Previsões 2016 do Minicastle

Vocês já estavam loucos para saber o que nós pensamos do ano que vem!

E aqui está!

Nossas previsões quentinhas sobre o que virá em 2016!

 

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Jogando: Yoshi’s Wolly World

Eu tenho uma impressão constante sobre o cenário Nintendo no Brasil: Ou somos poucos jogadores ou jogamos tanto que mal temos tempo de escrever sobre isso. Em encontrei 4, e apenas 4, reviews desse jogo em português.

E me recuso a acreditar que Wolly World tenha vendido mal. Aliás, eu sei que vendeu bem, tenho as estatísticas de venda bem aqui. Então… porque quase ninguém escreveu sobre ele?

Acho que pela mesma razão que eu demorei mais de 60 dias para fazê-lo – as pessoas estão jogando ele. E curtindo. Pacas.

(Sempre me pergunto se “Pacas” denuncia a minha idade. Acho que sim)

 

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Yoshi’s: Wolly World é o que acontece quando você joga Kirby: Epic Yarn (aquele todo feito de lá)…

… depois joga Yoshi Story…

… mas o último jogo que você programou foi New Super Mario World para Wii U.

Porque a bem da consistência o jogo é exatamente essa soma: Um plataformer de visão lateral com gráficos fofinhos baseados em objetos feitos com texturas de roupas e tecidos e fases muitíssimo bem construídas, mas feitas de forma que concluí-las, de forma incompleta, seja simples e intuitivo. De fato ele é o tipo de plataformer que você deve usar para acostumar pessoas com um controle que elas não tem familiaridade ou, mesmo, com plataformers em si, visto a jogabilidade extremamente simples e intuitiva do game.

Isso não quer dizer que o jogo é bolinho! Muito pelo contrário! Mesmo com controles perfeitos e gráficos muito muito muito muito bons, se você realmente quiser completar todos os estágios de Wolly World, que se espalham por um mapa de tecido fofinho que copia diversos biomas típicos desse tipo de jogo (uma área é florestal, outra deserto, outra nevada, etc….), você vai ter que suar a camisa para achar cinco pedaços de Yoshi escondidos por estágio e um sem número de outros itens colecionáveis, sem falar em achar passagens secretas “costuradas” no tecido e pequenos puzzles tentando ainda mais dificultar a sua vida.

E se o gráfico e o controle são magistrais, com uma dificuldade simplesmente perfeita, o som não deixa a peteca cair e completa o pacote. É exuberante de bom, muito muito bacana mesmo, com sons perfeitos e músicas completamente calmantes e gostosas – Totaka, famoso pela sua Totaka Song, faz uma trilha sonora sensacional mais uma vez.

Se você não for um fã de plataformers da família Mario (e nesse caso: O que há de errado com você?) Yoshi: Wolly World não será o game que mudará sua ideia sobre o assunto para sempre. Mas se você gostar, pelo menos um pouquinho do estilo, esse jogo incrível certamente vale o (extorsivo) preço que tem sido pedido por ele. É fofo, charmoso e uma delícia de jogar.

Recomendadíssimo.

O que nós perdemos – Especial Lançamento do Episódio VII – Parte 3

Hoje eu concluo três semanas de matérias sobre incríveis jogos de Star Wars que deveriam ter sido lançados, mas nunca viram a luz do dia. E para fechar o ano e nos preparar para o natal aí vem o mais incrível dos jogos de Star Wars que ninguém nunca jogou:

Star Wars: 1313

Star Wars: 1313 era para ter sido o maior e o melhor projeto da LucasArts em termos de videogames para a, então, próxima geração. Tratava-se de uma história firmemente fincada no universo expandido da saga, com direito a participações de Boba Fett e Mara Jade, andanças pelo sujo e fedido sub nível 1313 de Coruscant (o mais fedido e pérfido canto da capital da República/Império/Nova República/Novo Império – escolha seu veneno) e muitos tiroteios em terceira pessoa.

O jogo utilizava uma nova versão do motor de física da LucasArts, o Euphorya, já utilizado nos dois Force Unleashed e no exclusivo de PC “Indiana Jones and the rod of Gods”, um novo motor gráfico, baseado numa extremamente modificada plataforma Unreal, e toda uma nova parafernália de som 5.1 de altíssima qualidade – Um jogo claramente desenvolvido para uma nova geração de videogames, com muita energia para gastar.

Mas, se o jogo já estava andando bem, e sendo mostrado, em formato jogável, na E3 2013, o que diabos aconteceu? 

O que aconteceu? Eu te digo o que aconteceu? A Disney aconteceu!

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O verdadeiro Império!

George Lucas vendeu seu Império, sua vida e seus sonhos por uma quantidade tão massiva de dinheiro que nós, meros mortais, mal conseguimos conceber – e, com a passagem da tocha de todas as empresas para a Disney, veio a inevitável sucessão de cortes e restruturações que normalmente acompanham essas situações. E a LucasArts, como empresa de games, foi completamente fechada, levando com elas projetos prontos para irem ao mercado, como First Assault, e projetos ainda em andamento…

… como esse aqui.

Como todo “O que nós perdemos…” esse é o momento onde eu normalmente pergunto se o game teria sido um sucesso se lançado, avaliando como o mercado teria provavelmente reagido a ele. E por mais que me doa dizer isso – eu acho que 1313 seria um jogo de Star Wars louvado por fãs, com ótimas críticas, mas que venderia pouco. 

E não é difícil seguir meu raciocínio aqui.

Embora carregasse o nome e a marca de uma das maiores franquias do cinema de todos os tempos, 1313 tinha muito pouco do que os “fãs típicos” de Star Wars esperam. Nada de naves que fazem barulho no espaço soltando lasers multicoloridos umas nas outras. Nada de espalhafatosos uniformes sem sentido. Nada de princesas sem sutiãs. Nada de Lightsabers…

Dê os minutos necessários para essa última frase afundar na sua psique:

Nada 

De

Light 

Sabers

Talvez a mais icônica peça de tecnologia do universo de Star Wars. O símbolo dos filmes. A razão pela qual você (realmente) assistiu a trilogia prequel. Então… ela/ele/eles/aqueles/aquilo não estaria(m) lá.

E sim, os fãs do universo expandido vão se revoltar com a Disney matando um game com tanto potencial simplesmente por ele não parecer com Star Wars “dos filmes” e não ter absolutamente nada a ver com a força – mas para a maior parte das pessoas que não leram vários livros e se ambientaram com o universo sombrio e terrível que permeia toda a parte limpa e luminosa que aparece em vários dos filmes, 1313 seria apenas mais um jogo de ação em terceira pessoa com gráficos e física legais.

Que por acaso tinha Star Wars no nome. Talvez… apenas talvez… tenha sido melhor assim!

Mas como eu ainda queria ter jogado isso!

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Feliz Natal a todos! Que a força esteja com vocês!

Retomamos “O que nós perdemos…” em 14/01/2016!

O que nós perdemos – Especial lançamento de Episódio VII – parte 2

Hoje eu continuo três semanas de matérias sobre incríveis jogos de Star Wars que deveriam ter sido lançados, mas nunca viram a luz do dia. E para comemorar o lançamento do ano no cinema, vamos atrás de um game pronto que nunca colocamos a mão!

Star Wars: First Assault

First Assault não estava em Alpha, Beta ou qualquer outro estágio de produção quando foi cancelado.

Aliás nós não podemos nem mesmo usar o termo cancelado para ele. Não lançado. Esquecido no fundo da gaveta. Abandonado. São todos termos mais corretos para um jogo que estava, para todos os fins e propósitos, pronto, mas não chegou a mão dos jogadores.

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Star Wars: First Assault era Battlefront III antes da Eletronic Arts cagar como um pavão raivoso em cima da franquia toda e sair abrindo o rabo lustroso por aí. Era um jogo voltado para a XBOX Live Arcade, com times de até 8 jogadores, com cada jogador usando uma classe de personagem dentro dos rebeldes/império e metendo fogo no inimigo por mapas imensos.

Claro que o jogo não contava com veículos (até aí Battlefront III também quase não tem…), tinha um número muito limitado de armas (Battlefront III também não tem muitas delas…), apenas 8 arenas (o dobro de Battlefront III…) mas… ei… com certeza não custava R$ 380,00 com o season pass.

Mas… se já estava pronto, por que não foi lançado? Porque a LucasArts foi vendida para a Disney, junto com todo mais que compunha o império de George Lucas, e o jogo ficou esperando uma janela de lançamento, assim como um orçamento de marketing, que nunca vieram.

Teria o jogo sido bom? Sim… o jogo provavelmente teria sido awesome. E feito muito sucesso. E feito muito muito dinheiro. Mas com novos donos vieram novas ideias. E um jogo perfeitamente bom foi esquecido em favor de uma monstruosidade meia boca como Battlefront III A.K.A. Star Wars Battlefront.

Vejo vocês semana que vem para acabarmos nossos O que nós perdemos – Especial lançamento de Episódio VII, com a parte 3.

O que nós perdemos – Especial Lançamento Episódio VII – Parte 1

Hoje eu começo três semanas de matérias sobre incríveis jogos de Star Wars que deveriam ter sido lançados, mas nunca viram a luz do dia. E para começar nós vamos atrás de um dos mais incríveis (e mais mal usados) vilões do universo de Star Wars.

DARTH MAUL

E, se por alguma razão você não sabe quem é Darth Maul…

… toma essa! Meu Deus! Como eu amo essa música!

Logo depois do fim do desenvolvimento de The Force Unleashed 2, a Lucasarts voltou seus esforços para a criação de um jogo sobre Darth Maul com a mesma engine. Ninguém na equipe de desenvolvimento tinha nenhum texto ou direcionamento de criação além de “Façam um The Force Unleashed mais violento e com o Maul”.

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Darth Maul e seu monocromático guarda roupa

Infelizmente o desenvolvimento do game não foi muito longe. Pouco depois de um demo funcional agradar investidores a portas fechadas uma restruturação interna levou a LucasArts a focar apenas em um game para a nova geração: Star Wars 1313 (vamos falar sobre ele em duas semanas). O pouco que se sabe do jogo é que seu sistema de combate era mais violento e visceral que o de The Force Unleashed 2 e que os gráficos do jogo tinham uma paleta mais escura, sombria e sanguinária.

Darth Maul sendo MMMMMAAAAAUUUUULLLLLL!!!!

Teria o game sido lançado se 1313 não tivesse surgido? Difícil dizer. The Force Unleashed e The Force Unleashed 2 foram sucessos apenas moderados de venda (embora eu, e muita gente que eu conheço, tenhamos adorado o jogo) e é difícil dizer se uma versão mais porreta do jogo teria sido mais bem sucedida. Só nos resta pensar que seria legal pacas e pedir aos Deuses da Disney que Darth Maul dê as caras como um herói em Battlefront. Pelo menos.

Vejo vocês no dia do lançamento, próxima quinta, com nosso próximo O que nós perdemos Especial Lançamento Episódio 3 – Parte 2