RetroReview – Lembrem-se de Reach…

Originalmente publicado no blog http://www.telometro.wordpress.com no dia 14/09/2010

No dia 15 de Novembro de 2001, sem muito alarde, a Microsoft, que de agora em diante vamos chamar de M$, colocou nas prateleiras dos EUA um game que imaginava que poderia trazer alguns dos fãs de FPS para seu console, o XBOX, que amargava um terceiro lugar xexelento na corrida de 3 consoles de 128 bits. Halo trazia uma história interessantíssima, ambientes vastos e abertos e um carinho especial com a música e com o Gameplay, um jogo excelente. A história single player estendia-se por umas 12 a 18 horas e o multiplayer era incansável… encantador…. e completamente viciante. Halo 1, ou só Halo, sozinho, colocou o XBOX no mapa e tornou a Live uma coisa legal.

Agora, no dia 09 de Setembro de 2010, quase 09 anos depois do fevereiro de 2002 quando eu, pela primeira vez, joguei Halo, pelo poder de escrever sobre videogame pude colocar as mãos em Halo: Reach, o prequel do Halo 1, e o último game da franquia a ser criado pelos originais idealizadores, a britânica Bungie. O lançamento oficial é dia 14 de Setembro e todo mundo está esperando por ele. Eu estava… você está… a Live tem um maldito cronometro para o lançamento a meia noite de hoje. Mas a pergunta que não quer calar é: É bom?

Porra… é bom pra !@#$%&*%$#@. É um dos melhores jogos de tiro já criados… e o multiplayer está de igual para igual com Modern Warfare 2 e Bad Company 2.

É improvável que você tenha conseguido se esconder tão bem que não tenha visto fotos e vídeos de Reach por aí, ainda mais com a mega-power-uber-nega campanha que a M$ está fazendo, mas acredite, controlar aqueles gráficos fazem eles ficarem ainda melhores. Não espere coisas de outro mundo, no entanto, os cenários ficaram líndissimos, os horizontes imensos, mas os personagens em si, embora tenham recebido um estilo de arte que demorará muito, muito mesmo, para envelhecer, é pouca coisa melhor do que em ODST, o último Halo, e os veículos antigos só receberam uma “demão” de novas texturas para torná-los mais belos e interessantes, nada muito novo. Impressionante… com alguns momentos pentelhados por quedas no frame rate… mas nada para se escrever para a mãe.

O som é fantástico e as explosões e conversas o trazem diretamente para dentro do game. Originalmente achei que só o Master Chief, por ser Spartan fodão e coisa e tal, tratava os assuntos com a frieza que sua voz relaxada demonstrava. Agora que andei com os Noble posso dizer… se você é um Spartan pouca coisa… muito pouca coisa… pode te meter medo. E ao contrário de ODST, onde você jogava com um bando de humanos que precisavam das duas mãos e esforço para segurar uma submetralhadora que o Master Chief carregava com a mão e bocejando, em Reach você terá um time inteiro de Spartans, com metralhadoras Vulcan sendo carregadas por aí que nem confete e pingue e pongue com lança foguetes. As vozes dos membros da equipe sugerem… até cerca de 60% do game, que eles estão se divertindo com tudo aquilo. A música é digna da série Halo e traz uma aura de misticismo e coragem, meio… nenhum homem, mulher, criança, peixinho dourado ou filhotinho de cachorro extra fofo fica para trás.

O controle é excepcional e deixou para trás algumas particularidades que Halo teimava em manter. Lembra aquela recarga de arma em RT, pois é, ela fez um supletivo, entrou para uma igreja, casou, tomou jeito e se mudou para o X onde toda a recarga de arma tem que ficar. O RT agora golpeia… no lugar do B, o que faz muito mais sentido, pois todo o uso de armas fica só num ponto do controle. A continua pulando o “salto lunar”… porque seu Spartan meio que flutua um pouco quando pula e clicar o direcional esquerdo continua agachando… o chato é ficar segurando o direcional clicado…. puta esquema bizarro. O mais legal é o LT: Quando a aventura começa você apenas corre com o LT, mas conforme a aventura prossegue pode trocar o Sprint (a habilidade de correr) por outras habilidades, como ficar invencível e completamente irremovível, ficar invísivel (ótimo para Snipers e Campers, suas balas também não fazem barulho) ou enviar uma holografia sua para a frente uns dez passos enquanto você corre em outro direção. O covenant mete fogo na holografia e você sai fora e recupera o escudo.

 

Mas o que realmente vai ganhar você, porque foi o que me ganhou e também a minha linda esposa, é a história. Ela começa devagar, com um exercício de rotina, seguido de um conserto de uma antena… tudo vai ficando quieto… os lugares vão ficando sombrios… tensos… MEU DEUS O COVENANT… DEUS OH DEUS… FOGO… FOGO NELES!!!! É como Aliens, de James Cameron, quando você finalmente vê os aliens você já está com medo de toda a maldita-base-abandonada-cheia-de-coisas-que-fazem-barulho-e-parecem-inimigos-chegando-pelas-suas-costas. E quando o covenant aparece, eles não são o Covenant cansado de guerra de Halo 3, ou o covenant limitado pela capacidade do processador de Halo 1. Não senhor! Esse é o covenant no auge… preparado para batalhar… preparado para vencer. Seus líderes estão vivos… suas tropas motivadas… suas equipes preparadas. E os elites estão de volta. Melhor armados que os brutes e centenas de vezes mais rápidos e inteligentes, os Elites mostram porque nós tínhamos achado Halo 3 fácil demais. O Gameplay é rápido, decisivo, enorme, cheio de veículos, bases, estradinhas, entradas, batalhas maiores que a vida e veículos. E os veículos variam muito mais… dos já conhecidos Mongose e Warthog até os novos como as naves Sabre e Longsword, cada uma mais legal que a outra.

Em suma, se você já gostava de Halo, esse é o jogo que o fará encontrar sua cara metade, destruir o universo com ele e partir para o abraço. Se você, no entanto, não gostava de Halo, esse game fará um trabalho excelente de convertê-lo ou, pelo menos, diverti-lo. Super mega recomendado.

Jogando: Sonic Generations

Sonic 4, excelente. Sonic Colors, muito bom. Agora Sonic Generations chega e é muito muito legal. Será que podemos dizer que Sonic.. não… eu não me atrevo… mas… será que é possível dizer que Sonic voltou a ser bom?!

Seguindo a risca o nosso manual de instruções para socorro de ouriços super sônicos (clique aqui) a SEGA dá um sumiço no panteão de amiguinhos imbecis (com uma ótima desculpa, eles foram capturados em uma diferença no quantum-espaço-tempo), reforma e desimbeciliza Tails tornando menos inconveniente e muito mais fofinho, diminuí um pouco a velocidade das partes “3D” onde você está livre para controlar Sonic e faz com que a maior parte do game se passe em “2D” com visão side-scrolling e excelente música – nada mais de bandinhas pop com músicas motivacionais.

 

A estória é… bem… Sonic…uma força maior quer destruir o tempo-espaço-continuidade (que eu nem vou tentar explicar o que é porque eu não saberia direito como fazer isso sem gastar umas 16 horas, mas basicamente é a realidade fotografada de fora sob ações de todas as suas forças contabilizadas em dado momento do tempo) e rapta os inimigos do Sonic clássico (baixinho, gordinho, fofinho e com voz de Mickey) e do Sonic moderno (estiloso, posudo, magérrimo e com voz de cantor pop de segunda) e os Sonics (Esse plural está certo?) devem juntar forças para libertar seus amigos e destruir esse novo mal, correndo muito muito depressa (porque aparentemente isso corrige o tempo) e repassando por diversos estágios e inimigos de seus jogos mais antigos. Você vai revisitar Green Hill Zone de Sonic 1, a praia do primeiro estágio de Sonic Adventure (com direito a ser perseguido por uma baleia), além de fases de Sonic Rivals, 2, 3, Adventure 2, Advance, Advance 3, entre outros. Os chefões também são advindos do passado de Sonic, como Perfect Chaos e Metal Sonic, com vários pequenos mimos aos fãs na maneira como os chefes e o cenário são apresentados.

Graficamente o jogo é uma mescla entre Sonic 4, mas com um Sonic mais gordinho e sorridente, e Sonic Colors, só que um pouco mais devagar (agora você consegue ver o que está acontecendo) – é bonito, estilizado, colorido e cartunesco, com um “q” de videogame retro, principalmente nas fases do Sonic clássico. O jogo apresenta design e animação diferenciados para os inimigos de ambos os Sonics assim como um completo set de animação diferenciado para os personagens principais – Nada mais justo visto que o Sonic clássico e o Sonic moderno são tão parecidos quanto água e fogo. O som não é tão bom
quanto o esperado, as músicas clássicas da franquia receberão um tratamento eletrônico meio esquisito e não convencem – você ainda tem acesso as versões originais delas mas não importa o quanto você gosta delas, este não é um jogo de 2 horas de duração… é um jogo de 8 horas, o que na prática significa que você vai ficar ouvindo as mesmas músicas que gosta durante um período longo o suficiente para criar ódio mortal delas… ou começar a ouvir ordens satânicas ocultas na trilha sonora.


O controle é excelente e responde no talo, seja com o Sonic clássico, em que todos os botões pulam e apertar para baixo seguido de algum botão faz com que Sonic guarde momentum rodando no mesmo lugar, seja como o Sonic Moderno, que tem ataque teleguiado (estando no ar espere surgir a mira no inimigo e aperte o botão de salto de novo) e guarda momentum com um toque de botão. Alguns mini-games (ruins) opcionais permitem controlar ou requisitar ajuda de membros já salvos da galeria de amigos do ouriço… mas eu realmente não sei se você conseguiria extrair qualquer quantidade de prazer de jogos que fazem “Vai pescar (Go Fish!)” parecer ciência nuclear.

No final Sonic Generations é uma carta de amor aos fãs. A Sega pegou o que realmente funciona em cada bom game do Sonic e somou isso em busca de agradar a gregos e troianos. O mais incrível é que funcionou!!! Sonic Generations é rápido sem ser impossível, muito divertido e, o melhor de tudo, ri muito de si mesmo lembrando os sucessos e os fracassos da franquia. O terceiro jogo do Sonic no período de um ano que eu posso recomendar…

... é isso aí pessoal… parece que o ouriço favorito de todo mundo está, realmente, de volta!!!

Jogando: Kirby Return to Dream Land

Depois do excelente Kirby: Mass Atack do 3DS (que por problemas de capital eu ainda não consegui colocar as mãos) a Nintendo resolveu lançar um Kirby para Wii. Eu estava aparvalhado, esperando por uma nova revolução no gênero, como foi Epic Yarn (review aqui) e Mass Atack.

Kirby Return to Dream Land definitivamente não redefine o gênero nem reinventa a roda. É um jogo limpo, liso, rápido e direto ao ponto que aparentemente não foi mirado em mim.

Foi mirado na sua imrã mais nova, na sua namorada e na sua mãe.

 


Eu explico. Kirby Return to Dream Land (ou RDL, para encurtar) é fácil…. não… mais fácil… ainda não chegou lá… mais fácil. O controle usa o wiimote de lado, você come os inimigos com um botão, aperta o outro para pular (e se apertar várias vezes Kirby vai dando flutuadas – o que na prática significa que você só caí em um buraco se esquecer de usar os dedos para apertar o botão) e aperta um terceiro para usar superpoderes que podem destruir todos os inimigos do cenário, botar fogo em certos objetos ou mesmo golpear o cenário e fazê-lo se deformar. Coma o inimigo e aperte para baixo e você adquire os poderes dele – o que facilita ainda mais navegar pelas fases coloridas e maravilhosamente animadas desse jogo. Você (ou a sua irmã, namorada, ficante, etc…) podem chamar até outras 3 pessoas para jogar cooperativamente (a dificuldade não se ajusta, logo fica ainda mais fácil), que jogam com Meta Knight, King Dedede e Walde dee (se você não conhece nenhum deles, fique frio, eles são como a turma do Bowser, mas do Kirby – tipo se odeiam, mas trabalham juntos, etc…). Você come os inimigos, rouba os poderes, mata mais inimigo usando os poderes, chega ao chefão (que é sempre algo em cores pastéis e nada violento) e luta com ele com toda a violência de uma luta de travesseiros de plumas de ganso entre as princesas de Mônaco – o que é, segundo me disseram os especialistas em guerras de travaesseiros da realeza, muito próximo de zero violência.

Graficamente falando Kirby RDL bate um bolão – sim… a piada foi intencional (pra quem não entendeu Kirby é uma bola…. rosa… que infla… e gira…. B A T E U M B O L Ã O) , com cenários muito bem construídos, animação soberba e efeitos de qualidade, com um profusão de partículas. O som é digno da Nintendo com melodias clássicas de Kirby misturadas a novas batidas e fantásticas e inovadoras músicas. Esse é sobre muitos aspectos o Kirby mais próximo do Kirby do Nes e do Kirby do Game Boy em muitos anos, um verdadeiro retorno as raízes. Só que Kirby era relativamente desafiador…

coisa que Kirby RDL definitivamente não é!

 

 


Se souber o que está fazendo o jogo vai tomar-lhe pouco mais de 7 horas, relativamente curto para um jogo atual, mas do tamanho certinho para jogadores e jogadoras com menos tempo livre e paciência do que os veteranos. A dificuldade da primeira jogada é perfeita para treinar os comandos e quando você terminar a primeira vez era habilitar um novo modo de jogo que permite atravessar a aventura de novo com apenas metade da saúde de Kirby o que vai aumentar um pouco o desafio – nada que fará o jogo terrivelmente difícil, mas um bom desafio para o que só jogam videogame de vez em quando.

Se você quer trazer alguém especial para o mundo dos games, sugira Kirby Return to Dream Land. A aventura principal pode ser jogado sozinha ou a dois (ou três e quatro se o seu relacionamento for assim aberto) e os minigames que acompanham o game são divertidos e fazem excelente uso do Wiimote. Não é o jogo clássico que os fãs da bolinha rosada estavam esperando, mas é um excelente game para quem só quer esfriar a cabeça e passar algumas horas divertidas sem explodir ninguém, metralhar ninguém ou usar a cabeça do Deus sol como lanterna.

Bom divertimento.

Jogando: X-Men Destiny

Quando me falaram que a criadora de Eternal Darkness e Metal Gear Solid: Twins Snakes, a sempre controversa Silicon Knights, se juntou a Marvel Entertainment para fazer um jogo dos mutantes mais queridos do mundo – eu fiquei atento. Quando me disseram que o jogo figuraria 3 novos personagens, com novos poderes e que as decisões desses personagens, suas relações e opções, criariam sua história dentro do universo de Stan Lee, com direito a se unirem a equipe de Xavier ou a equipe de Eric, eu realmente achei legal. Quando me disseram que a história seria escrita por Stan Lee e Geral Lancinem, responsável por diversas histórias do “Apocalipse mutante”, eu pirei…

Seria esse o game que tiraria a coroa de Batman: Arkham Asylum como melhor jogo de supers da terra? Afinal, com um currículo desses, o que poderia dar errado?

Infelizmente, uma porrada de coisas.

X-Men Destiny é péssimo. Não há outra maneira de dourar a pílula. Não há outra maneira de encarar a situação. E eu vou explicar o porque.

Graficamente falando o jogo é uma bagunça geracional. Personagens tem um estilo gráfico antigo, retirado das Hqs clássicas dos X-Men da década de 60 (Fera parece um ursinho de pelúcia, ciclops usa uma balaclava na cabeça, o dente de sabre parece um Wendigo, etc…) e são bem feitos e bem animados, com especial atenção aos personagens jogáveis cujos poderes tem animações interessantes e cheias de partículas – infelizmente o cenário parece fugido de um jogo do final da época do PS1, com centenas de paredes invisíveis e texturas onde você não sabe o que é vidro, o que é parede de madeira e o que é reboco. Água lembra Sal, o céu é estático e as ruas tão vazias que parece que o game está se passando em Iacanga (uma cidade do estado de São Paulo com menos de 3 mil moradores). Os inimigos se dividem em três grupos: o repetido, o muito repetido e os chefões – o que leva uma pessoa a perguntar onde o grupo anti-mutante de Stryker acha tanto soldados… ou como magneto paga por tantos soldados se ele é um terrorista conhecido sem fonte de renda.

Em alguns jogos o som vem para redimir o gráfico, mas neste caso ele é o excremento canino colocado no topo do Sundae de Lavagem que são os gráficos do jogo. A música é repetitiva, chata e resolve que vai fazer tecno-hip-hop formado de pessoas falando frases de efeito junto a dois ou três acordes. As vozes dos personagens, em sua maior parte, não convencem. E as explosões e efeitos sonoros lembram filmes do começo da década de 80… e não… isso não é um elogio.

 

O controle é até funcional, não é brilhante, nem inventivo… e para falar a verdade nem funciona assim tão bem, mas é de longe a melhor parte do jogo. A jogabilidade permite que se utilize os poderes nos cenários, nos inimigos, de formas até divertidas…

… por 2 horas. Que é mais ou menos o tempo que você demora para perceber que Pac-Man era menos repetitivo. 

Activion e Silicon Knights. Não importa quanto dano os quadrinhos do X-Men tenham causado ao cérebro dos gamers eles vão perceber que as missões do game são variações de: proteja x, destrua h, destrua tantos g, destrua mais tantos g, destrua mais um tanto de g, destrua tantos g dentro de um tempo y, e assim vai… É repetitivo ao extremo, tedioso, e suas escolhas não fazem a menor diferença sobre que direção o jogo anda – o máximo que consegue se ajudar a equipe do professor X é deixar de ter algumas missões da equipe de Magneto, enquanto que se auxiliar o mestre do magnetismo tudo que conseguira e uns olhares mais raivosos da galera da mansão.

Se você quer um bom jogo de super-heroís e tem Dcfobia, tente Capitão América. Se precisa de algum com os mutantes tente o game do Wolverine. Não é preciso ter poderes para perceber que este game não presta.

Jogando: Aliens: Infestation

Quando Metroid surgiu Shigeru Myiamoto falou abertamente que havia se inspirado em Alien para criar corredores escuros cheios de monstros terríveis e babões, atravessado por uma heroína casca grossa. Tire Samus Aran de dentro de sua armadura e ela é basicamente Ripley, a heroína da franquia Alien. Agora, provando que o mundo imita a arte, o círculo se completa. E Aliens: Infestation, com todo cuidado a enorme e bem construída franquia na qual se baseia, se inspira fortemente em Metroid, principalmente Metroid: Fusion e Metroid: Zero Mission para trazer um jogão ao DS.

E isso é muito muito muito legal.

Todos esperavam que o DS morresse no encalço de seu irmão mais poderoso, o 3DS. Mas ao que parece os dois teimam em continuar no mercado, lado a lado. E como você pode jogar seu Aliens: infestation tanto no seu 3DS quanto no seu DS a diversão é líquida é certa.

Graficamente o jogo é bem aceitável, usando uma mistura constante de polígonos texturizados e pixels, com uma atenção especial a iluminação e aos cenários. Os personagens (porque são um monte deles) tem trejeitos diferenciados, animação muito bem feita e detalhes por todos os lados (com direito a equipamentos pendurados a tira-a-colo com movimento próprio) – os xenomórficos (os aliens) não deixam para trás, com animação bem legal (ainda que possuam movimentos limitados) e tão gosmentos como sempre. O som do jogo cumpre maravilhosamente seu papel, te deixando nervoso quando necessário e te tando batidas aceleradas quando o sangue tem que ferver – não há vozes, por razões óbvias, mas todos tem grunhidos e sons diferenciados, com a sonoplastia dos aliens mostrando o tanto de carinho colocado no game.

O controle é funcional…. provavelmente o ponto mais baixo do jogo. As vezes eu queria me encostar em uma cobertura para atirar por cima, mas acabava por ficar só ajoelhado tomando cuspe dos meus inimigos, enquanto em outras vezes as granadas não saiam quando precisavam, mas é mais uma questão puntual e que não tira o brilho do game em si. A história é o cliché que sempre amamos: Alguém fez uma besteira ENORME (eu não vou dizer o que para não estragar seu jogo) e agora precisamos enviar os Marines para limparem a sujeira e regatarem os sobreviventes, se houver algum. É claro que em algum ponto da história alguém resolve que vai usar os aliens como armas biológicas e … bem… tenho certeza que você assistiu os filmes.

A  jogabilidade do game é fantástica. Tão boa quanto a de qualquer Metroid. Você precisa do item B para passar pela
porta A, só que para pegar o item B você precisa do item H que só é conseguido matando o monstro X que… tenho certeza que você pegou a ideia. E bem divertido, o mapa é enorme, e você pode encontrar mais de uma dezena de Marines que VOCÊ PODE COLOCAR NO SEU ESQUADRÃO. Seu esquadrão permite que você troque de Marine em tempo real só que com um preço: Se o Marine morrer em ação… acabou! Caput! É o fim! Sim, personagens mortos estão MORTOS… e não voltam nem podem ser ressucitados. Isso coloca um peso totalmente novo na escolhas que você tem que fazer ao longo do game. Mato fulano para poupar a energia de ciclano e deixá-lo à câmara maior no centro desse laboratório ou divido a carga entre os dois de forma a permitir que ambos cheguem, mas que os ferimentos possam matá-los lá, juntos – ou – Prefiro não usar fulano, cujo a arma é muito boa, então vou sacrificar beltrano e ciclano. É um detalhe pequenino… mas que faz uma brutal diferença na atmosfera do game e que abre espaço para literalmente centenas de micro-cenas envolvendo mortes, lamentações e, é claro, operações de resgate, que fazem o jogo um pouquinho diferente, cada vez que você joga.

Se você é um fã de Aliens, esse é o jogo que você estava esperando. É claro que o irmão mais velho dele sai no ano que vem, para Xbox 360, Ps3 e Wii U, mas vai ter que preencher um sapato bem largo depois do excelente trabalho do Jr aqui. Se você for um fã de Metroid, eis um excelente game para limpar o gosto estranho que Metroid: Other M pode ter deixado. E se você não for fã nem de Aliens e nem de Metroid… você não está vivo e precisa de auxílio!

Agora me dão licença que meu sensor de movimento está fazendo “bip… bip… bip bip bip….”

Jogando: Tetris:Axis

Vamos imaginar um mundo diferente. Vamos imaginar um mundo onde videogames portáteis são um trambolho esquisito que consome baterias velozmente e que possuem apenas um jogo. E vamos imaginar que, de repente, uma empresa coloque no mercado não só um portátil melhor, mais versátil e que não devore baterias vorazmente, mas que venha acompanhado de um puzzle ágil, viciante e universal. Está é, basicamente, a história do Game Boy e de como ele conquistou o mundo vindo acompanhado por Tetris (conta a história que o diretor de aquisição da Nintendo à época, Henk Rogers, soltou a seguinte pérola, pouco antes do lançamento do Game Boy “Se querem vender o Game Boy a crianças, venda-o com Mario. Se querem vender o Game Boy para todos, venda-o com Tetris.”). Isso foi em 1986/7. 25 anos depois, poderia Tetris continuar vendendo o portátil da Nintendo para o mundo… principalmente agora que Tetris pode ser conseguido em basicamente qualquer celular, mp3 player e pad da terra?

Não… a resposta é não poderia!

Mas não machuca em nada as chances do portátil! Ainda mais com Tetris: Eixo.

Tetris Axis, criada pela japonesa Hudson Soft (sim.. a da abelhinha) traz ao portátil 3d da Nintendo o tão famoso Puzzle que construiu a carreira de seu tataravô lá na década de 80. E sim, ainda é Tetris… o que significa que é imensamente simples, completamente elegante e absolutamente viciante. E talvez por saberem que Tetris pode ser conseguido em todo lugar os criadores do game encheram-no de mais de 15 modos de jogar Tetris, indo do Tetristandard (adorei a palavrinha) que é o modo mais conhecido por todo mundo (blocos de 4 cubos, não 3d, caem do topo da tela e você deve formar linhas horizontais com elas de forma a fazê-las sumirem), ao Tredis (meu deus, como eles são criativos) que é um tetris 3D com pecinhas sendo movidas em diversas direções, chegando ao Tower Climber onde suas peças caem para preencher uma estrutura giratória, de forma a garantir que um Mii escale uma estrutura. Aliás, nos modos em que os Miis não participam (que são… tipo… quase todos) eles ficam na tela sensível ao toque, torcendo, de uma forma que, se não animadora, é pelo menos divertida.

Não dá para falar dos gráficos de Tetris… porque é Tetris. Blocos caem, giram ou voam e você deve juntá-los em grupos. Ponto final. Alguns dos modos colocam um Mii ou um outro agrada na tela, mas os gráficos do jogo são essencialmente simples. O controles também são simples, e o jogo pode ser jogado com a tela sensível ao toque assim como com os direcionais e botões. O som é magnífico… e mantém toda a emoção do quanto Tetris é fantástico – é surreal ouvir uma versão orquestrada da música tema de Tetris na qualidade que ela está no 3DS, ainda mais se você estiver usando um belo fone de ouvido.

No mais Tetris continua muito legal mas não sei se dá para dizer que é imperdível ter mais uma versão do game só para testar um ou dois modos novos. Me acordem quando sair Tetris: Aliados.

Jogando: Resident Evil: Code Veronica X HD

Ah, Capcom! Você me desaponta tanto! Você pegou Street Fighter III Third Strike, deu uma senhora trabalhada nos gráficos, fez um up-scalling bem feito, colocou modo online, colocou Leader Boards, exportação para Youtube e dezenas de pequenos novos detalhes e ajustes para permitir que o game encarasse uma nova legião de jogadores acostumados com Guilty Gear e Garou Densetsu 3, mas na hora de fazer o mesmo pelos amados Resident Evil 4 e Code: Veronica, você faz um servicinho desses…

Por onde é que eu começo? As texturas são as mesmas da versão Veronica X do GameCube, os gráficos receberam um up-scalling xexelento, com uma câmera um pouco mais afastada funcionando, assim como na versão do Cube e PS2, como um 16:9 de pobre, e o resultado final é um desastre. Destituídos das bordas arredondadas e do efeito esfumaçado das Tvs de resolução padrão e colocado em uma condição onde cada quebra de cenário, cada Jag, cada textura de baixa qualidade e cada erro de detecção de colisão são tão visíveis que parece que alguém colocou um refletor, daqueles policiais, para iluminar pântanos, em cima de cada um deles o jogo deixa de ser um exemplo dos gráficos do Dreamcast para se tornar o que realmente é, um jogo de 11 anos atrás!

O som ainda é bom, mas isso é só um elogio ao fantástico trabalho da equipe original do game do que algo ligado ao remake. E embora a jogabilidade clássica de Resident Evil de 32 bits de Code Veronica X possa atrair alguns jogadores, as frustrações de uma câmera mal feita e cujo o controle é pobre acabam por gerar situação após situação onde você tem que esquadrinhar a parede em busca de uma alavanca, item ou ponto de interação que permita o progresso do game. E tudo isso sem falar do controle.

Ah… o controle… o controle… No passado, onde D-Pad eram a regra e analógicos eram raros e pouco sensíveis (o primeiro bom analógico foi o do Nintendo 64) fazia todo o sentido do mundo girar os personagens para a esquerda e para direita e aí apertar para cima para eles irem naquela direção. Mas na era atual, onde analógicos delicados são a regra da casa e todo mundo estava esperando por um estilo de controle que fosse, pelo menos, tão bom quanto o de Resident Evil 5, a Capcom entrega os mesmos controles truncados dos idos de 1995 quando o primeiro Resident Evil foi lançado.

Se você for um fã de Code:Veronica que quer revisitar o game e ainda faturar 1000 G, sem dar a mínima para o controle jurássico nem para o up-scalling mal feito de um jogo que já foi uma Mônica Beluchi e agora é uma Dercy Gonçalves, vá em frente e pegue esse game. Caso contrário guarde seus US$ 19,99 para outras coisas…. porque não há nada em Code:Veronica que não tenha sido feito melhor e mais bonito.

Como Crysis 1… por exemplo!

Jogando: Gears of War 3

“Eu sei que nesse momento tudo o que você quer é que eu confesse que sempre te amei… mas eu não amo… nem fodendo!”

Baird, caindo de uma ponte no estágio 1, capítulo 5

 

Tendo ou não tendo um 360, se você não morou em Marte ou em um abrigo anti-nuclear, você jogou Gears of War. O primeiro jogo, em 2006, definiu o que era gráfico de nova geração, criou a mecânica de cobertura por barreira e mostrou que a nova Engine da Epic, a Unreal 3, era o caminho para os games da nova geração.

5 anos depois a épica trilogia da Epic chega ao final após o crescendo regado a adrenalina que foi o segundo game. Gears of War 3 foi antecipado por milhares de fãs, bateu todos os recordes de venda mais rápida da história dos games e conseguiu deixar lerdos os servidores da toda poderosa XBOX live nas primeiras 4 horas da madrugada do dia 20 de setembro. Todos sabiamos que Gears of War 3 seria bom… a pergunta que não queria calar era… quão bom?

Sério concorrente ao melhor jogo do ano… bom! Sério concorrente ao melhor multiplayer até hoje…  bom! As outras empresas vão ter que repensar suas estratégias online… bom! Bom nesse nível!!!

Se o primeiro jogo era sobre cumprir ordens custe o que custar e o segundo game foi sobre a última tentativa desesperada de ganhar a guerra, o tom de GoW3 é outro: A guerra acabou, felizes os mortos, porque pra quem ficou a situação é desesperadora. Findo está o COG (Coalition of Ordered Governs – algo como Coalizão dos Governos Organizados, uma espécie de ONU + OTAN que governava o que sobrou de Sera), os comboios de suprimentos, as oficinas e as fábricas. Como o próprio jogo diz “We are Stranded now!” (Somo todos Encalhados/Naúfragos/Refugiados agora) e a sobrevivência é o principal ponto, com todos os luxos dos Gears deixados para trás. Ainda assim o jogo não é um dramalhão, ele mostra um grupo treinado e imensamente motivado lutando com o que tem em mãos para mudar a face desesperadora do que vêem… e é só isso que eu vou falar para não estragar a história.

O gráfico de GoW 3 é incrível! Cores por todo lugar (ao ínves da palheta monocromática do GoW2), com literalmente centenas de inimigos na tela em todos os tamanhos possíveis e imaginavéis, efeitos em partículas, explosões… um espetáculo. A física ainda é de filme de ação e seu trajeto ainda é marcado por paredes invisiveis e por portas que apesar de serem idênticas não podem abrir, mas nada que vá atrapalhar sua diversão.  Os Lambents, os Locusts contaminados pela emulsão, são um show a parte, vibrando e criando tentáculos como algo fugido de um Resident Evil contemporâneo.

Se o gráfico te deixou de queixo caído, o som vai esmigalhar seu crânio. A música é grandiosa, ao estilo Star Wars, com imensa quantidade de metais, cordas e percursão, sem nunca se tornar prepotente. Os efeitos sonoros das explosões e as vozes dos personagens pedem por um som mais potente e se você estava esperando por uma boa razão para instalar um Home Theather ou duas belas caixas de som, sua espera chegou ao fim.

A clássica jogabilidade de Gears está de volta, ainda mais rápida, com um sistema de cobertura mais compreensivo e bem mais realista, onde o fogo inimigo, pouco a pouco, pode arregaçar o lugar onde você está escondido forçando-o a pensar rápido e concentrar fogo para sobreviver. Some a isso as novas armas como o Digger (que torna a cobertura completamente ineficaz por vir por baixo da terra) ou o One-Shot (uma super sniper que mata qualquer coisa – QUALQUER COISA!!! – em um único tiro) e o jogo se torna uma das mais exilerantes experiências disponíveis nos games.

E se o single player repleto de revelações e momentos emotivos (Não filha da puta…. Não… Não seu filha da puta sai desse caminhão seu merda…. Não …. …. …) te deixou querendo mais ainda tem um dos multiplayers mais sadios do mercado, com 6 modos de jogos versus entre humanos (Wingman – Quatro duplas lutando até a morte / Capture the Leader – É como o pegue a bandeira, só que a bandeira corre por aí e pode atirar de volta… muito muito muito mais divertido / King of the Hill – Tente manter um lugar sobre seu domínio enquanto 3 metros de fêmea Locust raivosa estão vindo na sua direção…. vamos lá… eu te desafio! / Entre outros menos inovadores…) e dois modos contra o computador: Horde, onde você e mais quatro amigos tentam sobreviver a 50 hordas de inimigos, cada vez mais fortes com um chefão a cada 10 ondas; e Beast, onde você e mais quatro amigos se juntam para destruir os humanos como os Locusts sedentos de sangue que são. Todos os modos são divertidíssimos, mas Horde e Beast conquistaram o meu coração.

Não há muito a ser dito sobre GoW 3 além de COMPRE JÁ… COMPRE-O AGORA… É um dos melhores jogos do ano e definitivamente acaba de tornar o ato de achar tempo para outras coisas como sair com os cães, caminhar e respirar ainda mais difícil. Agora dá licença que eu estou fazendo a campanha pela terceira vez….

Jogando: Resident Evil 4 HD

Eu conheci todo tipo de pessoa imaginável na minha vida: Pessoas que gostaram do filme “Mulher Gato”, pessoas que gostavam de picolé de chuchu, pessoas que gostavam de palhaços… conheci até mesmo pessoas que nunca jogaram Ocarina of Time. Uma coisa que eu não conheci foi uma pessoa que tivesse jogado Resident Evil 4, jogado mesmo, e tenha me dito algo pior do que: O jogo é excelente!

E é! Realmente é! A joia do GameCube, aguardado por fãs quase como a segunda vinda de Cristo, Resident Evil 4 destruiu cabeças e esmigalhou adversários com sua atmosfera fantástica, sua jogabilidade diferenciada e seus gráficos animais. Agora, 6 anos depois, no meio da era HD, a Capcom tentou emplacar um jogo de 2005 com uma plástica e todos nós estamos nos perguntando se vale pagar US$ 19,99 (R$ 36,81 pelo dólar de 21/09/2011) para ter Resident Evil 4 de novo…

A resposta é: Depende… … … …

Se você não teve um GameCube, não quis jogar aquela versãozinha de segunda do PS2 e não pegou o jogo no lançamento para PC ou Wii, ou seja, se você não jogou Resident Evil 4, PARE AGORA MESMO DE LER, LIGUE SEU 360 E BAIXE O JOGO. É ANIMAL, FANTÁSTICO E VAI DEIXÁ-LO NA PONTA DA CADEIRA!!!

Se por outro lado você jogou RE4 antes, talvez seja melhor pensar um pouco antes de gastar seu rico dinheirinho, por três razões principais:

  1. O gráfico em HD, não é bem HD. Na verdade as texturas ainda são as mesmas do GameCube, que tendem a ficar bem menos atraentes nas enormes telas de TV atuais, sem falar que o gráfico foi feito para rodar no máximo a 480p (no Wii) e recebeu um Up scalling para 1080p que ficou extremamente aparente. O jogo é bonito? Sim, mas muito mais pela qualidade da construção de cenários e pela ambientação, sem falar na brutal qualidade que o jogo já tinha em 2005, do que por qualquer “Hdzada” que o jogo possa ter recebido;
  2. O controle do personagem principal, Leon (o mesmo policial sem um pingo de sorte de Resident Evil 2) é, na melhor das hipóteses, nessa era acostumada a dois analógicos, TRAVADA. O mesmo direcional controla Leon e a mira, o que faz com que você tenha que plantar os pés no chão enquanto mira no inimigo. Some a isso a impossibilidade de se mover para as laterais e um nível de dificuldade que não perdoa os erros e muitos jogadores vão se sentir frustrados.
  3. Está não é a versão definitiva do jogo, tendo os mesmos elementos de jogabilidade da versão do Wii, sem tirar nem por. E como hoje você vai achar a versão do Wii pelo mesmo preço ou mais barato, com um sistema de controle bem melhor, eu recomendaria essa versão… a não ser que você queira achieviments, pois tem 1000 G bem “facinhos” aqui!

No mais, o controle ainda é bisonho e leva um tempo para se acostumar, os gráficos são bem legais e seguram a onda, a música e os efeitos sonoros são animais e o jogo em si é brilhante. Era um jogo que merecia um tratamento como o que foi dado para Metal Gear Solid 2 e 3 em vez de um Up-Scalling feito as pressas para ganhar dinheiro do pessoal. Se você está em busca de um bom jogo por um preço bem camarada e não teve a chance de jogar RE4 lá atrás, com certeza vale o investimento, quanto aos gamers que, como eu, já destruíram o jogo em todos os níveis de dificuldades possíveis e imagináveis, resgatar a filha do presidente de uma vila de monstros espanhóis continua tão legal quanto quando você colocou aquele Mini-disk dentro do seu GameCube em janeiro de 2005.

Jogando: Star Fox 64 3D

Se você teve um Nintendo 64 você provavelmente tem lembranças de Star Fox 64. Não só porque o jogo era fantástico, tinha gráficos animais, música brilhante, jogabilidade divertida e controle perfeito, mas também porque era a melhor opção de Shooter no N64 e vinha com o Rumble Pak, o acessório que fazia o controle vibrar quando você era atingido (sim, houve um tempo romântico e antiquado quando não existia vibração no controle… aparentemente só a Sony sente falta dessa época. Sim, Sixaxis… eu estou olhando para você, escondido aí no canto, cobrindo a cabeça.).

Agora a Nintendo traz uma remake do game para o 3DS e o mundo, cansado dos dois Star Fox do GameCube, que foram bem ruins, segura o fôlego esperando alguma novidade. E querem saber?

Quase 15 anos depois o jogo ainda é tão atual quando era no lançamento! E as novidades acrescentadas a jogabilidade garantem que esse é o Shooter da Nintendo, de volta em toda a sua glória! É um jogaço!!!

Embora os estágios sejam exatamente os mesmos da versão do Nintendo 64 (com a diferença é que agora você pode escolher a direção que quer ir sem perder uma vida), os novos gráficos vão garantir que seja uma aventura totalmente nova para você. Centenas de efeitos top de linha, de cenários construídos com normal mapping a partículas texturizadas compõe o arsenal que derruba os queixos dos donos de 3DS. O jogo é tão bonito, dentro de sua temática, quanto Ocarina of Zelda ou Super Street Fighter IV, e o efeito 3D torna tudo ainda mais vívido e charmoso – você verá quando chegar no espelho d’água no final da primeira fase… é animal!!!

O som ainda é tão bom quanto era no Nintendo 64, embora em novos arranjos, as músicas ainda são bem características. É gostoso, algo tão bom que você vai sair cantarolando depois. A jogabilidade permanece a mesma, com dificuldade moderada, controlando sua nave em três visões (do cockpit, por cima do “ombro” da nave e por trás da nave) enquanto desvia de milhares de inimigos e explode outros milhares. Os tiros podem ser melhorados e você pode usar bombas, mas é no campo da jogabilidade que o game dá Barrel Rolls em volta dos concorrentes.

Além do modo de controle tradicional, usando o direcional para controlar sua nave e R e L para fazê-la virar de lado e inclinar-se mais rapidamente para a direita ou esquerda (respectivamente), com dois apertões seguidos dando um “Barrel Roll” (uma volta completa da nave que desvia tiros, muito útil contra inimigos múltiplos) – que é excelente – você pode optar por jogar com o detector de movimento do console e movimentar o portátil para esquerda e para direita para puxar nave, inclinando-o para um Barrel Roll. Comigo falando parece imbecil… mas acredite… é bem divertido a hora que você perde a vergonha. Não muito recomendado para usar no ônibus ou no almoço do serviço… mas bem legal, mesmo assim.

Enquanto o single player ficou o mesmo a Nintendo adicionou um Time trial (para vencer chefes e fazer os estágios) e um modo multiplayer local para até 4 jogadores usando só um cartucho que foi melhorado com o uso de poderes especiais, semelhantes aos de Mario Kart (como super velocidade, tiro reforçado, etc….).

No mais, o jogo continua tão bom quanto era no Nintendo 64. Ou seja, animal! Se você jogou no Nintendo 64 está na hora de entrar na sua Arwing denovo e frustar os planos de Andross mais uma vez. Se você nunca jogou Star Fox 64… não poderia haver hora melhor.