O que isso significa? Que se você estiver jogando no seu PS3, no seu sofá, e resolver que precisa ir a padaria comprar algo, e tiver as versões do jogo tanto no seu PS3 quanto no seu Vita, poderá simplesmente se conectar a PSN e continuar, do exato ponto onde parou, no seu portátil.
Porque você obviamente não vai querer ficar sem FF X e FF X 2 HD enquanto vai a padoca. Ou ao clube. Ou a casa do namorada.
O único trabalho que você vai ter é comprar duas vezes o mesmo jogo (na verdade 3 porque X HD e X 2 HD são vendidos separadamente no PS Vita). Quem disse que a Square não gosta de dinheiro?
Jogue dois ou três jogos novos por semana e começa a ficar complicado ser surpreendido. Principalmente por um jogo que não é um triplo A, foi feito por uma empresa que só havia feito point-and-clicks envolvendo Sherlock Holmes e que não conseguiu nem mesmo um lançamento físico para seu jogo. Mas é aí que a magia alguma vezes pega você… e de calça curta.
MagRunner: Dark Pulse (que vou passar a chamar MR) é um game puzzle em primeira pessoa não muito diferente, a primeira vista, de portal. Você tem uma luva tecnológica que manipula o campo magnético de objetos ao seu redor e consegue carregar objetos – e, com essas duas habilidades, tem que se virar para sair de um teste de sua mega corporação para o projeto de exploração de espaço profundo. Só que as coisas não são bem o que parecem…
Graficamente MR é muito bonito. Se você, como eu, gosta da estética simplista e clean de games como Portal e Mirror’s Edge, vai amar MR. As salas são limpas, lisas, desenhadas em cores claras, com o uso aguçado de tons laranjas e azuis para definir limites e diminuir a sensação de esterilidade local – sem deixar que você se sinta muito confortável, no entanto. Sua Luva e alguns pontos pelo cenário permitem interação com hologramas, que mostram pessoas desse universo futurista de 2035 e complementam seu mergulho no cenário. É meio idílico de início…
O som é excelente, com músicas combinando perfeitamente com os cenários e efeitos sonoros soberbamente desenhados. O controle funciona perfeitamente, é fluido e auxilia muito na solução dos puzzles que não são extremamente complexos – acredite, se você terminou Portal 2 vai atravessar MR sem problema algum. Até o ponto onde as coisas desgringolam…
Porque o jogo tem um twist… um twist fantástico. Em um certo momento do jogo você percebe que o programa de exploração de espaço profundo não é exatamente o que diz que é, não usa exatamente as tecnologias que diz que usa e pode ter feito contato com alguma coisa. Alguma coisa horrível. Alguma coisa que pode enlouquecer todo mundo. Alguma coisa que não devíamos ter feito contato. Sem destruir o jogo para quem for tentar (e, acreditem, vocês tem que tentar) coisas saltam das páginas de H. P. Lovercraft para sua tela.
E, assim como nos livros, não há muitas maneiras de ferir/parar essas coisas ^_~
MR é uma surpresa. As fases finais são um pesadelo, não em dificuldade, mas minha definição de pesadelo. É horrível, nefasto e completamente fantástico. Vale muito, muito a pena – até porque é baratinho para downlodar. Peguem…
Wario Ware é fantástico. Não há outra maneira de olhar isso a não ser assim. A coleção de Mini games, com tempo total de 5 a 7 segundos é rápida, rasteira e imensamente divertida. Então, quando a Nintendo falou que iria trazer uma versão do game para o Wii U, eu tinha todas as razões do mundo para ficar animado.
Né? Né?! Ok….
Game and Wario não é ruim. O problema é que também não é bom. Uma coleção vasta de micro jogos em versões HD de, essencialmente, o mesmo software que havia sido oferecido no DS. Sim… há jogos muito divertidos, Sim… o jogo faz um uso extensivo e fantástico da tela sensível ao toque, Sim… a experiência é muito engraçada, principalmente em várias pessoas. Mas venhamos e convenhamos, mesmo para o maior fã da terra, jogar essencialmente os mesmos mini games em 2 plataformas… pesa um pouco.
E o mais esquisito, na minha opinião, é que, tanto do ponto de vista do single player quanto do multi, Nintendo Land ainda tem mais “sustança” (como diria minha vó), do que Game and Wario. Então o que diabos a Nintendo queria com esse game? É a mesma pergunta que eu estou me fazendo.
Os gráficos são muito simples e, embora estejam em 1080p, não vão ser usados para mostrar para ninguém da família as capacidades de sua TV. O som é ótima, cortesia das milhares de músicas clássicas da Nintendo usadas sem dó ou piedade pelos micro jogos e o controle é EXCELENTE – simplesmente perfeito. Só que devem haver uns 500 para 600 micro jogos, com pouco mais de uma centena deles sendo nova – o que, na minha opinião é muito pouco. Além disso muitos desses novos micro games não são muito inspiradores e não “carregam a tocha” da franquia.
Ainda são gostosos e engraçados, mas não estão lá tão bons.
Pode ser que eu simplesmente esteja ficando velho… acontece ^_ ^
De qualquer forma a nova bola da vez é um modo history bem feito que reúne os personagens caricatos que vivem em volta de Wario. É engraçado e interessante, mas curto, e pode ser terminado em um domingo a tarde sem fazer nada.
Game and Wario não é ruim por qualquer extensão do termo. Se você nunca jogou Wario Ware, seja no DS, GBA ou Wii, você vai amar o jogo e delirar com o conceito de micro games temáticos sendo arremessados na sua cara em intervalos de segundos sem te deixar pensar. Mas se você for fá, e tiver devorado todos os jogos anteriores, tem muito pouco de novo para valer o gasto de mais de R$ 150 que as lojas brasileiras vão te pedir. Sinto muito.
E já não era sem tempo. Se você já tentou usar o serviço digital da Eletronic Arts descobriu que ele é horrível: travado, desnecessariamente complicado e cheio de bugs. É tão terrível que me fez desistir de criar minha conta na primeira tentativa – que já estava passando dos 35 minutos.
E, surpreendendo a todo mundo, o novo vice presidente de distribuição digital da EA, Andrew Wilson, soltou a pérola: “Origin Sucks. At least today.” (Algo como “Origin é uma merda. Pelo menos como está hoje”).
Palavras fortes senhor Wilson (Sr Wilson!!! Quem não lembra do Dênnis gritando isso não teve infância), mas o que a EA está fazendo para mudar isso? Aparentemente muito…
Segundo Wilson novos sistemas de cadastro, mais simples e rápidos estão sendo criados, milhares de servidores estão sendo instalados no serviço (para tornar o download mais rápido), scripts de instalação estão sendo criados (para tornar mais simples para usuários sem muita experiência) e uma central de atendimento, com atendentes humanos, está sendo criada para auxiliar o usuário, pós venda.
Será que isso será suficiente para segurar a onda de abandono que vem atingindo o Origin pós fiasco de Sim City? Só o tempo dirá!
Em declaração pública da própria Ubisoft “Nós recentemente descobrimos que um de nossos sites foram explorados para ganhar acesso a alguns de nossos sistemas. Nós imediatamente tomamos medidas para fechar esse meio de acesso, investigar o acidente e restaurar integridade aos sistemas atingidos. Durante esse processo nós descobrimos que informação foi acessada de nossa base de dados, incluindo nomes de usuários, endereços eletrônicos e passwords encriptados. Notem que todos os dados de pagamento ficam armazenados em outro servidor, logo todos os dados de cartões de crédito/débito estão seguras. Por uma medida de segurança nós recomendamos que os usuários mudem seus logins e passwords. Fiquem seguros que sua segurança é nossa prioridade.”
A invasão foi detectada no final de Junho mas já vinha acontecendo, segundo fontes internas, a cerca de 20 a 30 dias. O Mini ficará atento a qualquer mudança.
O Famicon e o NES, embora tivessem o mesmo hardware, não eram compatíveis – os cartuchos de Famicon tinham 60 pinos (e eram consideravelmente menores) enquanto os cartuchos de NES tinham 72 pinos – mas simples transcondificadores resolviam a situação, acertando o tamanho do bocal da máquina. O SNES e o Nintendo 64, tinham chips que liam a região do game e impediam seu boot, se ele não fosse do mesmo “sistema” da máquina (PAL, NTSC ou NTSC J). O GameCube fazia o mesmo, mas com seus discos, assim como o Wii. Apesar disso os portáteis da Nintendo sempre foram livres de qualquer divisão: Jogos comprados em qualquer lugar podiam ser usados em qualquer portátil.
Isso até o 3DS.
Só que o 3DS e o Wii U não são divididos por “sistema”, como os videogames de mesa anteriores da empresa. Eles são divididos por região. Como os DVDs de hoje. O que significa que um jogo americano, por exemplo, não rodaria em um suposto Wii U brasileiro. E jogos europeus de 3DS não funcionam em um portátil americano.
Pois bem. Com a declaração da Microsoft e da Sony que seus videogames não terão trava de região a Nintendo ficou como “a malvada da história”. E mais de 10 mil gamers já assinaram um pedido internacional contra a empresa japonesa para ela deixar de lado essas travas chatíssimas.
E, provando que a Nintendo está ouvindo seus usuários, o presidente e CEO da empresa, Satoru Iwata, veio a público explicar a situação, com uma resposta que vai deixar muita gente irritada. “Cada região tem suas próprias legislações, cultura e estilo de vida, com sociedades que são mais ou menos receptivas a determinados aspectos dos jogos. Seria extremamente indelicado e deselegante da parte de nossa empresa tratar da mesma forma todos os consumidores, a despeito da onde vivem.” explicou “Acreditem em nós. Não tomamos essas decisões com base em ego ou interesse comercial. A questões legais sérias envolvidas. Entendemos que certos jogadores são afetados e pedimos desculpas.” finalizou o executivo.
Então, petição ou não, parece que a Big N não vai mudar essa posição dela. E você? O que acha dessas travas de região? É afetado por elas? Deixem suas posições aí embaixo!
Nós, gamers, já sabíamos disso a anos… mas pra o resto do mundo foi necessário o museu de arte moderna de Nova York trazer para o seu acervo 6 itens do universo gamer, que são, agora, acima de qualquer suspeita, arte.
Os itens foram colocados no acervo do museu disponíveis a visualização do público e são tão ecléticos quanto conhecidos, indo de um gameplay de Minecraft ao Magnavox Odissey, o primeiro videogame vendido em lojas, passando pelo clássico controle do Atari.
O acervo é permanente. E você pode, assim como eu, esfregar isso na cara de suas professoras.
Segundo o eternamente bem humorado Major Nelson, o porta voz mais sensato do XBOX 360 em todos os anos de existência da máquina, confirmou que a Microsoft vai fazer uma super venda com algumas dezenas de títulos, em várias ondas, mas não foi capaz de confirmar datas ou preços “Farei tweets conforme os games forem saindo, porque eles virão em ondas, em grupos. Ainda não temos um preço, no entanto.”.
Ele no entanto tinha uma lista:
Assassin’s Creed 3 Bioshock Infinite Borderlands 2 Brothers in Arms: Hell’s Highway Bulletstorm Command and Conquer Red Alert 3 Crysis Crysis 3 Divinity II: The Dragon Knight Saga Dragon Age Origins Far Cry 3 Far Cry Instincts Predator Forza Horizon Gears Judgement Hasbro Family Game Night 3 Hitman Absolution Kinect Sports 2 Left 4 Dead 2 Lego Batman 2: DC Superheroes Lego Lord of the Rings Mass Effect Max Payne 3 Metal Gear Rising: Revengence Monopoly Streets Perfect Dark Zero Prey Rockstar Table Tennis The Orange Box Tomb Raider Witcher 2 WWE 13 GonD X-Com: Enemy Unknown
Só para constar eu acho muito muito muito estranho você fazer uma compra por distribuição digital em um aparelho cujo o sucessor NÃO VAI PERMITIR O TRANSPORTE DESSES DADOS, principalmente nessa altura do campeonato… mas isso sou eu.
Aliás… Super venda da Live… O power uber mega saldão de verão da Steam, que deve acontecer daqui a duas semanas, manda lembranças!
O PS4 não tem fonte externa e portanto não terá aquele mega tijolo pendurado para fora, perdido em algum lugar, atrás do seu hack. Ele será como o PS2 fat, com tudo lá dentro.
Nada me tira da cabeça que ele parece dois ps2 slim colados um sobre o outro!
Como eu disse no review de Last of Us, recentemente dois jogos me lembraram porque e o quanto eu gosto de jogar videogame: Last of Us e Animal Crossing New Leaf…
E segundos depois de postar o review minhas orelhas começaram a ficar vermelhas. E quentes. E a coçar. E só não explodiram porque foram mergulhadas em água. Eu quase consegui ouvir o coro de ondas mentais que diziam: Como um homem de 33 anos, com emprego e um site sobre videogame pode gostar de Animal Crossing: New Leaf?
Pois eu digo a todos vocês descrentes: Animal Crossing nunca foi uma paixão minha. Eu tive o game no GameCube (mais para o deleite de minha ex-mulher do que meu) e hoje ele se encontra com uma parente minha, mas eu nunca realmente dei interesse a ele – eu tinha Wind Waker, Sunshine e Everything ou Nothing para me preocupar.
Mas, ao colocar o game no pequeno valente do meu 3DS, eu não fui jogado numa vila a esmo em uma casa que eu não queria e forçado a pagar uma dívida ao Tom Nookie. Não! O jogo mudou muito. E mudou para muito muito melhor. Ele não uma experiência gamística comum, que pode ser destruída em uma ou duas semanas de jogo – Animal Crossing: New Leaf, que vou passar a chamar de AC, quer sua vida.
Ao começar pela capacidade de escolher o mapa geográfico da cidade antes de chegar nela. Todas elas serão a beira mar, mas algumas são cortadas por rios, enquanto outras tem lagoas e cachoeiras e algumas tem montanhas. Escolhido o cenário é hora de entrar na cidade e escolher o local da sua casa (Sim! É você que escolhe agora!) e começar a escolher o formato dela – porque agora ela é totalmente customizável… desde de que você tenha o dinheiro.
Sim! Nada mais daquela casinha mixeba com um hidrante dançante que parece um pênis na frente! Agora você pode ter a casa que merece. Mas, se você for como eu, ela vai custar muito caro. E você vai demorar muito tempo para pagar seu débito inicial com o Tom Nookie e começar a investir na sua morada – e nos, literalmente, milhares de itens que poderá colocar dentro dela. Mas como você ganha dinheiro, você pergunta?
Fazendo favores, capturando coisas e achando coisas.
Meus vastos poderes mentais conseguiram captar a gigantesca onda de “O Que? Como? Quando? Ahammm?” que se formou agora.
Funciona assim: Você pode pegar insetos, pescar peixes e capturar aves (todos esses que podem ser revendidos para museus, colecionadores ou colocados na sua casa), pode desenterrar tesouros, achar fósseis ou itens perdidos e, por fim, pode fazer favores aos seus vizinhos ou aos funcionários das lojas e repartições públicas da cidade. O pelicano carteiro se machucou (eu mencionei que você é o único humano em uma vila de animais?) e precisa que alguém entregue as cartas? Lá vai você. A dona do bar “LOL” (eu não estou brincando… o bar chama LOL) ficou sem leite para a apresentação desta noite? Você localiza vacas e consegue um pouco (literalmente fazendo um outro favor para uma vaquinha bípede que é sua vizinha). E tudo isso muda de dia para dia e tem que ser feito na hora – não há como acumular “quests” para outros dias.
E esse é só um dos diferenciais do game. Um outro, muito legal, é que o horário do seu relógio aqui, no mundo real, é o horário da sua cidadezinha. Entrou para jogar de noite, estará de noite (e as lojas estarão fechadas) – está chegando o natal, a cidade estará se preparando para isso – Halloween está chegando, olha as abóboras por toda a parte. E esse calendário em tempo real muda um monte de preocupações in-game: Fique 3 ou 4 dias sem cuidar da sua grama e ela começa a tomar o jardim, fique uma semana e meia sem jogar (Last of Us fez isso comigo) e baratas terão atacado a sua casa, certos vendedores só aparecem de quinta de noite ou de domingo de manhã (sim… eu vou acordar mais cedo amanhã para comprar tapetes… ^_^) e, se tudo isso não bastasse, você ainda tem que entrar todo dia para ver novidades que não tem hora marcada, como náufragos, incêndios, furacões ou visitas ilustres a sua cidade.
Os gráficos são simples e simpáticos, alegres, coloridos e fofos. Eles não mostram, nem de longe, a capacidade real do 3DS, mas não estão aqui para isso, estão aqui para te dar um backdrop sobre o qual trabalhar sua obsessão com colecionar coisas! O som é fantástico! Simplesmente perfeito! Misturando velhas músicas dos games anteriores, com clássicos de Kondo (Koji Kondo, criador de música de Mario, Zelda, DK, etc…) e Totaka (Kazumi Totaka, criador de música de Links Awakening, Wii Sports, Wii Fit, Smash Bros, etc…) e melodias clássicas em versões refeitas… é genial. E os efeitos sonoros são engraçados e imensamente delicados – gostosos mesmo.
O controle funciona muito bem e faz uso genuinamente perfeito da tela sensível ao toque. Você controla o seu personagem de forma muito macia com o analógico e a nova visão anamórfica em que o mundo gira aos seus pés, combinado com o 3D da tela, gera uma experiência de profundidade muito interessante.
Animal Crossing: New Leaf não é para todo mundo. É uma melhoria substancial sobre a já viciante fórmula de Animal Crossing e vai conquistar novos e velhos jogadores que estão interessados em jogar algo para relaxar, se divertir e ver estilos, e objetivos, completamente diferentes todos os dias. O game é simplesmente repleto de coisas a fazer e, depois de uns 45 minutos de jogo, você já vai estar pensando em como será o dia seguinte na sua eternamente relaxante vidinha suburbana. New Leaf é a prova definitiva que diversão é o mais importante aspecto dos videogame.