Boas Festas!!!

Seja relaxando para a Ceia (com Animal Crossing) ou fazendo-a (com Cooking Mama),  seja acelerando seus batimentos com o velho e bom medo (como em Dead Space) ou com a adrenalina das imensas cenas de ação (em C.O.P. New Recruit) esperamos que os consoles Nintendo e seus jogos estejam presentes em um fim de ano pacífico e cheio de alegria e felicidade.

Também esperamos que 2010 seja maravilhoso, cheio de conquistas, e que nossos leitores possam continuar conosco mais um ano, se emocionando com a Nintendo.

Esses são os votos da equipe do Mini: Feliz Natal e um fantástico 2010.

Agora nós vamos para a comilança… porque já estamos salivando!

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Jogando Dead Space: Extraction

Se você não esteve morando embaixo de uma pedra nos últimos 2 anos
ouviu falar da nova franquia de survival horror da gigante Eletronic
Arts, a EA, Dead Space, lançado para X360 e PS3. O jogo segue a
história de Izaac Clarke, um engenheiro que vai abordo da USG
Ishimura, uma nave escavadora, apelidada de “planet craker”
(quebradora de planetas), cuja função é exatamente essa: arrancar
pedaços de planetas e minera-los em gravidade zero. A merda atinge o
ventilador e a nave está tomada por zumbi… aham… digo Necromorphs,
humanos e animais mortos, reanimados pelo poder de … um… bem… o
jogo não explica se é místico, mas com certeza tem um componente
biológico no meio, que só podem ser mortos por desmembramento, uma
maneira curiosa e extremamente divertida de mostrar o poder da engine
gráfica da EA. O jogo virou um sucesso de público e crítica e ganhou
uma continuação para Wii, na forma de Dead Space: Extraction…e sim,
eu sei o que você está pensando: Porra Marcel! Mais um shooter on
rails, como House of the Dead Overkill (bom) e Ghost Squad (muito
bom)… estou farto de rip-offs baratos no Wii!!!

Calma lá amigão… Dead Space: Extraction é, sim, um Shooter on
rails… mas é um SENHOR jogo!

Os gráficos são fantásticos… não fotos não trazem tudo que esse game
tem para você… da forma milimétrica como a Ishimura foi representada
(as salas, corredores, janelas… tudo está exatamente na mesma
posição, mas em condições bem melhores, do que durante a visita de
Izaac) a reimaginação do planeta onde o marker está, com efeitos
fantásticos de luz e sombra, fogo e água pra lá de bem feitos e uma
animação dos inimigos soberba, o estúdio novato, Visceral Games,
mostra que veio com tudo e mais um pouco. O som também é lindo… ou
melhor… horrível… mas isso é tudo que você realmente precisa em um
game de horror: música quase inexistente e som sólido e perfeitamente
utilizado.  Mas é o gameplay e a história que realmente cativam. O
controle é perfeito! P e r f e i t o!!! Sem tirar nem por um dos
melhores usos do IR do Wiimote, com direito a lançar uma serra e
controla – lá depois de disparo de forma a cortar pernas e pescoços,
levitar e arremessar objetos com a telecinesia e mesmo levantar o
wiimote junto a orelha e chacoalhar várias vezes para ativar os
flares, que por um bom período do jogo são a única fonte de iluminação
na obscurecida Ishimura. Sem falar na facilidade de mirar em juntas,
pescoços e garras, usando a mira do sistema.

A história virou o que chamei de “Lost de DE”, pois foca-se em um
grupo de sobreviventes da colônia que descobre o marker, tentando
descobrir a verdade, chegar a Ishimura e de lá fazer uma tentativa de
fuga. O interessante é que sabemos como essa história acaba. A
Ishimura vai cair, derrubar o pedaço do planeta, Izaac vai chegar,
etc… Então você basicamente está seguindo um grupo de disfuncionais
com a expectativa de vida de uma mosca de banana. O jogo não se apega
a nenhum dos sobreviventes, pois vários deles morrem… alguns
enquanto você os estava controlando!!!! A sensação é fantástica.. pois
você é surpreendido pela narrativa e chacoalhado pelo game de lado a
lado – tentando desesperadamente levar seu sobrevivente a um lugar seguro
– enquanto os necromorphs babam e rosnam corredor abaixo.

Os únicos pontos negativos do game se referem exatamente a ele ser um
shooter on rails, mais exatamente a imersão e o sistema de inventário.
Por exemplo: Sua saúde é regenerada imediatamente após você pegar um
item, mas você tem que pegar o item assim que o ver na tela, pois você
nunca sabe quando seu personagem vai simplesmente virar a cabeça e
você o perderá. Dentro dessa mesma reclamação há a questão de itens espalhados em salas que seu personagem põe a cabeça por 10 segundos… tempo no qual você deve atirar em algo e ainda pegar um item. O outro lado do problema é a imersão… nada de melhorar suas armas em mesas, aqui tudo acontece on-fly, pegando itens, o que tira a estratégia da equação. Além disso você deve seguir exatamente o que o game deseja, sem a opção de tentar um outro caminho ou examinar a fonte de um determinado som (uma fonte constante de sustos na versão do XBOX 360/PS3).

No mais é um senhor jogo… com tudo que poderia se esperar do prequel de uma das melhores novas franquias de todos os tempos. O que o futuro tem para Dead Space ninguém sabe… mas por enquanto a história do marker está muito bem contada. Recomendado!!!

Last Story? Last Window? Variable Breakers? Nintendo Yii? Zii? Cii? Bii? PQPii? WTFii?

Sim, nas últimas semanas alguns nomes estranhos surgiram na Internet e como tudo se tornaram um claro indício de que a SEGA está trabalhando em um jogo fantástico, Nintendo está criando dois RPGs com a ajuda da Square e que o próximo Wii já está pronto e vai se chamar Nintendo Zii…

… e absolutamente nada disso é verdade!!!

Puxão de orelha em diversos sites nacionais e importados que enfiaram os pés pelas mãos sem checar a informação. Galera, informação é coisa séria, não basta deduzir pelo que está escrito em Romaji (em letras ocidentais)… tem que ler o que está em japonês também.

Vamos limpar essa bagunça:

Nintendo Zii, Yii, Cii, Bii, Oii, Vii e outros

São registros de nomes para cobrir território, dando chance da Nintendo processar e ganhar em processos internacionais contra clones de videogames que usem nomes similares ao Wii. Isso virou procedimento padrão de grandes conglomerados internacionais depois que a Nike e a Sony terem perdido, cada uma a sua maneira, em processos de patente internacionais contra empresas chinesas (respectivamente no caso do tênis Mike e Niko e dos diversos laptops e celulares Waio). NINGUÉM fora da Nintendo sabe se um Wii HD está sendo de fato desenvolvido e NINGUÉM, nem mesmo o pessoal de confiança de Shigeru e Iwata, sabe o nome do próximo console. A razão de todo esse segredo não é sinistra… é que o nome simplesmente não existe ainda… lembram como o nome Wii foi dado ao aparelho menos de 6 meses antes do lançamento (antes era revolution)?

Last Story e Last Window

Aqui o buraco é mais embaixo. A Nintendo registrou em Setembro, na categoria de software de entretenimento (ou seja, é jogo), o nome “Last Story” (Última história). Não há detalhes sobre o desenvolvimento desse game e ninguém viu imagem nenhuma, então deve ser alguma IP (Intelectual Property – Propriedade Intelectual)  em desenvolvimento. Só que em Novembro a Big N pediu uma modificação do registro de patente, inserindo o novo nome como “Last Window”, sem alterar mais nada. Seja lá qual for o game em desenvolvimento, ninguém sabe nem se verá a luz do dia, afinal Mario 128 nunca vingou e Zelda OoT foi basicamente refeito 4 vezes.

Variable  Breakers

Eis o novo segredo da SEGA. Alguns sites chegaram a afirmar que era o sub-nome do próximo Sonic. Bom.. pode até ser… mas não esse Variable Breaker, pois esse termo foi registro como grafia técnica (Technical Term). Ou seja, pode ser o nome de um método de programação, de um golpe ou técnica de um jogo, ou mesmo de uma manobra de marketing, como o velho “blast processing” da época do SNES VS Mega Drive. Resta esperar o que a Sega está aprontando.

Nintendo lança Wii motes sabor Jujuba!

Não exatamente mas quase. São as novas cores para o Wii mote, que assim como o recém lançado Jet Black, já vem com o Wii motion plus (uma pena que não seja da cor do corpo do controle, como no preto). Ambas as cores serão lançadas no dia 14 de fevereiro nos EUA e devem sair ao preço padrão de Wii mote com wii motion plus US$ 49,99.

Mega Man 10 e o estigma da simplicidade ou POR QUE NÃO VOU COMPRAR MEGAMAN 10 (E NEM VOCÊ DEVE!)

Megaman 9 foi um sucesso de público e crítica, vendeu como pãozinho quente e encheu os cofres da Capcom. Todos os milhões de gamers que haviam vencido uma (ou todas) as diversas encarnações de Willy no NES, Super Nes, PSX e Saturn tinham algo para olhar e vivenciar em Megaman 9, mesmo com seus gráficos paleolíticos e sua dificuldade monumental. Controle perfeito, retorno as raízes e um design de fase inspirado deram a esse game passagem livre mesmo entre os não fãs da franquia.

Konami viu um filão. E com a mesma habilidade com que preencheu o filão de beat em ´up nos anos 80/90 correu lançar seu magistral Contra Rebirth, um remake/reimaginação do clássico imortal Contra do NES, com gráficos modernizados e som animal. O game é sem dúvida fantástico e tem um review dele aqui no Mini. Mais tarde, nesse ano de 2009 que teima em não acabar, ela voltou a carga com Castlevania Rebirth, que embora ainda não lançado nos EUA tem sido considerado uma reimaginação bastante interessante da franquia, com gloriosos gráficos, som orquestrado (em MP3) e controle fantástico. Parece que a reformulação dos games, mantendo-os 2D e old school, estava a todo vapor.

Aí veio a notícia de que a Capcom pretende lançar  Megaman 10… ótimo, finalmente veremos a união entre as séries (que deveria ter acontecido no 9)… SÓ QUE COM GRÁFICOS DE NES. Como em Megaman 9.

Espera aí! Para tudo! Não era para Megaman 9 ser um desafio a estética super realista dos videogames… um retorno as raízes da série? Uma forma de mostrar a uma nova geração onde foi que tudo começou? Então porque diabos continuar produzindo jogos nessas condições? Por que não nos dar um Megaman 10 digno do nome, com gráficos soberbos, som animal e que utilize o melhor da plataforma. Não precisa ser em 3D, mas também não precisa ser feito em flash. Vamos lá Capcom, deixe de ser preguiçosa (a Capcom é famosa por criar um engine e usá-lo um cem número de vezes, como nessa geração atual em que o engine dela foi usado em basicamente todos os games que ela lançou com a exceção de SF IV) e gananciosa (é muito mais barato fazer um game que basta dois programadores e um time de artistas do que um game atual) e nos dê algo digno do MEGA (enorme, imenso, colossal) MAN!!!

Imaginem se a moda pega. A Nintendo lançou New Super Mario Bros Wii, uma versão totalmente reformulada da clássica fórmula dos games de NES e SNES, com gráficos fantásticos, som animal e controle mais do que perfeito e foi açoitada e baleada pela crítica por tentar “arrancar dinheiro do público com um jogo que parece ter 18 anos de idade”. Agora imaginem relançar um game do Mario com os gráficos do Super Mario 3 do NES, uma nova história e te cobrar entre US$ 10,00 a 16,00 por isso. Absurdo, não?! Mas é justamente isso que a Capcom quer fazer. E se ela conseguir se safar com esse truque o que impede outras empresas de simplesmente pararem de investir em tecnologia e passarem a lançar centenas de versões de Games com gráficos de 8 e 16 bits, apenas para se aproveitarem do inexistente “Nicho dos nostálgicos”.

Eu sei que uma galera vai cair de pau no mini por causa desse artigo, mas francamente, compramos novos aparelhos para sermos deslumbrados pelas capacidades deles. Sou e sempre serei um fervoroso consumidor de Virtual Console, se não pela qualidade dos games que compro, pela sensação deliciosa que as memórias deles me trazem. Mas esse são jogos antigos, clássicos, que compro EXATAMENTE POR JÁ TER JOGADO MILHARES DE VEZES E ESTAR QUERENDO REVISITAR MEU PASSADO! O meu passado! Não porque acho que a estética deles é melhor do que a atual ou porque eram mais divertidos ou difíceis. Constantemente somos inundados com imbecis que tentam pegar jóias da alta tecnologia e transformar em versões aguadas delas em gráficos de NES, como GTA no NES, ou Metroid Prime para Super NES, numa revolta contra a tecnologia que veio para ficar – desculpe imbecis… GTA não é mais divertido com gráficos de NES do que é num PC de ponta, Metroid Prime é legal pra caralho em primeira pessoa e eu não, REPITO NÃO, preciso de uma versão de Ocarina of Time refeita na engine de A Link to the past!

Então, para proteger o futuro dos games e da tecnologia, digam não. Não vamos aceitar recebermos um Mega Man 10 menos que digno Capcom… não compraremos seu refugo de game só para parecermos “hardcores”. Somos gamers… queremos jogos que reflitam a tecnologia e os avanços.

Agora licença que eu vou jogar “A lenda de Zelda: The Spirit Tracks”

Jogando “The New Super Mario Wii”

Era 24 de dezembro de 1992. Aquele cheiro de comida gostosa na mesa, aquele converseira dos milhares de parentes em casa, aquele suor frio nas mãos enquanto todo mundo esperava dar meia noite, trocar os presentes e encher o bucho. Havia um pacotão naquele canto. E você sabia o que era. Quando seus pais liberaram o acesso (“dar o presente” seria forçar o verbo ao ponto de ruptura, visto que foi você que buscou a caixa e pôs na mão dos seus pais) ao conteúdo da caixa você a atacou sem dó nem piedade. E era um Super Nintendo.

Você o ligou na tomada, colocou na TV, os primos rodeando, a conversa baixando de volume, enquanto suas mãozinhas se preparavam para colocar o único cartucho que vinha na caixa dentro do aparelho: Super Mario World.

O natal, o ano novo, os primeiros seis meses do ano, acabaram naquele segundo. Quando você viu o que teria que fazer para chegar ao final, abrir os 96 mundos e conhecer cada recanto do game, você surtou. Agora imagine se naquela época, todos os seus primos que estavam te olhando pudessem ter entrado na dança. E no dia seguinte seus pais. Quão mais fácil seria convencê-los a comprar games para você, se você pudesse colocá-los lado a lado com você e fazê-los sentir a emoção de chutar o traseiro pontudo do Bowser.

E não machuca nada, nada se o game ainda for bonito de viver.

The New Super Mario Bros Wii é exatamente isso: Uma versão reimaginada do clássico Super Mario World com gráficos modernizados (e lindos… o jogo é lindo demais… rodando em cabo de vídeo componente é uma obra de arte), com músicas perfeitas de Koi Kondo, controle perfeito e diversão multiplayer para toda a família. E o mais importante, se você for do tipo de jogador que somos aqui no Mini, é a dificuldade, não impossível, mas bem ao gosto de Super Mario 3 do NES. Tão mais difícil que os jogos padrões atuais que a Nintendo o usou como o primeiro game a receber o “Super Guide”. E o que é o Super Guide? É uma espécie de piloto automático para videogame, gravado por uma pessoa na Nintendo jogando o game. Após um número de mortes em um mesmo lugar ou uma demora acentuada para passar de determinado estágio, um bloco verde aparecerá, acompanhado de uma mensagem dizendo que se lhe der uma cabeçada você entrará em um Super Guide mode. Se você o fizer  o jogo muda o personagem para o Luigi e toma o controle do personagem, mostrando a maneira mais fácil de atravessar um abismo ou que roupas, itens e técnicas podem ser usados para vencer determinado estágio ou vilão. Se você tocar no direcional tomará o controle desse “Luigi” meio fantasmal, uma forma do jogo lhe dizer que ainda está em Help Mode; deixe de tocar o controle por algum tempo e Luigi retoma sua jornada para o final da fase. O modo ainda mostra truques sujos, locais onde se pode amontoar 1ups entre outros requintes para que os amadores cheguem aos níveis dos profissionais.

Mas embora fantástico o game não é perfeito. Falta algo simples, algo que qualquer outra empresa no mercado teria colocado em um jogo tão voltado ao multiplayer – jogatina online. Por que diabos eu não posso jogar com outro jogador que conheço, friend codes ou não, ao invés de jogar com aquele primo chato ou irmão fedelho que está do meu lado. Melhor ainda, porque não posso competir contra outros jogadores online, com direito a Leader boards e outras bugigangas online. Por alguma razão a Big N continua considerando a internet um lugar meio perverso e não foi dessa vez que Mario e Luigi irão para o reino do Freakzoid. Ah… outra coisa rápida… queremos um patch para que possamos gravar nossas próprias fases e deixá-las para a posteridade, como os replays de Super Smash Bros Brawn. Faça acontecer Nintendo… já!

No mais o jogo é fantástico, vividamente merecedor de estourar a boca do balão em número de vendas em qualquer lugar. Estamos torcendo por você Mario… manda ver!

PS: A histórinha envolvendo o SNES é a exata maneira como eu consegui o meu!

Jogando “The Legend of Zelda: The Spirits Track”

The Legend of Zelda: Spirit Tracks (ゼルダの伝説 大地の汽笛, Zeruda no Densetsu Daichi no Kiteki, algo como “A Lenda de Zelda: Flauta (pode ser apito também) da Terra”) é o novo jogo da franquia imortal do papai Zelda Shigeru Miyamoto, recém-lançado no DS – ao longo do texto vou chamá-lo de ST, para facilitar. ST se aproveita da mesma engine do último game da série para DS, com algumas melhorias (mais partículas, sistema de luz mais fluído, iluminação ambiental mais natural, entre outras), tendo os mesmo gráficos em Cell Shading de “The Phanton Hourglass”, com novas músicas criadas por Koji Kondo (belíssimas) e todo o controle feito através da tela de toque do DS. A primeira vista eu pensei que era um cópia Xerox do primeiro game, com uma nova história, mas o game te surpreende… e a primeira, e talvez a melhor, surpresa, seja a flauta, que você comandará tocando na tela e soprando ao microfone. É fantástico e o nível de interação é louvável… o mais engraçado é saber que está jogando Zelda no ônibus ou no shopping pela cara desconcertada da pessoa ao levar o DS próximo a boca.

A história começa décadas após Phanton Hourglass, com um novo Link e uma nova Zelda. Link é um aprendiz das ferrovias reais da nova Hyrule, a terra que Tetra e Link de Wind Waker partiram para encontrar, que deseja se tornar um engenheiro real de trens. No dia da formatura de nosso herói ele é chamado aos aposentos da princesa (ninguém se choca com isso porque, como sabemos, Link nunca come ninguém), que lhe conta sobre as Spirit Tracks, trilhos espirituais, linhas de trem entre as ilhas e continentes do planeta, que são na verdade linhas de um poderoso feitiço que prende um rei demônio (como se um demônio plebeu não fosse problema o suficiente) chamado Malladus. O problema é que as ditas cujas das linhas estão sumindo, e o casal deverá ir até a torre dos espíritos para procurar por um sábio chamado Anjean para descobrir a solução (a torre dos espíritos e a maldita Dungeon central do game, para a qual você retornará dezenas de vezes). Com a ajuda do mestre de Link, Alfonzo, o casal consegue sair do palácio, mas dá de cara com o capacho do malvado, que também é o conselheiro do reino, Chanceler Code, que além de atacar os dois, separa o espírito de Zelda de seu corpo e rouba o último para usar seus poderes. Link consegue ver Zelda em forma espiritual (algumas outras pessoas no game também conseguem, mas é nas cenas em que as pessoas não a enxergam que estão as situações mais engraçadas, como quando um NPC pergunta se não está frio ali ou se você ouviu alguém falando). Há algumas vantagens em ser um espírito e logo Zelda ganha a capacidade de possuir os Phantom Guardians, aquelas armaduras chatas de olhos vermelhos do primeiro game, ganhando um corpo físico em alguns lugares para acompanhar e auxiliar Link.

No mais o game é relativamente curto (duas boas sentadas, ou um fim de semana dão conta dele) se você não for pegar cada item e cada coração, mas trás aquela maravilhosa sensação que só os games da série Zelda podem trazer, uma magia antiga de uma época mais inocente e sem anti heróis. Altamente recomendado.

Preço médio: R$ 140,00

New Super Mario Bros Wii estoura a boca do balão!

Como se nôs não soubéssemos que isso ia acontecer, os números oficiais saíram e New Super Mario Bros. Wii é o game de venda mais rápida da história, quebrando o recorde que pertencia a (com 820.000 unidades) a Super Smash Bros Brawn. Os números a direita trazem as vendas entre 30/11 e 06/12 só no Japão.

  • 1. New Super Mario Bros. Wii (Nintendo, Wii): 935,000
  • 2. Phantasy Star Poratble 2 (Sega, PSP): 287,000
  • 3. Gundam VS Gundam Next Plus (Namco Bandai, PSP): 223,000
  • 4. Samurai Warriors 3 (Koei, Wii): 121,000
  • 5. Professor Layton and the Devil’s Flute (Level-5, DS): 85,000 (392,000)
  • 6. Friend Collection (Nintendo, DS): 75,000 (1,822,000)
  • 7. PokePark Wii (Pokemon, Wii): 64,000
  • 8. Pokemon Heart Gold/Soul Silver (Pokemon, DS): 63,000 (3,153,000)
  • 9. WiiFit Plus (Nintendo, Wii): 52,000 (1,044,000)
  • 10. Assassin’s Creed II (Ubisoft, PS3): 49,000

E essa super marca impulsionou não só o mercado games, mas também catapultou a venda do sistema para as estrelas, com números que nem de longe parecem os do meio de uma crise internacional.

  • Wii: 106,555
  • PSP: 67,880
  • PS3: 57,782
  • DSi LL: 53,791
  • DSi: 51,635
  • DS Lite: 8,367
  • Xbox 360: 5,314
  • PSP go: 3,412
  • PS2: 2,277

Parece que por mais que os dois consoles HD briguem e briguem, ninguém pode com a dupla DS + Wii….

Retrô – Seu espaço para o virtual console

A Boy and His Blob: Trouble on Blobolonia
Nes – 500 Wii points

Eu sabia que esse dia iá chegar. Tem jogos… que quando explicados… soam tão divertidos quanto uma lição de história da euro-ásia, da época em que não aconteceu nada de importante, que houve paz duradoura, com detalhes mínimos, inclusive os difícies rituais de acasalamento bovino dos beduínos locais. Então … (pensa no que falar)… A boy and his Blob, que vou passar a chamar de BBTB, é um desses games. Você tem um side scroller bem simples, em que você controla um menino sem nome, que joga feijões mágicos, que faziam seu blob, que é uma cópia descarada do Gloop e Gleep dos Herculóides (se você não lembra disso… ou nunca ouviu falar, porque eu estou ficando velho, por favor, youtubison) mudar de forma para atacar os inimigos, te ajudar a ultrapassar buracos, subir barrancos ou virar uma parede sem utilidade (dica, jogue o beam de mel e depois o de ketchup… sim aquele que ele não come). Parece ruim quando se descreve, mas considere que esse game tinha uma dificuldade gostosa, que nem te massacrava nem xingava sua inteligência, alguns dos melhores gráficos do NES (são horríveis hoje… mas se quer gráficos vai pegar a versão nova) e jogabilidade no talo. Era divertíssimo e se você quizer fazer o teste são apenas US$ 5,00… muito recomendado!

Shinobi (arcade game)
Arcade – 700 Wii points

A versão do Mega Drive/Genesis não saiu faz um mês e pouco? Por que a versão Arcade do game agora? Se ela fosse milhas superior a versão doméstica eu acharia que talvez eles quizessem ter conseguido um dinheiro extra cobrando dos apressadinhos. Mas como a versão Arcade é mais curta, mais bonita, mais bem acabada, mas com menos movimentos, menos habilidades e menos inimigos ela é quase uma versão alternativa do game do MD/Genesis. Eu acho legal… mas não recomendo a ninguém que não seja um fã dos mais ardorosos da saga Shinobi… você vai se decepcionar com essa versão lavada do game da Sega.

Street Fighter II
Turbografix 16 – 600 Wii points

Não… eu me recuso a falar sobre um game de 1993, cujas as diversas evoluções já estão disponíveis para Virtual Console de uma série cuja o supra-sumo está comentado logo abaixo! Nem mesmo a empresa de games do meu coração pode esperar escapar impune de uma tentativa baixa e gananciosa de estorquir dinheiro de saudosistas!

Super Mario Kart
Super Nes – 800 Wii Points

Super Mario Kart original, que criou uma legião de seguidores, chega ao virtual console criando um ponto de interrogação em nossa testa. Embora seja um game clássico, que criou uma era e deixou para trás um legado, não há como deixar de dizer que os gráficos da versão do SNES são extremamente datados, sua música já foi melhorada pelas diversas versões portáteis e, aqui está o prego do caixão deste game, uma versão melhor gráfica, sonora, multiplayer e no departamento de jogabilidade disponível no Virtual Console por 200 Nintendo Points a mais: Mario Kart 64. Ainda assim esse é um jogo clássico por todas as medidas do termo…

The Combatribes
Super Nes – 800 Wii Points

Ah! Os anos 90! E suas infrutíferas tentativas de resgatar suas raízes nos fortes e hiperdimensionados anos 80. Combatribes era o novo Double Dragon… ou pelo menos uma tentativa muito honesta dos criadores do primeiro game de encontrarem a formúla dos ovos de ouro por uma segunda vez. Você escolhia entre três “homens fortes” (o game os chamava de strongmens), Berserker, o loiro, que era mediano em tudo; Bullova, o negro, que era o mais forte de todos, mas mais lento e Blitz, o índio cabeludo, que era bem rápido, mas meio fraquinho e fazia farelo de quem cruza-se o seu caminho em direção ao chefão final. Havia ceninhas contando a história do game mas… francamente… quem se importa? Vá até lá e acabe com todos eles… a e não esqueça seu pretexto. Fantástico e bem divertido. Super recomendado!



Street Fighter Alpha 2

Super Nes – 800 Wii Points

Quem tinha um Super Nes tinha centenas de bons jogos para espetar em seu monstrinho branco… mas nos idos de 1996 o PS1 e o Saturn vinha mostrando sua força (quer dizer… pelo menos o PS1 vinha com força… o Saturn tinha educação e um sorriso encantandor que não disfarçavam o fato que era um Mega Drive vitaminado). Foi aí que, com o auxílio do chip S-DD1 (que permitia descompressão gráfica rápida e visuais mais coloridos), o Super NES conseguiu receber um dos melhores games de luta de todos os tempos… Street Fighter Alpha 2! E era lindo. Certamente era mais lento que sua contraparte do PS1 e a palheta de cores e efeitos de luz era bem menos estonteamente, mas quer saber, NÃO davá-mos a mínima, pois era Street Fighter Alpha 2 no meu SNES. E ainda tinha a vantagem de rodar Super Mario RPG, Super Mario World e Chronno Trigger quando não tinha ninguém para tirar um racha!



Metal Slug 2

Neo Geo – 900 Wii Points

Não há muita coisa em Metal Slug 2, que o diferencie de Metal Slug 1. Você ainda anda para a direita, libertando refém, e atirando em qualquer coisa que tenha a infelicidade de se mexer, se chacoalhar, te olhar estranho ou meramente ter a falta de sorte de estar lá. Se for atingido pelas múmias ou pelo líquido que os morcegos derramam você vira um múmia, o que o deixa praticamente injogável, e se comer muitos itens de comida você fica gordo, ficando mais lento, só que muito mais forte (e suas granadas viram tortas e suflês). No mais é a boa e velha cartase que a SNK aperfeiçoou ao nível de arte.