Uma coisa é dançar ao som de videogame. Outra, completamente diferente, é dançar MUITO ao som de música de videogame. E é isso que o super Senhor Lego, também conhecido como Marco “Ervilha” faz! Primeiro foi um finger tutting, uma espécie de dança que usa apenas as mãos e os braços, ao som de Mining Melancholy (do grande Koji Kondo em Donkey Kong Country 2).
E aí ele resolveu que não iá detonar usando só os braços… e usou o corpo todo ao som de Tetris, em um Tutting mais do que incrível!
Fantástico! E aos interessados o rapaz tem página profissa no face – cliquem aqui!
A 343 Industries, responsável pelo mais do que incrível Halo4, se juntou a gigante multimídia Virgin para fazer um dos maiores torneios de videogame que já existiu. E se você ganhar, os dois primeiros prêmios são: o veículo dos sonhos, uma Pickup Ford F-150 SVT Raptor customizada com a aparência e o painel de controle de um Warthog (se você não sabe o que é um M12 Force Application Vehicle – conhecido como Warthog, some daqui) OU seu rosto em um personagem de Halo 5.
Não… eu não to tirando sarro.
Você pode se registrar agora mesmo no site do “Infinity Challenge”, não se preocupe é gratuito, e participar. No dia 17 começarão os jogos, literalmente, tanto na modalidade War Games quanto no modo Spartan Ops. Para o War Games, onde o prêmio é a Pick Up, você simplesmente tem que jogar na lista Infinity Challenge e ir subindo na Leaderboard. A lista vai rotacionar os jogos entre Infinity Slayer, Regicide, Dominion e Capture the Flag. Os jogadores serão rankeados em três níveis, com o pessoal do nível 1 podendo ganhar o grande prêmio. As qualificações acabam em 10 de Janeiro e a fase final começa, somente com os jogadores de nível 1, em 12 de Janeiro.
Já para o Spartan Ops, que vale seu rostinho lindo em um personagem de Halo 5, os competidores só precisam JOGAR! JOGAR MUITO! Isso mesmo, sem leaderboards, sem competição, sem scoring, é só jogar e jogar e jogar, a seguinte coleção de missões no Spartans Ops:
“Core” — Episode 1, Chapter 5
“Hacksaw” — Episode 2, Chapter 3
“Shootout in Valhalla” — Episode 3, Chapter 4
“The Didact’s Gift” — Episode 4, Chapter 5
“Spartan Thorne” — Episode 5, Chapter 1
Ganha quem jogar mais! Literalmente! Ganha quem passar mais tempo jogando esses episódios específicos de Spartan Ops! Considerando que os novos episódios de Spartan Ops só vem depois do final de janeiro, isso nem vai ser assim tão difícil. Mas pode ter certeza que haverão centenas de Xbox 360 queimados por aí até o final da competição.
Eu, e o meu pelotão, vamos participar. Vejo vocês no campo de batalha!
A impressão da minha vida, como gamer, é que sempre houve um Mario e sempre vai haver um Mario. Eu comecei jogando videogame com um Mario, tanto em seu formato Donkey Kong quanto em seu formato Mario Bros (e ambos não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com o reino do cogumelo) e prossegui com ele por anos e anos vindouros. Claro que houve Sonic. Claro que eu fui apresentado a Snake. E já que estamos falando de personagens a quem alguém é apresentado; eu conheci uma certa princesa com um fetiche estranho por se “transvestir” e uma tara por instrumentos musicais mágicos – que eu salvei mais de uma dúzia de vezes já!
Mas… como sempre há um bolseiro morando sob o morro… sempre a um Mario novo vindo em minha direção.
Dito isso fazia alguns anos que eu não ficava chapado com um Mario 2D. Eu ficava animado. Curtia demais. Realmente gostava. Mas aquela sensação incrível que eu tive com Super Mario 3, e que continuou, se espalhando por cada erg do meu ser com Super Mario World, simplesmente não estava lá. Até eu terminar o download do presente de Natal da minha esposa e passar o controle para ela.
Aí eramos duas crianças no Natal de 1991, abrindo nossos super nintendos e começando a jogar Super Mario World pela primeira vez. E foi tão bom!
New Super Mario Bros U é uma conquista técnica que mostra que Gameplay de qualidade não tem idade, que diversão ainda é mais importante que tudo em um game e que a Nintendo não veio para a alta resolução antes porque realmente não havia necessidade. Dos gráficos ao gameplay New Super Mario Bros U destrói virgindades anais, explode cavidades auriculares e remove, indecentemente, a tanga das meninas dos olhos de todo mundo. É a mesma sensação de surpresa, o mesmo “fator UAU” que o Super NES, e seus mega gráficos, gerou quando apresentou um Super Mario com 96 fases ao mundo.
Se você era muito novo, ou por alguma razão não chegou a ter um SNES, eu lembro para você:
Graficamente falando NSMBU é fantástico! A Nintendo havia dito que só faria um videogame com uma saída HD quando realmente visse uma necessidade nisso e, caralho, eles entregaram. Das sombras a iluminação, das texturas a animação, das cores aos efeitos de água, areia e vento – NSMBU dá um banho em Rayman, joga Brayd tão longe que não nem para enxergar ele e mostra como um clássico, com todas as letras maiúsculas tem que ser feito em HD. Isso não é New Super Mario Wii HD! Isso é um novo jogo, feito para um novo console, muito mais potente que os atuais aparelhos. E isso é denotado no gráfico do jogo.
Não custa dizer nada que o som continua com a marca clássica do incrível Koji Kondo – você vai lembrar das músicas assim que elas começarem a tocar, vai cantarolar junto e, se teve uma infância ou adolescência carregada de Mario, vai ter vívidas memórias de uma época mais simples e, talvez, mais gostosa. Principalmente a música da Ghost House (que aqui é um Ghost Ship) me faz lembrar, vividamente, de bolinho de chuva da minha vó – aqueles que vem cobertos por uma generosa camada de açúcar, canela e amor!
É claro que tudo isso não teria a menor graça se pudesse ser feito em outros consoles. É por isso que eu posso deixar minha esposa assistir um filme na sala enquanto continuo jogando, levando o jogo comigo, sem um mero slow down, na tela sensível ao toque do controle. É como ter um Gameboy HD lindo com bateria recarregável. E o alcance vai até a minha cama (jogando horas antes de ir dormir, com a tv da sala desligada).
O Gameplay continua fiel ao que Shigeru Miyamoto criou, mais de 25 anos atrás. Um botão pula, um botão corre, você pega itens como cogumelos que te deixam grande, cogumelos que te deixam pequeno, flores que te fazem lançar fogo ou gelo das mãos, capas para voar e tudo mais. Só ficou muito, muito mais difícil. Eu achei que a dificuldade voltou ao nível de Super Mario World, o que para mim, que tenho 25 anos de Mario, tá de boa. Mas venho descobrindo que a dificuldade pode ser um empecilho enorme para uma nova geração criada a leite com quick. A Nintendo também percebeu isso e colocou o Super Guide nesse jogo.
Mas o que diabos é o Super Guide? Que bom que você perguntou voz imaginária que vou ter que relatar para o meu terapeuta: O Super Guide é um botão gigante, que surge em qualquer estágio, depois de você já ter perdido 4 ou mais vidas. Batendo a cabeça do Mario nele o game pergunta se você quer deixar o Luigi jogar aquele level para você (O Super Guide só aparece jogando em single player). Se você disser que não o jogo prossegue normalmente. Se disser que sim, Mario é substituído por Luigi e você assiste o computador jogando pelo level – qualquer toque no direcional ou nos botões cancela o Super Guide e retorna o controle para você, logo o Super Guide pode ser usado só para passar por aquele buraco frustrante que te tomou 12 vidas e, em seguida, você continua seu jogo, normalmente. Se, no entanto, você deixar que Luigi termine um estágio para você, o jogo marca que você terminou o estágio com auxílio do Super Guide (que não pega as moedas gigantes, nem as moedas vermelhas, nem nenhum segredo) e não deixa você publicar nada no MiiVerse relacionado com aquele estágio. É uma maneira estranha de ajudar jogadores em problemas e eu, por alguma razão, ainda acho que o “You suck Tanooki Suit” teria sido melhor.
(Nota rápida: Em Super Mario 3D Land, ao invés do Super Guide você tinha uma roupa de Tanooki branca, que tinha mais tempo de vôo e era invencível a tudo menos buracos e lava, que era liberada após perder 5 vidas. Eu a batizei de “You suck Tanooki Suit”, ou, em bom português, Roupa de Tanooki você joga mal para caralho).
Haters gonna hate e Pìssers gonna piss mas Mario continua fenomenal e mágico, 25 anos depois e em gloriosa alta resolução. E continua unindo famílias: 3 minutos com o GamePad na mão e um amigo meu e seu filho, de 6 anos, já estavam jogando juntos. Sim, ainda é o mesmo encanador bigodudo de barriga saliente que salta sobre tartarugas! Sim, ainda é a mesma princesa que faz bolos e vai jogar baseball com seu constante nêmesis! Mas é um mundo tão incrível, e tão gostoso de jogar, que não deve, nem pode, ser mudado.