Retro Review : Mass Effect

São enormes as possibilidades que você já tenha terminado Mass Effect, um dos melhores e mais importantes games do XBOX 360. Desde de 2007, no seu lançamento (foi muito legal receber um game lançado no Brasil no mesmo dia do lançamento internacional, com aquela tirinha laranja no lacre que dizia “Atentar para a data de lançamento”) o game tem feito de descrentes, fãs. Agora que a trilogia acabou, é preciso revisitar o original para entender o fenômeno da melhor venda de março de todos os tempos (e aproveitando isso eu voltei e fiz uma bateria perfeita em Mass Effect 1 e 2 para aproveitar o 3 com tudo que tinha direito).

Vamos começar pelos gráficos. Mass Effect é muito bonito, tem um grave defeito de demorar até 15 segundos, depois que você está jogando, para terminar de carregar as texturas de alta resolução (quando você começa a se mexer, tudo, das armaduras as caixas na tela, estão com uma textura digna de ps1, logo melhora) e isso cada vez que você cruza uma porta ou usa um elevador – mas funciona na maior parte do tempo e quando está funcionando é muito bonito. Aliás fã ou não de astronomia, os planetas são lindos e variados, com imagens nítidas e sensacionais, e quando você pousa nelas, cada um deles tem fatores marcantes, clima, topografia, visual próprio…. um show de bola. A animação dos personagens também não deixa a peteca cair… muito – eu explico, os personagens sofrem da “síndrome Bioware”, assim como em KOTOR ou Dragon Age, onde o diálogo foi gravado sem contato com a movimentação do personagem, criando momentos meio cômicos, quando o personagem se move de forma exagerada ou descabida em relação ao que está sendo dito. Lip-sync (sincronização labial) é boa, mas não perfeita… mas bate de longe a de Bayoneta, por exemplo – os inimigos, véiculos e as movimentações de batalha são soberbos.

O som de Mass Effect é muito bom. Das calmantes músicas para quando se está explorando o espaço, as agitadas boates como o Flux e Choras Den, a música vai para o Background e auxiliado por um diálogo vívido e muito muito muito competente (crível mesmo…) cria um universo sem paralelo. Você realmente entra em Mass Effect…

A jogabilidade é um saquinho de surpresas. Quando o jogo foi lançado ninguém esperava um RPG com um sistema de batalha ao estilo “Gears of War”, mas foi exatamente isso que ocorreu – com a diferença de que existem poderes psíquicos e técnicas na história. Some a isso um sistema de exploração por veículo muito bem feito (um pouco lento… é verdade), um sistema de exploração de planetas e missões cheias de informações (advindas de Data pads e computadores) que criam um pano de fundo para o jogo e a jogabilidade permitirá que você se divirta… muito. Ah… não esqueça o sistema de conversas, com frases neutras, boas (PARAGON) ou más (RENEGADE) que é muito legal de usar.

O diálogo é muito bem escrito e suas ações realmente fazem diferença no universo (pessoas podem ser dissuadidas de fazerem coisas terríveis com as opções corretas de diálogo, batalhas podem ser evitadas, etc…), como em Kotor, suas mudanças são persistentes – trate uma pessoa mal e ela não vai esquecer daqui a meia hora. A história também é fantástica, cortesia da sempre muito trabalhadora Bioware, com um conto de drama e ação, involvendo super agentes do governo, um mal ancestral alienigena inominável, centenas de side quests e um final que faz as batalhas de Star Wars pegarem a bola e falarem que não brincam mais. Não dá para revelar mais nada sem Spoilers… mas confie em mim… É FANTÁSTICO (Eu joguei três vezes, fazendo caminhos diferentes).

O jogo é perfeito? Não… embora muito bom, ME1 tem sua cota de problemas. Bugs variados habitam o jogo, e mais de uma vez, após levar um tiro ou um “Push” no rosto, fui para dentro de uma parede ou de uma caixa, tendo que dar quick load para recomeçar a batalha. Os trechos com veículos, em que a exploração do planeta é aberta são lentos, mas relaxantes, mas vários dos itens que você encontra durante estes trechos são inúteis e não mudam em nada a história. Recolher metais é só para quem quer o jogo em 100%. Nada que realmente estrague o jogo, mas com certeza você irá se irritar pelo uma vez com cada um desses problemas.

E aí, diante do lançamento de Mass Effect 2, devo comprar o 1? Sem dúvida. Faça-o agora… faça-o já! Mass Effect 1 é como Kotor, é como Baldur´s Gate… é um daqueles RPGs de console clássicos que envelhecem como o vinho. E considerando que você pode importar seu save de ME1, com todas as mudanças que você fez no universo, para ME2 onde a história seguira, eis aí um negócio da China.

A gente se vê!

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

Um pensamento sobre “Retro Review : Mass Effect

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