Activision solta a língua: Não vai mais ter porra nenhuma de Call of Duty no Wii U

As grandes produtoras não gostam muito dos consoles da Nintendo. Enquanto muitos jogos ruins encontram números expressivos de vendas em outros consoles os exclusivos Nintendo acabam, por muitas vezes, por elevar o nível de qualidade esperado de games, diminuindo vendas de franquias dadas como “matadoras” em outras plataformas.

Sim – os Nintendistas podem reclamar o quanto quiserem de serem abandonados, mas quando as empresas colocam suas franquias nos consoles Nintendo, mesmo em versões idênticas a dos outros consoles, as vendas são sempre muito muito muito muito abaixo do que são em outras plataformas.

Segundo a Activision as vendas dos últimos dois CoD não justificam os custos da equipe necessária para fazer a adaptação do game para o Wii U. Além disso, segundo Michale Condrey, da produtora do novo Call of Duty Advance Warfare, a Sledgehammer “Teríamos enormes dificuldades em portar os motores gráficos que estamos utilizando para o hardware do Wii U. Além disso utilizar os diferenciais mercadológicos do console da Nintendo, como a segunda tela no controle e a mira por Wii mote gerariam um novo custo per si, pois demandariam tempo e uma equipe para isso. A decisão, pelo menos de início, é que o Wii U não receberá nosso novo game.”.

Ou seja, 1/3 da culpa é do hardware, 1/3 da culpa é da necessidade de ganho da Activision e 1/3 da culpa é SUA! Sim SUA! Você aí seu reclamão de meia tigela que compra um Wii U, não compra nada a não ser jogos Nintendo e depois reclama quando alguma produtora diz que não irá lançar/irá atrasar seus lançamento no Wii U. Talvez, apenas talvez, se a enorme quantidade de donos de Wii U que reclamam sem nunca comprar um jogo efetivamente colocassem a mão no bolso algumas mudanças viriam.

Mas considerando que é COD… acho que nenhum Nintendista ficou sentido com essa notícia!

Parece que Kevin Spacey não vai visitar meu Wii U mesmo!

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Começou o rebosteio: O primeiro jogo exclusivo de “new 3DS” foi confirmado!

Nós sabíamos que iá ser assim! Nós sabíamos! Mas não custa avisar, né?!

Junto com a confirmação de todas as novidades de seu “new 3DS” a Nintendo confirmou que pelo menos um jogo está em desenvolvimento para ser utilizado unicamente no novo Hardware. E esse game é ninguém mais ninguém menos que o fantástico, incomparável e avassalador, Xenoblade, o RPG da Monolith que destruiu mundos e chutou bundas!

E não pensem que será uma versão meia boca não! O novo processador do “new 3DS” permitirá uma versão tão linda quanto a do Wii!

As más línguas falam até em mais bonita!

De qualquer forma, gostando ou não gostando do novo 3DS, o game chegará para detonar em algum momento do primeiro semestre – pelo menos no Japão. Nenhuma palavra foi falada sobre o game vir para o Ocidente, mas considerando que o lançamento dele no Wii demorou 2 anos e exigiu uma campanha massiva na internet com direito a boicotes a Nintendo e tudo mais, eu esperaria sentado!

Um novo 3DS está chegando! E você com isso?

Sim! A Nintendo vai lançar um novo 3DS!

Não! Não é uma modernização tosca como o DSi! (Que não rodava GBA e tinha poucos jogos bons no serviço de download dele. E nem comecem a falar daquela câmera!)

Esse trailer já vai dar uma boa adiantada – prossiga com a gente para a versão em português e mais detalhes!

O “new 3DS” está mais para GameBoy color do que para DSi. É um 3DS com uma tela de 3D melhorada, com uma resolução ligeiramente mais alta e que permite visualização de uma quantidade de ângulos maiores …

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Finalmente as pessoas vão assistir você jogar 3DS em 3D!

… o que significa o fim daquelas dores no pescoço de ficar na mesma posição e vai permitir jogar com o 3D ligado por mais horas. Mas as novidades estão longe de acabar por aí – por dentro o “new 3DS” conta com um processador consideravelmente mais rápido e mais robusto, que vai permitir gráficos melhores e novas interações em software feito exclusivamente para ele além de processamento muito mais rápido e suave de software já existente (ou seja, jogos que já existem de 3DS e de DS rodarão melhor e com mais rapidez no novo portátil). Do lado desse processador extra robusto você vai achar uma bateria melhor que a atual que vai permitir entre 30 a 120 minutos a mais de jogo, dependendo das condições, uma banda de transferência wireless mais rápida (o que permite downloads e uploads bem mais rápido), uso de cartões micro sd (com compatibilidade para HD micro SD de até 320 GB que pode ser expandido por software posteriormente) e um sistema de NFC (Near Field Communication – comunicação de campo próximo) que vai permitir usar os amibos (se você não sabe o que eles são, clica aqui!) colocando-os diretamente sobre a tela sensível ao toque!

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Mas as novidades não são só internas no “new 3DS” –  por fora o portátil também ganhou melhorias. A primeira, e mais marcante delas é o aumento de tamanho dos botões, assim como a diversificação de cores dele, lado a lado com um segundo analógico (na verdade um botão analógico criado pela Nintendo chamado de Analogic Thumb – literalmente dedão analógico – que é bem semelhante em toque e resistência ao segundo analógico do GameCube) chamado de botão “C”. O esquema de cores e o formato dos botões vem diretamente do Super Famicon japonês (clássico e lindíssimo) e somado ao novo analógico deve permitir melhor controle de câmera e de jogo para jogos novos e antigos – a Nintendo já confirmou que todos os jogos que funcionavam com o circle pad pro utilizarão sem problemas o botão C.

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Mais portátil e mais simples de usar que o circle pad pro. Mas será mais confortável?

Além das mudanças externas frontais o novo portátil tem quatro botões de ombro (todos que estavam no Circle Pad Pro), Start e Select passaram a ser botões redondinhos e macios e o botão de HUB ficou embaixo da tela sensível ao toque, bem menor e menos intrusivo. A entrada de cartuchos migrou para a frente do aparelho que ficou mais pesado em sua versão normal (new 3DS) e mais leve em sua versão GG (new 3DS XL) – as medidas são as mesmas dos aparelhos iniciais.

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O novo 3DS, em seu modelo padrão, vai ser lançado em branco e preto, além de uma edição especial, que vai acompanhar o lançamento de Monster Hunter 4 G…

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… mas permitirá o uso de “capas”, assim como o GBA Micro, que permitirão “vestir” seu 3DS… opa… desculpa… seu novo 3DS, como você quiser.

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O lançamento ocorrerá no Japão dia 11 de Outubro deste ano, pelo valor aproximado de US$ 175,00 para o modelo padrão e US$ 200,00 para o modelo XL. As capinhas estarão disponíveis a partir do lançamento com preços variando entre US$ 10,00 e US$ 35,00 – haverá ainda uma base de recarga vertical a venda…

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… por aproximadamente 15 a 20 doletas.

Tá Marcel! E a gente com isso? Os jogos vão ser os mesmos que os do 3DS, certo?

Sim e Não!

Alguém aqui se lembra de como foi o lançamento do GB Color? Bom… como isso é um texto e não posso ouvir vocês responderem vou partir do pressuposto que não lembram. E que nem sabem o que é o GB Color.

Ok! O Game Boy, o terceiro portátil mais bem sucedido da história, era um must no final da década de 80, começo dos anos 90. Quem tinha era o cara e quem não tinha queria um! Depois de alguns anos de sossego, vendo seus competidores falharem um atrás do outro, a Nintendo resolveu acabar com as piadinhas sobre seu portátil não ter cores e lançou uma versão modernizada do Game Boy. Esse novo aparelho tinha um processador mais robusto, uma tela colorida e uma porta de infravermelho, que permitia troca de dados entre sistemas sem serem necessários fios. Além disso o sistema utilizava toda a biblioteca de jogos já existente de Game Boy, além de jogos que utilizaram sua nova tela e sua (bem) maior capacidade de processamento.

No lançamento do GB Color houve um grave problema para lojistas e pais – pais queriam comprar um Game Boy que rodasse todos os jogos para seus filhos, mas quando iam a loja e pediam um Game Boy, levavam para a casa um portátil em branco e preto que não rodava os jogos específicos de Game Boy Color. Pais que pediam por um portátil que rodasse tudo se viam pagando mais caro sem entender porque havia uma diferença de preços. E o fato que mais de 60% da biblioteca do Game Boy Color TAMBÉM rodava no Game Boy original não ajudava a diminuir a confusão – lojistas tinham dificuldade de discernir quais jogos funcionavam ou não em quais aparelhos e por um período (até a Nintendo padronizar as caixas, que passaram todas a vir com o label “Game Boy Color” e uma das duas frases “Compatible with all Game Boy”compatível com qualquer Game Boy – ou “Only for Game Boy Color”Apenas para Game Boy Color). No fim o Game Boy Color acabou convivendo com seu irmão mais velho, sem conseguir completamente aposenta-lo, até a chegada do GBA – Game Boy Advance – seu sucessor de 32 bits.

A situação aqui caminha para a mesma coisa. O novo 3DS não é exatamente um sucessor – não se trata de um salto tecnológico ou de uma mudança de paradigma que permitiria exclamar “Rufem os tambores a Nintendo tem um novo portátil!”. É mais do mesmo mas com uma tela melhor e um processador mais poderoso – EXATAMENTE COMO O GAME BOY COLOR na década de 90! Por uma questão de mercado e base instalada eu aposto, e ganho, que a maior parte absoluta das empresas vão continuar fazendo games para o 3DS que, se colocados em um “new 3DS” vão ativar novas funcionalidades, inerentes ao novo sistema. E prevejo um problema semelhante ao do GB Color para lojistas e pais – principalmente com a Nintendo confirmando que haverão jogos que funcionarão apenas no novo Hardware (veja nosso próximo Post).

O novo 3DS vai vender muito bem! Como pãozinho quente! É um portátil, é da Nintendo e vai resolver um monte de problemas que um monte de gente tinha com o portátil (não tem segundo analógico, a resolução é pobre, os downloads são lentos, etc…) . Pais, usuários mais novos e usuários não hardcores ficarão felizes com o suporte a longo prazo para o aparelho, com os Amiibos e, muitos deles, já estão acostumados com a indústria de celulares e suas constantes modernizações, de forma que eu não vejo o 3DS tendo um resistência muito grande nesse aspecto. Na minha mente só sobra uma pergunta: porque não foi lançado desse jeito lá em 2011? Principalmente visto que um segundo analógico, cartões micro sd e a tecnologia da tela já existam lá atrás.

É mais uma prova da Nintendo mandando bem de um jeito extremamente bizarro.