Jogando: Mortal Kombat X

Eu quero começar esse review com o básico aviso que eu nunca fui um fã de Mortal Kombat. Street Fighter sim… MK não. Killer Instinct sim… Mk não. Tinha tudo a ver com a jogabilidade travada dos primeiros games e com o fato que o excesso de violência sempre causou tantas discussões (e como eu sempre estava envolvido em conversas com pais e outros responsáveis, e sempre engajado em grupos relacionados a video game, eu fiquei com raiva de quanto tempo tive que passar explicando para as pessoas que o cérebro dos filhos delas não iá simplesmente ser convertido em gelatina se ele ficasse jogando MK algumas horas por dia).

MK 2 veio e não me cativou. MK 3 veio e não resolveu o problema. MK 4 piorou ele e eu simplesmente desisti dos jogos da série até o Reboot em 2011 (com uma única exceção que foi Shaolin Monks…. que me divertiu bastante). 2011 me provou que a Netherrealms sabia fazer jogos e que o novo MK teria, se não uma jogabilidade brilhante, pelo menos uma bem menos irritante e uma história boa. E eu sinceramente gostei da história de MK IX.

Aí veio Injustice e eu não só gostei da história, que é bem legal, principalmente se você for um fã de quadrinhos, mas os controles, na versão completa (para PS4, VITA e PC) são bem legais. E foram esses controles legais e ação mais fluída que a Netherrealms usou para montar seu novo MK.

E ficou bom! Não ficou excelente, ohmeudeuseuprecisoteressejogodentrodemim bom, mas ficou bem legal mesmo! E a história continua bacana e oferece uma série bem grande de novos personagens para melhorar o roster. A filha de Johnny Cage com Sonia Blade, Cassie, roubou a cena no Brasil por ter sido, mal e porcamente, dublada pela cantora Pitty…

… mas é uma personagem legal e bem construída (tem a vantagem inegável de estar jogando na língua original), a filha de Jax também é bacana, mas os dois novos protagonistas masculinos, um descendente de Kung Lao e o outro que eu não me lembro de que buraco saiu, são bem esquecíveis. Os Quick time events, feliz ou infelizmente, são usados por toda a parte nesse jogo…

… E É ASSIM EM TODAS… AS … CENAS… SEM… A… PORRA… DE … NENHUMA… EXCEÇÃO!

Irrita… mas eu entendo que algumas delas são bem longas para eles darem um Kojima em todo mundo e esperarem que a gente assista sentadinhos. Acho que a Netherrealms acha que somos um bando de adolescentes consumidores de energéticos sentados na ponta da cadeira que não aguentam alguns poucos minutos de exposição.

De qualquer forma os gráficos do jogo são muito legais, usando o mesmo motor gráfico que foi usado em Injustice, com algumas melhoras aqui e ali, principalmente em Luz e Sombra e nas texturas, com o resultado final se mostrando mais do que aceitável. Cenários são grandes e cheios de artefatos, com coisas acontecendo o tempo todo por todo lugar, e com diversos personagens conectados com a cena ao fundo. O som é bem aceitável e segura legal a onda sem problemas graves.

Os controles são sempre o ponto chave em jogos de luta e são eles que vão segurar você jogando ou mandar você de volta para a fila de espera por SF V. E eu tenho o prazer de falar que os controles estão mais do que aceitáveis nessa versão – eles estão tão bons quanto é possível em um MK. O que significa que eles são leves, não tem lag ou arrasto e reagem no talo –  não que isso vai aniquilar completamente a jogabilidade pesada e dura natural do MK, mas vai diminuir bastante a sensação de estar controlando um Terminator (a menos que você esteja jogando com um dos ninjas Cyborgs… nesse caso a sensação é exatamente a de estar controlando 300 Kg de robô tentando se mexer como um ninja ^_^).  A jogabilidade é como a de Injustice, com o jeitão de MK 9 mas com um monte de simplificações que tornam o aprendizado mais fácil e divertido, somada ao fato de que, ao invés de customização, você tem três opções de personagem por personagem, com golpes especiais, e as vezes sets de golpes normais, completamente diferentes. Na prática é como ter três personagens diferentes por personagem.

O jogo possui o modo histórico padrão, um modo versus um contra um competente (com bem pouco lag), um modo de desafios, semelhante ao star lab challenges do Injustice mas com uma temática mais Kombática (sim… com K… sou um rebelde), e um modo Kripta (kkkkk) que é bem interessante. Diferente de MK 9 ou os MK 128 bits onde você usava a Kripta apenas para abrir novos itens, o novo modo libera itens, movimentos, fatalitys, vídeos, outakes, texturas e tudo mais, enquanto você explora ele em primeira pessoa,  conseguindo movimentos de personagens famosos de MK, como o arpão de Scorpio (que permite atravessar buracos) ou os poderes místicos de Sub Zero (adivinha o que eles fazem com água e certos inimigos?) numa espécie de Metroidvania bem simplesinho. Confesso que gostei bastante do modo Kripta, só por quão diferente ele ficou e quão legal ficou a aplicação da ideia.

E se você pegou o jogo no pré lançamento você teve direito ao príncipe Shokan: GORO!!!!

GORO!!! GORO!!! GORO!!!

De qualquer forma Mortal Kombat X é um bom jogo de luta. Não é o melhor jogo de luta do PS4 (isso vai para Guilty Gears por enquanto… estou olhando para você SF V… seu lindo) nem do XBOX One (que tem Killer Instinct) mas é bom o suficiente para inspirar e se segurar de boa no vácuo de jogos de luta da atual geração. É o melhor MK que eu já joguei? Certamente. Mas é a melhor coisa que a Netherrealms já fez?

Não… eu ainda prefiro Injustice.

Bom divertimento.

Jogando: Battlefield: Hard Line

Eu já declaro no começo desse review que não sou um especialista em Battlefield mas que adoro filmes policiais. Acho importante colocar isso aqui porque, com a mais absoluta certeza, isso coloriu minhas impressões de Battlefield: Hard Line o suficiente para me fazer gostar do jogo.

Ainda não acho que ele vale US$ 60,00 … mas não é ruim não….

Então vamos por partes, começando pelo que já sabíamos e esperávamos: O Multiplayer. O Multiplayer de Battlefield: Hard Line envolve menos veículos e mapas menores, e com menos gente, que os de Battlefield 4. Nada de jatos ou tanques, você terá acessos a carros que parecem fugidos de Miami Vice e a blindados de pacificação urbana. Há, essencialmente, 4 variações do padrão de equipe de policiais VS equipes de bandidos, variando por sistema de objetivos e tags a o velho e bom “mate todo mundo na outra equipe” – não é inovador, mas é bem mais vertical que Battlefield, com muitos pontos onde camperar pode ser usado quase como um esporte olímpico.

E sabe o que mais me impressionou? É bem divertido! De novo quero lembrar a todos que eu gosto de filmes policiais e de caças a bandidos e tudo mais, mas esse foi o multiplayer de Battlefield mais divertido que eu tive em muito tempo.

Sim… é bem legal mesmo!

Mas, como todo mundo que lê o Mini sabe, eu não ligo muito para multiplayer. Jogo, principalmente se meus amigos estiverem jogando, mas gosto muito mais de campanhas co-op do que de multiplayer padrão – e muito muito muito mais de single player com uma boa história. E foi aí que Hardline realmente me surpreendeu. Porque a história é realmente bem legal!

Veja bem… ela não é original. Nem um pouco. Mas rouba ideias boas, de tantos filmes bons, e os aplica de maneira tão legal, em sucessão e dentro do esperado, que, se você gostar do material fonte, que vai de Dirty Harry a Miami Vice, passando por CSI e com uma pontinha de Fogo contra fogo, você não via conseguir segurar um sorrisinho.  E saber todas as reviravoltas muito muito antes do final.

Battlefield: Hardline vai te dar 8 a 12 horas de campanha de boa qualidade – o tipo de filme que eu levaria meu pai ou meu irmão assistir, cheio de frases de efeito, chavões bem colocados e ótimos momentos de ação. O fato que você pode escolher como jogar, onde colocar os tiros, se quer apenas desarmar ou se vai matar cada pessoa na sala, e que isso tem efeitos em termos de pontuação e habilidades, é muito muito legal. O multiplayer é bem bacana e trabalha super bem com os chavões e os clichês do gênero, com especial atenção ao balanceamento e ao uso de itens. Eu só acho que, pelo tanto de conteúdo efetivamente contido no game, que é, essencialmente, do tamanho de um DLC, ele não deveria custar US$ 60,00 ou R$ 179,00.

Mas a cada um o que cada um quer… e Hardline não é nem de perto um jogo ruim.

Bom divertimento

Jogando: Resident Evil HD Remaster

Embora o Super Nintendo seja o melhor videogame de todos os tempos o Game Cube tem um lugar todo especial no meu coração: Foi meu primeiro videogame de adulto… por assim dizer. Um videogame comprado fora da casa dos pais, quando eu estava morando “sozinho” (na verdade eu dividia tanto o apartamento, quanto os custos do Game Cube, com uma namorada, à época) e mantido pela minha labuta no universo adulto. Videogames anteriores até tinham dinheiro meu investido… mas quando você acabou de sair da casa dos seus pais e a coisa mais cara que você já adquiriu sem ajuda externa foi um Game Boy Advance, quando você entrou na recebeu seu segundo salário, um Game Cube é coisa para caralho.

Mas voltando ao foco do Cube – eu adoro o Game Cube! Eu realmente gosto dele! Embora não tenha sido necessário eu teria atravessado a geração 128 bits somente com ele sem problemas. Claro que eu não teria tido Final Fantasy (Aquela coisinha chamada Crystal-sei-lá-o-que não conta como FF) ou MGS 3 (Embora tive a melhor versão, Hands down, de MGS 1 – Twin Snakes), mas as versões extremamente mais rápidas (os carregamentos eram extremamente mais rápidos devido ao disco menor combinado com um leitor muito melhor de discos) e melhor acabadas (a GPU do Cube conseguia lidar com textura 6 vezes comprimidas, ou seja, uma textura podia ser comprimida 6 vezes no seu tamanho sem perder qualidade – o que levou muitas produtoras a utilizar texturas incrivelmente mais bonitas nas versõrs do Cube do que das outras plataformas, vide os Splinter Cell de GC) de jogos Third Parties somada a uma quantidade inimaginável de exclusivos de excelente calibre mais do que me manteria tranquilo no Cube. E um desses exclusivos era Resident Evil.

Resident Evil no Game Cube

Veja bem… o jogo não chamava Resident Evil Remake, Resident Evil Reboot ou o que o valha. Ele chamava Resident Evil e deveria ser a versão definitiva do primeiro game da franquia. Graças a GPU do Cube (e a capacidade absurda dela de lidar com texturas), imagens pré renderizadas e algumas novidades de controle e história, RE foi um dos melhores games da plataforma e um jogo sensacional. Tão bom que foi relançado para o Wii quase que sem mudanças e, agora, está chegando as novas plataformas em um remake HD – o que é bom porque comprar esses jogos hoje, seja na versão para GC seja na versão para Wii é CARO!

Resident Evil HD Remake é exatamente igual a versão do GC em termos de conteúdo. A mesma história, as mesmas novas áreas da mansão, as mesmas recompensas destravadas, tudo exatamente igual. Então, se você destruiu a versão do GC e defenestrou a versão do Wii, a mansão não tera segredos novos para você. Dito isso o jogo ainda é muito muito muito bonito, mesmo rodando no modo Original (4:3 480p Progressive Scan) mas fica ainda mais legal no novo modo visual (720 ou 1080p 16:9)…

Sim… bonito assim!

O som também é igualzinho a versão do Cube – o que não é nem um pouco ruim, porque o som da versão do Cube era estelar! As vozes são muito bem escolhidas, os barulhos te enchem de medo e as músicas são bem legais, servindo para melhorar ainda mais o clima. O controle também tem uma novidade: Você pode escolher entre jogar no modo clássico de controle, onde seu personagem se move como um tanque, ou pode escolher o novo modelo de controle, onde seu personagem se move na direção que o analógico aponta e não é necessário botão de corrida para ele disparar. O novo modo de controle, principalmente para um jogo em que a câmera é fixa, me pareceu um pouco menos metódico do que o necessário – eu explico… considerando que você ainda tem que ficar parado para ser capaz de atirar e que a câmera não pode ser controlada, ficando fixa em um ponto, o novo controle não terá muito efeito em termos de tornar o processo de jogar mais fácil. Talvez torne mais simples para novatos, que nunca enfrentaram o controle “tanque” de RE 0,1,2,3 e Code Veronica, mas não vai tornar esse passeio menos brutal.

Porque Brutal ele era e continua sendo. Meu Deus como esse jogo é difícil! Não só você tem pouquíssima munição, contada e difícil de achar, mas você ainda tem que pensar se realmente vale a pena matar cada Zumbi ou simplesmente desviar deles – porque se você matar um deles sem explodir a cabeça ou queimar o corpo (uma nova mecânica do remake) ele se levantará novamente como um Zumbi Zumbi(?) chamado Redead, com a pele vermelha (RED EAD – eu vi o que você fez aí Capcom… engraçadinha) muito mais rápido, mais mortal e com uma resistência muito maior as balas. Junte a isso centenas de puzzles, nem sempre muito bem montados, e o pequeno inventário que você tem como carregar consigo (tendo que parar de tempo em tempo nas salas de save de forma a trocar de arma ou estocar mais munição) e o jogo fica imensamente desafiador. Armas de auto defesa, como facas e teasers permitem liquidar Zumbis de uma vez só, mas são ainda mais contadas que a munição padrão e a mansão é imensa, com uma área inteiramente nova que não estava no game original de PS1 (e que me fez quase me borrar de medo no GC).

Resident Evil HD Remake é um bom jogo. Nada disso é mérito do HD, no entanto, e esse jogo continua o mesmo que você teria acesso num GC (ou Wii). Se você gosta de jogos de terror pedreira, com um ótimo clima, longa duração e muitos, mas muitos mesmo, clichês, esse jogo é para você. Só não vá para cima esperando por RE 4 – esse é um ancião mais velho, mais sábio e bem mais vagaroso do que o jovem, rápido e vigoroso RE4.

Hora de matar Zumbis! Com uma bazuca!

Jogando: Watch Dogs (Wii U)

Sim…. eu estou fazendo um review de Watch Dogs.

Em janeiro. 8 meses depois do lançamento inicial do jogo e 2 meses depois do lançamento no Wii U.

Querem saber… eu não me importo nem um pouco. Até porque quase não tem nenhum review desse jogo no Wii U e eu não achei um único review em português desta versão dele. O jogo não vendeu quase nada na plataforma da Nintendo e existem ótimas, maravilhosas e completamente inteligíveis razões para isso. Mas para chegarmos nela temos que entender quão frustrante foi esse jogo como um todo.

Watch dogs começou a ser mostrado em 2011 como uma clara demonstração do poder de processamento das futuras plataformas. Um GTA com uma mecânica imensamente interessante de hacking, WD (Porque escrever Watch Dogs toda hora dá no saco) tinha tudo para ser O jogo de 2013 quando os novos videogames fossem lançados.

Na E3 de 2012 o jogo ganhou mais um Trailer, lindíssimo, mostrando efeitos de luz e sombra bárbaros e efeitos de partículas massivamente incríveis. Na E3 de 2013 essa versão lindíssima ganhou um demo jogável dizendo que estava rodando em um PS4. O mundo inteiro se preparou para abocanhar WD no lançamento dos novos aparelhos. Novembro chegou e nada de WD.

A Ubisoft falou que estava atrasando o jogo para “polimento”. Que os meses de atraso até janeiro valeriam a pena. Em janeiro novo atraso “para resolver problemas de multiplayer”, até o lançamento do jogo em 27 de Maio de 2014.

Agora me responda: Isso…

 

 … parece com isso?

 

 Enquanto polia e retirava os Bugs a Ubisoft deu um senhor downgrade nos gráficos, jogando os mesmos, mesmo nas plataformas de nova geração, em 720p com 30 fps. E mesmo no PC os gráficos eram iguaizinhos aos dos consoles. Alguma coisa estava errada.

E estava mesmo! Quando Hackers conseguiram descobrir como desbloquear os gráficos de altíssimo nível mostrados na E3 de 2012/13, a Ubisoft foi forçada a uma situação embaraçosa de dizer que “Diminuiu a qualidade dos gráficos para garantir a estabilidade do jogo”. Fontes vazaram informação interna que afirmava uma razão muito mais funesta: O jogo teria tido o gráfico reduzido em todas as versões para que as das novas plataformas não ficassem muito aquém da de um PC parrudo.

Ou seja – Ubisoft comprometeu a qualidade do game de todo mundo em nome de não deixar uma plataforma, na qual ela vende mal e porcamente, ter gráficos melhores do que os consoles atuais.

Way to go Ubisoft! Só que não!

Não satisfeita em cagar em cima de seu público a Ubisoft entregou um jogo com um personagem principal desinteressante e imbecil, com uma história simplória, recheada de clichês e completamente previsível e com músicas imensamente esquecíveis. E falou que a versão do Wii U estava sendo modificada para utilizar plenamente do aparelho e só sairia daí a 6 meses. Em Novembro.

Sim… 6 meses para modificar a versão do Wii U e deixá-la “especial” para o console.

A única coisa “especial” nessa versão são as pessoas “especiais” que programaram ele.

Graficamente Watch Dogs no Wii U não faz feio, mas está bem longe de fazer bonito: Texturas são iguais as do PS4, mas animação e geometria foram tiradas das versões de PS3 e XBOX 360. Distância de horizonte é de PS3 mas iluminação é da nova geração. Esse frankestein gráfico faz com que o game, que já não era o produto prometido lá em 2012, gere uma experiência ainda mais bizarra e tacanha. Ainda mais estranha. Não é, no entanto, o pior gráfico que você vai ter no seu Wii U, mas não é, nem de perto, a experiência que a máquina de Hype da Ubisoft queria te vender. O departamento sonoro é exatamente igual ao do PS3, o que significa que as músicas são esquecíveis, as vozes são, por vezes mecânicas, apesar de bem escolhidas e o som ambiente é bem montado, se não estelar. Não dá para reclamar muito do som – ele é meramente medíocre.

O Gameplay é, como colocamos lá em cima: um misto bizarro de GTA e Split Second, onde você hackeia câmeras (para ter novos pontos de vista), acessa contas bancárias, explode coisas ou cria bleakouts, tudo isso enquanto anda por uma versão porcamente construída de Seatle controlada pelo sistema de computação CtOS (construído pelos templários de Assassins Creed). Se pareceu pouco inspirado e repetitivo é porque, francamente, é mesmo. Combine esse sistema repetitivo com um controle flutuante e descuidado, que funciona mal e é mal dimensionado (muitas operações truncadas em pouco espaço de controle) que não aproveita em NADA uma imensa tela SENSÍVEL AO TOQUE, que poderia controlar milhares de funções, indo de inventário ao sistema de hacking, e você terá um pesadelo em mãos.

Ahhh… e a única diferença de controle que, supostamente, levou 6 meses para ser implementada, é que o Game Pad tem um mapa da cidade de Seattle… e é isso. Ainda bem que eu esperei 6 meses para não ter que apertar Start hein?!

O multiplayer não está aqui (se bem que ele é porco e mal feito e não tem muita graça… logo… não perdemos nada), os DLCs não estão aqui (e não virão) e o jogo funciona a 30 frames com ocasionais quedas de frame rate. Isso não é digno de ser chamado nem de game no dia do lançamento antes da otimização… quanto mais para ser a versão polida e desenhada em torno de um determinado hardware. Existem diversas razões pelas quais esse jogo não vendeu bem no Wii U – e ter atrasado 6 meses para sair é só uma delas!

Passe longe!

Jogando: Mario Galaxy 2 (Wii U)

O primeiro jogo de Wii lançado no Wii U é um dos melhores jogos do Juggernaut Nintendista que tomou o mundo de assalto com seus controles por movimento. Isso não significa, no entanto, que esse jogo de 2010 vai vender um milhão de Wii Us.

Ou que você deva comprá-lo imediatamente.

Mas para conseguirmos entender os sapatos bizarros que Mario Galaxy 2 está vestindo em 2015 é preciso voltar um pouco no tempo. É preciso voltar lá para o lançamento do game. É preciso ver quão impressionante era Mario Galaxy 2 lá atrás.

Porque lá atrás ele já não vendeu uma montanha de Wiis.

Mario Galaxy 2 é uma obra prima do gênero plataformer. Você vai controlar Mario enquanto ele salta, vira abelha, cria nuvens, congela inimigos, solta fogo neles e muito mais por centenas de estágios em busca de Lumas, as estrelinhas rechunchudas. Mario Galaxy 2 tem ainda menos história que Mario Galaxy, mas isso não vai te atrapalhar nem um pouco. Se a jogabilidade é incrível o controle é nada menos que perfeito, com uma soma simplesmente fantástica de pointer com movimento por analógico que é inspirada e inspiradora ao mesmo tempo – se fosse melhor só se o game pudesse ler seus pensamentos.

Gráficos nunca foram o ponto principal do Wii, seu carro chefe, mas aqui a Nintendo prova, mais uma vez, que seu console passado podia gerar gráficos incríveis se utilizado corretamente. Das texturas as animações, dos distantes horizontes ao Normal Mapping, Mario salta vivo e lindo sobre um mundo deslumbrante. E o som não deixa nada a desejar a o melhor show de música do mundo, com as incríveis músicas do mestre Koji Kondo atingindo seus ouvidos sem perdão.

Sim! É Lindo e cheio de música boa!

“Poxa Marcel! Então é uma compra certa! Ainda mais pelo preço promocional de US$ 10,00!” você me fala. E você está PARCIALMENTE certo. Se você não teve um Wii ou não teve Mario Galaxy 2 você tem o dever, moral e cívico, de comprar esse jogo e cavalgar Yoshi por uma série de mundos 3D lindos e coloridos para salvar o dia mais uma vez. A questão complica se você já teve esse jogo no Wii… por 2 pontos principais:

  • O Wii U é retro compatível com o Wii. E você pode achar esse jogo em mídia física pelo mesmo valor ou bem próximo disso, caso você só queira o jogo. A caixinha com o manual vai custar um pouco mais caro, mas não se pode precificar a felicidade de ter uma linda caixinha de jogo, maravilhosa e perfeita.
  • O jogo é exatamente igual sua versão do Wii. Na verdade é a ISO (a imagem do CD… um arquivo que o aparelho lê como se fosse um disco) do jogo original sendo lida pelo Wii U em modo Wii. É como se você tivesse comprado um jogo de Wii U no e-shop mas do console anterior. Até mesmo os saves são os mesmos (se você tiver saves do seu Wii que foram transportados para o Wii U ou saves criados no Wii U enquanto você jogava a versão em disco, eles serão encontrados e mostrados pelo jogo normalmente. O contrário também vale, ou seja, saves criados nessa versão do Wii U são encontrados pelo modo Wii do Wii U se você colocar o disco).

Continua deslumbrante… mas continua o mesmo jogo!

Então… se você já tiver o jogo do Wii e não se incomodar com loadings 3 a 4 segundos mais lentos, eu recomendo fica com a versão que você já tem. Se você, no entanto, quiser ter uma versão que você não precisa colocar o disco ou você não tenha o jogo original e não deseje caçar uma versão física, eu ALTAMENTE, MASSISSAMENTE, MASTODONICAMENTE recomendo esse jogo. Era um dos melhores jogos do Wii e vem super, mega, power recomendado para vocês!

E vamos libertar os lumas!

Super-Mario-Galaxy-2-E3-2009

Jogando: Super Smash Bros U (Wii U)

Super Smash Bros já começou bem a avaliação por ser algo que nem Halo: MC Collection nem Little Big Planet 3 são: um jogo completo e funcional no momento que sai da caixa. Ou que termina de ser downloadado.

Nada de patchs. Nada de DLC de dia zero. Nada de correções. Você liga o jogo e começa a jogar e ele funciona maravilhosamente bem e nada tem que ser implementado ou modificado para que a sua diversão comece (ou continue).

“Porra Marcel! Isso é o mínimo esperado de um jogo!” – CONCORDO! Infelizmente Halo: Master Chief Collection continua com um multiplayer completamente inutilizável quase 14 dias depois do lançamento e Assassins Creed: Unity ainda é uma bagunça sem tamanho mais de 15 dias depois de vir ao mundo, e nem parece um jogo de PS4/XBOX One, com seus parcos 720P e seus 30fps.

Todas as aberturas de Smash – do 64 ao Wii U!

Mas só funcionar direito não torna Super Smash Bros bom. Não – anos e anos de produção com todo o carinho do mundo é que tornam esse jogo uma joia rara e mais um game cujo os donos do Wii U obrigatoriamente tem que se apropriar. Eu nem bem sei como utilizar as palavras para dizer o quão incrível esse jogo é…

… ou quanto tempo eu consigo largar o controle para escrever sobre ele.

Mas basta dizer que ele é um game recém lançado que eu comprei duas vezes: uma digital, para jogar imediatamente, e outra física, no bundle com o adaptador de controle de Game Cube, que está a caminho diretamente dos EUA (Que custou quase 800 pila com o imposto). E posso dizer que esse custo de quase mil reais por duas cópias do jogo valem cada centavo. Sem nem pensar.

Vocês lembram quão bom era Mario Kart 8? Quão polido e incrível ele era? Super Smash Bros de Wii U é a versão de luta daquilo. É como bronze polido a uma qualidade tão incrível que parece ouro envelhecido aos olhos destreinados. E não deixa absolutamente nada a dever para nenhum Smash anterior ou mesmo para outros jogos de luta.

Todos os Super Smashs e taunts

Para começar pela quantidade de personagens. São quase 50 personagens advindos de mais de 30 anos de uma rica história da Nintendo com a diversão eletrônica, do cão e o pato de Duck Hunt, ao villager de Animal Crossing, passando por Link, Samus, Peach, Rosalina, Captain Falcon e, é claro, o soberano dos videogames, Mario. Some a isso centenas de troféus, milhares de colecionáveis, e uma jogabilidade pra lá de incrível e imensamente rápida. Super Smash Bros de Wii U (que vou passar a chamar de SSBU) não deixa pedra sobre pedra.

Os gráficos são um motivo a mais para juntar tinta ao papel e escrever para a sua mãe contando a novidade. Das texturas as animações, passando pela geometria, os fundos de tela, o efeito de paralaxe e as partículas, tudo é incrivelmente bem feito e bem criado nesse jogo. Os personagens tem os mais diversos efeitos aplicados sobre eles e se movimentam com graça e suavidade pelos cenários, que são, por si só, um desbunde. Da vila de animal crossing até o interior de Zebes, fãs da rica história da Nintendo tem que preparar o coração para ver milhares de pequenos Easter Eggs e piadinhas gráficas espalhadas, de forma maravilhosa, pelo game todo.

E se os gráficos explodiram sua retina… a música vai fazer o mesmo pelo seu tímpano. É simplesmente maravilhosa! Simplesmente soberba! Retirada de uma gama imensa de jogos e refeita com um talento que raramente pode ser encontrado no mercado de videogame, a trilha sonora de SSBU vai rapidamente achar o caminho dela para os celulares e iPods de todo mundo. Os sons do jogo e suas vozes continuam excelentes e os sons ambientes são colossalmente bem escolhidos.

Os controles também são fantásticos e funcionam em qualquer controle que você escolher (embora ainda não consegui testar o jogo com o controle de Game Cube ligado no adaptador), seja ele jogando com o 3DS (sim.. você pode usar até 8 3DS como controles), com o Pro controller, com o Wii Mote, com o Wii Mote + Nunchuck ou com o Wii U Game Pad. E você pode combinar de qualquer jeito até 8 deles, para jogar partidas em 8 pessoas (acredite em mim… é uma loucura!). Os comandos ainda são extremamente simples de executar com personagens fáceis de utilizar e difíceis de dominar. O mais incrível é que não há Lag nenhum nesses controles maravilhosos, mesmo com 8 jogadores online, na mesma arena, ao mesmo tempo.

E já que falamos de Lag vamos falar de online. O online de SSBU funciona gloriosamente. Gloriosamente. São poucos modos de jogo, é verdade, mas eles são tão customizáveis que é como se valessem por um monte deles. Quer jogar com duas pessoas? Ok! Com 8? Ok também! Com 8 pessoas sem itens em um cenário que se modifica a cada tantos segundos (ou minutos)? Ok também! Com 4 pessoas cooperativo contra um time dos melhores jogadores de Smash Bros do mundo? Claro… porque não?! É funcional e divertido com um único ponto negativo, grave, ao meu ver: Não existe nenhum HUB interno do jogo e, portanto, caso você não esteja procurando pelo arroz-feijão mais básico do mundo ou saiba, de ante mão, que alguma arena de um jeito específico está procurando jogadores, você pode ficar literalmente horas esperando por um jogo surgir. A Nintendo promete corrigir esse problema, criando um sistema de match making semelhante ao de Halo: Reach (2011 diz oi… ele quer o melhor match making de Halo de volta) onde era possível ver que os jogos iam começar nos próximos minutos e se os regulamentos internos deles interessavam a você. Mas, por enquanto, você tem que marcar o jogo por Mii verse (ou por facebook, Whats app ou o que valha) para não ficar na mão.

Super Smash Bros U é uma obra prima. Um jogo perfeitamente balanceado e criado com tantos modos de jogo que vai ocupar sua vida útil por meses depois do lançamento. Se você tem um Wii U você tem a missão de comprar esse jogo e, se possível, comprar o adaptador para controles de Game Cube (e alguns controles de Cube) para ter uma ideia de como esse jogo é incrível. Mas seja lá com qual controle você for se aventurar pelas lutas incríveis de Smash, você pode ter certeza de que será recompensado com um dos melhores jogos de todos os tempos em qualquer plataforma.

Eu só queria que ainda tivesse o modo aventura (“The Subspace emissary”)… mas não se pode ter tudo!

Jogando: Sonic Boom (Wii U)

Não dá para diminuir o impacto dessa frase: Sonic Boom é ruim. É muito muito muito ruim.

E veja bem, eu não falei horrível. Eu não falei injogável. Eu não falei o pior jogo que joguei em todos os tempos.

O que só deixa a situação dele ainda mais terrível. Porque ele é o pior jogo do Sonic já produzido em todos os tempos. Sim… muito muito pior que Sonic 06! Porque Sonic 06, pelo menos, errou por ser ambicioso demais – errou por tentar ser muito maior do que a SEGA conseguia programar. Era um jogo que deveria ser muito bom mas que ficou completamente horrível por questões técnicas.

Sonic Boom não… ele é um jogo que foi feito exatamente do jeito que a desenvolvedora queria. E esse jeito é chato, ordinário, imbecil, mundano, pequeno, tacanho e mal feito. É a definição de feito-nas-coxas.

Poderia ter sido tão bom!

Então vamos começar pela pior parte: Os gráficos. Meu Deus! Esses gráficos! Eles merecem estar em um jogo de Dreamcast ou de PS2 – NO MÁXIMO! As texturas são pobres e lavadas, o frame-rate é péssimo (Fica por volta de 24 a 30 fps durante a maior parte do tempo, caindo para 20 a 15 fps – quase um slide show – durante o momento que tem vários inimigos na tela), a geometria da tela é simplória, os efeitos de pelos e partículas é horrível, a animação é bisonha e o uso do motor gráfico Crytech, a responsável pelos gráficos incríveis de Crysis, é completamente esquecível, só servindo para mostrar o que foi deixado para trás. Os gráficos do jogo parecem pertencer a um alfa, na melhor da hipóteses, e são um retrocesso absurdo em relação ao que era esperado.

Sabemos que não foi feito pelo SEGA (foi feito pela ????) mas, pelaamordosmeusfilhinhos, Sonic Lost World é muito muito melhor que isso.

O pesadelo continua no departamento sonoro. Não há uma única música boa no jogo todo!

Nem…

Uma…

Única…

Música!

As músicas parecem saídas de um desenho de sábado de manhã (o que realmente são)! Os efeitos sonoros são ridículos. As vozes são péssimas e muito mal escolhidas. E o pior, considerando quão ruins são as vozes, NENHUM DOS PERSONAGENS PARA DE FALAR POR UM SEGUNDO! Jesus! Para melhorar ainda mais esse quadro… as músicas e os efeitos sonoros somem de tempo em tempo – ou mesmo durante cenas importantes, dando a sensação que a porra do game não foi nem mesmo testado.

O controle do jogo é a cereja de bosta no topo de um Sundae de merda! Ele funciona quando ele quer! Sem brincadeira nenhuma… além de um delay de alguns microssegundos, o que já seria horrível somado com esse framerate “fantástico”, por vezes você vai massacrar o controle sem ter absolutamente nenhum resultado. O botão de salto demora para funcionar e o botão de ataque, porque Sonic e amigos tem a porra de um sistema de ataque, solta combos em sequência de uma forma completamente bizarra. A jogabilidade não ajuda em nada o controle – para melhorar a situação: Sonic e equipe tem que lutar (porque isso é tão legal…), utilizar habilidades ínfimas e ridículas e se mover, no que parece melaço, na tentativa de atingir os inimigos. Rings são medida de energia e seus personagens podem segurar ate 100 deles por vez. É simplesmente abissal!

Pedaços escolhidos por serem menos ruins!

Sonic Boom é uma tragédia. Uma batida entre um trem carregado de produtos químicos tóxicos e um avião com bombas incendiárias. Com a batida acontecendo num caminhão tanque. Em câmera lenta. É o pior tipo de jogo que poderia existir: é xexelento e chato, grotescamente simples e não agrada ninguém. É o tipo de produto criado para acompanhar um filme ou uma série em desenho animado com 0 pensamento ou controle de qualidade. É o jogo que faz Street Fighter The Movie The game parecer um movimento bem pensado da Capcom.

630x

Eu esperava bem mais do jogo! Pelo menos a arte conceitual é legal!

Não jogue nem se obrigado!