Jogando: Max Payne 3

Eu gostaria de dizer que Max Payne é o supra sumo dos jogos der ação, que todos deveríamos tê-lo e que todo mundo que se considera pelo menos um pouquinho fã de jogos de ação deveria ter uma cópia desse jogo na estante. Eu gostaria mas não posso fazer isso pois, por melhor que seja a sensação de jogar Max Payne 3, eu ainda não entendi como eles conseguiram forçar o mundo a pagar 60 doláres por um jogo que, essencialmente, nós já havíamos jogado antes

E esse é o problema. Quando o controle do drogado-e-surtado-ébrio-fedido-e-careca-ex-policial-linha-dura-de-Nova-York é entregue na sua mão o jogo funciona maravilhosamente bem. Os inimigos são difíceis mas não frustrantes, os objetos de cena explodem, quebram e se arregaçam de forma satisfatória, o efeito de bullet time ainda é muito legal quando você voa pela sala deitado, como numa rede, explodindo bandidos em uma camisa havaiana.  Ou seja, Max Payne 3 tem tudo que tornou Max Payne 1 legal e Max Payne 2 ótimo. E aí que começam os problemas do game – NÃO HÁ NADA MELHOR PARA OFERECER!

É claro que os gráficos são ótimos utilizando iluminação em tempo real de forma interessante e dando um belo ambiente destrutível para ventilarmos nossa raiva, com personagens bem animados e com belas texturas. O som também não é nada mal, com samba em português, funk em português e blues de boa qualidade se misturando a uma quantidade imensa de metal e batidas Techno, enquanto você mergulha no ar cobrindo cada centímetro cúbico possível com chumbo.

O controle é perfeito, seja no PS3 ou no 360. Um botão ativa o bullet time, outro salta, outro mira, outro atira, sensato e perfeito. Mirar é fácil e os inimigos são esponjas de dano (a menos que você atinja a cabeça). O “problema” de Max Payne é jogabilidade – gameplay mesmo.

A história do jogo é boa, bem escrita, embora contada de uma forma um tanto desleixada e usando cenas feitas na engine do jogo que utilizam as mesmas armas e roupas que seu personagem está carregando naquele momento. Um incômodo que tive com estas cenas, no entanto, é que muitas vezes mostram as coisas do ponto de vista do sempre drogado e bêbado Payne, fazendo com que as imagens recebam filtros de luz estranhos e, em vários momentos, fiquem duplicadas ou triplicadas. E não importa quão boa sua história é… se der tontura assistir, começa a ficar chato. Evitando spoilers existe uma reviravolta dantesca na história, que vai fazer todo mundo se perguntar se era realmente necessário,  mas nada que vá destruir sua diversão.

Max Payne 3 é bom, mas não é ótimo. É um jogo de ação competente com uma história que segue todos os clichês dos filmes de ação do policial solitário e incorruptível do começo da década de 90. Se não tivesse demorado 10 anos para aparecer provavelmente não teria recebido tamanho alento da mídia mas não é tudo que faz parecer. Se você curtiu tanto Max Payne 2 que o fantástico Stronghold não conseguiu apagar sua sede por saltar , destruindo coisas em câmera lenta,  esse é o SEU jogo. O resto do mundo tem que continuar esperando a próxima revolução. Boa diversão!

Anúncios

Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s