Esta semana no Virtual Console (24/09/2007)

Depois de uma semana de merda com a anterior, vamos ver se melhora

The Legend of Prince Tonma

É um side scrolling, chupadaço de Chick Chick Boys da Sega, uma versão mais fofinha de Ghoul’s and Ghosts. Você anda para frente, coleta moedas (que não servem para comprar nada) e mata tudo e qualquer coisa que se mexer. Era o máximo, nos idos do TurboGrafix. Agora tem gosto de pão amanhecido. 600 Wii points.

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Kirby’s Avalanche

Kirby’s Avalanche (Kirby’s Ghost Trap na versão Européia) é um daqueles clones de Puyo Puyo (ou Super Puyo Puyo, ou Puyo Puyo Fever) que saem de tempos em tempos, você já deve ter visto algumas por aí, como Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, com  Kirby como astro principal enquanto fantasminhas se amontoam e você deve fazer composições deles para fazê-los sumir. Deus… eu acho que eu vou vomitar. Faça nos um favor, se for capaz de gostar desse jogo explique-nos como faz para ligar o Wii sem ajuda externa. 800 Wii points.

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Streets of Rage 3 (Bare Knuckle 3)

Até que enfim… ainda há uma chance. Esse jogo é bom bom bom… bom mesmo. Um belo side scrolling beat’en up com visão isométrica, gráficos muito muito muito bons (para o padrão do Mega Drive), sons fantásticos e um controle de fazer inveja a muitos jogos. Se vocês entenderem japonês, a versão japonesa tem uma história bem melhor que a versão picotada americana, mas ainda assim é um jogão que salva a semana. Seus por 800 Wii points!

Nova engine no Wii – GAMEBRYO

Hoje, 14/09/2007, a poderosa emergente “Game Technologies”, criadores da poderosa engine (sistema de programação que facilita a criação dos jogos e economiza um bocado de tempo) GAMEBRYO que tem sido usado em jogos como Oblivion e o muito aguardado Fallout 3, anunciou que sua engine rodará no Wii.
“Com o sucesso do Nintendo Wii pegando grande parte da Indústria de surpresa e oferecendo novas e instigantes oportunidades, os desenvolvedores precisam de novas ferramentas para serem capazes de desenvolver para múltiplas plataformas, que oferecem vastas capacidades e requerem técnicas diferentes de programação” disse Geoffrey Selzer, CEO da empresa. “Nós estamos comprometidos a tornar a programação multiplataforma tão simples e fácil enquanto entregamos a indústria produtos de alta performance. A GAMEBRYO para Wii criará um novo level de desenvolvimento para essa plataforma devastadora. Estamos muito orgulhosos de ser parte do time de desenvolvimento externo da Nintendo.”

Zapeando em Zelda

Essa foi bem legal, o Wii Zapper, a pistola do Wii, que vai transformar o Wii-Remote e o Nunchuk em uma espécie de arma de fogo, incluirá o jogo “Link’s Crossbow Training”, baseado na mega-série “Legend of Zelda”, como vinha rolando o boato na Net. O conjunto chega as lojas pelo preço de US$ 19,99.
Em “Link’s Crossbow Training”,  um mod de “Twilight Princess”, o jogador assume o papel de Link e passa por uma série de testes para aperfeiçoar sua habilidade com o arco e flecha, começando com alvos fixos, indo para os móveis e chegando aos inimigos… torcemos pela utilização de alguns que sumiram no Beta.
Third Parties já anunciaram suporte ao Wii Zapper, como Electronic Arts (“Medal of Honor Heroes 2”), Capcom (“Resident Evil: The Umbrella Chronicles”) e Sega (“Ghost Squad”).

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G A N H A M O S … G A N H A M O S!!!!

CHUPA PS3 E XBOX 360. VENCEMOS. De acordo com a Financial Times, finalmente o Wii chegou à liderança do mercado de videogames. Mesmo tendo sido lançado um ano depois do Xbox 360, o Wii já vendeu mais que o console da M$.
Com isso, a Big N retoma a posição que ocupou pela última vez 17 anos atrás com os saudosos NES e Super Nintendo. Após mais de uma década de domínio da Sony, com o PlayStation, a companhia de Kyoto virou o jogo, com o perdão do trocadilho, graças ao Wii, que conquistou pessoas que nunca haviam experimentado um videogame até então.
Até o final de julho (ou o final de agosto, no Japão), o Wii alcançou 9 milhões de unidades comercializadas, contra 8,9 milhões do Xbox 360 e 3,5 milhões do PlayStation 3. Os dados são da Enterbrain (Japão), NPD Group (EUA) e GfK (Alemanha), este último responsável por apurar as vendas em toda a Europa.
De virada é mais gostoso e depois de perder MUITO mercado com o GameCube a poderosa de Kyoto toma as rédeas do mercado com os jogadores casuais, primeiro com portátil DS, e depois com o Wii.

Esta semana no Virtual Console (10/09/2007)

Se recuperando de Landstalker…

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Nes Play Action Football

Esse jogo foi o máximo quando saiu, nos idos de 1900 e computador a válvula. Tinha um gráfico muito legal, um falso 3d, chamado de visão isométrica, com boas movimentações e animações bem feitas. O som era um deleite, contando com vozes digitalizadas (algo incrível no NES) que diziam “Touchdown” ou “Hip Hip Go Go”. O controle funcionava que era um beleza. Um excelente jogo, que ainda vale seus suados 500 Wii points.

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Neutopia II

Leia sobre o Neutopia 1 (que saiu duas semanas atrás) ou faça algo melhor e mais original, compre The Legend of Zelda – A Link to the past e seja feliz. 600 Wii points.

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Sonic 3

Você adorou Sonic 1, Idolatrou Sonic 2 e vai… achar legal Sonic 3. Gráficos ainda melhores, complementados com uma PUSTA música e o controle fantástico que somente a SEGA ERA (veja o tempo do verbo) capaz de fazer. Sonic 3 fez seu papel, sendo uma boa continuação e levando a franquia ao extremo do 16 bits. Mas ainda prefiro ficar com Sonic 2. Faça sua escolha por 800 Wii points.

Sin and Punishment… será que dessa vez vem?

Um dos grandes (e últimos) sucesso doNintendo 64, “Sin and Punishment: Successor of the Earth” pode, finalmente, dar as caras no nosso hemisfério.
Da produtora Treasure, a mesma de “Radiant Silvergun”, o jogo foi lançado originalmente em novembro de 2000 e só foi lançado no Japão (com enorme popularidade), com o 64 em suporte de vida nos EUA e Europa, a Big N teve a decisão (acertada) de deixá-lo lá.
Trata-se de um jogo tiro que usa a mecânica de trilho, como “Panzer Draggon” e o próprio “Radiant Silvergun”. No comando de Saki Amamiya, jogador deve deter o ataque das criaturas mecânicas alienígenas conhecidas como “Ruffians”.

Embora não confirmado no Virtual Console do ocidente, “Sin and Punishiment” tem as vozes em inglês, fazendo com que os ajustes necessários para trazê-lo ao ocidente sejam pequenos. A listas e mais listas de jogadores pedindo o game, e tudo indica que finalmente colocaremos a mão no dito cujo.

Esta semana no Virtual Console (3/09/2007)

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Bonk 3

Ao raio que o parta se esse jogo se chama Bonk, Bonk 3, Super Bonk ou Super Bonk 3 o retorno dos malditos homenzinhos cabeçudos. Eu não dou a mínima. Depois de 2 Bonnks, 2 sonics, 3 Marios e meia centena de side scrollings nada mais me parece original. Nesta aventura Bonk mata seu inimigos com cabeçadas (de novo), usando itens que aumentam o life e o poder da cabeçada (de novo). Continua legal, mas é só mais do mesmo. Se você for um fanático por side scrollings, gaste seus 600 wii points, mas se não for… Fique com Super Mario World.

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Donkey Kong Jr Math

É uma pérola… do mal gosto. Tudo bem que alguns de nós (Nerds) gostam de matemática, alguns (anormais e desequilibrados) fazem isso de faculdade, mas isso é o cúmulo. É uma versão fedida e mal feita de Donkey Kong Jr do Nes, que usa matemática como preceito para reciclar um jogo que não era bom, nem no original. Passe longe dessa monstruosidade de 500 Wii points.

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LandStalker

A versão Zelda da SEGA. É um plágio, sim, mas se todos os plágios fossem assim esse seria um mundo bem mais feliz. Uma visão angular em 3d, com gráficos bem feitos e simpáticos, sons e música fantásticos e um controle de fazer inveja (exato, mas meio travado). O mundo do jogo é grande, livre e bem distribuído e a dificuldade do jogo torna-o convidativo sem fazê-lo chato. Eu procurei por esse jogo de 1992 quando foi lançado e só o achei em 1996 (Quando o comprei, na versão japonesa mesmo! Valeu Paterline… aonde você estiver!). É a pérola da semana, não deixe de pegar. 800 Wii points.

UMA SEGUNDA OPINIÃO – POR ERICK BONATELLI

Na época de seu lançamento, Landstalker era um RPG extremamente dinâmico: seu personagem era capaz de saltar (oh!!!) por um cenário tridimensional, saltando por sobre armadilhas e lutando contra inimigos em tempo real. Ao contrário de A Link to The Past, a ação em Landstalker se desenrola de um modo espacialmente mais restrito – não só pelo ângulo ser, literalmente, fechado – e em um rítmo bem mais veloz. Enquanto em Zelda o jogador se locomovia por um mapa circular, indo e voltando, subindo e descendo, em Landstalker há um caminho basicamente pré-estabelecido no qual você só pode avançar. Esse tipo de recurso talvez tire um pouco da liberdade do jogador e da riqueza do cenário, mas permite que o roteiro se desenrole de maneira mais coerente e veloz (como em FF X, no qual – grosso modo – bastava-se andar em frente). Não só no “mapa mundi” Landstalker é mais apertado que outros RPG ação como Zelda e Terranigma: os puzzles de suas dungeons são menores e mais rápidos, raramente ocupando mais espaço que uma sala. Algo como FICAR CONFUSO – RESOLVER – AVANÇAR, repetidamente ao longo das várias salas da caverna (são sempre cavernas), em contraponto a puzzles amplos nos quais uma pedra derrubada do alto do torre bloqueia o fluxo de água na primeira sala e blabla…

Landstalker, na verdade, tem muitos mais elementos de Aventura do que de RPG. A única coisa que o impede de cair nessa primeira classificação é o fato de que jogos do gênero aventura costumam ser fásicos e esse RPG não apresenta divisoes claras que possam ser chamadas de fases. Sua narrativa é fluida e constante, cheia de cidades, pessoas, intrigas, buscas e desafios. Não que ela seja BOA – não há nada de impressionante nela (“estou sem memória/quero um tesouro”). Mas ela cumpre seu papel e não atrapalha o divertimento “adventure” do jogo.

Harrrrvvvveeyy o AAAAAAAAAAAdvogado!!!

Era só o que faltava, “Harvey Birdman: Attorney at Law”, um adventure baseado no desenho animado do bloco Adult Swim do Cartoon Network, também está em produção para o Wii, pelas mãos da High Voltage Studios.

O game funciona nos moldes da série “Phoenix Wright” e trará casos insólitos com participações especiais de personagens clássicos da Hanna-Barbera e da Capcom. A versão para o sistema da Nintendo terá o mesmo conteúdo das demais, mas a interface será adaptada para o wii-remote.
O game será lançado em 13 de novembro para o Wii (US$ 39,99), PS2 e PSP (US$ 29,99).

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Metroid Dread Ressucitado?

No final de 2005 IGN.com e 1UP. com noticiaram uma lista interna da Nintendo com jogos a serem lançados no ano seguinte, alguns em estágio avançados de produção. Todos os jogos na lista, incluindo títulos que erão risíveis na época (como Super Princess Peach). Todos esses jogos forão ou estão para ser lançados. Menos um. Um pelo qual eu, e muitos fãs, estamos esperando. Um projeto interno da Nintendo chamado “Metroid Dread”.

Dread seria uma continuação de Metroid Fusion, cronologicamente o último game até agora, e seria um side scroller adventure, usando gráficos 3d em um ambiente 2d, com animações lindas e bem feitas e mais de 10 horas de jogo. Isso era o que diziam as fontes. Mas o jogo não teve fotos (teve muitas e muitas hoax) oficiais e depois de mais de um anos de especulação foi dado como morto pela comunidade. O silêncio da Nintendo sobre o assunto não ajuda em nada.

Mas agora, nas profundezas de Metroid Prime 3 – Corruption, em uma sala isolada, um único computador trás uma mensagem de alento aos fãs desesperados. Ao ser escaneado o computador revela o seguinte:

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“Experiment status report update: Metroid project ‘Dread’ is nearing the final stages of completion.”

“Relatório de melhoria no status do experimento: Projeto Metroid Dread está perto dos estágios finais de finalização.”

Piada interna? Se for, de quem? Nintendo? Retro? Um programador rebelde? Ou a ponta de um Iceberg de conspiração e morte? Alguns jogadores mais velhos vão lembrar de Banjo Kazzoie, que trazia imagens e zonas dentro do jogo, onde personagens avisavam descaradamente que ele só poderia acessá-las na continuação. Mas por outro lado Perfect Dark trazia tudo para uma continuação e acabou… no limbo. A sorte está lançada… cruzem seus dedos fãs.

VIRTUAL DESTROYER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Segurem-se em suas cadeiras fãs do Virtual Console, a Rare confirma que mais jogos, além de DK Country, estarão visitando o sistema de download mais legal do planeta; embora nas palavras da produtora inglesa”nenhum está no gatilho agora”.

Se você esteve morando no Tibet ou em Marte, nos explicamos, durante o final da era do SNES e durante o reinado do N64, a Rare, morria de amores pela Nintendo, desenvolvendo, assim como a Retro Studios faz hoje (Metroid Prime), jogos com personagens da Big N, como Donkey Kong, Star Fox e outros. Após o lançamento de Star Fox Adventures no GC, a firma inglesa foi comprada pela M$ (Microsoft) e se tornou um estúdio interno.

Quando o Virtual Console surgiu, a pergunta que não queria calar era: Teremos acesso a clássicos Rare, principalmente os do N64, como Goldeneye 007, Banjo Kazzoie e o MEGA POWER FUCKING TURBO NITRO BUSTER HYPER UBER Perfect Dark? A resposta era nebulosa, pois Perfect Dark ganhara uma versão para XBOX 360 (PD Zero) e Banjo está para estrear no console da M$ em uma versão novinha em folha. Com Goldeneye o negócio fica ainda pior, já que a Rare não é dona da franquia 007 (que pertence a MGM), e não tem mais os direitos sobre a produção de jogos com o Super espião (que pertence a Electronic Arts).

Mas uma luz surgiu no fim do túnel. Jogos da produtora inglesa começaram a sair… para o GBA e o DS. “A Microsoft não participa, em nenhum estágio, do filão de consoles portáteis (handhelds), portanto não se tratava de concorrência ou conflitos de interesses.” disse porta voz da Rare em 2006, quando do lançamento de Diddy Kong Racing para DS. E quanto aos games que saíram no 64? Será que seria conflito de interesses que Donkey Kong 64 chegasse ao VC? “Quanto ao Virtual Console, é, em última estância, a Nintendo quem diz o que será lançado. Além da série DK não há mais nada no gatilho, mas não significa que não poderá mudar no futuro.” – quando perguntados sobre um remake dos Banjos do 64 (Banjo Kazzoie e Banjo Tooie) para DS a Rare respondeu “Sempre há uma chance”. Com a vinda de Viva Pinata DS e novos jogos da Rare para o portátil a caminho, não custa sonhar.

Mas enquanto Rare pensa em jogos, a SNK vem cumprir uma promessa que fez em março deste ano – trazer o Neo Geo para o Virtual Console – “Por algum tempo certas dificuldades técnicas impediram a realização do projeto.” – atestou um engenheiro da SNK – “Agora tudo deve estar em ordem.” – garantiu ele.

O primeiro jogo a atingir o Virtual Console será Fatal Fury (Garu Densetsu), um clássico Brawler dos arcades e um motivo a mais para quebra de controles na geração 16 bits. O clássico alcança o VC  japonês em 11 de setembro, mais ainda não tem data para chegar a america. A SNK confirma que os jogos serão lançados também no ocidente, mas não dá data para isso, além de informar que os próximos jogos serão World Heroes e Magician Lord.

O preço dessa maravilha? Prepare os bolsos amantes dos Arcades, pois cada jogo SNK/Neo Geo saí por 900 Wii Points (US$ 9,00), apenas 100 Wii Points a menos que um jogo de N64. Mas, diante de clássicos como Nam 67 e Fatal Fury, quem ficará ileso?

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