E eu, sinceramente, espero que não seja o pessoal da Ouya dizendo que não vão conseguir entregar!
Brincadeiras e infartos a parte, dia 28 de Março a equipe da Ouya vai dar uma festa em São Francisco como agradecimento a todos os Backers que ajudarão a fazer um dos maiores Kickstarts de todos os tempos. Os aparelhos começarão a ser enviados a partir daquela data embora a equipe de criação pede paciência, devido as limitações de produção.
“Todos os backers terão seus consoles antes do primeiro Ouya chegar as lojas, em junho. Nós garantimos isso. Mas devido as necessidades de manufatura e envio não podemos dar uma data específica a todo usuário. Mas saibam que seu Ouya está a caminho!” afirmou a sempre sorridente CEO da companhia, a ex-EA, Julie Uhrman. Os consoles chegam aos pontos de venda em Junho, por US$ 99,00, caso você tenha sido uma das três pessoas que não participaram do KickStart.
Agora resta saber se o sonho do console com menos recursos gráficos e muito menos custo, recheado de nostalgia do passado, vai realmente se sustentar. O mini dá os parabéns a Coragem da equipe por trás do Ouya e deseja, do fundo do coração, o sucesso total deles na nova empreitada!
Depois que um de seus executivos falou, abertamente, que o Piston, o novo supercomputador Top-of-line, feito para gamers conectarem a TVs gigantes, séria o Valve Box, a super produtora de games veio a público dizer que “Tudo isso é uma tremenda bobagem”, nas palavras de seu CEO, Gabe Newell. Isso aparentemente feriu corações e almas na Xi3… com seu CEO, Jason A. Sullivan partindo para cima.
“Nós reafirmamos que recebemos investimentos por parte da Valve (como havíamos originalmente comentado durante a CES 2013) e o fazemos com permissão estrita da Valve. E ainda por cima construímos um produto sob as especificações estritas da Valve, visto que ambas as empresas mostraram o produto – o console Piston – em suas áreas na CES 2013. Apenas recentemente Gabe Newell veio me pedir para não tornar públicas novas informações sobre nosso relacionamento com a Valve e nós, na Xi3, estamos honrando esse pedido.”
“Por exemplo, a uma certeza por parte da mídia especializada que o Piston é a Steam Box oficial. Nenhum membro da minha equipe tem, ou teve, liberdade para oferecer essa posição em nome de nossa empresa ou da Valve. E essa posição não mudou. Mas isso não quer dizer que, porque hoje não somos o produto oficial, que não venhamos a sê-lo no futuro. O importante é que Piston vai permitir aos gamers acessarem o Steam não importando o pé em que esteja nosso relacionamento com a Valve, visto que o sistema foi criado para ser mais do que um Steam Box. É, no coração, um computador modular imensamente poderoso desenhado para rodar qualquer aplicação em arquitetura X86 em um sistema de 64 bit”
“Só para deixarmos isso bem claro. Originalmente, com o Steam passando a operar em Linux, foi colocado pela Valve que o Steam Box poderia funcionar com uma partição de Linux como OS, principalmente devo a questões ligadas a drivers proprietários e custos. Nós não acreditamos nisso. Acreditamos que é mais proveitoso para o usuário final se nosso sistema possuir uma OS de mercado, adaptada e testada para as necessidades de clientes que não sejam especialistas técnicos. Então o Piston vem de fábrica com um sistema operacional Windows, visto que a vasta maioria do games rodam nesse OS. Logo o Piston pode acessar o Steam e está completamente preparado para trabalhar com seu modo Big Picture, mas também está preparado para contatar a Origin, Gakai ou, mesmo, o Netflix. Tudo depende do usuário.”
“Fechando. O que a Valve faz ou não, decide ou não, sobre o Steam Box, é problema deles. Nosso produto está aqui e estará disponível em poucos meses. Então Gabe (Gabe Newell, CEO da Valve), a bola é sua!”
Não custa lembrar que o Piston já está em pré venda nos EUA, com a configuração mais modesta vindo com 128 Gb de memória flash, 8 Gb de memória DDR 3 de RAM, processador quad core de 3.2 Gh e um placa de vídeo ATI de IMENSA performance. Seu por suaves US$ 999,99.
E aí, o que acham disso? Dois executivos trocando farpas para se abraçarem no final e fazerem juras de amor eternas? Ou a Valve colocou o pezinho na água do mundo dos consoles, viu que estava gelada, e está tentando tirar o pé? Deixem suas opiniões aí embaixo!
Antes do final de Julho, segundo o diretor atual da franquia Zelda, o senhor Eiji Aonuma, os usuários americanos do 3DS poderão comprar, em seus E-Shops, mais dois incríveis games da série “A Lenda de Zelda”. As bolas da vez são os intercomunicáveis “Oracle of Ages” (Oráculo das eras) e “Oracle of Seasons” (Oráculo das estações) – ambos ainda sem preço definido.
Os jogos foram lançados, originalmente, no Game Boy Color e possuíam uma curiosidade: Se você terminasse um deles recebia passwords para serem digitados no outro, o que modificava a história levemente e permita ver o verdadeiro final do jogo.
Mais Zelda… provavelmente em um preço camarada! Não perca!
Por mais estranho que essa frase possa parecer ela é tão real quanto possível! Segundo confirmação da revista CoroCoro japonesa, o novo console da Nintendo não só terá um Pokemon Rumble, uma mistura curiosa de adventure com Pokemon Stadium (onde um Pokemon luta contra o outro), mas a Nintendo vai levar a ideia de colecionar os adoráveis monstrinhos um passo além….
O novo Pokemon Rumble será o primeiro jogo a utilizar a tecnologia de NFC do Wii U. Mas o que diabos é NFC? Near Field Comunication, algo como Comunicação de campo próximo, e o que ele faz é transferir dados entre um ponto e outro. Na prática, o que isso significa para Pokemon Rumble?
Pense em comprar um Pikachu, fofinho, oficial da Nintendo, em miniatura. Agora pense que, quando você aproximar aquele Pikachu do seu GamePad, o NFC vai transferir os dados daquele monstrinho para o seu game, permitindo que, enquanto o Pikachu estiver próximo, você jogue como o Pikachu! Agora pense nisso com 649 Pokemons!!! E não só isso, mas as miniaturas servirão como memory card do game – você vai dar level up nas miniaturas, e o status delas ficaram salvos nas mesmas!
A Nintendo criou outra máquina de imprimir dinheiro!
O jogo será lançado no Japão com seis miniaturas iniciais, sendo que a única confirmada é o próprio rato elétrico amarelo mais famoso do mundo. Será que as outras miniaturas serão os Pokemons iniciais de X e Y? Só o tempo dirá!
Depois de quebrar a poderosa BioWare em três pedaços, a EA, decidiu, por fim, extinguir um dos estúdios, e mandar embora seus poucos mais de 30 integrantes. O estúdio em questão é o BioWare San Francisco, que focava em desenvolver jogos para celulares e jogos em flash, como Mirror’s Edge 2D, Dragon Age Legends, The Fancy Pants Adventures e AWOL assim como material extra para jogos da famosa produtora de RPGs.
A EA não comentou as razões do fechamento da empresa, mas empregados insistem que a EA considerava a empresa “cara demais” para os resultados que eram obtidos.
EA – matando uma empresa por vez! O Mini deseja a todos os membros da BioWare São Francisco boa sorte em suas novas empreitadas!
Nossa… poucas vezes foi tão difícil fazer o review de um jogo. E isso porque eu adorei Dead Space e amei Dead Space 2. Então, vocês se perguntam, você teve toda essa dificuldade porque o novo jogo é ruim?
Sim e não. E isso é parte do problema.
Então vamos as partes boas primeiro. Os gráficos de Dead Space 3 vão explodir a tanga da menina dos olhos de todo mundo. Das texturas a geometria, da animação ao sistema de luzes, o jogo dá um show em termos de qualidade gráfica. Seja no planeta de Tau Volantis, e suas enormes planícies geladas, ou no interior das estruturas parasitadas pelos cada vez mais avançados Necromorphs, você vai continuamente ser surpreendido com quão bonito e bem feito esse jogo é. O controle é funcional, e ficou consideravelmente mais fácil de usar com menos armas iniciais e mais modificações por arma, sem se distanciar do que já era uma marca de Dead Space – não se preocupe em controlar os personagens: Se você conseguiu terminar Dead Space 2, vai jogar esse aqui sem problemas.
O som merece um capítulo a parte. Desconsiderando duas ou três vozes mau escolhidas (uma delas pertencentes aos seu parceiro Co-op, John Carver, com seu estilo policial-durão-com-coração-de-ouro-que-perdeu-a-família-em-um-típico-filme-de-ação-dos-anos-80), que irritam um pouco, o restante do departamento sonoro é estelar. Contando com compositores respeitáveis, com trabalhos em “Aliens” e “The Thing”, a trilha sonora é um arraso!
Então os gráficos são excelentes, os controles bons e o departamento sonoro estelar? O que diabos você não gostou Marcel?
Do resto. Começando pela a história.
Se no primeiro Dead Space você era um sobrevivente, com poucos recursos e contando com sua inteligência e quase mais nada, e no segundo Dead Space, você tinha que lutar não só com o ambiente, mas também com a possível insanidade de Isaac, Dead Space 3 é monótono. Tudo isso desaparece. Isaac se comporta parte como um herói, parte como um covarde, parte como um homem interessado apenas em sobreviver longe dali – nem de perto o comportamento esperado de alguém que sabe que os Markers podem, e irão, destruir o universo. Seu relacionamento com sua ex-namorada, que curiosamente recuperou o olho que havia perdido em Dead Space 2, beira a insanidade. E as interações com John Carver parecem saídas de um filme ruim de ficção científica da década de 80. Tudo isso já seria péssimo se os personagens não descobrissem segredos milenares em segundos de observação, entendessem conceitos alienígenas num piscar de olhos ou tomarem conhecimento, por telepatia, dos planos militares que serão utilizados contra eles.
Junte a isso uma mudança imensa de paradigma do game: Acabou o terror. Lembra do pânico? Das mãos suadas? De atirar em cantos escuros com a munição escassa só para ter certeza que não havia nada ali? Então… se isso não acabou para você, vai diminuir muito. Parte da culpa é o seu parceiro Co-op, ter alguém que cubra você nas passagens escuras quebra a solidão característica de Dead Space, diminuindo a tensão. E o restante da culpa recaí sobre o design do próprio jogo – já estamos acostumados com Necromorphs surgindo de buracos no teto, saindo de grelhas de ar e coisas desse tipo. Como um golpe usado em um cavaleiro do Zodíaco, não vai funcionar duas vezes, imagina se utilizado centenas de vezes…
Os estágios são mais abertos, mas muito lineares. Há menos backtraking, mas menos puzzles e muito mais ação. A uma quantidade desnecessariamente alta de munição espalhada por todo canto (principalmente agora que as armas usam munição padronizada) e se você construir um bom rifle de repetição, fazer um cortador de plasma potente e algo como um shotgun, para limpar inimigos em curta distância, estará feito para quantos “New Game +” quiser rodar. Os Necromorphs continuam imbecis e violentos, mas são os humanos, com suas idéias idiotas e seu comportamento suicida que, provavelmente, vão irritar você muito mais.
Um capítulo a parte deve ser colocado aqui para o sistema de mini transações da EA e o sistema de criação de armas. Enquanto o segundo funciona muito bem, e dá um fôlego a mais para um game em desespero pelo último, o primeiro é uma porcaria. Criar suas próprias armas, melhorar sua armadura, escolher entre ter mais munição em uma arma ou ter mais espaço para guardar medkits, tudo isso é muito legal; tão legal, de fato, que depois da primeira vez que você jogar Dead Space 3 é bem provável que você volte por mais e mais no objetivo, meio “Diablesco” de conseguir as melhores armas e armaduras possíveis. Agora, a capacidade de comprar, com moeda interna ou dinheiro real, criações de outros jogadores é imbecil e rouba minha vontade de gastar tempo com o jogo: Para que diabos eu vou me esforçar se um imbecil com Ms points (ou US$, no PS3) sobrando, vai simplesmente comprar as melhores armas, armaduras e peças? Se a graça do sistema de criação de armas é lidar com a constante melhoria (e as limitações das suas criações), para que eu vou comprar as melhores peças logo de início? E como colocado por Lester, em seu “Video Game Bastardization” – O famoso “Pay to Win” modo de jogo, onde jogadores com menos tempo e menos, vamos chamar de “vocação”, pagam valores para ter algo que poderia, e deveria, ser conquistado com suor.
Olhando em retrospectiva esse review acabou mais negativo do que eu esperava. E eu acho que a EA deve desculpas a todos os fãs de Dead Space que estão lá fora. O jogo mudou? Muito! Assim como em Mass Effect 3 ele foi mega simplificado, posso até usar o termo “emburrecido”, para ser aceito, e usado, por um maior número de usuários. É um jogo ruim? Não… e isso é o pior, pelo menos para mim. Esse é um jogo de ação competente, com belíssimos gráficos e um som animal – se chamasse “The monster”, “The imigrant”, “the secret” ou qualquer outra coisa assim, eu iá provavelmente gostar muito. Mas é Dead Space…
… e isso que eu joguei, e ainda estou jogando, certamente não é Dead Space. Pelo menos do jeito que eu, e vocês, amamos.
Vale uma locação antes da compra. Ou esperar alguns meses e pegar em um preço bem mais baixo. Bom divertimento.
Quando um jogo precisa inventar palavras para se identificar você tem uma das duas situações: Ou isso vai ser horrível ou vai ser genial. Revengeance, o novo Metal Gear, criado na junção das mentes de Hideo Kojima e a equipe responsável por Bayoneta, é, felizmente, um dos casos do último.
Esqueça Devil May Cry e os outros jogos de ação no estilo Hack and Slash lançados desde do refrescante Bayoneta, todos eles acabam de ficar obsoletos de uma vez só! Metal Gear Rising literalmente cortou a concorrência pela metade! E, se como eu, você tinha problemas em aceitar aquela bichinha do Raiden na época do Metal Gear Solid 2, prepare-se para vê-lo retornar como um dos personagens mais Bad Ass da franquia – sim… mais que Solid Snake (Big Boss continua ainda mais Bad Ass).
E vamos falar do ponto mais forte logo de início: A jogabilidade. Metal Gear Rising coloca você no controle de um super ninja cyborg, equipado com uma espada sônica vibratória de mono filamento, capaz de cortar essencialmente qualquer coisa, em uma velocidade alucinante. Raiden tem um botão de ataque rápido, um de ataque pesado, um de salto, um de defesa e o dash, a famosa corridinha – combinando tudo isso você terá um dos mais complexos, e recompensadores, sistemas de combate criados no últimos tempos. Somado a isso você pode, a qualquer momento, dando um toque no gatilho esquerdo superior, deixar o tempo imensamente lento e controlar, com o analógico direito, a direção que Raiden disparará golpe atrás de golpe, num sistema chamado 斩 夺 Zan Datsu literalmente, “Cortar e levar” . Vez por outra, no meio da sequência Zan Datsu, o botão círculo ou B aparecerá, e se você apertar o botão correspondente, no momento exato, você arrancará a fonte de energia do cyborg inimigo e a destruíra, em uma ceninha muito animal, aniquilando o inimigo, não importa o tamanho do último.
Graficamente MGR é sensacional. A engine ainda é a mesma de MGS4 e as texturas continuam antigas e lavadas em algumas partes, mas a animação é primorosa, a física inimaginavelmente funcional e os detalhes realçam os cenários, diga-se de passagem bem lineares, tornando-os mais vivos e fluídos. O som é bom, mas não é nada para se escrever para a casa – com o ponto alto sendo a voz dos principais personagens, entregues por atores convincentes. O controle é perfeito, como tudo mais criado pela Platinum, e é tão gostoso de usar que é quase sexual.
A história ainda é uma maçaroca de informações digna de um mangá, que exige que você tenha jogado MGS4 para entender completamente, mas dá para sintetizar mais ou menos assim: Depois da destruição do sistema dos Patriots, que controlava as Private Military Contractors, ou PMCs, grupos paramilitares que lutavam as guerras no lugar dos países, a tecnologia dominada pelo PMCs se espalha pelo mundo e centenas de pequenos grupos de ladrões bandidos começam a surgir armados com partes cibernéticas. Raiden, agora ainda mais incrível, faz parte de um grupo de proteção que é atacado enquanto tomava conta do presidente esquecível de um país africano – que é morto na sua frente. Com um novo corpo Raiden vai atrás de vingança e descobre um plot complexo que envolve o domínio mundial e a possível construção do Outer Heaven. Se você jogou todos os MGS assim como os games de PSP, talvez você tenha uma chance de entender a história. Se não o fez… esqueça. Curta o game como um bom jogo Hack and Slash de ficção cientifica.
E curtir você provavelmente irá, Metal Gear Rising: Revengeance é um excelente jogo. Realmente bem feito, com um time de responsa trabalhando com paixão por trás, e transpirando qualidade. Mesmo que Metal Gear não seja a sua praia, de uma chance ao jogo. Você provavelmente não vai se arrepender.