The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D já tem data de lançamento

Se você foi as suas sessões de “Zeldiácos Anonimos” por anos e conseguiu se livrar do seu vício em Ocarina of Time, prepare-se para ter uma recaída. A segunda notícia mais esperada do ano (a primeira é a data oficial de lançamento de “The Legend of Zelda: Skyward Sword”) foi revelada, a data de lançamento oficial do fantástico The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D que perdeu de ser um título de lançamento do 3DS por meros 4 meses…

Isso mesmo, o remake do Zelda mais famoso de todos os tempos vai para as lojas no domingo, dia 19 de Junho nos EUA. A Europa ganha o game um pouco antes, na sexta 17 de Junho.


Nintendo 3DS – Lançamentos para o segundo trimestre de 2011

  • Rabbids Viagem no Tempo “(Ubisoft) – 10 de Abril
  • Tom Clancy’s Splinter Cell 3D (Ubisoft) – 10 de Abril
  • Dream Trigger ™ 3D (D3 Publisher) – Abril
  • SquigglePants Bob Esponja (THQ) – 17 de maio
  • Lego Piratas do Caribe: The Video Game (Disney Interactive) – Maio
  • DualPenSports (NAMCO BANDAI) – Maio
  • DEAD OR ALIVE Dimensões (Tecmo Koei) – Maio
  • Crimes Noir James Hollywood (WB Interactive) – 10 de junho
  • Lanterna Verde: Rise of the Manhunters (WB Interactive) – 10 de junho
  • Transformers: Dark Side of the Moon 3D (Activision) – 14 de junho
  • The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D (Nintendo) – 19 de junho
  • Cave Story 3D (NIS America) – 28 de junho
  • Pac-Man ® DIMENSÕES e Galaga (Namco Bandai) – Junho
  • Renegade Driver (Ubisoft) – Primavera

Tá… o 3DS saiu da caixa… e agora? O que vem nele?

Colocando em perspectiva US$ 250,00 parece um bom preço… o Wii custava isso no lançamento, enquanto o XBOX 360 Arcade ainda custa isso…

Mas para um portátil, principalmente um portátil da Nintendo, esse foi o preço mais alto colocado até hoje. E muitas pessoas lá fora acabaram com as carteiras vazias só com o aparelho… sem nem colocar as mãos nos jogos.

Ainda bem que o 3DS vem recheado de pequenas “coisinhas” que vão tomar muito do seu tempo e ajudar você, com o auxílio daqueles games de Ds que você provavelmente já tem e vai poder utilizar em uma tela de matrix ativa com o dobro da resolução, a passar um trecho gordo do seu tempo até o lançamento da próxima leva de games do 3DS.Vamos começar do começo com…

Mii Maker

É difícil lembrar uma época sem Miis, os avatares criados pelo Wii para representar você e os seus. A ideia era tão genial e tão bem sucedida que foi copiada a exaustão, com graus moderados de sucesso (Os avatares do 360 começaram como uma cópia dos Miis e agora estão melhores que os originais e a PSN Home… bem… não decolou… como quase tudo no PS3). Agora a Nintendo leva os avatares para o 3DS, com as mesmas funções que eles tinham no Wii, representar os gamers dentro de certos games ou durante certos eventos… com três diferenças notáveis.

A primeira é a criação via câmera. Olhe em direção a tela e escolha criar a partir de uma foto. A câmera interna irá bater uma foto de seu rosto que será então transformado em uma caixa em 3D. Um Mii, então, se verá na árdua tarefa de tentar tirar a caixa da cabeça, o que resultará em risadas suas, e quando ele atingir o objetivo, em uma versão caricata do rosto cuja foto foi batida. É funcional e bem engraçado… mas o resultado final pode deixar um pouco a desejar – ao que parece o software utilizado guia-se por linhas e reentrâncias no rosto, logo, pessoas como eu e a Michela, mais gordinhas, acabam por ficar sem muitos detalhes no avatar pela dificuldade do sistema em encontrar pontos de escaneamento. Testes empreendidos mostram que os resultados variam de perfeitos a completamente inacurados. Quem sabe com um patch no futuro? Mas não se preocupe, você pode alterar o rosto após a foto ser tirada. Aliás… a segunda diferença está aí… Além de ser capaz de colocar e tirar olhos, tipos de cabelos e coisas do tipo, agora você também pode editar o horizontal e o vertical dos objetos colocados, criando olhos semicerrados ou maiores, ou bocas em posições diferentes dos defaults, etc…

Libere o artista dentro de você!!

A última diferença trata do Mii importados e exportados. Através do Street Pass o 3DS troca Miis com outros aparelhos a sua volta. No Mii Plaza do Wii, todo Mii que vinha de outro aparelho estava travado… você não conseguia fazer absolutamente nada com ele. No 3DS você pode travar os seus Mii (criando uma espécie de copyright, a pessoa que recebeu não pode alterar) ou deixá-los sem trava, de forma que quem recebê-los poderá editá-los e utilizá-los da forma que quiser. O 3DS inclusive transforma a informação dos Mii em código QR que você utilizar para transferir via internet um Mii seu, para outro usuário, sem precisar conectar os 3DS ou jogar online. O outro usuário fotografa o código QR do outro lado e o 3DS transcreve o código devolta para o formato de Mii. Muito muito legal… (Aqui vão alguns de lambuja para vocês!!!)

Activity Log

Eu sinto dizer mais a Nintendo não pretende manter o 3DS no mercado para além de 2099… é sério… o marcador do Activity Log só vai até dezembro de 2099.

Bazinga!

Esse é o dedo duro do seu sistema. Se você andou por aí com o seu 3DS em modo de descanso no bolso, seus passos foram contados e marcados aqui. Ele também marca o número e o nome dos games jogados, quanto tempo em cada e que aplicativos você mais usa. Por enquanto é só isso que ele faz… mas lembrando que em Pokemon Gold e Silver você usava um pedômetro para transformar seus passos na vida real em pontos de experiência para os Pokemons… o negócio parece promissor.

 

Face Raiders

Face Raiders é um jogo. Não deixe ninguém dizer o contrário. Também é o lugar em que eu passei mais tempo até agora no meu 3DS. Em Face Raiders, você fotografa um rosto e usa-o para combates sem fim.

Como? Fotografe o rosto com a câmera interna do 3DS (ou com a externa, da segunda fase em diante) e o game irá transformá-la em um capacete voador com chifres e irá animá-la. Agora os capacetes voarão a sua volta, surgindo do nada e você terá que movimentar o 3DS… sim.. de pé e andando… tentando mirar neles usando as câmeras do aparelho e destruir as criaturas bisonhas jogando bolinhas nelas. Se acertar na boca… elas mordem a bola, soltam um ganido e explodem… e você ganha um “Perfect” do game. Glorioso e encantador. E você pode apertar R ou L a qualquer momento e capturar fotos, em 3D, do pandemônio solto em sua tela.

Mas não acaba aí… depois de um número de fases você entra no modo “UFO CREW” (algo como “tripulação de disco voador”). E o que o modo faz é randomicamente procurar rostos em suas fotos batidas no 3DS e transformá-los em novos inimigos. É muito engraçado e surpreende… eu me vi lutando com um amigo que fotografei… de repente… e dentro do ônibus voltando para casa. Sensacional.

Face Raiders é como River Raid e como Snakes. É simples demais na concepção e verdadeiramente glorioso na execução. Jogaço!

Nintendo 3DS Camera

É uma câmera. Ela tira fotos. Em 3D!!! Mas calma… antes que seu lado fotógrafo emerja gritando “Eureka, Eureka” saiba duas coisas:

1) As fotos só funcionam no próprio 3DS (pelo menos por enquanto).

2) A resolução e xexelenta. Horrível mesmo… câmera VGA de celular tijolo de Xing Ling. O 3D ajuda a mascarar. Mas é bem fraquinho.

É claro que a graça não está só em bater e mostrar fotos em 3D. O software vem com uma suíte de edição com ferramentas bem variadas… sério mesmo, o conjunto é bem compreensivo e se você já mexeu em um paint brush na vida não vai ter a menos dificuldade. Kudos para a edição em 3D do software – objetos podem ser inseridos e puxados ou pedaços da imagem podem ser empurrados, amassados ou movimentados, em três dimensões e sem lags.

É divertido e vai servir como uma luva para fotografar coisas bobas (ou pessoas sérias em situações bobas) mas não espere muito do aplicativo.

Nintendo 3DS Sound

Nintendo 3DS Sound é basicamente o DSi Sound de dois anos atrás: Um software de gravação e edição de áudio bem simplificado e que permite utilizar músicas gravadas através do microfone ou a partir de arquivos de música gravados no cartão SD. Ao contrário do DSi, no entanto, que utilizava apenas formato AAC (que dava um trabalhado miserável transformar seu Mp3 perfeitamente bons em um formato que só o DSi usava) o 3DS suporta AAC, MP3, M4A, MP4 e 3GP.

Infelizmente a Nintendo não mandou nenhuma canção conhecida já no cartão.

O sistema de visualização e controle de edição usa e abusa de um visual limpo e bem feito em 3D e chegam a dar algumas pistas de como serão certos jogos em 3D, como Excitebike (que fica bem legal em 3D) e o futebol do Game and Watch, que utilizava personagens 2D completamente planos contra um fundo em 3D – o que torna isso ainda mais legal é que esse futebolzinho Game and Watch é COMPLETAMENTE JOGÁVEL. SIM!!! UM JOGO DENTRO DE UM APP!!!

No final das contas o 3DS Sound é bem legal, mas além do joguinho de Game and Watch não é exatamente uma revolução em cima do que já vinha no DSi. Como quase tudo na terra já toca MP3 eu duvido que isso é que vai tornar o 3DS seu gadget favorito…

AR Games

Eu guardei o melhor para o final! Todo o 3DS vem com um pacotinho de pequenos cartões que possuem poderes cósmicos e fenomenais. Quando observados no ângulo, na iluminação e na distância corretas (se você tiver feito seus sacrifícios regularmente para o grande deus crocodilo Ofler… e plantado bananeira durante seis dias em jejum) várias coisas incríveis podem acontecer. Um deles tem o logo da Nintendo e os outros cinco tem fotos do Mario, Link, Samus Aran, Kirby e os Pikmin.

Você começa colocando o cartão com o símbolo da Nintendo e o ponto de interrogação em uma mesa ou outra superfície reta e sólida. O local tem que estar bem… bem mesmo… iluminado… sem sombras no cartão e o 3DS tem que fica a aproximadamente 35 cm do cartão em um ângulo de aproximadamente 30°. Quando isso acontece – boom! – coisas começam a acontecer. Primeiro surge uma caixinha com pernas e olhos – e que ainda não tem nome oficial da Nintendo. Vamos chamá-lo … “boxie”?! Ok… boxie! Você pode jogar bolinhas em Boxie, e se acertar dentro dele ele se transforma em 6 Boxies… que você pode então atingir para abrir os outros AR Games (que vem de Augmentend Reality Games – Jogos de Realidade Melhorada).

O primeiro game é tiro ao alvo. Uma série de alvos aparecem e você deve acertá-los – alguns dos tiros são simples, enquanto outros são bem complicados. O segundo jogo é AR Shot, que transforma a superfície que vocês vendo em um desfiladeiro cheio de rentrâncias – você é dado uma bola, um alvo e um taco de bilhar e tem que acertar a bola no alvo usando… bem você entendeu. O próximo game é pescaria – pense na pescaria de Anima Crossing combinada com o sensor de movimento da pescaria do Wii Play… parece pouco divertido … e é! O quarto é Star Pics, o Ar Game que usa os outros cinco cartões com Mario, Link e companhia – Cada cartão vai criar um versão “meio estatueta” do personagem e você pode mudar de posição e rearranjar para criar dioramas. Mii Pics é o próximo e permite que você combine seu Mii com os personagens da Nintendo do Star Pics assim como criar poses e combinar posições para criar belas fotos. Por último existe o Graffiti, uma mini suíte gráficos ao estilo Mario Paint em que você usa a Stylus para desenhar em 2D na tela de baixo e o 3DS cria um modo em 3D visível na tela de cima.

Eu tenho só uma reclamação com relação aos AR Games – o sistema de reconhecimento dos cartões. Você tem que ficar exatamente no sentido, posição e luminosidade requisitada pelo sistema para que a “mágica funcione”… e muitas vezes durante o próprio Minigame, na tentativa de jogá-lo, você terá que mover o 3DS… o que quase sempre fará com que o jogo seja interrompido algumas vezes enquanto o sistema pede para você refocalizar o cartão.

 

Certamente essa quantidade de conteúdo faz com que todos nós reviremos nossas cabecinhas e pensemos: É…. realmente não vem vazio, não!. Só que ainda tem muito muito mais! Os Ar Games, por exemplo, tem um set inteiro de atividades novas depois das primeiras serem completadas – tiro ao alvo e AR Shot ficam bem mais difíceis, Pescaria livre surge, as poses do Star Pics mudam… Além disso você pode destravar a habilidade de capturar fotos dos jogos em ação, acessar um relógio cuco em 3D, ou um globo em 3D – tudo pela magia das Play Coins, moedinhas que você vai ganhando enquanto joga games ou anda… isso mesmo, ele transforma passos em Play Coins, por aí com o seu aparelho.

 

O 3DS é fantástico, mais um exemplo clássico do espírito Nintendo na busca da excelência. Então se você está adiando a compra do seu, porque acha que vai ficar jogando só Street Fighter IV… pense de novo!

PS: Ainda não vem com Browser de internet…. lançamento em breve!

O 3DS chegou… hora de abrir a caixa…

O primeiro Unboxing do Mini feito no estilo ruinzinho-mas-com-o-coração que nos temos feito a quase cinco anos!

Primeira Parte

Segunda Parte

Espero que seja divertido, ao menos…

 

PS: Só para constar… os sons que são ouvidos ao longo do vídeo são os meus cães em guerra… eu não consegui fazê-los para até o final do vídeo.

Jogando: Okamiden

Sabe o que significa o termo “canto de cisne”? Segundo a Wikipedia “Canção do cisne ou “Canto do cisne” é uma referência a uma antiga crença de que o cisne-branco (Cygnus olor) é completamente mudo durante toda a sua vida, mas pode cantar uma bela e triste canção imediatamente antes de morrer. Entretanto, é sabido desde tempos remotos que esta crença é falsa; cisnes-brancos (também chamados de “cisnes-mudos”) não são mudos durante a vida, produzindo grunhidos e assobios; e não cantam ao morrerem. Em particular, Plínio, o Velho refutou a crença no ano 77 em sua Naturalis Historia (livro 10, capítulo xxxii: olorum morte narratur flebilis cantus, falso, ut arbitror, aliquot experimentis, “observações mostram que a história do canto dos cisnes ao morrerem é falsa”). Não obstante, a lenda permaneceu através dos séculos e aparece em vários trabalhos artísticos. Por extensão, canção do cisne ou “canto do cisne” tornou-se uma metáfora, referindo-se a uma aparição final teatral e dramática, ou qualquer trabalho final ou conclusão. Por exemplo, a coleção de canções de Franz Schubert, publicada no ano de sua morte, 1828, é conhecida como a Schwanengesang (que em alemão significa “canção do cisne”). Isto traz a conotação de que o compositor estava prevendo sua morte iminente e usando suas últimas forças em um magnífico trabalho final.”. Entenderam?

Nesse contexto Okamiden parece ser o “canto do cisne” do DS. A última grande obra a ser lançada exclusivamente para o Nintendo DS traz o filho da deusa do Sol Amaterasu, Chibi, em sua forma de filhote de lobo branco e uma pletora de personagens, muitos reconhecíveis do primeiro game, em um universo de cores pastéis. É um jogo lindo, muitíssimo bem feito e que tem várias qualidades que o tornam superior, na minha opinião modesta, aos dois Zeldas do DS e a diversos jogos do portátil.

Graficamente falando Okamiden é fantástico. A engine utilizada é rápida, possui texturas suaves e cristalinas e permite uma enorme distância de horizonte, sem quebras nem entraves na paisagem. A movimentação é suave e muito muito bem animada, sem movimento e bruscos e “sem sobra”… nenhum movimento de Chibi parece desnecessário ou falso. Os personagens secundários são bonitos e se movem de forma inesquecível, cheios de personalidade, e os cenários são sensacionais.

O som é bom demais… batidas japonesas se misturam a jazz em um ritmo diferente e bem charmoso. A maior parte das cenas tem uma música de fundo perfeita e certas cenas (e certos chefes) tem músicas que ficaram gravadas na sua mente por muitos anos. A história é bem feita e relativamente longa, sendo complementada de forma soberba pelas músicas, com um início lento, mas que após engrenar… em um acontecimento que impede Chibi de contatar a mamãe celestial e a ter que auxiliar um novo herói (criancinha fofa) em impedir que os demônios cubram o mundo de escuridão.

O controle é muito muito muito bem feito, mas nada que eu não posso reclamar. O sistema de usar a tela de baixo para controlar o pincel celestial e usar formas básicas desenhadas, que se transformam em cortes, sóis ou mesmo bombas é sensacional – parece que após passar pelo PS2 e pelo Wii, Okamiden finalmente encontrou o lugar onde os controles encaixam com perfeição – dito isso eu me decepcionei com a maneira que, exatamente como em Okami, o pincel celestial (celestial brush) se comporta mais como um kit de ferramentas do que como uma habilidade criativa em si. Eu explico: Você não pode combinar habilidades criadas com o píncel, está limitado sempre as formas já determinadas pelo jogo e só pode usar uma por vez. Eu me senti mal com isso em Okami… e talvez porque o controle estava tão… certo… dessa vez foi ainda mais decepcionante.

Ainda assim Okamiden é um jogão como poucos. Se você tem um DS não perca a chance de mergulhar no universo de Nippon mais uma vez… e se você é um dos felizardos que já tem um Nintendo 3DS, como a linha de lançamento anda meio fraca, acho melhor jogar Okamiden até algo melhor do que SFIV pintar!

 

Jogando: Pokemon White (Vale para o Black também… só que eu só comprei o White)

Pokemon é Pokemon… e vice-e-versa! Além desta estapafúrdia consideração há pouco mais que pode se ser falado sobre Pokemon White (e tão pouco de Pokemon Black) que irá efetivamente mostrar a você que a série Pokemon evoluiu. As chances são grandes que você já tenha se alistado ao exército dos Pokemaniacos ou aos do Oh-meu-deus-será-que-eles-não-conseguem-enxergar-que-todos-os-games-são-iguais-maniacos – e pouca coisa em Pokemon White (e Black) poderia fazer você mudar de ideia. Mas vamos aos (poucos) fatos.

Graficamente falando White e Black não tem enormes diferenças de Gold e Silver, usando a mesma engine, que é claro, sofreu aprimoramentos. Cenários são maiores, tem muitos elementos verticais, luz e sombra melhor trabalhados e menos quebras de cenário. A posição da câmera mudou em uns 15 graus o que permite ver melhor a direção que se está caminhando e o cenário de fundo (é engraçado que essa posição de câmera, a isométrica, não é nenhuma novidade, era usado constantemente no SNES por ser considerado perfeita). Os pokemons continuam sendo feitos utilizando pixels, que sofrem distorções bem feias em alguns movimentos… sim… os pokemons finalmente se movem e os golpes são algo mais visível do que um “pong” seguido de seu pokemon dar um chacoalhada para frente e para trás. Ah.. antes que eu me esqueça… alguém na GameFreaks (a produtora do game) adora pontes… a dezenas delas – com animações e cgs… nas pontes! Vai entender.

O som melhorou… um pouco. Os pokemons ainda só fazem grunhidos, mas eles são mais variados e mudam de timbre de pokemon para pokemon. A música é funcional e desaparece no ambiente, mas há alguns temas de ginásios e, principalmente, temas de batalha de líderes do Team Plasma que são bem legais. O controle é … Pokemon… Gold… e Silver. É igualzinho. Controle seu personagem com uma combinação de direcionais, botões e a touch screen. Funciona… mas não é nada inovador.

A jogabilidade teve algumas mudanças… graças a Deus – já que torna um game que eu basicamente podia jogar dormindo, novo. A primeira coisa a se falar é sobre as rotation battle – um novo modo de jogo onde 3 pokemons são dispostos sobre um disco que gira a cada tantas rodadas. Esse modo exige que sua estratégia esteja bem mais afiada, visto que você nunca sabe quando o seu Pokemon de fogo vai acabar cara a cara com um Pokemon de gelo do adversário. Além disso, se você quiser um Pikachu ou um Snorlax… prepare-se para jogar durante o jogo todo, basicamente, antes de ter o prazer (ou desprazer) de ver algum Pokemon conhecido (eu, por exemplo, viveria feliz se não visse um único Zubat pelo resto da minha vida) – o jogo realmente põe peso em seu novo cast de Pokemons.

É na história que vocês vão notar o que tornou esse game tão vendido. Ou melhor, a existência de uma BOA história. O time Plasma, e sua missão de libertar o Pokemon e separá-los dos humanos, que os estão “escravizando” é um inimigo mais inteligente, mais direto e mais presente do que o time Rocket e com uma missão que faz você se questionar em que até que ponto eles são “maus”… Além disso os líderes de ginásio tem história, motivos de ter o ginásio e, alguns, até razões para deter seu progresso – eles também finalmente perceberam que um time de um só um tipo de Pokemon era um besteira sem tamanho e usam times variados e balanceados. Além disso a um sistema de mini-games para os pokemons, como colocá-los para dançar, vesti-los como idiotas… ou vesti-los como idiotas e aí colocá-los para dançar – que embora não melhore a história ajuda a dar uma relaxada nas partes mais sérias da mesma.

E a questão final é sempre a mesma: O jogo vale uma compra? Antes de mais nada responda a pergunta a seguir: Eu sou um fã de Pokemon? Se a resposta for sim… compre o game agora e você não vai se arrepender! Se a resposta for não… pergunte-se: Eu gosto de Pokemon? Se a resposta for sim… compre o game e sinta a paixão voltar com força total. Mas se a resposta for um novo não… tente Okamiden… vai se divertir bem mais. No mais é um jogão bem bem legal e altamente recomendado. Vejo vocês nas batalhas online!

 

 

 

 

“Minha imagem está horrível…” ou “Como jogar DS perfeitamente no seu 3DS!”

Hoje em dia, ninguém seria tão idiota a ponto de construir um console que não tivesse retrocompatibilidade… é óbvio, faz completo sentido do ponto de vista comercial e facilita a passagem entre uma plataforma e outra…

foi mal Playstation 3… não vi você sozinho aí… no canto escuro…sem poder usar retrocompatibilidade com o PS2.

Essa função é ainda mais importante em portáteis, porque se não você teria que carregar dois aparelhos por algum tempo, enquanto termina de jogar os games que gosta na plataforma antiga e experimentas as novidades na mais recente. Graças aos céus a Nintendo sempre foi ligada a preservação de suas plataformas e a retrocompatibilidade tem seu lugar dentro do 3DS, rodando seus jogos de DS normalmente. Mas há um problema técnico chatinho.

A resolução!

A tela superior do Nintendo 3DS é um LED não um LCD, e tem uma resolução completamente diferente daquela do DS. Colocar um cartuchinho lá e dar start no jogo fará o game funcionar, mas ele não será tão bonito ou limpo como você lembrava… na verdade vai ficar meio emaciado… como se você estivesse jogando videogame em uma TV de tubo bem velha… onde tudo fica meio enevoado.

Mas não tenham medo, a correção para isso é simples e bem fácil, é só seguir as instruções:

Passo 1

Coloque o cartucho de DS no sistema e ligue (Se você ainda não tinha feito isso… tipo… vai brincar de bola ou algo assim!)

Enfiando (ui!!!) o cartucho

Ligando o 3DS (foi só eu ou vocês também desligaram o aparelho alguma vez sem querer deixando a mão em cima do on)

Passo 2

Quando o cartuchinho aparecer na tela de cima, girando bem devagar, e com uma das faces mostrando algo do game (como uma pokebola no caso de Pokemon White – aliás aguardem o review!) aperte e segure START e SELECT (se funcionou o cartuchinho na tela de cima vai dar uma volta bem rápida).

Parece o código Konami… mas é só segurar o START e o SELECT

Veja o ícone dar uma giradinha mais rápida

Passo 3

Com os botões START e SELECT ainda apertados inicie o game clicando no ícone do game que está no drive.

3DS… aumentando sua flexibilidade e suas habilidades no Skate de dedo!

Seguindo esses passos a resolução será emulada para aquela do DS (e portanto não encherá a tela de cima inteira… isso é normal). Lembre-se também que, embora o 3DS tenha trava de região o DS não tem, portanto se você tiver algum jogo importado por aí ele funciona tão bem no seu 3DS quanto funcionaria em qualquer DS.

Bom divertimento!

EA diz adeus ao papel!!!

Em uma atitude parte motivada pela sustentabilidade e a ecologia e parte motivada pela economia em custos, a maior distribuidora de games do planeta, a EA diz que seus próximos produtos não terão mais manuais em papel e sim, práticos menus, que poderão ser acessados pelo botão Home no Wii e no 3DS, e pelo botões PS no Sorry Playstation e pelo Grid (aquele botão central com um X verde) no XBOX 360.

Se você não for um ecologista convicto e fizer questão de ter um manual autêntico para seus jogos autênticos (ei EA, você vai baixar o preço dos games sem manual de papel? Não! Por que eu não estou surpreso?) poderá acessar http://support.ea.com/app/manuals a qualquer momento e imprimir o seu (sim, os manuais continuam tento arte e visual normal… só não vem impressos mais… vai entender). Quando indagadas sobre a economia financeira que a medida vai levar aos seus cofres, um analista da EA foi incapaz de responder…

é isso aí! Tudo que a EA quer é salvar o planeta! E se você acredita nisso eu tenho uma ponte para te vender!


 

 

Ocarina of Time 3D. Tem algo novo lá ou só estamos jogando de novo?

The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um dos melhores games que já existiram para qualquer console. É simples sem ser imbecil, direto sem ser ofensivo, complexo sem ser forçado e tem quantidades precisas de comédia, ação e drama. Se você não jogou, você não merece ser chamado de gamer… não precisa terminar… nem precisa dizer que gostou… mas você tem que jogar – Esse foi O RPG de ação que construiu a base para todos os RPGs de ação em 3D…. ATÉ HOJE. Então se você jogou Brave Fencer Musashiden, e gostou, ou Dragon Age 2, e gostou, vá até o altar de Ocarina of Time e faça uma oferenda… sem ele, esses games jamais seriam possíveis.

Mas, ademais nosso extremo amor e devoção ao título que mudou os RPGs de ação para sempre, Ocarina of  Time não é exatamente novo…  tem 13 anos (um pensamento meio assustador!) e está disponível em pelo menos 5 meios, legalmente (Em ordem cronológica Nintendo 64, Que, GameCube Zelda The Wind Waker Special Edition extra disk, Gamecube Zelda Complete (Zelda Ocarina of  Time e Master Quest) e Virtual Console), o que garante que, se você queria jogar esse jogo, teve chance. Eu mesmo terminei dezenas de vezes e tenho 4 vezes o game (todos as mídias menos o Que). Então… será que  The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3DS é só uma versão mais bonita do jogo ou será que teremos algo de novo?

Será que Shigeru Miyamoto e Satoru Iwata nos darão apenas uma Master Quest com controles melhores e gráficos mais bem feitos? Tudo indica que NÃO!!! Segundo ambos, Ocarina of Time foi escolhido por duas razões básicas:

  1. O estilo gráfico do jogo (sua “arte”) é bem simples e, mesmo com as melhorias decorrentes do novo hardware, ficará bem simples e fluída em 3D. Segundo Miyamoto a Hyrule que você visitou será a mesma de 13 anos atrás… o mesmo lago Hylia (mas agora bem mais bonito), a mesma Hyrule Town (só que 3D e com ruas paralelas e bem bem maior).
  2. Audiências mais novas não tiveram a base que Ocarina fundamentou para os games mais novos, segundo Miyamoto “A habilidade de aprender uma determinada tarefa em um local, com ou sem um determinado item, e fazê-la de forma espontânea pelo resto do game” o que tem dificultado a penetração da franquia em novos nichos… o que deve ser corrigido com OoT3D.

É claro que algumas modificações já foram confirmadas, como a capacidade de descongelar o reino dos Zoras quando Link estiver adulto e modificações no templo do tempo para permitir um desenrolar mais fluído e menos truncado da famigerada dungeon, mas se mais alguma coisa mudar nos próximos meses eu estarei de olho, para relatar tudo… afinal estarei esperando com todas as minhas forças por esse game.

13 anos… estou ficando velho….

13 anos…