Smash Bros de 3DS e Wii U podem não sair juntos e não há planos para DLC para eles

Segundo Masahiro Sakurai, criador da série Super Smash Bros, as novas versões do game podem não sair ao mesmo tempo: “Estamos trabalhando duro mas há uma diferença significativa em criar conteúdo em alta resolução. Pode ser que as duas versões não saiam ao mesmo tempo.”.

Devo entender então que a versão do wii U vai sair depois?

Além disso o estimado diretor disse que não existe, atualmente, nenhum DLC planejado para Smash Bros, mas há possibilidades para o futuro “No momento queremos dar o game mais completo possível. Mas se tivermos um cast que seja muito requisitado ou novas ideias que realmente modifiquem a jogabilidade, porque não?” – disse Sakurai.

Acho super válido!

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Super Smash Bros de 3DS não usará a tela sensível ao toque – e os games ganharam nomes oficiais

Vai entender. De acordo com Sakurai, criador da série “não achamos uma maneira inventiva e visceral de utilizar a tela sensível ao toque”. Então nada de comandos por toque na versão do 3DS. E Sakurai também falou o nome oficial do jogo e, prepare-se, pode ser forte demais para um coração fraco: Super Smash Brothers.

Isso

Só isso

Na caixa terá um pequeno logo (caso você seja tão imbecil que não consiga diferenciar um cartucho de um disco e uma caixa de 3Ds de uma de Wii U) com “3DS” em vermelho e “Wii U” em azul, logo abaixo de Super Smash Brothers. E só.

Afinal… marketing para que?

Para não ficarmos entre dois mundos a Nintendo dá um mês de lançamento!

Nós sabemos que todo Zelda atrasa… isso é fato! Mas pelo menos a Nintendo nós deu um mês para focar: Novembro de 2013. The Legend of Zelda: A Link between worlds sai em Novembro “… antes da black friday” – segundo a própria Nintendo.

YYYYYYYYYYYYYYYYEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!

PS: Sou só eu ou mais alguém percebeu que o over world é EXATAMENTE igual ao de “A Link to the Past”?

 

Jogando: Donkey Kong Country Returns 3D

Um dos melhores jogos do Wii ganha uma versão para o 3DS e todo mundo só consegue dizer “Ah! Mas é o mesmo jogo do Wii!”.

É um dos melhores DKs de todos os tempos e é uma versão melhorada de um dos melhores games já lançados para uma plataforma de mesa…

… em um portátil…

… em 3D!

Porque diabos eu não consigo ver um simples defeito nisso.

De qualquer forma, quando os dinossauros andavam pela terra e a guerra dos 16 bits estava no auge, quando o mega drive tinha o Sega cd e o Sega 32-X e os videogames de 32 bits estavam ali, virando o quarteirão, a Nintendo decidiu mostrar porque não estava preocupada em trazer ao mundo um videogame de 32 bits. Ela mostrou esse comercial:

Yes… Yes… Yes… eram os melhores gráficos que nós já tínhamos visto e estavam lá, para quem quisesse ver, em um super nes perto de você. E não só o gráfico de Donkey Kong Country era majestoso, mas os cenários eram super bem criados, a animação (seja dos inimigos, seja dos kongs, seja dos animais) era super bem feita e a música era animal.

Pouco mais de 15 anos depois, pela mão da Retro Studios, os mesmos anjos que trouxeram ao mundo a série Metroid Prime (ou seja, basicamente reinvetaram Samus para uma nova geração), reinventam para o mundo a dupla de Super macacos… and boy oh boy… que toque de Midas que a Retro tem. Donkey Kong Country Returns 3D, ou DKCR, é como sentar num dia de chuva, na casa da mãe, para comer bolinho de chuva ou klustule. Tem gosto de passado. Tem gosto das coisas boas que não voltam mais. Tem gosto de querer mais e mais.

A retro seguiu o caminho certinho e não se deixou intimidar pelos galhofeiros no caminho: É um side scroller de visão lateral, é difícil como o inferno (embora a versão do 3DS tenha o novice mode), é instigante, tem porcentagem de jogo completo e itens adquiridos e o controle é perfeito. Mas vamos por partes…

 

Graficamente o jogo é incrível. Não… não é tão bom quanto na versão do Wii, que roda a 60 fps e tem efeitos de luz e sombra mais sofisticados, mas é muito muito bonito. E faz um uso animal do 3D, com novos objetos colocados em cenários conhecidos (armadilhas que vem do fundo e se chocam com a tela, barris que vem rolando do fundo, etc…) e novas fases inteiramente desenhadas em volta disso. 3 ou 4 planos em paralaxe, com velocidades de movimento diferentes, e que por vezes fazem parte das ações de jogo, como quando os kongs tem que usar um barril para ir para um plano de fundo de tela e passar por trás de um penhasco, ou quando um chefão corre em um plano de fundo atirando no plano frontal da tela. Animações perfeitas, tanto dos inimigos quanto dos Kongs, juntam-se a um estilo de arte inovador, mas inumanamente simples e bem feito. Assim como o DKC original, daqui a 10 anos, esse game ainda vai ser lindo.

Ao lado do novo motor gráfico utilizado a Retro utilizou um sistema de física extremamente funcional. Água vai e volta com fluidez e em tempo real, objetos e colunas atingindos resistem ao impacto, tombam, caem ou se espatifam. O Kongs tem peso, assim como seus inimigos, e os barris, com diferenças de distâncias quando sãoarremessados, etc… Uma das fases que a nova física possibilitou é de tirar o fôlego, quando os Kongs devem passar por uma área carregada de meias-luas de terreno presas a tiras de couro que rodam e se movem conforme o momentum com o qual você atinge elas. Lindo e extremamente excitante.

O som do jogo é carregado de melodias bem feitas e extremamente carismáticas, você vai se pegar cantarolando elas em dois tempos. Os sons são bem feitos, mas nada que vá mudar o valor do pacote. O controle, no entanto beira a perfeição e torna muito mais simples você vencer a dificuldade insana do game. Por que? Porque como dizia nosso grande mestre e guru, Fabio Ortolan, vulgo Mahou, “Quando você erra, é culpa sua… e só sua!” ; se você errou o salto, não foi o controle, se você errou um barril não foi o controle… FOI você !!! E você vai querer tentar de novo e de novo.

Dificuldade perfeita, controle perfeito, gráficos excelentes e som encantador. O que diabos você está esperando… corra agora mesmo pegar o seu.

Jogando: Luigi´s Mansion: Dark Moon

Eu tenho um 3DS desde a semana do lançamento dele. E nunca, nem por um segundo, me arrependi da compra. Através dele eu passei horas e mais horas de diversão e a Big N, com o programa embaixador, mais do que me devolveu os valores mais altos que paguei em minha aquisição. Agora, quase 2 anos depois do lançamento do portátil, um dos jogos de anúncio do mesmo chega as minhas mãos.

E a Nintendo faz a mesma mágica que tem feito desde de que eu tinha 6 anos.

Se você não conhece Luigi´s Mansion, eu te apresento. Luigi´s Mansion era o jogo de lançamento do GameCube, em 2001. Nele, em gráficos absurdos para época, controle imensamente funcional e som sensacional, Luigi, o irmão não tão bem sucedido da família Mario, tenta encontrar o próprio irmão em uma mansão que ganhou em um concurso (que ele não participou). Ele rapidamente descobre que a Mansão está cheia de fantasmas e que eles aprisionaram Mario, recebendo, em seus magros e estranhos ombros, o peso de ser o herói e salvar seu irmão.

Meu Deus! Eu ainda jogo isso! E ainda é muito legal!

O jogo foi um sucesso de crítica e público, que, infelizmente, Miyamoto não quis continuar imediatamente. Foram várias idas e vindas até a Nintendo liberar uma continuação para o game, sendo anunciado no Wii (e aí cancelado) e no DS (e cancelado de novo), até, por fim, aterrissar no 3DS. Como eu disse lá em cima, era um dos jogos anunciados junto com o novo console. E levou quase 2 anos para chegar nas nossas mãos.

E valeu cada segundo.

Luigi´s Mansion: Dark Moon (Ou só Luigi´s Mansion 2 – no Oriente) não é mais do mesmo. É uma reinvenção completa do conceito do game e um dos melhores jogos disponíveis no pequeno valente da Nintendo. E isso se deve a uma mistura charmosa de simplicidade e profundidade. O controle é simples ao extremo e imensamente funcional, com Luigi contando, essencialmente, com apenas dois itens, uma lanterna (que ilumina o coração dos fantasmas, permitindo capturá-los) que pode receber um upgrade de luz negra (que mostra itens invisíveis e Boos) e o Poltergust 3000 (o aspirador-de-pó-que-suga-fantasmas). E centenas, literalmente centenas, de pequenos puzzles são desenhados a volta do uso inteligente desses dois. Sem falar que o personagem principal desta pequena aventura não é Luigi, mas a mansão em si – cada sala é como um pequeno diorama, que fica ainda melhor em 3D, com pequenos detalhes visuais chamando atenção para bônus e colecionáveis (em minha primeira passada pelo game consegui pegar menos de 50% de tudo disponível lá…) e muito muito charme. Olhar por frestas, rachaduras e janelas é ver uma piada atrás da outra envolvendo os enlouquecidos (pela Lua Negra) ajudantes fantasmais do Dr Egad tentando jogar tênis ou tomar chá. É fascinante.

Graficamente o jogo é excepcional. As texturas são ricas, a animação soberba e atmosfera perfeita. Os fantasmas tem física diferenciada (atravessando certos objetos mas não outros, deixando resíduos quando molhados ou congelados, ateando fogo em objetos próximos, etc…) conforme a “espécie” e os cenários são fantásticos. Assim como em Super Mario 3D Land e Ocarina of Time 3D, o uso do 3D é feito com cuidado e com carinho, pensado de base mesmo, deixando tudo ainda mais legal – é realmente assustador ver um fantasminha saindo do nada, em cima de você, da tela.

E se os gráficos + jogabilidade não tivessem fechado o pacote, o som com certeza faria a venda. As músicas são esparsas e imensamente bem utilizadas, com vários remixes das versões do Cube e novidades agitadas (e calmas) assinadas por ninguém menos que Totaka-Sama (o homem por trás das músicas de Animal Crossing, Mario Paint, Wii Sports e Super Smash Bros Brawl). As vozes do Dr Egad e de Luigi são imensamente bem escolhidas e não cansam nem irritam (principalmente porque Luigi fala o tempo todo com medo e não para de falar….) e os sons, tanto dos ambientes quanto dos fantasmas, são muito muito legais. Um exemplo de como usar o som em um portátil.

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Então é uma compra certa, Marcel? Com a mais absoluta certeza! Se você tem um 3DS você tem que fazer a si mesmo o favor de comprar Luigi´s Mansion: Dark Moon – é um jogo excelente, muito muito muito bem feito, e com um constante “q” de retorno as raízes do Cube. Só não é perfeito por ser compartimentalizado (no primeiro Luigi´s Mansion você podia andar livremente pela mansão – neste você é enviado a partes dela em cada missão) e porque força o uso de certos apetrechos do 3DS (como o giroscópio  por exemplo) que acabam comprometendo o 3D e dificultando a vida de quem, como eu, as vezes usa o portátil dentro de um ônibus. Isso não tira o brilho desta joia, no entanto, e você tem que tê-la em sua coleção. Bom divertimento e feliz caçada!

3DS do Pikachu? Só se for agora!

Agora é oficial! A Nintendo confirmou que a versão oficial do Pikachu do 3DS XL será oficialmente lançado nos EUA no dia 24 de Março e continuará a venda “enquanto durarem os estoques”. O aparelho virá se nenhum game em si e com um cartão SD de 4GB, além de recarregador padrão.

E é lindo!

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O melhor é que o portátil ainda participa da promoção do jogo gratuito, que falamos alguns dias atrás. Então, se você estava esperando uma razão para colocar a mão em um 3DS… pegue agora!

 

Compre um 3DS e um jogo e leve mais um de graça!

Sim! Por mais incrível que seja essa promoção, se você comprar, entre 21 de Março e 30 de Abril, um Nintendo 3DS e Luigi´s Mansion: Dark Moon ou Pokemon Mistery Dungeon: Gates to Infinity, você ganha da Nintendo um destes 5 jogos:

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Para conseguir isso, tudo que você precisa é registrar o aparelho e o jogo comprado na Nintendo Club. Você recebe um código de download e pode escolher qualquer um destes jogos e downloadar no seu 3DS. Fantástico, simples e prático!

E o Vita, ó?!

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Jogando: Fire Emblem Awakening

Vou falar para vocês que sou um fã de estratégia em jogos de RPG, mas não tão fã de jogos de estratégia puros. Eu sempre sentia que não havia uma boa história por trás para sustentar aquela estratégia toda… todas aquelas batalhas!

Até conhecer a série Fire Emblem da Nintendo. No GBA. Aí… tudo mudou.

Fire Emblem é um jogo de estratégia por turnos com avatares representando unidades ou capitães. Aproxime duas unidades até uma estar dentro da área de ataque da outra e pau na máquina – simples assim. A questão é que o terreno influi, as alianças influem, o tipo de capitão influi (certos capitães tem história pregressa com outros personagens e não vão lutar com eles) e o método de ataque influi (cavalaria é forte contra infantaria, mas fraco contra aéreo, etc…). No final é um Jo Ken Po de 450 possibilidades… e é maravilhoso!

Graficamente o jogo é uma mistura bastante agradável, com valores de produção muito elevados. As cenas em animação entre as fases são soberbas, a visão aérea do campo de batalha é limpa e funcional e, no momento onde seu ataque conecta, uma cena local se abre para mostrar de perto o combate entre os capitães ou unidades. É límpido, funcional e fantástico, lembrando fácil o gráfico de videogames não portáteis da atual geração.

O som é bestificante. Simplesmente magnífico! Uma coisa de outro mundo! Com melodias formidáveis, vozes imensamente bem feitas e um efeitos sonoros notáveis. É perfeito, para não dizer mais nada! E o controle então? Se o bolo não era bom o suficiente… o controle vai fazer você repetir ele – sem meias palavras é P E R F E I T O!!! Simplesmente a melhor implementação da combinação controle Touch + controles físicos que eu já vi em um jogo de estratégia!

E como se não fosse o suficiente combinar o melhor gráfico possível na plataforma com o melhor controle e o melhor som, a Nintendo ainda colocou a melhor história possível! A trajetória de Chron, suas decisões e reviravoltas já seriam material suficiente para um jogo inteiro, mas desta vez os inimigos vieram para o reino através de uma fenda mística no tempo… o que significa que velhos favoritos da franquia fazem um Cameo, como Roy e Marth, e os filhos dos casais que se formam, surgem para lutar ao lado dos pais (e isso é tão engraçado/legal). Tudo isso sem falar na jogabilidade excelente do jogo; tudo é customizável (da velocidade das cenas de combate a quantidade de informação disposta no campo de batalha, da trilha sonora americana a japonesa, etc…) e o jogo faz um trabalho sensacional de colocar o novato para dentro do jogo ensinando passo a passo, mas não ser intrusivo o suficiente para atrapalhar o veterano que já sabe tudo (inclusive o auxílio pode ser desativado a qualquer momento) – ainda mais dando a possibilidade da morte dos capitães não ser mais eterna (eu explico. Um dos grande diferenciais da série Fire Emblem, que fazia muitos jogadores quebrarem a cabeça nas batalhas, era que, quando um capitão morria, ele morria, acabou, finit, caput, morto. E personagens mortos não tem romances nem abrem fases especiais. Agora o jogo te dá uma opção mais casual onde as mortes só duram até o final daquela batalha).

Algumas pessoas que jogaram esse jogo antes da minha cópia chegar me disseram que era o melhor jogo no 3DS. Eu não concordo – acho que esse título ainda pertence a Super Mario 3D Land. Mas é um jogo sensacional, certamente o melhor Fire Emblem que eu joguei até hoje, e uma carta de amor a todos os fãs de estratégia no mundo. É conciso, bonito, notável e funciona muito bem. Imensamente recomendado a todos!

Jogando: Paper Mario: Sticker Star

Finalmente! Com muito, MUITO, atraso, por causa da alfândega, meu Paper Mario finalmente chegou. E sabem o que aconteceu? Eu fui, de novo, envolvido naquela magia absurdamente divertida da série de RPGs Paper Mario! O jogo é divertidíssimo e te faz rir o tempo todo… mas é bom? Vamos descobrir!

Graficamente falando Paper Mario: Sticker Star é uma nova história postada sobre os gráficos da versão do Cube, Paper Mario: The Thousand Year Door. Eu acredito que existe um limite do que poderia ser feito em termos de gráfico para que os cenários parecessem recortes de papel e papelão e ainda tivessem um certo reconhecimento. Logo não estamos falando de uma enorme diversidade gráfica ou de um cenário que, realmente, vai lhe trazer lágrimas aos olhos. A animação do personagens é interessante e os trejeitos básicos foram bem criados, heróis e vilões tem uma caracterização bem feita mas, mais uma vez, não há muito no componente gráfico do jogo que vai vendê-lo para você. E o som vai pelo mesmo caminho. Mario não fala, nem tem falas (os inimigos e amigos falam por ele – ele diz coisas como “Há!” “Hey” “It´s Me!” e gesticula… muito!”) e os inimigos não tem vozes, só grunhidos. Há vários sons engraçados e bastante característicos da série, assim como músicas que vieram transplantadas de episódios anteriores da franquia, que são bem feitos e interessantes, mas sua experiência sonora não será, exatamente fantástica!

O sistema de combate sofreu mudanças drásticas: As badges e os poderes vão embora e Mario e companheiros usam stickers para lutar. Sim! Stickers! Em vez de ter um ataque em que Mario chuta um casco em alguém, você usa um Sticker com um casco. Em vez de colocar um badge que melhoraria o poder de chutar o casco você pega um Sticker de casco melhor – e vai por aí. E os Sticker só podem ser usados uma vez! Uma comparação facilitadora seria pensar em uma estratégia como a de um Deck de Magic: The Gathering, o jogo de cartas colecionáveis – quase todas as cartas só podem ser usadas uma vez e vão para o cemitério. Ou seja, você, como jogador tem que ficar resuprindo  Mario o tempo todo com Stickers, que você acha derrotando inimigos, olhando embaixo de pedras e conversando com toads, toupeiras e outros personagens da versão “papel” do reino do cogumelo. É BEM menos complexo do que a versão do Cube e parece muito que foi feita para trazer novos jogadores a franquia (visto que o sistema dá um monte de colheres de chá para você) mas não vai atrapalhar o seu jogo. Infelizmente um outro aspecto dos Stickers vai… os “Thing Stickers”.

Eu explico. A dois tipos de Stickers no jogo: Combat Stickers e Thing Stickers. Combat Stickers são auto explicativos, e acabamos de falar deles. Thing Stickers são, essencialmente, coisas, indo de ventiladores gigantes a pontes, que foram removidos dos lugares onde estariam (ou viriam a ser necessários), miniaturizados e deixados por aí. E para prosseguir na sua aventura você precisa achá-los, uma tarefa bastante difícil se você considerar que alguns deles exigem side quests, olhar em cada canto dos diversos estágios do jogo ou cumprir tarefas específicas em uma determinada ordem.  O que torna a situação ainda pior é que os chefões das “Dungeons” (os locais onde os pedaços da Sticker Star estão guardados… o que? Que cara é essa de surpresa? Por um segundo você achou mesmo que você não ia sair recolhendo pedaços de alguma coisa em um Paper Mario?) exigem um Sticker específico cada um, para que ele seja derrotado – E ESTE STICKER PODE, OU NÃO, ESTAR DENTRO DA DUNGEON. Normalmente, se o Sticker necessário não estiver na Dungeon o jogo lhe dará vários avisos (“Fulano é indestrutível! Só a bruxa do pântano tem o que necessário para acabar com ele!”,  e na porta da Dungeon tem um aviso “Você já viu a bruxa do pântano hoje?” – coisas desse tipo. Não dá para dar exemplos in-game sem estragar a história!) mas como, mesmo se você tiver o Sticker certo, o jogo não lhe avisa quando, nem como, usá-lo, na primeira vez que você chega ao Chefão, você acaba, na maior parte das vezes, morrendo a primeira, e talvez  a segunda batalha contra ele, para que um aviso do jogo diga qual o Sticker e como usar. Fica mais fácil com o tempo e as diversas dungeons porque você, meio que, se acostuma com a cabeça dos criadores, mas não é simples sob nenhum aspecto e pode ser extremamente frustrante para um jogador casual.

Mas a maior parte dos usuários não estão aqui por gráfico, som ou gameplay. Estão aqui pela fantástica história e seu soberbo uso do humor. E fiquem tranqüilos… esse aspecto continua perfeito. As histórias continuam absurdamente engraçadas, os vilões tolos e as aventuras atrás dos pedaços da Sticker Star, partida durante uma tentativa de roubo por Rei Bowser, hilárias. É um jogo que vai dar aquela deliciosa sensação de jogar só mais uns 10 minutos para ver o próximo estágio e a próxima piada… e que continua engraçado na segunda, terceira e demais jogadas.

Conseguimos sintetizar dizendo que Paper Mario: Sticker star é um bom jogo. Não é um marco em termos de RPGs para sistema Nintendo como Super Mario RPG ou Paper Mario: Thousand Year Door mas é um bom jogo, que, após o período de aclimatação, vai trazer diversas gargalhadas para você. Talvez na tentativa de evitar uma possível mesmice a Nintendo tenha modificado coisas demais na atual versão e tenha criado alguns “gargalhos” que engasgam o Gameplay mas nada que vai matar mais essa adição a biblioteca do 3DS. Só não vá com muita sede ao pote!