A Climax está fazendo outro Prince of Persia?

A Climax, antiga empresa do grupo SEGA e agora desenvolvedora autônoma, está contratando gente para um projeto não identificado para o qual só duas fotos foram reveladas. A primeira…

climax1jpg-5e96fb

 

Sou só eu ou isso é um príncipe da Pérsia? Eis a segunda imagem, lado a lado com uma imagem clássica do príncipe…

pop-side-by-sidejpg-5e96ff

Sim! Parece realmente com o príncipe! Será que a Climax, responsável por jóias incríveis como Gunstar Heroes e LandStalker vai entregar o Prince of Persia definitivo. Ou será um outro jogo envolvendo um herói das Arabias? Deixem suas idéias aí embaixo!

Jogando: Lego City Undercover

Lego, em videogame, é como a rede de restaurantes Sub Way: se espalha como uma praga, você fica brincando de montar, a mecânica é mais ou menos sempre a mesma e, no final, o gosto não é dos melhores. Por isso eu, raramente, me interessei por Lego qualquer coisa, depois de passado o efeito WOW de Lego Star Wars. Nem mesmo Batman, meu herói favorito, conseguiu quebrar o marasmo.

LegoCityUndercover

Confesso que a falta de jogos novos, e exclusivos, no Wii U, teve grande peso sobre a minha decisão de alugar o jogo. Pô Nintendo… “vamo trabaiá”!

De qualquer forma eu me vi sentado, testando a mistura bizarra da temática fofinha dos games da (Será que posso chamar assim?) sub franquia Lego, com uma história digna de um filme dos anos 80 (o policial bonitão e boa pinta que nunca tem medo de nada e só se fode) e o estilo de jogabilidade de um GTA. E sabe o que é mais estranho? Por alguma razão, que provavelmente envolve técnicas Voodus e antigas profecias Maias, o troço funciona – a combinação é divertida e, se não especialmente incrível, é boa o suficiente para segurar uma franquia própria.

E, espero, exclusiva do Wii U. Estamos precisando de exclusivos Nintendo! Mexa-se!

Graficamente Lego City Undercover, que vou passar a chamar de LCU porque o nome é comprido para caramba, é uma mistura gozada. A distância de horizonte é enorme, e as vistas, por causa disso, tendem a ser bem legais. A animação é primorosa e a movimentação é a física são particulares do Lego – e imensamente engraçadas. Há jags e quebras gráficas ali e aqui, e, as vezes, a quantidade de objetos da tela, principalmente quando coisas grandes quebram em centenas de peças pequenas, a um ou outro Slowdown. Nada de muito ruim nessa área, principalmente considerando o número literalmente imenso de carros, lanchas, motos e aviões que estão disponíveis pelo mundo. As ceninhas que contam a história são muito bem feitas e tornam ainda mais engraçadas as, familiares, cenas roubadas de filmes como Duro de Matar e Máquina Mortífera.

O som é legal, mas não brilhante. As músicas são bem escolhidas e funcionam muito muito bem dentro do que se propõe, mas não são especialmente fantásticas e você vai esquecer delas de poucos minutos. As vozes escolhidas são boas, não excelentes, mas boas, e funcionam dentro do contexto a que se propõe – são divertidas e alegram. E os veículos tem sons legais, e bem variados. O controle funcionar muito muito bem, com facilidade de aprendizado e centenas de botões virtuais, que mudam conforme o veículo, na tela tátil. Infelizmente não dá para jogar usando apenas a tela do GamePad, mas há radares e mapas, além de um mini gps, que auxiliam MUITO no enorme mundo (e que tornariam a experiência de jogar um GTA um pouco menos horrível para mim). O sistema mostra que pode, sim, mudar a experiência com aquela tela enorme no meio do controle.

A jogabilidade é uma mistura interessante: uma parte Lego padrão (com direito a outras roupas – ou corpos – com habilidades diferentes), uma parte universo aberto a lá GTA e duas partes adventure colecionável, ao estilo de Banjo Kazooie ou DK 64. E se você pensar, por um segundo que seja, que isso não é viciante, está errado – a um bazilhão de coisas a colecionar e um milhão de lugares para colecioná-las. E as perseguições, as cenas de ação e o pseudo parkour, misturado a um sistema de combate gostoso, tornam esse jogo realmente divertido. É como ver a evolução natural de jogos clássicos, como Banjo e Crash, em um formato ainda mais animal.

Lego City Undercover é perfeito? Não, de forma nenhuma. Está milhas longe do que poderia ter sido feito no Wii U, tem enormes, imensas e constantes barras de carga que atrapalham a ação (que os próprios desenvolvedores fizeram piada!), glithces gráficos feios aqui e acolá e, assim como em GTA, exige um nível de memorização que, quando atingido, você já deveria estar jogando outra coisa. Mas é um bom jogo, bem divertido e com uma história interessante. E, considerando o número de exclusivos do Wii U, não é como se você tivesse muitas opções, né?!