Nintendo perde ação relativa a tela 3D sem óculos

A Nintendo perdeu uma ação, no valor simplório de 30,2 milhões de dólares, movida contra ela em 2011, nas cortes americanas. A ação, movida por um ex-funcionário da Sony de nome Seijiro Tomita (porque não estou surpreso ^_^), diz que a Nintendo e a Toshiba não pagaram absolutamente nada ao senhor Tomita pelo uso de sua ideia de telas reguladas em velocidade variada para 3D sem óculos.

A Nintendo se defende até o momento dizendo que o 3DS não utiliza nada em comum com a tecnologia patenteada pelo Sr. Tomita e completa, expressando fé na capacidade do sistema judiciário de eventualmente perceber a condição de vítima da empresa Nipônica, que aguarda a posição do superior tribunal americano de comércio.

Até o momento o processo encontra-se paralisado pelo recurso da Nintendo, que perdeu em primeira escala, em julgamento presidido pelo meritíssimo Jed Rakoff (que está criando um nome para si ao lidar com casos ligados a tecnologia, como o seu caso anterior da briga entre Samsung e Apple). Resta esperar!

1334779143_1

 

 

Jogos de PS1 e PS2 irão ganhar troféus

Sim! Eu não gosto muito da Sony mas essa é uma senhora notícia! Depois de colocar os troféus em seus jogos feito uma torta saída para a conquista de espaço que os achievements tiveram, a Sony percebeu o poder de vício (e de venda) que os troféus tem. Muitos e muitos gamers jogam games ruins ou baratos apenas para “platinarem” um game, por vezes recorrendo a compras secundárias na busca viciante destes pequenos, e virtuais, lembretes.

Só que muitas empresas, e muitos e muitos relançamentos, não possuem troféus. Isso se deve ao fato que a Sony não exige a presença de troféus em jogos relançados em seu sistemas anteriores. Funciona assim: Se uma empresa, por exemplo a Square Enix, já pagou os valores de licenciamento da plataforma PS1 (ou PS2) para o lançamento de um determinado game, não precisa fazê-lo de novo se o game NÃO FOR ALTERADO DE NENHUMA FORMA. Logo, muitas e muitas empresas preferiam não alterar o game de nenhum jeito e economizar a, nada modesta, graninha do licenciamento a segunda vez.

Qual a solução deste impasse? A nova patente da Sony! A Sony acaba de criar um software que, em comunhão com pontos chaves de importância impostados pela própria empresa criadora do game original, imputa de forma externa ao programa Troféus, checando por pontos específicos do código para dispará-los. Ou seja, o software não sofre alteração (e portanto não precisa ser novamente licenciado) e os games passam a ter Troféus, que aumentam, e muito, seu potencial de venda (eu que diga, jogando MGS 2 de novo só por causa dos achievements).

patent

Como funciona o processo

 Eu normalmente não digo isso mas a Cesar o que é de Cesar: Way to go Sony!

Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara a caminho

Sim. Os dois clássicos Brawlers da Capcom, Dungeons & Dragons: Tower of Doom e Dungeons & Dragons: Shadow over Mystara vão ganhar versões (com Stamps, Achievements e Troféus) para Wii U Ware, XBLA e PSN (respectivamente).

Os dois jogos virão em um pacote só chamado Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara, que custará US$ 15 (1200 ms points), com online multiplayer drop-in drop-out e leaderboards. A versão do Wii U virá ainda com funcionalidades de controle de itens via Wii U Game Pad e possibilidade de jogar utilizando apenas o controle.

Ducktales, um dos maiores clássicos do NES, ganha uma nova roupagem…

… para a XBLA, PSN e Wii U!

Sim! Um dos jogos mais cultuados da época do NES 8 bits volta em uma versão arrasadora, criada pela mesma empresa responsável pelo primeiro game, a Capcom (Sim… isso era uma época antes de Street Fighter 2 e Resident Evil, quando a Capcom precisava de bons games para sobreviver).  Ademais os novos gráficos e a jogabilidade modernizada, o jogo mantém o mesmo estilo e os mesmos estágios da versão do NES.

Vejo vocês todos na via da nostalgia!

Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of Shadows é incrível!

Eu cresci com TMNT e considero as tartarugas uma das coisas mais legais que já existiram. E depois do novo desenho, aliás excelente, que a Nickolodeon começou, as tartarugas tem uma nova chance na forma de um jogo downloadavel para XBLA, PSN e Wii U Ware. E ao que parece, TMNT: Out of Shadows vai ser ainda mais legal. O jogo usa gráficos mais adultos, no estilo dos filmes e do quadrinhos, mas utilizando o universo expandido do novo desenho das tartarugas. Com ataques combinados e centenas de movimentos, TMNT: Out of Shadows foca imensamente no multiplayer e promete trazer toda a diversão ao mundo dos games. Santa Tartaruga! Cowabunga!!!

Donkey Kong Country Returns 3D e Animal Crossing: New Leaf ganham data de lançamento nos EUA

O jogo de comunicação, como batizado pelo eternamente genial Shigeru Miyamoto, mais legal da terra Animal Crossing vai finalmente ver a luz do dia em terras americanas, em sua nova versão para o 3DS. Animal Crossing: New Leaf vai ser lançado por aqui dia 09 de Junho (com a Europa ganhando um lançamento em 14 do mesmo mês).

Quanto a DKCR 3D, eu deixo a ginga e a malemolência do macacão dizer a data:

donkeykong-610x610

3DS do Pikachu? Só se for agora!

Agora é oficial! A Nintendo confirmou que a versão oficial do Pikachu do 3DS XL será oficialmente lançado nos EUA no dia 24 de Março e continuará a venda “enquanto durarem os estoques”. O aparelho virá se nenhum game em si e com um cartão SD de 4GB, além de recarregador padrão.

E é lindo!

pika

 

O melhor é que o portátil ainda participa da promoção do jogo gratuito, que falamos alguns dias atrás. Então, se você estava esperando uma razão para colocar a mão em um 3DS… pegue agora!

 

Playstation 4 – Que comecem as especificações técnicas

Ok! Chega de Bla bla bla e hora de especificações técnicas. O que realmente está dentro do capô do PS4?

Bom, da forma mais simples que dá para explicar o PS4 é um PC com arquitetura x86 (se você é da velha guarda, como eu, vai lembrar dos computadores 386, 486 e, finalmente Pentium, que era o 586 – então… é dai que vem essa terminologia) de 64 bits formado por um processador central, batizado Jaguar, da AMD, que funciona em paralelo com uma AMD Radeon de 1,84 teraflops, dividindo  pasmén, 8 núcleos de processamento. Alimentando esse híbrido estranho de processador e placa de vídeo há um bem servido sortimento de 8 Gb de memória GDDR 5. O sistema conta com um drive de Blu Ray, um sistema Wi Fi 80.211 b/g/n, Bluetooth 2.1 nativo, saída HDMI, saída analógica e saída óptica de áudio.

Console

A Sony explicou que não terá modelos diferentes do aparelho, que todos as unidades virão com headset mono para chat por voz e que o PS3 fará cross chating (ou seja conversar entre jogos ou entre apps, estando na mesma party) nativo. Além disso explicou que, apesar do foco do console ser a distribuição digital através do serviço online Gakai, os principais jogos (triplo A e que as distribuidoras assim desejarem) também terão versões físicas. Os jogos físicos de PS3 não poderão ser utilizados no PS4 e ainda não há posições sobre os discos de PS1, mas provavelmente também não terão uso – jogos de PS1 e PS2 que foram comprados na PSN funcionarão sem problemas e os jogos de PS3 serão vistos “caso a caso”.

Fora isso a Sony confirmou vários dados do controle. O controle pesa pouco mais de 200g, tem um botão de share, um touch pad multi touch capacitativo integrado que NÃO TERÁ GRÁFICOS (só serve como superfície de input), um led de identificação e um led frontal que permitirá detecção pelo PS4 Eye, uma versão melhorada do Kinect (para que inventar se eu posso copiar?).

Controller

Aliás… surgirão os primeiros detalhes do PS4 Eye. É um sistema de câmeras que reconhecerá corpos e partes de corpos (com uma distância muito menor do que a mínima necessária para o Kinect, segundo a Sony) e que gerará vídeo em 60 fps com resolução de 1280X800 pixels… um ganho considerável sobre 30 fps e 640×480 pixels do Kinect.

Enquanto mais informações surgem a pergunta principal continua: Conseguirá o bom em tudo, mestre em nada, PS4 conseguir um lugar ao Sol? Principalmente com a chegada do Steam Box, Piston e do 720? Coloque sua opinião aí embaixo!

Jogando: Tomb Raider

Haviam várias promessas nos últimos meses que simplesmente falharam em entregar o que estavam prometendo: DMC foi interessante, mas nem de perto teve o impacto de seus antecessores, Aliens: Colonial Marine foi um fiasco, um jogo sem brilho que falhou em agradar quase qualquer um e mesmo Paper Mario, normalmente uma power house de entretenimento, teve uma recepção apenas morna, por parte do mercado. E isso faz Tomb Raider tão impressionante; não só é um jogo verdadeiramente fantástico, mas ele consegue o que Tomb Raider Legends não conseguiu – dar um novo início verdadeiramente digno a uma das princesas do universo dos games.

tomb-raider-lara-croft

Lara Croft está de volta, mas está não é a Lara Uber peituda, cheia de one-liners, carregada de coragem e transbordando confiança por cada poro de sua pele acetinada (ademais a desgraçada nunca passar um creme, ficar dias vestindo a mesma coisa por dias e se jogar, bater, arrastar contra superfícies abrasivas, cortantes, etc…). Essa é uma Lara muito jovem, ingênua, muito bonita, mas bem mais proporcional, um pouco tímida e ainda pouco confiante. Mais do que ser a primeira aventura cronológica de Lara Croft, é a aventura que forma Lara Croft – é o ponto onde a jovem Lara deixa de ser um jovem atlética, com um fetiche por arqueologia, incapaz de ferir uma mosca, e passa a ser Lara Croft, caçadora de tumbas renomada, com um sorriso constante e passando fogo em quer for imbecil o suficiente para ficar em pé na frente dela.

E para colocar você para dentro do passeio de Lara a Crystal Dynamics, produtora canadense, não poupou esforços, sejam eles técnicos (como veremos adiante) ou de narrativa. O jogo é denso, tenso e imensamente bem escrito, com diálogos convincentes entregues por atores de vozes competentemente escolhidos, e uma atmosfera que engole o jogador e não solta mais. Além disso você vai se sentir muito mal na pele de Lara enquanto ela se fere, se rasga e se mutila (as cenas de morte, com ela sendo empalada, caindo e se quebrando toda, etc… são especialmente espetaculares, e eu garanto que elas vão arrancar algumas interjeições de nojo e assombro de quem estiver assistindo o jogo por cima do seu ombro ^_- ) na tentativa de permanecer viva por tempo suficiente para, talvez, ser salva.

A parte técnica pode ser resumida mais ou menos assim: É como Uncharted 3, só que mais longo e mais aberto. Se você, no entanto, só tem o 360 e o PC, e nunca colocou a mão na única razão para se ter um PS3 no universo, eis o que isso significa: Ação desenfreada e cinemática, com qualidade técnica impar e um nível de script do tipo que se dão Oscars (ou pelo menos deveriam).

Tecnicamente o game é um desbunde. Os gráficos são fora do comum, lindos, perfeitos, amplos, limpos, com texturas de altíssima qualidade e com uma animação ímpar. Os inimigos se movem com fluidez, você não tem flutuações de frame-rate, e todo mundo se molha, se raspa, roupas rasgão e objetos quebram. A física é reforçada por uma combinação ente Phsycks, Euforia e Havok enquanto o restante do game é feito na estupenda White engine da Square Enix. O resultado visual é assombroso. E o som não fica em nada atrás – é lindo! Muitíssimo bem conduzido e carregado de pequenas composições curtas que vão deixá-lo de cabelo em pé, com metais e sonoridade mais pesada nas cenas de ação. Acredite em mim, da escolha das vozes aos sons no campo, Tomb Raider vai fazer valer o dinheiro investido naquelas caixas de som na sua sala!

Tudo isso seria desperdiçado se o jogo não pudesse ser jogado ao final dele… e o controle é soberbo. Em segundos você estará fazendo Lara saltar de um ponto para o outro, se acostumará com distância de saltos e lidará, sem problemas com sequências de combate. O controle da heroína é muito semelhante ao de Nathan Drake, da série Uncharted, o que significa uma combinação do controle de cobertura de Gears com o sistema de mira de Wanted. É funcional, divertidíssimo  e não deixa a peteca cair por um segundo que seja.

Os mapas são abertos e cheios de áreas que você, originalmente, não tem acesso. Conforme Lara vai enfrentando as situações e agregando equipamento ao seu arsenal, suas habilidades melhoram e você consegue, em uma espécie de MetroiVania, retornar a certos trechos e acessar essas áreas. Além disso você tem 7 tumbas espalhadas pela ilha, cada uma delas com seu próprio sortimento de puzzles e jogos de alavanca que permitem que você, caso queira, desfrute de um pouco da velha fórmula de Tomb Raider, com uma mistura peculiar de “esmagamento de botões” e “momento cabeça”.

Em suma, Tomb Raider é o verdadeiro retorno, triunfal, da princesa Lara Croft a seu lugar de direito. É um jogo excelente, que merece figurar na coleção de todo mundo. É inteligente, bem escrito e extremamente bem feito. Só não é perfeito pela necessidade comercial de se incluir um multiplayer, fraco e sem inspiração, que será esquecido em poucos meses, e que eu, sem pestanejar, trocaria por mais umas duas horas de campanha, sem pensar duas vezes. Ainda assim, compre… é muito muito muito bom!

Bom divertimento!