XBOX One, jogos físicos, direito de venda e nostalgia – No sofá do Mini

Hoje, no dia 18 de Julho de 2013, nós estreamos um novo canal, opinativo e sem papas na língua. E para começar nós vamos discutir o XBOX One e mudança de posicionamento da Microsoft.

Só três coisas antes do vídeo.

1) Por um problema de formato eu fiquei sem parte do meu texto e acabei usando disco, várias vezes, no começo. O que eu realmente queria dizer não é sobre a inexistência do formato de disco, mas sobre a impossibilidade de revender o disco. Então todo o ódio dos meus 3 primeiros minutos de discurso incessante são contra a impossibilidade de vender meus discos (jogos) e não sobre a inexistência de discos (como algumas pessoas entenderam).

2) Check in a cada 24 horas ERA always on, sim!

3) A terceira parte, sobre a nostalgia da forma puramente física das coisas, é só isso: Nostalgia. Todas as demonstrações de afeto/raiva/discordância/etc podem ser deixadas, de forma educada, em comentários.

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Acuada Microsoft volta atrás com TODA a sua política de DRM e Online para o XBOX One!

Eu acho que essa é uma das melhores notícias que eu já dei no Mini até hoje. Sério! Depois de falar aos quatro ventos sobre sua política online (nada de jogos usados, aparelho tendo que se registrar no servidor da Microsoft a cada 24 horas, nada de emprestar jogos para amigos, etc…) a Microsoft se viu em uma situação um pouco complicada.

Milhares de compradores começaram a cancelar seus pacotes de pré compra (que, detalhe, custaram bem mais do que o custo final do aparelho, US$ 499, seria)  e as vendas do PS4 explodiram (a maioria das lojas americanas não aceita mais pré compras do aparelho da Sony pois a empresa não consegue confirmar mais datas de entrega).  A EB Games, uma das maiores e mais conhecidas redes de lojas de jogos dos EUA,  assim como duas franquias de supermercados simplesmente se negaram a colocar o aparelho nas suas prateleiras com o foco no online (e a restrição a jogos usados) forçadas pela Microsoft. A GameStop, forçada por contrato a continuar vendendo o aparelho, começou, em loja, a direcionar os usuários a comprarem o Wii U ou o PS4, e paralizou, pós E3, as pré vendas do XBOX One. A situação parecia desesperadora para a M$.

Mas alguém lá dentro teve uma luz, um momento de inspiração: leu os blogs, sites e foruns e disse “Ei! Eles estão reclamando da nossa política online! Por que não mudamos ela e enchemos o rabo de dinheiro como fizemos com o XBOX 360!” – Espero que esse cara seja promovido a presidente vitalício.

De qualquer forma o fundo ficou sobressaltado hoje quando Don Mattrick, presidente de entretenimento digital da Microsoft, veio a público dizer que “Estamos acompanhando de perto o feedback das reações do público a E3 e ouvimos vocês. Nós entendemos que, para vocês, a possibilidade de emprestar, vender ou comprar seus jogos, da maneira como vocês fazem hoje, carregando-os em mídias físicas, é muito importante para vocês. Dessa forma estamos, através de uma alteração de firmware a ser realizada no primeiro dia do aparelho, desativando as funções de contato constante com o servidor da MS assim como desabilitando os sistemas de controle de conteúdo.”. Fantástico!

O executivo ressaltou, no entanto, que haverão perdas decorrentes da mudança “Você não poderá mais acessar seu catálogo de jogos, online, de onde estiver. E estamos repensando diversos conceitos de processamento em nuvem que haviam sido desenhados para o console. Mas estaremos sempre prontos para atender o desejo do consumidor.”. Ou seja, terei que carregar meus discos comigo. Como eu fazia com meus cartuchos… desde os meus 6 anos de idade. Não vejo problema algum com isso.

Mas e agora? Será isso suficiente para devolver para a Microsoft sua fatia de mercado? Os exclusivos do PS4 farão o peso que tem? Só o tempo dirá!

 

XBOX One – Travado por região e com DRM visual

Confirmadíssimo! O XBOX One terá trava de região. Assim jogos serão divididos em zonas, como DVDs, com EUA , Canadá e México usando região 1, Europa e Meio Oriente usando região 2, Austrália e Ásia 3 e América do Sul 4. A Microsoft confirma que isso tornará “mais fácil atender as legislações locais” e “Permitirá maior acompanhamento dos mercados locais, seus focos e necessidades”. Até aí sem grandes novidades e sem nenhuma controvérsia.

A controvérsia mora na outra parte: Visual DRM. Mas como assim? Funciona assim: Hoje, você tem, em diversos computadores e softwares, processos de segurança e controle chamados DRM (Digital Rights Management – Gerenciamento de direitos autorais digitais) – coisas que vão de senhas a limitações de uso, passando por usos apenas em situaç ões controladas ou em ambientes específicos, sejam eles reais ou digitais.

E o Kinect 2.0 vai fazer isso, na sua sala, o tempo todo. Como o sistema enxerga sua sala, e ouve tudo nela, seria capaz de detectar, e controlar, o número de pessoas assistindo uma exibição/usando um app, de forma que empresas poderiam cobrar taxas adicionais para usuários não registrados. A possível medida tem caído na boca virtual do povo, com imensas repercussões: de acusações do fim da privacidade a acusações de condições leoninas de uso. A Microsoft se protege dizendo que “Nem todas as medidas estudadas, ou patentes criadas, acabam chegando ao produto final Kinect 2.0. E não há nada de ilegal em proteger a propriedade intelectual.” disse à Polygon.

E aí­? Um kinect que ouve, e pode transmitir online para a Microsoft, seus últimos 30 segundos de conversa e que observa, silenciosamente, o conteúdo da sua sala em tempo real, parecem bons? Ou estamos chegando um pouquinho perto demais da Skynet?