Halo Online – O jogo que todo mundo (acha que) quer jogar

A Rússia, e possivelmente a China depois dela, vão ganhar uma versão de Halo que só eles terão. Halo online é um jogo totalmente multiplayer, rodando no motor gráfico de Halo 3 e que está sendo modificado de cabo a rabo, para ser especialmente voltado para uso com mouse e teclado.

E eu já consigo ouvir os gritos de “Isso não é justo!”, “Microsoft, atenda todos os seus clientes!” ou “Quando isso vai chegar ao XBOX One?”.

Então… não vai chegar ao XBOX One. Porque é muito, mas muito mesmo, inferior ao modo multiplayer de qualquer um dos jogos contidos no Master Chief Collection. Também é inferior aquela versão Callofdutiada que estão chamando de Halo 5. O jogo vai ser lançado especialmente em regiões tomadas completamente pela pirataria e pretende ser mais uma fonte de renda para a Microsoft que, como o jogo é onlinte, promete manter estrito controle contra Hackers, Bots e outras coisas do tipo.

De qualquer forma o jogo deve chegar no segundo semestre a milhares de russos…. Way to go Microsoft

Aleluia!!! Microsoft toma juízo e fecha a XBOX Productions!

Você já ouviu falar do XBOX Productions? Apresentada naquela E3 “maravilhosa” de 2013 (que quase implodiu o console antes mesmo do lançamento dele), o Xbox Entertainment Studios tinha como objetivo produzir conteúdo em vídeo original para a nova plataforma: filmes, séries e reality shows que seriam exibidos em formato digital no Xbox Live. Capitaneado por Nancy Tellen, ex-presidente da rede de televisão CBS e tendo como líder criativo Elan Lee, o sujeito por trás da campanha “Why So Serious?” do longa-metragem “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, a produtora tinha tudo para dar certo: O dinheiro da Microsoft, a experiência da galera e boas franquias, com um canon pesado por trás.

Infelizmente (ou… felizmente, na minha modesta opinião) o público não comprou a ideia de que o Xbox One era uma central de entretenimento, e não apenas um videogame, e também não botou muita fé no Xbox Entertainment Studios, mesmo com o envolvimento de grandes nomes da indústria cinematográfica, como Steven Spielberg e Ridley Scott. Some a isso a guinada que Phil Spencer deu ao departamento de XBOX (deixar as produções transmídia de lado e focar o Xbox One como plataforma de jogos) e a Microsoft resolveu estancar a ferida; a produtora fechará as portas assim que Halo: Nightfall (que, diga-se de passagem, é MUITO xexelento) terminar.

O xexelento trailer da série xexelenta do canal xexelento que vem com o sensacional Master Chief Collection

A produtora deixa como legado todo o material do Halo Channel (ruinzinho em sua maior parte e não de perto no nível dos Vidocs que eram feitos pela Bungie) e o documentário “Atari: Game Over” que é bem raso.

Xbox Productions… se Halo: Nightfall for alguma indicação… você já vai tarde.

Minicastle 8 anos – Papo Sério de comemoração de aniversário!

Sem mais delongas…. nosso maior vídeo até hoje!

Pergunta 1: Por que o XBOX One, mesmo com as mudanças e a baixa de preço, não está vendendo igual ou mais que o PS4? – Inicio aos 1:19 min

Pergunta 2: A Sony está falindo? – 7:35

Pergunta 3: Por que a SEGA não faz outro console? – 10:53

Pergunta 4: Qual a situação atual da Nintendo – 14:00

Pergunta 5: Por que a Nintendo simplesmente não faz o Hardware mais poderoso de todos? – 19:00

Pergunta 6:  Qual foi o rolo da Ubisoft em relação aos jogos feitos para Wii U mas não lançados? – 27:26

Pergunta 7: Qual foi o rolo da Ubisoft em relação aos gráficos de Watch Dogs no PC/XBOX One e PS4? – 34:04

Pergunta 8: Quem vai comprar a Capcom? – 44:24

 

Papo Sério – Os números do PS4 continuam absurdos! O que está acontecendo?

No primeiro Papo Sério do Mini o Marcel analisa porque o PS4 está vendendo com uma vantagem tão grande em relação ao XBOX One.

Ajude-nos com o papo sério! Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentário ou envie-nos um email em marcelbonatelli@minicastle.org.

PS: Há um erro no vídeo que só percebemos depois. Phil Harrison trabalha para a Sony, e também é um cara muito legal. O novo funcionário da Microsoft, que recebeu uma puxação de saco sentido no vídeo, é o Phil Spencer.

Editorial: Nintendo e o século XXI

Eu nasci em 1980. E cresci cercado por Nintendo e SEGA. Mais Nintendo do que SEGA, por uma larga margem, mas é importante saber que, desde os meus 6 anos, eu estava enfiado de cabeça no universo de videogames.

E, por mais engraçado que isso possa soar, na segunda metade da década de 80 havia o Master System e a havia o NES (na verdade havia uma plenitude de “NESes” do CCE Super Game ao Phantom System, do Bit System ao Turbo Dactar) mas não havia uma guerra em si entre seus donos – no Brasil a Tec Toy fazia um serviço maravilhoso em termos de propaganda e empolgação com os produtos do Master e os usuários de plataformas Nintendo tinha versões abrasileiradas dos jogos, mas não havia contenda ou muita discórdia entre as plataformas. A guerra entre SEGA e Nintendo, que ferozmente atingiu os EUA e a Europa, no final da década de 80/começo da década de 90, só foi ser sentida aqui no Brasil depois de 93 – com o SEGA Saturn e o SONY Playstation (Venha conhecer como ele quase foi um acessório do SNES – clique aqui) já quase colocando a cabeça para fora do útero materno.

Eu acho, portanto, que nunca senti muito a briga em si. Tive o Mega Drive e o SNES (em uma nota detalhe, ainda tenho meu Mega Drive e meu SNES só não está mais comigo porque ele está servindo a um amigo meu, que precisava dele para certos jogos japoneses imensamente chatos de funcionar em unidades americanas), tive o PS1 e o Nintendo 64 (e me arrependo até os ossos de não ter tido um Saturn… situação que vou corrigir em breve) e, ainda tenho, um PS2, dois XBOX, um Gamecube, um Dreamcast, um XBOX 360, dois PS3, um Wii, um Wii U sem falar em GBA, DS, DS lite e 3DS – onde pode-se falar que, quando o assunto é videogame, eu tenho toda a reserva de uma prostituta de 3 tetas. Algumas pessoas gostam de videogame – PARA MIM É QUASE UMA RELIGIÃO.

Mas eu não me contento só em tê-los. Não… eu os estudo. Meu TCC de Facul foi sobre videogame, meu TCC de pós graduação foi sobre avanços em sistemas eletrônicos de videogames e meu TCC de MBA foi sobre o mercado brasileiro de videogame e sobre seu futuro. Ale’m disso eu sou o tiozinho que normalmente é chamado para compor mesas de graduação quando videogame ou games surgem – por diversas universidades de Campinas. Eu os desmonto, monto, conserto e faço frankestein com eles. Eles são tão família quanto meus cachorros. Conheço suas história, suas trivias, suas peculiaridades. Sei a diferença entre um JVC Wonder Mega e um Intel GIGA Drive.

E estou realmente assustado com as perspectivas de futuro. E sou tão culpado delas como quase todo mundo.

Em primeiro lugar quero deixar claro uma coisa que a Nintendo parece não ter percebido. A única coisa que parou o filho de 8 anos de alguns amigos de jogar Lego qualquer coisa no seu Wii U, no último Natal, foi o fato que o moleque estava destruindo Minecraft em um seu Ipad. Ou seja, a mudança de mercado que o senhor Iwata cita não está no reino do mercado futuro – ela está aqui, na sala, conosco, nos olhando com aquela cara de quem quer entrar na conversa. E por mais que eu não goste dela, e abomine a ideia de jogar videogame em um tablet ou smartphone (principalmente porque a maior parte dos jogos que me interessam não foram feitos para serem controlados com uma tela sensível ao toque), meu celular novo conecta via bluetooth com um controle de PS3 sem o menor problema, tornando completamente inválida a minha reclamação (eu estou com um emulador de PS2 instalado no meu celular e jogando FF X de novo – um jogo que eu tenho original, no PS2, logo não estou cometendo nenhum crime). Ou seja – o mercado se acomodou as minhas reclamações e está tentando solucioná-las.  Emuladores podem acompanhá-lo em seu celular e os jogos de muitas empresas custam entre 60 a 99 centavos – clássicos do mega drive ou do PS1, do arcade ou do Neo Geo, trazidos com gráficos melhorados a sua disposição no seu celular ou tablet.

Tudo isso sem falar em jogar em nuvem. Para que instalar ou baixar um jogo quando posso, por streaming, jogá-lo em qualquer lugar, salvar e continuar de onde parei, mesmo que eu esteja em outro aparelho. Posso começar uma “partida” de civilization V em meu Notebook, continuá-la em meu celular a caminho do serviço e prossegui-la, a noite, no lap top da minha namorada, sem instalar absolutamente nada nem ter que levar um único arquivo de um lugar para outro. A Sony promete fazer isso com seu Playstation NOW. Ao mesmo tempo a Microsoft me oferece vários jogos no universo de Halo, nos próximos meses, para fazer companhia ao já fantástico Halo: Spartan Assault, todos via nuvem, se eu me juntar ao grupo do Windows Phone – tentador, para não dizer mais nada.

Enquanto isso a Nintendo toca trombetas para me dizer que eu posso unir minha conta do Wii U com a minha do Nintendo 3DS – mas continuo tendo que pagar 5 dólares por Castlevania do NES em cada uma das plataformas, pois o mesmo game, que pode ser emulado com facilidade por qualquer carroça de escritório (com som e imagem melhores que os originais), não pode ser comprado só uma vez e utilizado em todas as minhas plataformas Nintendo na minha conta.

Unificar contas e manter seus produtos disponíveis para você em suas múltiplas plataformas, uma oferta que a Sony vem fazendo com os jogos de PS1 desde 2007, na dobradinha PS3/PSP, e com essencialmente tudo, na dobradinha PS4/PSVita, a Nintendo continua incapaz de me oferecer em 2014 – quase 7 anos depois de sua concorrente japonesa.

Mas eu não vou culpar a Nintendo sozinha. Não senhor… TODAS as empresas japonesas, salvo a Sony, parecem ter tidos imensos problemas em fazer o salto para o universo, e os videogames, HD. Da Capcom a Konami, que entregaram a maior parte de suas franquias para desenvolvedores estrangeiros (com resultados horríveis ou tão diferentes do material fonte que afastou a maior parte dos fãs – estou olhando para você DMC ^_^) passando pela plethora de empresas japonesas que simplesmente lançaram seus jogos a níveis estratosféricos de produção Hollywodianas e acabaram por cavar suas próprias covas (e não lançar nada) chegando a Square Enix que hoje vive de produções de seus estúdios internos adquiridos (Crystal Dynamics, Eidos, só para citar alguns) e promessas, parecendo incapaz de recuperar a glória de FF VI, Romacing Saga ou Dragon Warrior VIII (eu não vou nem citar coisas do calibre de Terranigma ou Chronno Trigger).

Mas nenhuma dessas softhouses tem consoles. E nenhuma delas tem que vender  esses consoles em universos tão distintos quanto o Japão (onde a Square tem todos os FF até o X2 lançados em versões lindas para celulares) e os EUA (onde CoD é a norma e multiplayer online é uma necessidade no seu jogo – uma necessidade muito maior que história ou diversão. Quando um RPG, como Mass Effect 3, ganha um modo multiplayer, você sabe que as coisas passaram dos limites). E nenhuma delas tem que aprender pelo erro a precificação mundo afora.

Porque, sim, a Nintendo está tendo que aprender a precificar conteúdo digital. Porque o japonês médio compra várias e várias vezes o mesmo game (um grande amigo que retornou de lá recentemente, após ficar 9 anos, me mostrou que havia comprado Final Fantasy I e II em três formatos diferentes no tempo que ficou lá) e paga 5 a 15 dólares por ele sem chiar muito, mas o consumidor americano quer mais pelo seu dinheiro (como eles mesmo dizem “More Bang for your buck”) e, com o Steam, a XBOX Live, a PSN, a Play Store e outros serviços online ofertando catálogos de jogos do passado a preços muito inferiores aos costumeiramente praticados pela Nintendo – a casa fica pequena para a produtora japonesa. A situação fica pior ainda quando tenho que comprar várias vezes os mesmos jogos, porque não consigo utilizá-los em diversas plataformas diferentes – talvez eu pagasse sem pensar 10 doletas por Mega Man X do SNES, se soubesse que poderia utilizar tanto no 3DS quanto no Wii U… mas quando tenho que pagar 8 dólares por cada versão do jogo, fica bem mais difícil de engolir.

Tudo isso sem falar no problema de vender o Hardware. Uma coisa é vender um game a 8 dólares para quem já tem o celular para rodá-lo. Outra, completamente diferente, é fazer essa pessoa comprar um hardware portátil, pagando algo entre 200 a 300 dólares e convencê-lo a carregar isso consigo para onde ele for – porque existe todo um nível de inconveniência em carregar um 3DS, principalmente o XL, por aí. Sem falar que o celular já é parte de sua vida pessoal e professional. Para muitas pessoas ele também é a principal plataforma de acesso a redes sociais, sua câmera fotográfica e seu principal player de media – dentro desse contexto fica muito difícil fazer alguém adquirir um portátil sem algo que realmente chame sua atenção ali. Um fato que o Vita, com sua ausência de jogos únicos e seus ports de PS3 que podem ser jogados, com qualidade superior, em casa no próprio PS3, tem atestado de forma dolorosa.

E já que tocamos no ponto do centro de entretenimento, que tal falarmos do que o Wii U não é? Desde o GameCube a Nintendo bate na tecla de “Oferecer videogames, não centro de entretenimento”, principalmente quando colocada de frente com o fato que seus dois concorrentes diretos, o XBOX e o PS2, roubaram muitas vendas do GameCube simplesmente porque rodavam DVDs. Ora… não seria o mesmo erro agora, ver que seu Wii U POSSUI um drive de Blu Ray, mas não pode ser usado como seu player? Ou que a única opção de software de steaming presente no aparelho seja o Netflix (que a maior parte das novas TVs já tem nativo)? Ou que o Nintendo TVii é um fracasso completo e que ninguém utiliza ela? Não seria a hora de entender que o mercado quer um centro de entretenimento e está disposto a dar uma chance para um aparelho que toque Blu Ray, seja meu centro de streaming, receba os vídeos do meu PC e jogue na minha TV e, depois de tudo isso, RODE JOGOS. Nenhuma dessas outras tarefas são exatamente árduas no hardware (o Ouya e sua ridícula configuração estão aí para provar) e elas dariam ainda mais valor para a tela sensível ao toque no meio do controle – não é difícil imaginar a família assistindo um filme em Blu Ray, através do Wii U, na TV, enquanto o filho se diverte com algum jogo do Virtual Console, no Wii U GamePad.

Aliás… falando que também tenho minha culpa em cartório… eu tenho um PC com um drive de Blu Ray ligado a minha TV como meu centro de entretenimento (via HDMI) e meu celular é minha principal plataforma de acesso a redes sociais e eu não desgrudo dele. Carrego meu 3DS para todo lugar que eu vou (principalmente porque eu estou sempre de mochila) mas mesmo eu tenho que entender que, para a maior parte das pessoas, é inconveniente.

Então sim… o mercado mudou. A tecnologia mudou. E nós mudamos. Os gamers como um todo ficaram mais velhos, mais exigentes e com menos tempo para jogar. Somos adultos agora, que pagam contas e tem jornadas diárias de 9 a 12 horas de trabalho. Quando vamos jogar queremos mais do que as experiências únicas proporcionadas por aparelhos, queremos praticidade, rapidez, queremos utilizar nossos celulares para ativar remotamente nossas máquinas e iniciar downloads que estarão prontos quando chegarmos em casa. Queremos jogos triplo AAA a nossa disposição e queremos que exista uma comunidade online forte e vigorosa por trás deles, onde encontraremos amigos e rivais e teremos experiências diferentes de tudo que já tivemos até hoje. E, os 240 milhões de prejuízo sobre lucro esperado da Nintendo parecem ser uma reflexão disso. Afinal, eles deveriam reavaliar seus preços de conteúdo digital e simplesmente lançar seu catálogo de produtos nos principais serviços de downloads digitais – não deveriam? Ou, melhor ainda, que tal um celular da Nintendo? Algo como um Xperia Play, mas da Nintendo?

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Algo assim, certo?

E se eu te disser que a Nintendo pensou nisso anos atrás? E que ela cancelou tudo porque o controle não era confortável e o resultado gráfico dos jogos não era excelente?

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Ops….

E é aí que as minhas opiniões diferem da maior parte das pessoas. E a razão pela qual eu tenho tanto receio com relação ao futuro do mu hobby, da minha, por falta de uma palavra melhor, religião. Porque eu acho que, em nossos novos e multimilionários jeitos de jogar e ver videogames, nós estamos esquecendo alguns pontos básicos sobre eles. Alguns pontos que essa empresa japonesa chamada Nintendo vem tentando lembrar todo mundo a quase 3 décadas.

1) Não é sobre gráficos, é sobre diversão

O Wii U tem uma saída HDMI e diversos processos internos que limpam gráficos de jogos de Wii para quem eles fiquem ainda melhores e mais bonitos na sua TV de 60 polegadas. Mas você vai me dizer, com todas as forças que isso é feio?

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Ou ainda isso?

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2) Jogos são sobre controles e como eles tem que funcionar com perfeição.

E é por isso que pessoas ainda tem seus Nintendos 64… porque não existe controle melhor para jogar Super Mario 64, Paper Mario ou Goldeneye do que aquele no qual o game foi desenhado para funcionar. E, saindo da Nintendo, já tentou emular Saturn? Fica horrível e não importa o controle que você conecta a sensação é sempre que algo está errado. Jogos estão conectados, irremediavelmente, a plataforma no qual foram lançados, e é muito difícil jogá-los de forma perfeita fora delas.

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Ou alguém acha que isso aqui pode ser PERFEITAMENTE emulado num teclado? Ou numa tela sensível ao toque?

3) Multiplayer é sobre amigos e pessoas que você gosta. Na mesma sala que você se possível

Desde o Nintendo 64… não… apaga isso… desde Super Mario Kart no SNES a Nintendo vem tentando colocar você e sua família, seus amigos, seus amores, para jogar junto. Seja com quatro controles e Mario Party no Nintendo 64, quatro controles e Mario Strikers no seu GameCube, 4 Wii motes em Wii Bowling no Wii ou 4 Wii motes VS um Wii Game Pad em NintendoLand, a Nintendo vem tentando fazer você jogar multiplayer com pessoas fisicamente próximas de você. Dividir um momento com parentes e amigos. Porque videogame é sobre diversão. E com mais gente tudo fica mais divertido.

E, provando mais uma vez que não é uma coisa só da Nintendo… alguém lembra de Chu Chu Rocket ou Sonic Shuffle no Dreamcast?

Multiplayer online é o futuro e tem que existir. Para unir pessoas que se gostam e estão distantes naquele momento. Não para substituir contato humano.

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Videogames sobreviveram duas grandes crises, 77/78 e 83/84, e mudaram, juntos com seus usuários. E, assim como a Atari, a NEC, a SNK e a SEGA, talvez tenha chegado a hora da Nintendo entender que o que ela representava morreu nos usuários. E não digo, em momento nenhum, que isso também não é culpa dela. Eu me somo ao coro de milhões que continuam pedindo um F-Zero de Wii U, um Kid Icarus de Wii ou Earthbound novo em qualquer plataforma. Eu me somo ao coro de milhões que querem que o aparelho seja aberto a TODAS as third parties e que a Nintendo produza uma power house que esteja, se não no mesmo nível tecnológico que seus concorrentes, superior (como o SNES e o Nintendo 64 para seus respectivos tempos). Mas, ao mesmo tempo, consigo entender que isso não é o “jeito Nintendo de ser”. Não faz parte da base da empresa. Da missão dela. Do que ela acredita.

Eu entendo o que Shigeru Miyamoto, criador de Zelda e Mario, de Nintendogs e Donkey Kong, quer dizer com jogo com Kokoro – jogo com “coração”, com alma, que não exista só porque o público está pedindo mas para ser um clássico inesquecível que vai marcar todos que o jogarem. E espero que essa empresa continue criando hardware diferente e incrível e continue revolucionando o mercado de videogame de todas as formas que vem fazendo nos últimos 30 anos.

Porque o dia que não houver mais um novo console/portátil Nintendo… será o dia que eu vou virar as costas para o mercado de consoles e abraçar, completamente e (ainda mais) apaixonadamente o mercado retrô. E o Steam.

Bom divertimento a todos!

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A resposta de Miyamoto quando perguntaram porque ele não criava jogos para iOS/Android

Guia de presentes de Natal do Minicastle!!!

Somos gamers! E sejamos homens, mulheres, crianças ou bestas vorais de Trax queremos presentes no nosso Natal. Mas se eu fizesse uma lista de Natal apenas com minhas próprias ideias de presentes – não sairíamos da seção de jogos de Video Game e Cinema de uma livraria Cultura. Então eu pedi ajuda a minha super namorada, Louise Sato, para formarmos uma lista de natal um pouco mais longa, robusta e diversificada.

A brincadeira vai funcionar assim: A lista vai estar separada em três partes, “Lembrancinhas”, com presentes até R$ 70,00,  “Presentes”, com qualquer valor entre R$ 70,00 e R$ 500,00 e “Seu filho-da-puta eu nem imaginava que essa porra existisse!!! Vem aqui e me dá um beijo!!!” com coisas que valem mais do que R$ 500,00.

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Video Games Live 2013 – Como foi? O que teve? Valeu a pena?

Já a vários anos eu vou ao Video Games Live – é quase que uma tradição… minha medida de que o ano está acabando. Considerando que raramente vou a shows e eventos, e os que vou tem relação a trabalho, o VGL é um dos grande momentos do meu ano.

Só que milhares de coisas aconteceram nesse ano que mudaram a maneira como eu iria no show: eu me divorciei, estou modificando o Mini, estou em um cargo diferente na empresa em que trabalho, entre outras coisas. Então eu fiquei pensando, nesse mar de mudanças, que uma das poucas coisas que eu queria fazer era ir até o Video Games Live com boas companhias e curtir esse momento do meu ano em paz e com calma.

E eu consegui isso!

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Eu fazendo minha homenagem ao ano do Luigi!

Como sempre, no caso de um evento gigante como o VGL, que depende de um patrocínio gigantesco e uma dinheirama infernal, a gente se prepara para o pior e espera pelo melhor: esperamos que o evento seja numa sexta ou num sábado e respiramos aliviados se ele não acontecer numa quarta feira (como foi no meu primeiro VGL). Nesse ano foi em um domingo, dia 06 de Outubro para ser mais exato, o que permitiu uma certa preparação e uma alívio palpável no sentido que, no dia seguinte, embora fosse segunda, nenhum de nós trabalhávamos.

E lá fomos nós, com a super Daniela “Marcel me dá água!” Ladeira dirigindo (aliás… Kudos doutora… you Rock), nosso co-piloto e perdigueiro localizador/mapeador Ademar “Junião””Dá esse GPS aqui por favor” Secco Jr, Louise “Túnica nada! Aquilo é um vestidinho verde com um legging!” Sato e eu. Saímos de Campinas as 16:10, com direito a 14 minutos do Junião usando antigos rituais maias para expulsar espíritos ancestrais do GPS da Dani e garantir que chegaríamos ao HSBC Hall. Partimos com calma e quase sem sobressaltos e chegamos ao local do evento mais de 40 minutos antes do show.

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Meus companheiros de viagem e VGL!

E ao chegar ao evento eu tive minha primeira surpresa: ao invés de separar o pessoal apenas na entrada do salão, entre pista, camarote e VIP, a separação já era feita lá fora mesmo, com uma segunda passada de pente fino na entrada do salão. Com isso quem estava com camarote e VIP nem teve fila (que foi o nosso caso) e entrou direto, enquanto uma fila faraônica se formava com o pessoal que era da pista (e que só entraria 20 min antes do evento começar).

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A fila lá fora!

Isso nos permitiu entrar rapidamente no salão e constatar 3 coisas:

1) Assim como no ano passado a única coisa que tinha para jogar era Guitar Hero;

2) A Petrobrás (Aliás… uma agradecimento sem tamanho a Petrobrás por sempre ajudar a trazer a VGL ao Brasil) tinha um boot de fotos divertidas com roupas que você podia colocar. Infelizmente quem montou o boot achava que gamers gostavam de se vestir de piratas, odaliscas e ursinhos de pelúcia – o que foi uma pena, se tivesse as fantasias certas teria sido animal;

3) 40 minutos antes do evento começar e não havia mais uma ÚNICA camiseta para comprar do VGL… e só haviam os Blu Rays da VGL primeira edição, nada do Second Stage, então nem rolou comprar nada (e eu tinha levado um monte de dinheiro… -_-);

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O salão. Com bem menos Cosplays do que deveria!

É claro que, num evento de videogame, você sempre vai ter Cosplayers. E havia muitos deles lá e bons. E nós capturamos alguns….

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… como essa princesa Zelda HYPER SUPER DUPER bem protegida…

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… Anakin Skywalker pego no meio de seu sequestro do mestre Yoda…

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… e o casal mais paracronicamente (paracrônico é tudo que envolve viagem no tempo + múltiplas dimensões… a palavra existe mesmo, eu não inventei) confuso do universo: Serge e Kid (way to go caras! Muito foda!)

Passamos pela leve e super rápida checagem de entrada do salão e fomos nós para as mesas. Aqui houve minha primeira decepção da noite: Havia mais (muito mais) mesas colocadas no salão do que as que apareciam no mapa inicial de venda do evento. Para vocês terem uma ideia, eu comprei a mesa que estava mapiada como o canto esquerdo do salão, com outras 17 mesas naquela fileira, mas cheguei lá para me deparar com outra mesa a nossa esquerda (que, graças aos céus, ninguém sentou, se não eu e Lou não íamos conseguir nos mexer… ou respirar) e mais 21 mesas naquela fileira, totalizando 22 mesas – NO MESMO ESPAÇO DAS ORIGINAIS 18!!!

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Apertados que nem sardinha!

Sentamos (ou melhor… nos esprememos) nas cadeiras e esperamos. Como sempre surge a frase “Video Games Live will start… soon” (Video Games Live vai começar… em breve) e vem a sempre simpática Super Mario World…

… seguida de um concurso de Cosplay mega romântico onde, o vencedor, vestido de Rayden de Metal Gear Rayden Revengeance…

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Sim! Esse Rayden!

… pediu em namoro a amiga que o ajudou com o Cosplay (verifiquei a informação depois e ela ACEITOU!!! Que fofo!!!!).

Em agradecimento ao suporte e ao constante patrocínio toca-se o tema da Petrobrás…

… confesso que ficou muito bonito e bastante especial. Aí voltamos ao reino da piada pronta (e velha) com o engraçado (mas que já deu no saco porque tem todo ano) Ms Pac Man…

… e finalmente somos apresentados ao maestro da noite. O sempre incrível Emmanuel Fratianni (Oblivion, Advent Rising) que, com um movimento põe o salão em silêncio, as luzes se apagam e…

Tommy Talarico sob ao palco sobre uma chuva de aplausos e um coro de “Tallarico! Tallarico! Tallarico!”. Ele fala sobre como ama o Brasil e sobre como tocar aqui é sempre uma experiência apaixonante e fala que tem vários presentes para os Brasileiros esse ano.  E começa com um, a música do ainda não lançado Assassin’s Creed IV: Black Flag.

Pirei loucamente por gostar da série e pirei mais ainda quando descobri que o gráfico utilizado era da versão do Wii U.  E falando em Wii U, Tallarico fala sobre um jogo Nintendo que não estava no VGL a alguns anos mas que recebe pedidos a dar com pau. E hora de atender esses pedidos…

Esbaforido e louco eu tento parar de gritar enquanto surgem na tela alguns videozinhos engraçados…

Tallarico volta a carga e retira 4 jogadores de Super Smash Bros Melee (que, como ele mesmo coloca, é o melhor dos SSB… e é mesmo!), faz uma ligeira pressão nos caras (Joguem bem ou passem vergonha na frente de 3000 pessoas) e deixa eles jogarem SSBM enquanto a platéia toca a opera de abertura de Super Smash Bros Brawl.

Para considerações dos não especialistas… aqui está a abertura de Brawl:

E o que ocorreu na VGL SP 2013:

É claro que o vencedor foi um Japa sem alma usando uma camisa havaiana com imagens dos aliens de Space Invaders.

E o primeiro convidado especial da noite vem ao palco, Giulia Inversa, cantora e compositora que trabalhou com Martin O’Donnel e Michael Salvatori na trilha sonora de Halo 1 a 3, ODST e Reach. E ela cantou e tocou durante as músicas de Halo.

Logo em seguida Giulia participou em uma música que ela não tinha qualquer conexão… mas que ficou linda em sua voz. A sempre lindíssima Ballad of the Highborne, de World of Warcraft.

Mais videos engraçados:

E aí surge Koji Kondo no telão, o mestre, a máquina, o Mito e fala sobre a trilha sonora de Super Mario Bros…

… e antes que a emoção no peito da galera esmoreça eles arrebentam todo mundo de novo, com o fantástico, incrível, sensacional, Shadow of Colossus (Eu não conheço uma única pessoa que não tenha se impressionado com esse game. Se você não se sentiu pelo menos tocado por SoC… cheque seu pulso!).

Mais um videozinho engraçado….

… e a galera indo ao delírio com Kingdom Hearts (e eu chorando como uma criancinha!).

E, atendendo aos pedidos de muitos, Tallarico traz a lúgubre, e maravilhoso, Silent Hill 2 a galera…

… e destrói a galera com uma ópera baseada em Tetris! Sim! Ópera! Tetris!

E aí Tallarico vem ao palco e fala que, para mudar ainda mais o cronograma do Evento, vai tocar as duas músicas mais pedidas, e que sempre ficavam para o final, ali mesmo… e dá-lhe os belíssimos Chronno Trigger e Chronno Cross:

E surge mais um game que eu não posso começar a jogar (sorte que ele ainda não foi lançado) sob o perigo de esquecer de fazer coisas… como… trabalhar, respirar, comer: Dota 2

A galera vem abaixo de tanto rir com os 10 piores Voice Overs de todos os tempos:

O telão acende de novo, com o mestre Yuji Naka falando sobre sua maior criação: Sonic

O vencedor do concurso de Guitar Hero sob ao palco para tocar “The Pretenders” do Foo Fighters acompanhado pela orquestra e Tommy Tallarico. Ele destrói e me convence que tem um aranha treinada no lugar da mão! O cara ganhou uma conquista! Depois da ovação Tallarico conta ao mundo que Paul McCartney estava trabalhando junto com O’Donnel e Salvatori na música do novo mega-projeto da Bungie… E eu foi atingido na boca com a música do ainda não lançado Destiny:

O mestre Koji Kondo surge de novo e fala sobre Zelda… e meu coração pula uma batida. E aí para quando a música começa…

… e aí quando eu volto a respirar… Tallarico me atinge de novo com Monkey Island. Monkey Island. Sim! Uma das séries mais legais de todos os tempos no VGL!

Tallarico fala sobre seu Kick Start e sobre como eles quebraram todos os recordes e a cara de todo mundo e juntou todo o dinheiro necessário para o maior projeto de música de video game de todos os tempos. E depois disso Tommy e Giulia cantaram Still Alive… acompanhados pela galera e sob a possibilidade de ter a música gravada e aparecendo no DVD/Blu Ray da 3 fase.

E assim acaba a VGL 2013… onde não participei do Meet and Greet porque a fila estava imensa (e muito mal organizada). Mas tive companhias fantásticas, um evento incrível e me diverti como realmente precisava. Recomendo a todo mundo que gosta de música e de videogame!

E que venha 2014!!!!

No sofá do Mini 2 – Porque os planos da Steam são um tapa na cara da Microsoft

No primeiro no sofá do Mini nos avaliamos o plano da Microsoft e nos perdemos no tempo falando da mídia física. Agora a Steam, da Valve, vem e muda o mundo dos games para sempre. E para entender o que a Valve fez veja tudo em detalhes clicando aqui.

Concordam? Discordam? Deixem suas opiniões aí embaixo!

Atrasados – Vale a pena comprar um console da atual geração agora?

Eu recebo essa pergunta de colegas de serviço, de pessoas em lojas e no mini, o tempo todo: Vale a pena comprar um Wii/XBOX 360/PS3 agora?

A resposta é: Se você não tem nenhum deles ou se seu último videogame foi um PS2, definitivamente vale a pena.

Mas só essa resposta é muito curta e cada caso é um caso. Então vamos dar uma olhada na condição atual dos consoles.

XBOX 360

O 360 tem uma base instalada enorme e serviços online em português que aceitam pagamento com cartões de crédito locais. Isso já um pusta ponto a favor dele. Além disso ele tem um ENORME acervo de jogos a disposição, games sendo vendidos em mega stores, lançamentos simultâneos com o exterior e muitos games com legendas, ou mesmo dublados, para atender o público brasileiro.  Além disso, se você quer algo diferente (ou quer cansar seus filhos monstruosamente para colocá-los para dormir) existe o Kinect.

A pergunta então é: Bacana, mas qual XBOX comprar? A resposta: Depende do que vai fazer com ele.

Se você, adulto responsável, que gosta de jogos de esporte e quer um tiroteio ou outro para quebrar suas seções de Fifa, não pretende downlodar games ou utilizar pesadamente os recursos online, você pode comprar a versão simples do console, que vem com 4 Gb de memória interna e um controle – custo final, sem jogo nenhum, por volta de R$ 700/750.  Se você disser, no entanto, que gostaria do Kinect (seja porque quer malhar em casa, dançar ou porque tem filhos) mas que NÃO vai fazer uso dos serviços online nem downloadar games, pegue a versão 4 Gb + Kinect – custo final, já com um jogo de Kinect na caixa, por volta de R$ 900/1100. Se, no entanto, você sabe que vai usar downloads, vai usar serviços online e vai utilizar da praticidade de downloadar games e outros serviços online, opte pelo mais parrudo e robusto 250 Gb + Kinect – o preço do Kinect acaba diluído no aparelho mais caro e você sai com um bom custo/benefício, no raio dos R$ 1350/1500.

Os games podem ser comprados novos ou usados em lojas do ramo, variando entre R$ 39,99 a R$ 200,00 (por edições normais, edições especiais vão custar muito muito mais). Os jogos podem ser comprados ainda em mega stores, como a saraiva, fnac, cultura ou americanas, com valores rodando entre R$ 69,00 e R$ 169,00 (mas não espere achar títulos mais obscuros). Existe ainda a opção de downloadar os jogos direto da XBOX live, online, e deixá-los salvos no seu HD – não se preocupe se tiver que apagar, eles podem ser redownloadados gratuitamente, sem número de vezes, depois que você compra o jogo – com preços mais camaradas, indo de R$ 19,00 a R$ 159,00 (mega lançamentos).

Veredicto: Nas condições atuais vale a pena pegar um XBOX 360, ainda mais com a versão slim slim aparecendo por aí. É um console com grande aceitação de mercado, que deve ter jogos novos sendo lançados até final de 2014/começo de 2015. Só pechinche bastante no departamento preço e prepare-se para pagar pelos serviços online, a XBOX Live, que é taxada.

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PS3

O PS3 tem uma boa base instalada no Brasil e muitas e muitas lojas tem áreas extensas dedicadas a ele (visto que a pirataria afetou muito menos o console da Sony do que os dos rivais), com games em mega stores,  lançamentos simultâneos com o exterior e muitos games com legendas, ou mesmo dublados, para atender o público brasileiro. Só esqueça a parte online: a PSN não aceita cartões brasileiros, não aceita pagamentos por Pay Pal e não está disponível em português. Se você não se amedrontar com a língua estrangeira e estiver disposto a pagar por cartões de valor para colocar esses códigos no PS3, você terá acesso a uma vasta biblioteca de games de Arcade e PS1, que inclui gemas como a melhor versão de Street Fighter 3 e uma versão completa e linda de Castlevania: Simphony of the Night – mas espere por gargalos, tropeços, dificuldades de download e quedas da conexão.

Caso você queira se exercitar, dançar ou tenha crianças, sinto muito… a Sony apresenta para você o PS Move – um conjunto de dildos luminosos que, supostamente, fariam a mesma coisa que o Wii mote, do Wii, mas que, na prática, só servem para fazer uma leita tosca e xexelenta de movimentos e não lê o corpo todo do usuário. É sério, se for considerar comprar um videogame para usar controle por movimento, fique com o Wii.

A maior parte das lojas só vai estar trabalhando, hoje, com o modelo slim slim ou super slim ou slim² – uma versão com tampa mecânica e bem simplificado do PS3. Ele faz o trabalho direitinho, funciona bem e tem menos partes para quebrar – mas é um pouco mais barulhento que as versões anteriores. Ele vem, padrão, com um HD de 250 Gb, o que vai resolver todos os problemas iniciais, mesmo que você opte por downloadar todos os seus games na porca e mal utilizada PSN – caso comece a faltar espaço você pode trocar o HD externo por qualquer HD de lap top, limitado a 1 Tb. Existem versões especiais, como a vermelha, que vem com o último God of War e 500 Gb de HD, que podem sair um pouco mais caras, mas, em média, você vai pagar R$ 900,00 pelo seu PS3.

Os games podem ser comprados, novos ou usados, em lojas do ramo e mega stores, como a saraiva, fnac, cultura ou americanas, variando entre R$ 39,99 a R$ 200,00 (por edições normais, edições especiais vão custar muito muito mais).  Existe ainda a opção de downloadar os jogos direto da PSN, a playstation network, mas é um processo tão chato e normalmente demorado, que a maior parte das pessoas desiste (principalmente pela necessidade de comprar um cartão de valores e aí colocar os códigos e aí escolher o produto e aí esperar a boa vontade da PSN, etc…) – mas a possibilidade existe – os preços são bem legais online, baratos mesmo, com jogos indo de R$ 7,99 a 169,99 (mega lançamentos).

Veredicto: Pelo preço atual e todos os exclusivos de qualidade, como God of War, Uncharted e, o melhor jogo de 2013 até agora, Last of Us, o PS3 vale muito a pena. Ainda assim, considerando a dificuldade de utilizar a PS Store (a loja virtual do PS3), os serviços online terem uma qualidade pior que a da Live (que é paga) e os valores serem taxados em dólar, ainda acho o XBOX 360 uma opção melhor. Vale a pena pesar aqui se você irá utilizar os serviços online com constância o suficiente para pagar o preço da Live assim como o peso dos exclusivos da Sony.ps3

Wii

E chegamos ao console Nintendo da última geração e o mais vendido console de mesa da última geração. O Wii já era o mais barato dos aparelhos no lançamento dele, lá em 2006, e revolucionou o mundo com seus controles por movimento e ótimo controle para FPS com um pointer na tela. Com a extensão de controle Wii motion plus (que agora vem embutida nos Wii mote) lançada em 2009 a situação ficou ainda melhor – total reconhecimento de movimento em todas as áreas com transferência em 1:1. O Wii sempre serviu também como um videogame mais tradicional, com um foco grande no multiplayer local (até 4 jogadores na mesma sala) ao invés de foco no multiplayer online – área na qual a infraestrutura do Wii é uma piada.

No caso de você querer se exercitar, ou se você tiver crianças que precisam ser cansadas, o Wii é o seu paraíso – quase todos os jogos usam algo nível de controle por movimento e há títulos especialmente feitos para exercitar diversas idades, como Wii Fit e Wii Sports Resort, além de jogos voltados para movimentar o público infantil. Além disso o console conta com uma ampla biblioteca de clássicos Nintendo e SEGA, que, com absoluta certeza vão encantar a todas as idades.

A questão de preço, no entanto, esconde uma questão oculta mais profunda. Até onde vale a pena comprar um Wii? Hoje, com o sucessor do Wii, o Wii U, já no mercado, rodando todos os jogos do Wii, além dos jogos do próprio Wii U, e com melhorias gráficas aos jogos de Wii rodados no Wii U, não seria melhor comprar o Wii U direto?

Sim… e não.

Se você for comprar um videogame para ser seu centro de entretenimento e quer ter jogos novos, saindo para ele, por mais algum tempo, vá para o Wii U – você vai pagar um pouco mais caro, R$ 950/1200 , mas terá total tranquilidade de que novos jogos serão lançados para o aparelho por anos além de contar com todo o catálogo de jogos do Wii e um robusto sistema online para comprar games completos, arcades e jogos de plataformas passadas, que funciona em dólares, mas aceita cartões brasileiros. Se, por outro lado, você não estiver tão preocupado com jogos novos e não se preocupar em curtir um catalógo de jogos construído, com carinho, nos últimos 6 anos, vá no Wii  sem medo, você vai pagar apenas R$ 500/600 por ele.

Os jogos estão bem disseminados e são vendidos em lojas especializadas, mega stores e, até, hiper mercados. Novos, eles variam entre R$ 49 e R$ 169, e podem ser encontrados por preços ainda mais amigáveis se comprados usados. Além disso o Wii/Wii U conta com o Virtual Console, uma ENORME biblioteca de jogos, advindos de consoles antigos, como o Master System, Mega Drive, NES, SNES, Nintendo 64, TurboGrafx, Neo Geo e Arcades, com games lançados desde 1985 até 2000 – variando em preço de US$ 5,00 (para sistemas 8 bits), US$ 8,00 (para sistemas 16 bits), US$ 9,00 (para Arcades, TurboGrafx e Neo Geo) e US$ 10,00 (Nintendo 64). Esses jogos podem ser comprados online e salvos na memória interna do videogame ou em cartões SD simples, iguais os que podem ser comprados em qualquer papelaria.

Veredicto: Um aparelho muito barato, com um estilo de jogabilidade totalmente novo e muitos títulos com a inesquecível qualidade Nintendo, entre eles Super Paper Mario, Mario Galaxy 2, The Legend of Zelda: Skyward Sword e, para os brasileiros aficcionados por futebol, Mario Stryker Charged. O aparelho vale muito a pena, mas, pelo preço atual, compensa tirar o escorpião do bolso e investir em um Wii U, principalmente se você for usar em uma TV de LCD/Plasma/LED, de mais de 30 polegadas.

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