Boas Festas!!!

Seja relaxando para a Ceia (com Animal Crossing) ou fazendo-a (com Cooking Mama),  seja acelerando seus batimentos com o velho e bom medo (como em Dead Space) ou com a adrenalina das imensas cenas de ação (em C.O.P. New Recruit) esperamos que os consoles Nintendo e seus jogos estejam presentes em um fim de ano pacífico e cheio de alegria e felicidade.

Também esperamos que 2010 seja maravilhoso, cheio de conquistas, e que nossos leitores possam continuar conosco mais um ano, se emocionando com a Nintendo.

Esses são os votos da equipe do Mini: Feliz Natal e um fantástico 2010.

Agora nós vamos para a comilança… porque já estamos salivando!

Jogando Dead Space: Extraction

Se você não esteve morando embaixo de uma pedra nos últimos 2 anos
ouviu falar da nova franquia de survival horror da gigante Eletronic
Arts, a EA, Dead Space, lançado para X360 e PS3. O jogo segue a
história de Izaac Clarke, um engenheiro que vai abordo da USG
Ishimura, uma nave escavadora, apelidada de “planet craker”
(quebradora de planetas), cuja função é exatamente essa: arrancar
pedaços de planetas e minera-los em gravidade zero. A merda atinge o
ventilador e a nave está tomada por zumbi… aham… digo Necromorphs,
humanos e animais mortos, reanimados pelo poder de … um… bem… o
jogo não explica se é místico, mas com certeza tem um componente
biológico no meio, que só podem ser mortos por desmembramento, uma
maneira curiosa e extremamente divertida de mostrar o poder da engine
gráfica da EA. O jogo virou um sucesso de público e crítica e ganhou
uma continuação para Wii, na forma de Dead Space: Extraction…e sim,
eu sei o que você está pensando: Porra Marcel! Mais um shooter on
rails, como House of the Dead Overkill (bom) e Ghost Squad (muito
bom)… estou farto de rip-offs baratos no Wii!!!

Calma lá amigão… Dead Space: Extraction é, sim, um Shooter on
rails… mas é um SENHOR jogo!

Os gráficos são fantásticos… não fotos não trazem tudo que esse game
tem para você… da forma milimétrica como a Ishimura foi representada
(as salas, corredores, janelas… tudo está exatamente na mesma
posição, mas em condições bem melhores, do que durante a visita de
Izaac) a reimaginação do planeta onde o marker está, com efeitos
fantásticos de luz e sombra, fogo e água pra lá de bem feitos e uma
animação dos inimigos soberba, o estúdio novato, Visceral Games,
mostra que veio com tudo e mais um pouco. O som também é lindo… ou
melhor… horrível… mas isso é tudo que você realmente precisa em um
game de horror: música quase inexistente e som sólido e perfeitamente
utilizado.  Mas é o gameplay e a história que realmente cativam. O
controle é perfeito! P e r f e i t o!!! Sem tirar nem por um dos
melhores usos do IR do Wiimote, com direito a lançar uma serra e
controla – lá depois de disparo de forma a cortar pernas e pescoços,
levitar e arremessar objetos com a telecinesia e mesmo levantar o
wiimote junto a orelha e chacoalhar várias vezes para ativar os
flares, que por um bom período do jogo são a única fonte de iluminação
na obscurecida Ishimura. Sem falar na facilidade de mirar em juntas,
pescoços e garras, usando a mira do sistema.

A história virou o que chamei de “Lost de DE”, pois foca-se em um
grupo de sobreviventes da colônia que descobre o marker, tentando
descobrir a verdade, chegar a Ishimura e de lá fazer uma tentativa de
fuga. O interessante é que sabemos como essa história acaba. A
Ishimura vai cair, derrubar o pedaço do planeta, Izaac vai chegar,
etc… Então você basicamente está seguindo um grupo de disfuncionais
com a expectativa de vida de uma mosca de banana. O jogo não se apega
a nenhum dos sobreviventes, pois vários deles morrem… alguns
enquanto você os estava controlando!!!! A sensação é fantástica.. pois
você é surpreendido pela narrativa e chacoalhado pelo game de lado a
lado – tentando desesperadamente levar seu sobrevivente a um lugar seguro
– enquanto os necromorphs babam e rosnam corredor abaixo.

Os únicos pontos negativos do game se referem exatamente a ele ser um
shooter on rails, mais exatamente a imersão e o sistema de inventário.
Por exemplo: Sua saúde é regenerada imediatamente após você pegar um
item, mas você tem que pegar o item assim que o ver na tela, pois você
nunca sabe quando seu personagem vai simplesmente virar a cabeça e
você o perderá. Dentro dessa mesma reclamação há a questão de itens espalhados em salas que seu personagem põe a cabeça por 10 segundos… tempo no qual você deve atirar em algo e ainda pegar um item. O outro lado do problema é a imersão… nada de melhorar suas armas em mesas, aqui tudo acontece on-fly, pegando itens, o que tira a estratégia da equação. Além disso você deve seguir exatamente o que o game deseja, sem a opção de tentar um outro caminho ou examinar a fonte de um determinado som (uma fonte constante de sustos na versão do XBOX 360/PS3).

No mais é um senhor jogo… com tudo que poderia se esperar do prequel de uma das melhores novas franquias de todos os tempos. O que o futuro tem para Dead Space ninguém sabe… mas por enquanto a história do marker está muito bem contada. Recomendado!!!