Jogando: Gears of War 3

“Eu sei que nesse momento tudo o que você quer é que eu confesse que sempre te amei… mas eu não amo… nem fodendo!”

Baird, caindo de uma ponte no estágio 1, capítulo 5

 

Tendo ou não tendo um 360, se você não morou em Marte ou em um abrigo anti-nuclear, você jogou Gears of War. O primeiro jogo, em 2006, definiu o que era gráfico de nova geração, criou a mecânica de cobertura por barreira e mostrou que a nova Engine da Epic, a Unreal 3, era o caminho para os games da nova geração.

5 anos depois a épica trilogia da Epic chega ao final após o crescendo regado a adrenalina que foi o segundo game. Gears of War 3 foi antecipado por milhares de fãs, bateu todos os recordes de venda mais rápida da história dos games e conseguiu deixar lerdos os servidores da toda poderosa XBOX live nas primeiras 4 horas da madrugada do dia 20 de setembro. Todos sabiamos que Gears of War 3 seria bom… a pergunta que não queria calar era… quão bom?

Sério concorrente ao melhor jogo do ano… bom! Sério concorrente ao melhor multiplayer até hoje…  bom! As outras empresas vão ter que repensar suas estratégias online… bom! Bom nesse nível!!!

Se o primeiro jogo era sobre cumprir ordens custe o que custar e o segundo game foi sobre a última tentativa desesperada de ganhar a guerra, o tom de GoW3 é outro: A guerra acabou, felizes os mortos, porque pra quem ficou a situação é desesperadora. Findo está o COG (Coalition of Ordered Governs – algo como Coalizão dos Governos Organizados, uma espécie de ONU + OTAN que governava o que sobrou de Sera), os comboios de suprimentos, as oficinas e as fábricas. Como o próprio jogo diz “We are Stranded now!” (Somo todos Encalhados/Naúfragos/Refugiados agora) e a sobrevivência é o principal ponto, com todos os luxos dos Gears deixados para trás. Ainda assim o jogo não é um dramalhão, ele mostra um grupo treinado e imensamente motivado lutando com o que tem em mãos para mudar a face desesperadora do que vêem… e é só isso que eu vou falar para não estragar a história.

O gráfico de GoW 3 é incrível! Cores por todo lugar (ao ínves da palheta monocromática do GoW2), com literalmente centenas de inimigos na tela em todos os tamanhos possíveis e imaginavéis, efeitos em partículas, explosões… um espetáculo. A física ainda é de filme de ação e seu trajeto ainda é marcado por paredes invisiveis e por portas que apesar de serem idênticas não podem abrir, mas nada que vá atrapalhar sua diversão.  Os Lambents, os Locusts contaminados pela emulsão, são um show a parte, vibrando e criando tentáculos como algo fugido de um Resident Evil contemporâneo.

Se o gráfico te deixou de queixo caído, o som vai esmigalhar seu crânio. A música é grandiosa, ao estilo Star Wars, com imensa quantidade de metais, cordas e percursão, sem nunca se tornar prepotente. Os efeitos sonoros das explosões e as vozes dos personagens pedem por um som mais potente e se você estava esperando por uma boa razão para instalar um Home Theather ou duas belas caixas de som, sua espera chegou ao fim.

A clássica jogabilidade de Gears está de volta, ainda mais rápida, com um sistema de cobertura mais compreensivo e bem mais realista, onde o fogo inimigo, pouco a pouco, pode arregaçar o lugar onde você está escondido forçando-o a pensar rápido e concentrar fogo para sobreviver. Some a isso as novas armas como o Digger (que torna a cobertura completamente ineficaz por vir por baixo da terra) ou o One-Shot (uma super sniper que mata qualquer coisa – QUALQUER COISA!!! – em um único tiro) e o jogo se torna uma das mais exilerantes experiências disponíveis nos games.

E se o single player repleto de revelações e momentos emotivos (Não filha da puta…. Não… Não seu filha da puta sai desse caminhão seu merda…. Não …. …. …) te deixou querendo mais ainda tem um dos multiplayers mais sadios do mercado, com 6 modos de jogos versus entre humanos (Wingman – Quatro duplas lutando até a morte / Capture the Leader – É como o pegue a bandeira, só que a bandeira corre por aí e pode atirar de volta… muito muito muito mais divertido / King of the Hill – Tente manter um lugar sobre seu domínio enquanto 3 metros de fêmea Locust raivosa estão vindo na sua direção…. vamos lá… eu te desafio! / Entre outros menos inovadores…) e dois modos contra o computador: Horde, onde você e mais quatro amigos tentam sobreviver a 50 hordas de inimigos, cada vez mais fortes com um chefão a cada 10 ondas; e Beast, onde você e mais quatro amigos se juntam para destruir os humanos como os Locusts sedentos de sangue que são. Todos os modos são divertidíssimos, mas Horde e Beast conquistaram o meu coração.

Não há muito a ser dito sobre GoW 3 além de COMPRE JÁ… COMPRE-O AGORA… É um dos melhores jogos do ano e definitivamente acaba de tornar o ato de achar tempo para outras coisas como sair com os cães, caminhar e respirar ainda mais difícil. Agora dá licença que eu estou fazendo a campanha pela terceira vez….

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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