No sofá do Mini 2 – Porque os planos da Steam são um tapa na cara da Microsoft

No primeiro no sofá do Mini nos avaliamos o plano da Microsoft e nos perdemos no tempo falando da mídia física. Agora a Steam, da Valve, vem e muda o mundo dos games para sempre. E para entender o que a Valve fez veja tudo em detalhes clicando aqui.

Concordam? Discordam? Deixem suas opiniões aí embaixo!

Agora é oficial! A Valve terá um videogame! Ou algo assim ^_^!!!

Rumores que a Valve estaria buscando uma solução em hardware para trazer o Steam para mais jogadores vinham circulando, a mais de um ano, pelas interwebs e pelas E3s da vida. Metade do universo de produtoras, tanto em hardware quanto em software, estavam convencidas que a Valve não entraria no mercado em nenhum nível ou formato, além do que ela já está inserida. Uma outra parcela de produtoras tinham reações mais alvorossadas diante dessa possibilidade, indo do diretor financeiro da Sony Entertainment Division prevendo fogo e enxofre sobre a Valve, caso ela tentasse, a empresas como a Eletronic Arts, que fez parte do consórcio 3DO, lembrando o quanto é difícil e custoso emplacar um console.

Ok! Big Picture, o sistema da Steam que permite utilizar a distribuição digital diretamente de TVs licenciadas, sem nem mesmo o uso de algum apetrecho de auxílio já estava chegando. E eu posso conectar um computador a qualquer uma das minhas TVs, aqui em casa, simplesmente pegando um cabo HDMI ou DVI ou VGA e conectando a TV. “O que eu ganho com isso?” seria a pergunta mais sensata!

“Eu acho que nossa ideia é o melhor dos mundos. Não mais você terá que pensar “O que os meus amigos estão jogando?” ou “Onde os meus amigos estão jogando?”, todos estarão unidos e terão acesso, instantâneo,  ao que quer tenha sido colocado no Steam naquele minuto. E as produtoras vão descobrir que é muito mais fácil e rápido chegar em seus consumidores sem ter que passar pelo crivo de distribuidoras ou pelo demorado processo de vendas convencional. Nós acreditamos que a empresas embarcarão muito rápido.” disse o presidente da Valve, Gabe Newell, a Kotaku.

E a pergunta é: Então a Valve está lançando um videogame?

E a resposta é: Não… mas é quase.

Pelo que Gabe Newell,e os outros executivos da Valve, estão explicando a empresa registrou um contrato de manufatura com três gigantes da informática para criar um PC modificado voltado para rodar Steam. Ok, Marcel! “PC modificado voltado para rodar X sistema operacional” = Console, ok?! Não… não Ok… porque o sistema da Valve vai aceitar a instalação de peças específicas, como novas placas de vídeo ou novos sistemas de input e output, que seriam “muito complicados ou impossíveis no padrão do console normal.” afirmou a Valve.

“Quando um console chega na metade do seu círculo de vida quase tudo que é lançado para ele já tem que sofrer enormes modificações, pois a tecnologia não está mais “lá”! Código evolui muito rápido e hardware vem atrás compensando ou ampliando essa necessidade. Mas um console, hoje em dia, é uma caixa fechada que todo mundo tem que aprender a usar. A Valve não vai forçar seus parceiros a isso. A muita facilidade na flexibilidade que podemos dar as produtoras. E podemos fazer isso com módulos simples que podem ser comprados pelo usuário caso ele, ou ela, tenha necessidade de um upgrade. Sem assistência técnica. Sem jogar fora seus controles ou trocar o aparelho central da sua sala. Coloque o módulo, baixe o pacote de instalação automaticamente, sistema melhorado.”. Ora… então é um PC?

Quase isso. Parece que a Valve quer um híbrido entre a facilidade que o PC dá de upgrade e as facilidade de uso que um console dá. Compre um jogo via Steam, faça o download (ou jogue pro Streaming) e, se precisar de mais poder de fogo, compre novas placas em módulos instaláveis que podem ser colocados no seu console. Confesso que o conceito é sedutor, mas, sabendo um pouquinho, como eu sei, de como funciona arquitetura de um PC (ou de um videogame) estou realmente coçando a cabeça pensando como a Valve (ou suas parceiras) vão resolver o desafio técnico de um PC pequeno, poderoso e que possa sofrer imensos upgrades sem perder velocidade ou se tornar um algo horrendamente obtuso e desagradável na sua sala.

Considerando que, com exceção de DOTA 2, que está em fase finais de Beta, não há mais nenhum jogo da Valve no horizonte (pelo menos que nós saibamos) estaria o senhor Newell guardando munição (e considerando que estamos falando dos criadores de Half Life, Portal e Left 4 Dead – munição traçante, perfurante, anti blindado de alta velocidade) para seu próprio “console”? E esse novo amor declarado pelo Linux, que tomou a Valve de assalto? E como ficaria o mercado com Xbox 720, PS4, Wii U, Ouya e Steam Box? Deixem suas opiniões aí embaixo…