Antes desse review começar eu preciso perguntar uma coisa: Isso significa algo para você?
Se significa, e você não tinha um Master System na década de 80, isso significa que você teve contato com dois jogos criados pela mesma equipe, e com a mesma engine, de Mega Man: Duck Tales e Duck Tales 2 para o NES.
Tá… você tinha o Master System?! Sem problemas. Pense em Castle of Ilusion mas bem maior, com mais movimentos e com a possibilidade de usar um pula pula. Era isso.
E agora, mais de vinte anos depois, a Capcom junta mãos com a Way Foward, especialista em jogos 2D com sprites, para trazer um remake mais brilhante que a moedinha número um do tio Patinhas! Tudo nesse jogo é novo… TUDO… mas ao mesmo tempo tudo é completamente familiar. As fases ainda são as mesmas do NES, com quase os mesmos estágios, mas com gráficos tão incríveis e cheios de personalidade que fica até difícil falar sobre eles…
… é quase como controlar um episódio do desenho de TV.
E o som? Ah! O som! O jogo traz o casting inteiro (com exceção da voz do Pato Donald) do desenho original de volta aos seus papéis (mais de vinte anos depois! Memorável!!!) e conta com as músicas originais do desenho assim como um sortimento fantástico de musicas com qualidade Disney. E o controle funciona ainda melhor do que funcionava no NES!!! Um botão pula e um botão ataca; aperte o botão de pulo e de ataque e Tio Patinhas dá um golpe no ar (ele não fazia isso no NES) o que facilita muito, MUITO, a jogabilidade. Aperte pulo e aperte pulo de novo no ar e ele coloca a bengala para baixo e usa como um pula-pula, causando danos nos inimigos quando os atinge e saltando mais alto no “ricochete” (além de desenterrar itens escondidos) – no NES você tinha que apertar e segurar para baixo, o que as vezes fazia o golpe falhar e você tomar dano… o que também tornou a jogabilidade da nova versão um tanto mais fácil.
A jogabilidade continua a mesma: salte sobre os inimigos, ou jogue objetos neles, para destruí-los e colete milhares de joias, moedas, sorvetes e bolos para sobreviver e enriquecer o Tio Patinhas. Saltar pelas plataformas ainda é complicado, mesmo com o novo sistema de controle e alguns inimigos estão posicionados de um jeito, ou surgem de um jeito, que dificulta muito a vida – não é nem um décimo da dificuldade que era no NES, mas é bem mais difícil do que plataformers atuais, como Mark of the Ninja e Shank. E exige exploração para conseguir o melhor final. E os chefões são meio apelões.
Uma das melhores músicas da minha infância – ainda melhor
DuckTales Remastered é uma demonstração de carinho pelo desenho, pelo game original e pelos fãs. É a Capcom trazendo uma empresa de fora para fazer um remake de verdade, de qualidade e trazer uns dos melhores jogos da minha infância para uma nova geração de jogadores. Se você gosta de plataformers e tem um Wii U, considere seriamente comprar. Se você gosta de plataformers e NÃO TEM um Wii U, e portanto não tem acesso a Mario, essa compra se torna OBRIGATÓRIA. Compre agora mesmo…
… e venha com corrida e avião! ^_ ^
