Jogando: Tetris:Axis

Vamos imaginar um mundo diferente. Vamos imaginar um mundo onde videogames portáteis são um trambolho esquisito que consome baterias velozmente e que possuem apenas um jogo. E vamos imaginar que, de repente, uma empresa coloque no mercado não só um portátil melhor, mais versátil e que não devore baterias vorazmente, mas que venha acompanhado de um puzzle ágil, viciante e universal. Está é, basicamente, a história do Game Boy e de como ele conquistou o mundo vindo acompanhado por Tetris (conta a história que o diretor de aquisição da Nintendo à época, Henk Rogers, soltou a seguinte pérola, pouco antes do lançamento do Game Boy “Se querem vender o Game Boy a crianças, venda-o com Mario. Se querem vender o Game Boy para todos, venda-o com Tetris.”). Isso foi em 1986/7. 25 anos depois, poderia Tetris continuar vendendo o portátil da Nintendo para o mundo… principalmente agora que Tetris pode ser conseguido em basicamente qualquer celular, mp3 player e pad da terra?

Não… a resposta é não poderia!

Mas não machuca em nada as chances do portátil! Ainda mais com Tetris: Eixo.

Tetris Axis, criada pela japonesa Hudson Soft (sim.. a da abelhinha) traz ao portátil 3d da Nintendo o tão famoso Puzzle que construiu a carreira de seu tataravô lá na década de 80. E sim, ainda é Tetris… o que significa que é imensamente simples, completamente elegante e absolutamente viciante. E talvez por saberem que Tetris pode ser conseguido em todo lugar os criadores do game encheram-no de mais de 15 modos de jogar Tetris, indo do Tetristandard (adorei a palavrinha) que é o modo mais conhecido por todo mundo (blocos de 4 cubos, não 3d, caem do topo da tela e você deve formar linhas horizontais com elas de forma a fazê-las sumirem), ao Tredis (meu deus, como eles são criativos) que é um tetris 3D com pecinhas sendo movidas em diversas direções, chegando ao Tower Climber onde suas peças caem para preencher uma estrutura giratória, de forma a garantir que um Mii escale uma estrutura. Aliás, nos modos em que os Miis não participam (que são… tipo… quase todos) eles ficam na tela sensível ao toque, torcendo, de uma forma que, se não animadora, é pelo menos divertida.

Não dá para falar dos gráficos de Tetris… porque é Tetris. Blocos caem, giram ou voam e você deve juntá-los em grupos. Ponto final. Alguns dos modos colocam um Mii ou um outro agrada na tela, mas os gráficos do jogo são essencialmente simples. O controles também são simples, e o jogo pode ser jogado com a tela sensível ao toque assim como com os direcionais e botões. O som é magnífico… e mantém toda a emoção do quanto Tetris é fantástico – é surreal ouvir uma versão orquestrada da música tema de Tetris na qualidade que ela está no 3DS, ainda mais se você estiver usando um belo fone de ouvido.

No mais Tetris continua muito legal mas não sei se dá para dizer que é imperdível ter mais uma versão do game só para testar um ou dois modos novos. Me acordem quando sair Tetris: Aliados.

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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