mudar o mundo. Mas o que você acha disso?

Dôssie 2DS – o que é, para que serve e quanto custa?

Desde a invenção do GameBoy, nos idos de 80, a Nintendo domina o mercado de portáteis. Foi uma guerra ingrata para todas as empresas que tentaram entrar, do Game Gear, a resposta 8 bits colorida da SEGA, ao PSP e por fim ao Vita. Jogos imensamente legais, precificação correta e facilidades de uso sempre foram uma constante nos portáteis da Nintendo. Quando o DS, e suas duas telas, foi demonstrado, TODO mundo falava que a coisa seria um fracasso – virou o segundo videogame mais vendido de todos os tempos. Quando o 3DS foi mostrado, com sua tela 3D que não exigia óculos especiais, MUITA gente falou que a coisa não funcionaria com o grande público – nos melhores momentos do VITA o 3DS bate as vendas dele em 3 para 1.

Mas a Nintendo percebeu três fatores:

1) O 3DS, e seu fator 3D, não é recomendado para crianças de 7 anos ou menos. Durante essa idade os olhos ainda estão em formação e o 3D estereoscópico por frequência pode causar dores de cabeça, dificuldades de percepção espacial ou mesmo danos ao músculo ocular. Havia, é claro, maneiras de impedir seu filho de utilizar o 3D com controles parentais no 3DS – mas poucos pais faziam uso disso e muitos preferiam comprar um DS comum e esperar o pimpolho/princesa ficar mais velho;

2) Alguns desenvolvedores japoneses tem escolhido utilizar o processamento bruto do sistema para outras tarefas, como lidar com texturas melhores, inteligência artificial melhor ou ambientes maiores, ao invés de utilizar o 3D – principalmente em games feitos com pixels, desenhos a mão ou Cel Shading. A Factor 5 tem feito muito isso, tendo, no passado, colocado que o 3DS suportaria o dobro da resolução, tranquilo e sem engasgos, se não tivesse que lidar como 3D;

3) Pesquisas de mercado realizadas através de parceiros comerciais ou Club Nintendo mostra que cerca de 65% dos usuários NÃO usam o 3D constantemente e que cerca de 93% desliga em algum ponto dos games, principalmente em games adquiridos através do eShop;

Então, para suprir um mercado mais jovem (e garantir a segurança de pais relapsos), diminuir custos para o consumidor e oferecer uma opção portátil mais barata, a Nintendo está trazendo o Nintendo 2DS ao mercado.

Mas o que exatamente é o Nintendo 2DS?

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Bom. Pense em um Nintendo 3DS comum (não o XL), aberto. Agora pense que você achatou ele, removeu a possibilidade de dobrá-lo no meio e fez botões maiores e mais macios. Agora pense que você tem uma tela só, de alto a abaixo, dividida no meio por uma peça plástica. Isso é o Nintendo 2DS.

Índice

O 2DS faz tudo que o seu 3DS faz. TUDO. Acesso a Internet, igualzinho. Processamento dos jogos, igualzinho. Compatibilidade com DS, igualzinho. Apenas um analógico, check; acesso ao eShop, check; tempo de bateria, check. Aliás, para matar rumores, eis nossa tabela de comparação:

Aparelho
Nintendo 2DS Nintendo 3DS Nintendo 3DS XL
Preço $129.99 $169.99 $199.99
Roda jogos de 3DS
Só em 2D Em 2D e 3D Em 2D e 3D
Roda jogos de DS
Sim Sim Sim
Tamanho das Telas
Superior: 3.52 polegadas Widescreen LCD
Inferior: 3.02 polegadas touchscreen LCD
Superior: 3.52 polegadas Widescreen LCD com suporte a 3D
Inferior: 3.02 polegadas touchscreen LCD
Superior: 4.88 polegadas Widescreen LCD com suporte a 3D
Inferior: 4.18 polegadas touchscreen LCD
Design Não-Dobrável Dobrável Dobrável
Cartão SD Incluso
4GB 2GB 4GB
Câmeras 2 externas, 1 interna 2 externas, 1 interna 2 externas, 1 interna
Sensores Sensor de movimento e giroscópio Sensor de movimento e giroscópio Sensor de movimento e giroscópio
Wi-Fi
Sim Sim Sim
StreetPass Sim Sim Sim
SpotPass Sim Sim Sim
Sleep Mode Sim – por uma alavanca Sim, dobrando o console Sim, dobrando o console
Tempo de Bateria
Jogando 3DS: 3,5 a 5,5 horasJogando DS: 6 a 10 horasEm Sleep Mode: 3 dias Jogando 3DS: 3 a 5 horasJogando DS: 6 a 8 horasEm Sleep Mode: 3 dias Jogando 3DS: 3,5 a 5,5 horasJogando DS: 6 a 10 horasEm Sleep Mode: 3 dias
Tempo de recarga
3.5 horas 3.5 horas 3.5 horas
Power Saving Mode Não Sim Sim
Auto falantes
Mono (Stereo com fones de ouvido) Stereo Stereo
Tamanho 127 mm comprimento x 144 mm largura x 20.3 mm altura 74 mm comprimento x 134 mm largura x 21 mm altura (fechado/dobrado) 93 mm comprimento x 156 mm largura x 22 mm altura (fechado/dobrado)
Peso 260 g 235 g 336 g
Vem com o recarregador
Sim Sim Sim
Estação de recarga
Não Sim Não

O aparelho será lançado mundialmente no dia 12 de Outubro (junto com Pokemon Y e X) pelo preço na tabela ou equivalente Europeu. Pode não parecer, mas é mais cartada de mestre da Nintendo – ela integra o mesmo hardware em uma versão mais barata, garante mais facilidade e menor custo para pais e usuários e garante maiores vendas para as produtoras.

Way to go Nintendo! Eu realmente não esperava por essa!

Zelda e Hollywood – Dando as mãos?

Não… mas quase. Desde o fiasco que foi Super Mario Brother, o filme…

… a Nintendo trancou a sete chaves suas propriedades intelectuais e não deixou ninguém tocá-las de jeito nenhum. Principalmente ninguém de Hollywood. Isso não quer dizer que ninguém tentou!

Em 2007, logo depois do lançamento do Wii e quando Twilight Princess estava na crista da onda uma animação em CG foi criada, com um orçamento razoável e excelente acabamento, para “pedir” (implorar seria um termo melhor) a Nintendo pela permissão de um filme de a Lenda de Zelda. Agora as imagens vazaram!

Embora tudo esteja muito… … disney… para Zelda, não dá para deixar de ver os monstros no estilo de Twilight, um Link mais maduro e adulto e uma princesa Zelda combativa, muito distante da “Donzela indefesa” que muita gente imagina que ela é. E Ganondorf está Mega Bad Ass.

Infelizmente a requisição não deu em nada. Ainda acho que vai ter que sair do Japão um Zelda… é esperar!

Minicastle 7 anos – Castle of Illusion – Estrelando Mickey Mouse

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1990 foi um ano bem interessante para nós brasileiros e também para o mundo todo. Além da Organização das Nações Unidas declararem o ano 1990 como o ano internacional de alfabetização, outras coisas muito marcantes aconteceram. Fernando Collor de Mello (que mais tarde teria sido o primeiro presidente da república com o impeachment decretado) assume a presidência da república, O Kuwait foi anexado ao Iraque como província, as Alemanhas são finalmente reunificadas como uma só nação e para a maior alegria de nós, gamers, sai um tal videogame chamado Super Famicom no Japão. No cinema, alguns filmes interessantes tais como: O Massacre da Serra Elétrica 3, Rocky V e De Volta Para o Futuro III deram as caras na telona, mas como diria o nosso amigo Pelé, nada disso é importante. O que aconteceu mesmo de importante em 1990 foi a participação do mais famoso camundongo do mundo em um jogo do Master System. Surge então Castle Of Illusion (Castle Of Illusion, Estrelando Mickey Mouse [no Brasil] e I Love Mickey Mouse: Great Mysterious Castle Adventure (アイラブミッキーマウス ふしぎのお城大冒険 Ai Rabu Mikkī Mausu: Fushigi no Shiro Daibōken [no Japão]).

Tá certo, tudo bem, eu não tinha 7 anos em 1990, quando o jogo foi criado, mas eu tinha 8 anos. Ou seja, a diferença não é muito lá significativa. Eu sei que a ideia era escrever o que se estava jogando 7 anos, como é o aniversário de 7 anos do Minicastle (parabéns pra você! …) mas o jogo merece muito essa minha lembrança / revisão. Espero que vocês gostem de ler e se possível, vão jogar ou re-jogar esse clássico que fez muitas crianças felizes no mundo todo, no começo da década de 90.

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Era uma vez um rato… Bem vindo a Vera City, onde a vida é cheia de alegria e todos vivem em paz. Que dizer, todos menos uma. Uma que é sim invejosa da beleza e do carisma de Minnie, a bruxa Mizrabel… … que um dia, veio com sua vassoura e sequestrou a Minnie. Mickey foi pego de surpresa. Naquele momento, ele fez a única coisa que pôde: perseguiu a bruxa Mizrabel até chegar ao… Castelo das Ilusões.

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A história é simples para os padrões de hoje, mas naquela altura, salvo algumas exceções, os jogos de 8 bits eram assim mesmo, com uma história simplória (nada na altura de Final Fantasy Tacticts ou jogos do gênero). Simples assim, o bom moço (ou bom camundongo) vai de encontro a um castelo em busca do resgate da jovem princesa em apuros (hmmm… tenho a sensação de já ter visto alguma coisa assim, aqui mesmo no Minicastle… =D ). Mas enfim, vamos ao que interessa: Castle Of Illusion é um jogo de plataforma onde o herói, Mickey, tem que enfrentar vários inimigos e obstáculos para poder chegar ao seu objetivo final, que é resgatar Minnie das mãos da terrível bruxa Mizrabel.

Para fazer isso, Mickey tem que enfrentar os 5 mestres da ilusão (5 chefões, um em cada fase) e derrotá-los a fim de obter 7 gemas do arco-íris e enfim chegar ao forte onde Mizrabel mantém Minnie aprisionada.

O jogo possui 2 modos: O modo “Practice”, que é um modo simplificado, onde você apenas passa por amostras das 3 primeiras fases do jogo, sem ter que enfrentar os chefes de cada uma delas. O modo “Normal”, que é o modo completo do jogo com todos os desafios e recompensas que lhe foi prometido até então. Tá… Lembram do final de Shinobi? Tudo bem, é um final para ser esquecido de vossa memória, gamer inveterado que sofreste tanto para nenhuma recompensa! Bem, aqui está sua redenção: Jogue o modo Practice de Castle Of Illusion e deleite-se com vossa amada de volta em seus braços. No modo “Practice” (Treino) Mickey tem que obter 3 gemas do arco-íris para poder resgatar Minnie Mouse das garras da terrível bruxa Mizrabel.

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Tudo bem, vamos lá! Eu sei que vocês são gamers hardcore como eu e que não se contentariam com esse finalzinho meia boca certo? Então mãos à obra, para o modo normal de jogo.

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Já começou a ficar mais complicado o negócio. Ao invés de 3 gemas do arco-íris, agora temos que coletar 7 gemas derrotando 5 mestres da ilusão. Pois é, agora o negócio é mais embaixo. Mickey terá pela frente 3 fases iniciais e 2 avançadas, onde nas avançadas, além de pegar a gema do chefe da fase, terá que encontrar um gema extra escondida dentro da fase.

Eu não disse que o caminho seria fácil né? Pois é, e não será. Castle Of Illusion tem muitos elementos que fizeram a fama de dificuldade dos jogos 8 bits. Não, você não encontrará a dificuldade de Megaman 2 aqui mas também não terá vida fácil como no jogo da Hannah Montana!

Para passar pelos seus obstáculos, Mickey possui um movimento de ataque que ao pular (botão 2) e pressionar o botão 1 no ar, ele arma sua retaguarda para literalmente dar uma “bundada” roedora em seus inimigos. Além disso, Mickey tem que pular por plataformas, evitar abismos e também atira objetos em seus inimigos. Para atirar um objeto, basta ir andando em direção ao objeto, Mickey vai adotar uma postura de como se fosse tentar levantar o objeto em questão (barris, pedras, frutas entre outras coisas), feito isso, basta apertar o botão 1 novamente para Mickey levantar e carregar o objeto com ele. Agora, vá em direção ao alvo, capriche na pontaria e arremesse o objeto.

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As três primeiras fases são representadas por três portas no andar térreo do castelo.

A primeira fase é a floresta (não tão) encantada. Nela você terá que passar por árvores ambulantes, insetos voadores e rastejantes, plantas que cospem veneno entre outras bizarrices da natureza.

A segunda fase é uma fábrica de brinquedos onde Mickey tem que enfrentar aviõezinhos de controle remoto, palhacinhos malabaristas entre outros brinquedos “diferentes” que vão tentar atrapalhar o percurso de nosso herói.

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A terceira fase é o mundo dos doces. Yuuuummii… Muito apetitosa e igualmente perigosa!

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Depois temos a fase da biblioteca, onde pode-se nadar em uma xícara de chá e enfrentar muitos inimigos de uma biblioteca convencional.

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A última fase é a torre do relógio, onde nosso herói tem que vencer engrenagens e coisas do gênero.

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E finalmente as gemas do arco-íris liberam o acesso ao calabouço final.

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Na última fase, o castelo, Mickey terá que enfrentar insetos, cavaleiros armadurados, fantasmas e até puzzles onde a dificuldade é escolher entre três portas e acertar a verdadeira para ir adiante.castelo

Até  um terrível dragão Mickey terá que derrotar (sub-chefe logo antes da batalha final contra Mizrabel).

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Depois de todo esse trabalho, basta curtir uma vida feliz de volta a Vera City nos braços de sua amada!

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O jogo traz alguns elementos bem bacanas no que diz respeito à segredos tais como: passagens secretas e baús dourados escondidos [detalhe: é possível encontra moedas, vidas extras e itens de recuperação de HP, tipo pedaços de bolo, dentro dos baús] durante o percurso que Mickey traçará ao longo das seis fases do jogo (três fases com uma gema, duas fases com duas gemas e o calabouço final do castelo de Mizrabel).

Do ponto de vista de uma criança de oito anos, eu me lembro ter ficado impressionado com a animação do jogo. Detalhes que hoje passariam despercebidos como a exibição da animação de Mickey se desequilibrando ao pisar na borda de um objeto ou plataforma, a cauda balançando para cima e para baixo durante o ato de agaichar, Mickey olhando de um lado para o outro (como se fosse atravessar uma avenida) ao subir uma escada, deixaram o pequeno Junião realmente impressionado!

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Fora todos os detalhes, o jogo é extremamente divertido e super recomendado por mim para todas as idades! Castle Of Illusion para Sega Master System, com seus dois glamurosos megabits, ainda toma em vários momentos da vida, a atenção do Junião, mesmo ainda depois de 23 anos de seu lançamento.

Para mais informações / referências bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/1990

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castle_of_Illusion_Starring_Mickey_Mouse

http://www.smspower.org/Games/CastleOfIllusion-SMS

Escrito por Ademar “Junião” Secco Junior. Junião é o principal editor, mantenedor e organizador do site http://www.streetfighter.com.br, mestre das artes dos games de luta e aventura, colecionador de videogames e fecundo amante do Master System e do Saturn. Nas (poucas) horas vagas que não está limpando as ruas da escória com as próprias mãos ou lutando contra ninjas espanhóis saltitantes que pulam de cercas, o senhor Junião gosta de jogar FF XI, namorar e manter-se longe de animais domésticos.

Uma série de TV de HALO! E uma série de TV de HALO dirigida por Steven “I am a Genius” Spielberg

A Microsoft chacoalhou o mundo com um mundo de novidades, mas nenhuma tão incrível quanto essa (sim… eu não enlouqueci): HALO, a monolítica mega série da MS está ganhando uma série de TV.

O orçamento é imenso, mesmo para os padrões americanos, no nível de séries consagradas por seus efeitos especiais, enquanto toda a parte técnica de produção será feito pela equipe responsável pela genial “Game of Thrones” da HBO. E, enquanto atores nem fase da história (Harvest, Reach, Halo Saga, After Wars, etc…) foram confirmados já sabemos quem é o diretor, ninguém menos que Steven Spielberg.

Sim. O diretor/produtor ganhador de uma enorme quantidade de prêmios já quer colocar suas mãos na franquia Halo a anos e, agora, tem uma chance real de levar tudo para as telas. E uma série de TV vai dar tempo para a continuidade crescer e se expandir.

Respirando fundo e pedindo baixinho aos Forerrunners que tudo, absolutamente, tudo, dê certo!

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A Nintendo não terá apresentação na E3… ela vai levar os games aos gamers!

Essa ideia é fantástica! Nos últimos anos a E3 é fechada a imprensa especializada, com apenas segmentos dela abertos ao público. A Nintendo quer levar seus games para o público, com a comunicação de seus lançamentos e futuros produtos feitos de forma mais direta, pelos vídeos Nintendo Direct (que podem ser assistidos nos consoles e portáteis ou na Internet) e os games… bem… os games na sua mão! É isso mesmo!

Enquanto o resto das empresas vai manter seus novos games em boots na E3 a Nintendo vai levar TODOS, eu disse TODOS, os produtos em demonstração (Novo Zelda, Novo Mario, Wonderful 101, Luigi U, etc…) para as redes GameStop pertinho dos americanos e japoneses.  Dessa forma o cidadão médio, que normalmente só veria o protótipo em vídeo, vai poder testar, em mãos, o que vai chegar para ele em poucos meses (ou anos).

Se isso não roubar o trovão da E3… eu não sei o que poderia fazê-lo. Deixem suas opiniões aí embaixo!

Well played Nintendo! Well Played!

EA + Disney = Star Wars na mão da Bioware, DICE e Visceral

Eu não sei dizer se isso é uma benção ou uma maldição: A Eletronic Arts, eleita duas vezes como a pior empresa da América, tem, agora, direito exclusivo de fazer games com a franquia Star Wars para PCs e Consoles.

Segundo a Disney “Isso permitirá que jogos de qualidade com a franquia Star Wars continuem fluindo enquanto buscamos outros parceiros para o mercado Mobile” enquanto um porta-voz da EA colocou “É o sonho de todo desenvolvedor fazer jogos com a franquia Star Wars. Agora 3 de nossos estúdios terão a chance disso. E com o uso de nossa Frostbite 3 podemos garantir que os gráficos terão toda a qualidade esperada.”

Deixa eu traduzir as frases acima para vocês: “Queremos muito dinheiro então vamos achar alguém que faça jogos e nos de dinheiro enquanto achamos outra pessoa que faça mais jogos ruins e nos de dinheiro” enquanto a EA disse “Teremos gráficos lindos e jogos de dois em dois anos ou menos…”.

De qualquer forma a EA já informou quem serão os estúdios que irão trabalhar com a franquia: um RPG/Action RPG (ainda não se sabe) será feito pela Bioware e dois jogos de ação serão feitos pela DICE e a Visceral. Para quem morou numa pedra durante os últimos 10 anos, a Bioware é responsável pela saga Mass Effect, enquanto a DICE tem no currículo Battlefield e a Visceral tem Dead Space.  Não são desenvolvedoras ruins, concordo, mas ainda acho que o game estaria melhor fora das mãos gananciosas da EA.

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Agora… só nos resta esperar! O que vocês acham? Seria a EA a nova esperança ou teriam os games de Star Wars finalmente sucumbido ao lado negro?

 

 

Colecionador privado adquire um SEGA Pluto

Mas o que diabos é um SEGA Pluto? Bom, é um SEGA Saturn que tem todos os cartões de V-CD, Kodak CD, assim como mais memória RAM (um pouco mais do que o cartucho de 4 Mb) e, a principal diferença, um SEGA Net Link interno.

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Kri kri kri kri kri (som de grilos)

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Isso é um Net Link

Tá… eu to ficando velho! OK! Um SEGA Net Link era um cartucho, que se conectava a rede de telefonia (um cabo entrava no cartucho vindo da parede e um saía dele para o telefone) permitindo ligar para um amigo (ou vários, no caso de eventos feitos pela SEGA) e jogar via rede telefônica. Era um precursor muito interessante da tecnologia que seria usada no Dreamcast e poderia ter ressuscitado o Saturn. Mas infelizmente a SEGA achou melhor seguir com o projeto Dreamcast e abandonar o Pluto como um cachorro sarnento… ou um planeta rebaixado!

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E aí? O que vocês acham do Pluto? Deixem suas respostas aí embaixo! Eis o que ele me lembra:

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