O que nós perdemos 11 – Full Throttle: Hell on Wheels (PC/PS2/XBOX/GameCube)

Na década de 90 a LucasArts era a empresa dos Adventures no PC (alguns até vazaram para o NES ou para o 3D0) soltando um game imperdível atrás de outro. Quando meus pais compraram nosso primeiro PC com Kit Multimídia eu queria experimentar como era um jogo em CD da LucasArts (eu já havia jogado alguma coisa de Monkey Island, Loon e Indiana Jones and the Fate of Atlantis… todos ótimos devo registrar) e fomos comprar um.

E trouxemos para a casa Full Throttle (Algo como aceleração total ou potência total em uma tradução livre).

Um mini trailer para sentir a vibe do jogo!

Era um adventure lindo, com um humor fantástico (cortesia do incrível Tim Schaffer, responsável por Monkey Island também) e uma densa história que envolvia assassinatos, gangues de motocicletas, acrobatas corporativos e Minivans…

Minivans Ben!

Caso vocês queiram assistir todas as hilárias cenas do jogo!

O jogo foi um incrível sucesso e a LucasArts deu sinal positivo para uma continuação, chamada Full Throttle: Pay Back. Infelizmente um monte de gente saiu da empresa, os videogames alcançaram os PCs, as vendas ficaram maiores em consoles que em PCs e a LucasArts travou o projeto.

Quando ele renasceu, em 2001, renasceu como um RPG de ação, misturando lutas em estilo Final Fight com ação na estrada ao estilo Road Rash, para os 3 videogames da época e para o PC. O jogo deveria se chamar Full Throttle: Hell on Wheels e seu desenvolvimento seguiu firme e forte até o final de 2002 quando a LucasArts, de frente as vendas de jogos mais ou menos no estilo, como Syberia e (do próprio Tim Schaffer) Psychonauts, desistiu de colocar o jogo no mercado alegando que as vendas não teriam o retorno esperado.

A equipe de criação tentou pelo menos salvar a versão para PC dessa morte terrível, mas como o desenvolvimento todo havia sido feito na direção de um game que pudesse ser jogado com um controle, não com teclado e mouse, a versão de PC era difícil de controlar e não tinha gráficos tão incríveis que pudessem causar algum fator UAU em usuários de PC. Ela seguiu o mesmo destino de suas irmãs de console.

O trailer do finado game

Uma pena! Teria, certamente, sido um excelente jogo…

WOW!!! 22,5 milhões de PS4!

Sim! Por mais incrível que esse número possa parecer!

Em menos de 2 anos!

Esse é o número de unidades vendidas em lojas segundo relatório da Sony de fechamento de Abril (30/04/2015). E percebam que esse é o número de unidades vendidas não de unidades enviadas para lojas. São 22,5 milhões de PS4 vendidos até o momento para consumidores pelo mundo.

Para comparação isso é mais do que o PS2 tinha vendido nesse tempo de vida (e ele é o videogame mais vendido da história), mais do que PS1… diabos… é mais do que o Famicom tinha vendido no Japão entre o lançamento e dezembro de 84!

A Microsoft, segundo dados da Enterbrain, está próxima de encostar nas 13 milhões de unidades vendidas e o Wii U acabou de ultrapassar a marca das 10 milhões de unidades (e ele tem um ano a mais nas costas….).

Sim… isso é fantástico! Que pena que não teremos Uncharted para coroar essa conquista esse ano!

Microsoft deveria agradecer a EA! Eles conseguiram estragar Star Wars: Battlefront

E o final do ano será dominado por Halo 5… pelo menos em termos de vendas.

Sem Zelda nem Uncharted nos sabíamos que o final do ano ficaria dividido entre Star Wars Battlefront e Halo 5, mas agora a EA confirma o que está e o que não está no jogo e nos podemos finalmente nos decidir…

… POR NÃO COMPRAR ESTA BOSTA!

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Sim! O jogo não é nem metade do que era no PS2 ou XBOX Clássico! Não é o quinto do que foi no PC! Meu Deus Dice… como foi que depois de falarem “Estamos muito honrados por deixar nossa marca no universo de Star Wars.” vocês entregam isso?

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Ahh! É verdade!

Infelizmente está confirmado: Você não poderá controlar Y-Wings ou B-Wings, os bombardeiros dos rebeldes, assim como não controlará o AT AT, aquele camelão mecânico do Império. Eles serão Killstreaks, habilidades que você pode chamar em determinados pontos da batalha, se você for bom, e servirão mais ou menos como o AC 130 de Modern Warfare, com você simplesmente escolhendo no que e onde atirar enquanto eles (tanto as naves quanto o AT AT) se movem sozinhos. E você só poderá lutar na época da rebelião. E só terá dois heroís (Darth Vader e Luke). E só terá 20 contra 20 (ao invés de 32 contra 32 de 10 anos atrás) em apenas 8 campos de batalhas em apenas 4 planetas.

Menos veículos! Menos armas! Menos unidades! Mais dlcs! Muito mais grana!

Sim… o trailer foi muito impressionante!

Mas, infelizmente, sem campanha ou galactic conquest eu não vou me juntar a vocês e vou continuar aqui…

Jogando: Mortal Kombat X

Eu quero começar esse review com o básico aviso que eu nunca fui um fã de Mortal Kombat. Street Fighter sim… MK não. Killer Instinct sim… Mk não. Tinha tudo a ver com a jogabilidade travada dos primeiros games e com o fato que o excesso de violência sempre causou tantas discussões (e como eu sempre estava envolvido em conversas com pais e outros responsáveis, e sempre engajado em grupos relacionados a video game, eu fiquei com raiva de quanto tempo tive que passar explicando para as pessoas que o cérebro dos filhos delas não iá simplesmente ser convertido em gelatina se ele ficasse jogando MK algumas horas por dia).

MK 2 veio e não me cativou. MK 3 veio e não resolveu o problema. MK 4 piorou ele e eu simplesmente desisti dos jogos da série até o Reboot em 2011 (com uma única exceção que foi Shaolin Monks…. que me divertiu bastante). 2011 me provou que a Netherrealms sabia fazer jogos e que o novo MK teria, se não uma jogabilidade brilhante, pelo menos uma bem menos irritante e uma história boa. E eu sinceramente gostei da história de MK IX.

Aí veio Injustice e eu não só gostei da história, que é bem legal, principalmente se você for um fã de quadrinhos, mas os controles, na versão completa (para PS4, VITA e PC) são bem legais. E foram esses controles legais e ação mais fluída que a Netherrealms usou para montar seu novo MK.

E ficou bom! Não ficou excelente, ohmeudeuseuprecisoteressejogodentrodemim bom, mas ficou bem legal mesmo! E a história continua bacana e oferece uma série bem grande de novos personagens para melhorar o roster. A filha de Johnny Cage com Sonia Blade, Cassie, roubou a cena no Brasil por ter sido, mal e porcamente, dublada pela cantora Pitty…

… mas é uma personagem legal e bem construída (tem a vantagem inegável de estar jogando na língua original), a filha de Jax também é bacana, mas os dois novos protagonistas masculinos, um descendente de Kung Lao e o outro que eu não me lembro de que buraco saiu, são bem esquecíveis. Os Quick time events, feliz ou infelizmente, são usados por toda a parte nesse jogo…

… E É ASSIM EM TODAS… AS … CENAS… SEM… A… PORRA… DE … NENHUMA… EXCEÇÃO!

Irrita… mas eu entendo que algumas delas são bem longas para eles darem um Kojima em todo mundo e esperarem que a gente assista sentadinhos. Acho que a Netherrealms acha que somos um bando de adolescentes consumidores de energéticos sentados na ponta da cadeira que não aguentam alguns poucos minutos de exposição.

De qualquer forma os gráficos do jogo são muito legais, usando o mesmo motor gráfico que foi usado em Injustice, com algumas melhoras aqui e ali, principalmente em Luz e Sombra e nas texturas, com o resultado final se mostrando mais do que aceitável. Cenários são grandes e cheios de artefatos, com coisas acontecendo o tempo todo por todo lugar, e com diversos personagens conectados com a cena ao fundo. O som é bem aceitável e segura legal a onda sem problemas graves.

Os controles são sempre o ponto chave em jogos de luta e são eles que vão segurar você jogando ou mandar você de volta para a fila de espera por SF V. E eu tenho o prazer de falar que os controles estão mais do que aceitáveis nessa versão – eles estão tão bons quanto é possível em um MK. O que significa que eles são leves, não tem lag ou arrasto e reagem no talo –  não que isso vai aniquilar completamente a jogabilidade pesada e dura natural do MK, mas vai diminuir bastante a sensação de estar controlando um Terminator (a menos que você esteja jogando com um dos ninjas Cyborgs… nesse caso a sensação é exatamente a de estar controlando 300 Kg de robô tentando se mexer como um ninja ^_^).  A jogabilidade é como a de Injustice, com o jeitão de MK 9 mas com um monte de simplificações que tornam o aprendizado mais fácil e divertido, somada ao fato de que, ao invés de customização, você tem três opções de personagem por personagem, com golpes especiais, e as vezes sets de golpes normais, completamente diferentes. Na prática é como ter três personagens diferentes por personagem.

O jogo possui o modo histórico padrão, um modo versus um contra um competente (com bem pouco lag), um modo de desafios, semelhante ao star lab challenges do Injustice mas com uma temática mais Kombática (sim… com K… sou um rebelde), e um modo Kripta (kkkkk) que é bem interessante. Diferente de MK 9 ou os MK 128 bits onde você usava a Kripta apenas para abrir novos itens, o novo modo libera itens, movimentos, fatalitys, vídeos, outakes, texturas e tudo mais, enquanto você explora ele em primeira pessoa,  conseguindo movimentos de personagens famosos de MK, como o arpão de Scorpio (que permite atravessar buracos) ou os poderes místicos de Sub Zero (adivinha o que eles fazem com água e certos inimigos?) numa espécie de Metroidvania bem simplesinho. Confesso que gostei bastante do modo Kripta, só por quão diferente ele ficou e quão legal ficou a aplicação da ideia.

E se você pegou o jogo no pré lançamento você teve direito ao príncipe Shokan: GORO!!!!

GORO!!! GORO!!! GORO!!!

De qualquer forma Mortal Kombat X é um bom jogo de luta. Não é o melhor jogo de luta do PS4 (isso vai para Guilty Gears por enquanto… estou olhando para você SF V… seu lindo) nem do XBOX One (que tem Killer Instinct) mas é bom o suficiente para inspirar e se segurar de boa no vácuo de jogos de luta da atual geração. É o melhor MK que eu já joguei? Certamente. Mas é a melhor coisa que a Netherrealms já fez?

Não… eu ainda prefiro Injustice.

Bom divertimento.

O que sabemos de Mass Effect 4?

Não muita coisa mas, com certeza:

* Ele vai aparecer na E3 2015

* Ele vai chegar aos consoles e ao PC em 2016

Fora isso alguns dados vazaram da Bioware. Segundo o vazamento o novo jogo da série não se passará na Via Láctea mas na vizinha Andrômeda, “num local totalmente removido do tempo e espaço dos atos heroicos do Comandante Shepard e os eventos finais da trilogia ‘Mass Effect'”. Você ainda vai criar seu personagem mas controlará um explorador, com dever de fundar, defender e fazer prosperar novas colônias para a raça humana em um território desconhecido e potencialmente hostil.

O texto promete a opção de explorar centenas de planetas em um ambiente com 4 vezes o tamanho de “Mass Effect 3” por meio de sua nave, a Tempest, ou uma nova versão do Mako (o tanque de ME1). Durante estas viagens, o/a protagonista encontrará recursos e planetas habitáveis, além de novas raças alienígenas e tecnologia de um antigo povo conhecido como “The Remnants” (Isso soa tanto como os Proteans). capazes de melhorar as habilidades e equipamentos de seus personagens.

O novo game também trará sete novos companheiros, incluindo Cora, com poderes bióticos, e o Krogan Drack. Como em outros jogos da série, será possível conhecer e formar alianças maiores com estes personagens por meio de missões de lealdade. Uma nova raça hostil, conhecida como Khet, também foi citada.

A criação e manutenção de colônias também parece ser um dos focos centrais do novo jogo, com cada tipo tendo uma importância para a sustentação da raça humana nesta nova galáxia, podendo escolher entre um centro de mineração de recursos ou um posto avançado para reconhecimento e estudo de ameaças

Uma novidade mostrada nesta pesquisa são as chamadas Strike Missions, missões especiais e geradas randomicamente que podem ser completadas pelo próprio jogador com ajuda de NPCs e amigos via multiplayer, substituindo o modo multiplayer original de Mass Effect 3, ou ao contratar mercenários, que resolverão o problema enquanto o protagonista se concentra na campanha principal.

É importante lembrar que essas informações vazaram cortesia de um Hacker do Neo Gaf que divulgou todas as informações corretas de “Dragon Age: Inquisition”  meses antes da EA. Além disso membros dos foruns da Bioware disseram que as informações estão bem próximas do produto final e que o vazamento tem causado uma série de problemas e restruturações internas. Por enquanto, porém, nem a produtora ou a Electronic Arts se pronunciaram sobre a notícia.

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Confirmado pela Konami: Sillent Hills está morto!

E PT, que sai do ar na PSN nesta quarta feira 29 de Abril, é tudo que você verá do game que uniu Guilhermo del Toro e Hideo Kojima.

Embora nenhuma razão oficial tenha sido dada, nem por Kojima, que está sob um contrato de sigilo total até o lançamento de MGS 5 (em Setembro), nem por del Toro, muito menos pela Konami, a última confirmou que “Silent Hill é uma franquia muito importante para a empresa e diversas ideias estão sendo trabalhadas para ela. Infelizmente o jogo envisionado por del Toro e Kojima não é mais uma delas.” .

Então… sim… é oficial… Silent Hills, da maneira como estava sendo feito pelo time de Kojima com o Fox Engine está morto e enterrado…

… mas, se tivermos sorte…

… assim como em Silent Hill…

… ele volte para nos assombrar.

Final Fantasy X/X2 vale a pena no seu PS4?

Você salvou Spira do Syn no PS2, destruiu o monstro novamente na versão HD no seu PS3 e agora tem a chance de mais uma vez salvar o universo com o jogador de Blitzball mais conhecido do mundo no seu PS4.

Mas, será que você deve?

Será que por US$ 49,99 a versão remaster vale a pena?

Não há mudanças gráficas reais, apenas um aumento ligeiro na resolução (que vai de 720p para 1080p), e o jogo não oferece nada de novo a não ser um calendário 2015/2016 em papel… sim… um calendário… em papel…

Né…

Lado a Lado a versão do PS4 vs a do PS3 é possível ver que, por US$ 49,99, não há quase nada a ser ganho, principalmente considerando que você pode pegar a versão do VITA e carregar com você para onde quiser por US$ 20,00 hoje em dia. E ela não fica devendo muito para a do PS3…

Juro que a ideia de um calendário de papel me enerva… e eu sou um defensor de enormes manuais coloridos!

O que nós perdemos 10 – Avengers: The Movie

Em 2010, quando o mundo segurou sua respiração de forma coletiva diante da assinatura do contrato que resultou em Vingadores, que estreou em 2012, a Marvel fechou, calmamente e na surdina, um contrato com a, agora falecida, THQ, para a produção de um jogo Tie in com o filme que chegaria as telonas.

A THQ repassou a produção para sua equipe Australiana e começou o processo de criar, com 80 funcionários, um beat-in-up em terceira pessoa baseado nos esboços do filme da Marvel. O resultado final seria um provavelmente genérico e esquecível beat up, que venderia bem e receberia terríveis críticas.

Infelizmente, ou felizmente, durante o processo de criação do jogo, a THQ trouxe para a Austrália uma nova equipe com idéias bem PRIMEanas…. (eu gastei muito tempo pensando nessa piada). Os três novos integrantes do projeto, todos advindos da Retro Studios, que fez Metroid Prime, resolveram que, o que funcionou com Samus Aran vai funcionar com os vingadores. E dá-lhe um dos mais legais e bem feitos jogos em primeira pessoa começarem a ser construídos.

O jogo era ágil, era veloz, tinha um monte de finalizações de movimento legais e poderia ter sido realmente um fantástico tie in para um filme que foi incrível nos cinemas…

… infelizmente… não foi muito bem por aí que coisa andou.

A THQ entrou numa espiral suicida de péssimas decisões negociais. O dólar australiano está muito forte e bem equiparado, o que tornava as operações cambiais de pagamento e manutenção da equipe caras. Diante da necessidade de manter a firma pelo menos flutuando até o processo de bankrupt terminar, a THQ inc escolheu por paralisar todas as atividades do estúdio australiano e demitir todos os funcionários. A equipe de desenvolvimento levou o projeto à Marvel, numa última tentativa desesperado de salvá-lo, mas foi em vão: a Marvel não tinha interesse em manter uma equipe de desenvolvimento de games interna e sabia que, se desenvolvesse um jogo diretamente, envolvendo os Skrullls, cujos os direitos cinematográficos estavam com a FOX, poderia se envolver em uma batalha judicial gigantesca (sim… foi por isso que apesar do filme inteiro gritar “SKRULLS” não são os Skrulls que atacam Nova York) e ter que dividir a grana.

Em Janeiro de 2012, meros meses antes do lançamento do filme e com mais de 60% do jogo pronto, The Avengers: the Movie, encontrou a morte. A história é muito, mas muito mesmo, mais complexa do que esse artigo tenta resumir, e você pode ter a versão completa dela aqui, mas, no fim, o escritor do jogo tem a única cópia jogável do mundo, de um jogo que poderia ter sido fantástico. E que não teríamos que jogar no celular.