Nintendo cai fora do Brasil… e porque isso é ótimo para todo mundo!

Ontem a Nintendo “do Brasil” falou que estava encerrando suas atividades no país até o final de Janeiro e culpou os autos impostos e as dificuldades de mercado pela saída. A notícia repercutiu, ganhou corpo, foi parar no Facebook de um monte de gente e ninguém foi atrás da informação completa.

É…. aí complica.

Pior foi ver uma parede de moleques odiosos e xexelentos que não respeitam as raízes de seu próprio Hobby e soltam frases como “Já foi tarde”, “Eu nunca tive nada Nintendo” e “Isso não me afeta em nada”, entre outras milhares de frases tidas como engraçadas ou inventivas.

Pois bem… eu sou um Nintendista de carteirinha. Meu primeiro videogame foi um NES 72 pinos americano. Eu defendi a SEGA, defendo a Nintendo e defendi a SNK, e já falei aqui, e repito, que o dia que a Nintendo parar de fabricar Hardware é o dia que eu paro de comprar videogames (e provavelmente vou virar um colecionador retrô louco que só joga no Steam e em videogames de 40 anos de idade). Mas essa notícia não poderia me deixar mais feliz. Por 4 motivos:

1) Eu detesto dublagens em filmes e jogos – o fato que a Nintendo nunca se estabeleceu no país sempre me deu a capacidade de consumir produto deles no formato original, sem ter que importar um game simplesmente para tê-lo como ele sempre deveria ter sido. O fato que eles “saíram” do país não me afeta em nada com isso.

2) A maior parte dos jogadores de plataformas Nintendo adquire jogos e consoles em lojas especializadas ou em grandes mega stores (como Saraiva, Cultura e Fnac) que trabalham com diversas distribuidoras, a maior parte delas importadoras diretas, firmas pequenas e médias, que não tem nada a ver com a Nintendo “do Brasil”. Logo, ao contrário do que pensam os mal informados, a cadeia de distribuição de produtos Nintendo não será afetada.

3) Nunca houve uma Nintendo do Brasil. Por isso minhas aspas. O que existia era uma mega distribuidora da Nintendo, a Latamel, cujo o nome completo Juegos de Video Latinoamérica  (advinha em que parte do mundo eles trabalham!), que tinha uma subsidiária no Brasil chamada Gaming do Brasil. A Gaming do Brasil trazia os produtos Nintendo para o Brasil fazendo uma porca capinha de papel cartão por cima da caixa do jogo americano (em português… se fosse um lançamento MUITO grande), sem fazer um único investimento em publicidade fora de revistas especializadas (não existiam propagandas de TV ou na Internet) e com uma presença ridícula e minúscula em eventos pelo país. Quando tinham, por contrato, que fazer algo, a Gaming do Brasil tinha uma má vontade extrema, uma falta de profissionalismo absurda e uma tendência exasperante a entregar desculpas ao invés de resultados. Ou seja… uma péssima firma que não funcionaria em nenhuma outra parte do mundo que não no país do jeitinho.

4) A Saída da Gaming do Brasil do quadro já mobilizou 4 (sim… eu disse quatro) grandes distribuidoras de produtos eletrônicos a saírem de sua zona de conforto e irem para cima, abocanhar a distribuição de produto Nintendo. Porque vocês não fazem ideia do quanto Pokemon vende no país, sem falar em bonecos oficiais de Mario e companhia, pelúcias, livros de estratégia e tudo o mais que acompanha a Licença Nintendo. E tenham certeza que, qualquer uma das 4 que pegar, farão um serviço muito melhor que a Gaming do Brasil.

Então, nesse quadro, devemos chorar o fim das atividades da Nintendo “do Brasil”? Claro que não! Nós temos que achar fantástico! Nós temos que mandar para o inferno uma distribuidora que, em 8 anos (sim… desde o lançamento do Wii U), não conseguiu fazer um acordo com os bancos nacionais para permitir o uso de cartões de crédito brasileiros no Nintendo eShop! Nós temos que pisar na cabeça de uma firma que não garantiu nem distribuição nem publicidade a enormes jogos da Big N no país! Nós temos que mandar essa galera embora!

E tenham certezas fãs desesperados da empresa: Eu tenho videogames Nintendo desde 1986 – uma época que o mercado era dominado pela Tec Toy e o Master System. E nunca, nunca, fiquei sem meus jogos porque não haviam distribuidores “Oficiais”.

E que venha uma nova era para a Big N no Brasil

PS: Por questões de manutenção das fontes eu não posso revelar quais são as 4 grandes distribuidoras, até porque a coisa está bem quente no assunto por enquanto. Mas tenham certezas que duas delas são enormes e estão salivando para colocar as mãos nisso!

Você quer Majora’s Mask 3D? Mas quanto você quer?

Majora’s Mask 3D está vendendo mais do que o pãozinho quente e a batatinha frita. E agora vai vender ainda mais… porque existe uma super-mega-power-nitro-com-queijo-e-fritas edição especial da casa do caralho!

E ela é linda!

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A edição especial virá com o game, uma estatueta do Skull Kid e um livreto de arte, tudo numa caixa linda cuti cuti.

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Se você ainda não tem medo desse cara… você terá!

 A edição especial foi colocada no mercado ao preço básico de US$ 50,00 (lembrando que o jogo, por ser um remake, foi colocado no mercado em pré venda em preço promocional) mas rapidamente esgotou em todos os lugares. Eu consegui comprar de um distribuidor americano POR 2,3 VEZES esse preço! Então, caso você queira uma, fique de olhos bem abertos no Ebay e prepare a carteira.

Mas, acredite em mim, Majora’s Mask vale a pena!

Star Fox dará as caras na E3 2015 e PS4 não dará as caras na China por enquanto!

Em entrevista para o Smosh Games, no Youtube, o papai Mario Shigeru Miyamoto, falou que uma versão jogável do novo Star Fox estará presente na E3 deste ano e que o lançamento não será muito depois disso. O executivo ainda completou informando que o novo game será um espécie de cruzamento entre Star Fox Command (de estratégia, que saiu no DS) e o Star Fox 64, com a utilização constante das duas telas e também da tela sensível ao toque. Sem mais informações sobre a jogabilidade… só nos resta esperar!

Enquanto isso o governo chinês enrolou a Sony de novo. O PS4 deveria se juntar ao XBOX One, que foi o primeiro console na China em 14 anos, vendendo nada incríveis 100.000 unidades até agora, no dia 11 deste mês – mas pelo jeito isso não vai acontecer. Nem o governo Chinês nem a Sony ofereceram explicações do atraso do lançamento do consoles, mas acredita-se que se deva a problemas de censura ao conteúdo da PSN que a Sony ainda não concordou.

O lançamento foi adiado e não tem nova data.

Videogame agora dá bolsa de Estudos! YES!

Começou! Como Gamer eu sempre achei que muito pouca atenção era dada ao meu Hobbie e paixão… mas agora a Universidade de Pikeville, no Kentucky, passará a oferecer bolsas de estudo para jogadores realmente bons de LOL, já em 2015.

Sim… LOL… League of Legends… você não leu errado!

As bolsas serão distribuídas para 20 dos mais talentosos fãs do MOBA, que serão tratados como os “atletas estudantes” que entram para instituições de ensino superior através de suas habilidades em esportes “normais”. Segundo Bruce Parsons, diretor da universidade para novas mídias “As mesmas características que descrevem um bom jogador de ‘LoL’ e de eSports em geral são as que descrevem um bom estudante. [Os alunos] seguirão um regime parecido com o de atletas tradicionais. Eles precisarão manter suas notas acima de um certo nível, mas eles também terão tempo para treinar e estudar as capacidades de seus concorrentes”.

Os jogadores irão competir na Collegiate StarLeague, a liga de eSports para estudantes americanos, da qual outras 230 instituições já participam.

Que diferença da época que minha mãe falava “Vai voltar para o joguinho filho?”

Quer jogar Mega Drive ou Super NES mas quer conquistas? Seus problemas “se acabaram se”!

Por mais incrível que isso possa parecer é um fenômeno real. Muitos e muitos jogadores se acostumaram com os troféus, as conquistas e os mementos/flagpoles (decida-se Nintendo!) e ficam sentidos em jogar games que não tenham essas recompensas. Então grandes clássicos dos vídeogames,  como Ocarina of Time, Final Fantasy VI e Sonic ficam parados em cantos, sem serem jogados, porque “Não tem a mesma graça sem conquistas!” ou “Como vou saber se mando bem ou não sem o sistema de troféus?”.

Filisteus!

De qualquer forma, conquistas e troféus realmente são parte integrante do universo virtual dos games hoje. E, se você fizer absoluta questão de tê-los nos seus jogos retro, agora existe uma solução: Os retro achievements.

O site retroachievements.org mantém um sistema de emuladores online que aceita qualquer Rom (E lá vem o disclaimer oficial obrigatório: É ILEGAL, IMORAL, ENGRAVIDA E ENGORDA TER OU UTILIZAR ROMS DE GAMES QUE VOCÊ NÃO POSSUA.) baixada da Internet e se conecta a um servidor central onde estabelece pontos a serem verificados para a pontuação de conquistas. O sistema é bem semelhante ao da XBOX Live e bem bacana.

Nem todos os jogos lançados para os sistemas retrô possuem conquistas, claro. Mas o número é bem significativo, cobrindo essencialmente todos os clássicos, e você pode ajudar a comunidade colocando os seus próprios lá. (Caso se juntem, como eu acabei de fazer, procurem por mim, Tellion, lá).

A ideia é muito bacana e vai, com certeza, injetar novo ânimo na comunidade retrô.

Steam explode outro recorde de número de usuários!

Graças às promoções de fim de ano e ao ataque dos hackers nas outras plataformas online, a plataforma digital Steam atingiu um novo recorde interno, chegando a um total de 8.466.441 de usuários simultâneos durante esta quinta, dia 1º de janeiro.

8.466.441! Oito milhões e meio de pessoas! Aproximadamente a quantidade de gente que mora em Nova York!

O novo ápice vem apenas poucos dias após o antigo recorde, atingido em 28 de dezembro, com cerca de 8,3 milhões de usuários. A base ativa da plataforma digital continua a crescer significativamente: No ano passado, o Steam ultrapassou a marca de 7 milhões de usuários simultâneos, enquanto a marca de 8 milhões foi atingida seis meses depois, durante as infernais promoções de inverno.

Os campeões que tem mantido esse pessoal lá são o “Dota 2” e “Counter-Stike: Global Offensive” no módulo multiplayer competitivo, com “Team Fortress 2”, “Football Manager 15” e “Skyrim” logo atrás.

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Homebrew (e destravamento) a caminho do One?

Depois de terem milhares de usuários sem conseguirem nem mesmo utilizar seus presentes de Natal (O XBOX One precisa de uma conexão com a Internet para baixar o software básico e os updates antes de iniciar – e a XBOX Live caiu vitimada por um ataque hacker), a situação não parece que vai melhorar para a Microsoft. O grupo de hackers H4LT, por meio de seu Twitter, vazou para o público uma suposta versão do SDK – Kit de Desenvolvimento de Software do One, que permite criar jogos e aplicativos – além de sua documentação.

“Tá… e eu com isso?” Você se pergunta. Bom… hoje, para criar um aplicativo para o XBOX One você precisa de registro na Microsoft e acesso aos servidores da live. Mas com algum pensamento criativo, e o SDK, bingo: Você pode criar de softwares não autorizados a inicializadores que pulem a fase de autenticação de software com a Microsoft.

XBOX One desbloqueados!

Até o momento a distribuição foi feita, segundo o grupo para permitir “criatividade e pesquisa” dentro da comunidade, permitindo a usuários do console criarem modificações à plataforma e criação jogos “homebrew”: “Nós vazamos para a comunidade porque se algo é distribuído então progresso é alcançado mais rápido do que [se fizéssemos] sozinhos”, declarou um representante do grupo ao site The Tech Game.

É claro que atualizações no software e na live por parte da Microsoft vão ser uma constante dificuldade para esse grupo intéprido… mas, se tem algo que eu já aprendi em mais de 40 consoles e mais de 30 anos acompanhando a indústria é: No final… a produtora sempre perde.

Até a publicação desta post, a Microsoft não tinha se pronunciado sobre o vazamento.

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343 oferece Halo 3: ODST “de grátis” …

… se você tiver comprado e jogado Halo: The Master Chief Collection entre o dia de lançamento e ontem 19/12/214.

Sim! Eles trollaram o mundo e só deram a notícia na noite do último dia!

Mas, se você for um dos felizardos, não responda ainda, porque você não só recebe a campanha completa de Halo 3: Odst, remasterizada rodando a 1080p 60 fps mas ainda ganha:

– Um mês de Xbox Live, que será adicionado na sua conta mais ou menos na metade de janeiro, caso você pague sua Live em Cartão por meio automático, ou enviado em forma de código para o seu email, caso você use cartões ou não tenha renovação automática.

– Uma roupa de avatar e uma placa de registro online exclusiva de “Earlier Adopter”, que vai deixar você bonito para todos os seus amigos na Live.

– E acesso antecipado ao mapa Relic, na forma de Beta Testing, para o multiplayer de Halo 2.

É claro que o desenvolvimento da campanha de Odst acabou de começar e o jogo (sem Firefight ou qualquer outra forma de multiplayer, a não ser o co-op da campanha) só deve chegar as nossas mãos na segunda metade de 2015 (e, se vocês acreditam nessa data, eu tenho uma ponte para vender para vocês).

Segundo a 343 isso é uma forma deles se redimirem por todos os problemas que o multiplayer vem sofrendo desde o início e os diversos bugs que infestarem Master Chief Collection desde o lançamento. É um senhor pedido de desculpas!

Uma pena que não resolve o ódio e as horas desperdiçadas no matchmaking. Ainda assim… way to go 343!