Um novo 3DS está chegando! E você com isso?

Sim! A Nintendo vai lançar um novo 3DS!

Não! Não é uma modernização tosca como o DSi! (Que não rodava GBA e tinha poucos jogos bons no serviço de download dele. E nem comecem a falar daquela câmera!)

Esse trailer já vai dar uma boa adiantada – prossiga com a gente para a versão em português e mais detalhes!

O “new 3DS” está mais para GameBoy color do que para DSi. É um 3DS com uma tela de 3D melhorada, com uma resolução ligeiramente mais alta e que permite visualização de uma quantidade de ângulos maiores …

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Finalmente as pessoas vão assistir você jogar 3DS em 3D!

… o que significa o fim daquelas dores no pescoço de ficar na mesma posição e vai permitir jogar com o 3D ligado por mais horas. Mas as novidades estão longe de acabar por aí – por dentro o “new 3DS” conta com um processador consideravelmente mais rápido e mais robusto, que vai permitir gráficos melhores e novas interações em software feito exclusivamente para ele além de processamento muito mais rápido e suave de software já existente (ou seja, jogos que já existem de 3DS e de DS rodarão melhor e com mais rapidez no novo portátil). Do lado desse processador extra robusto você vai achar uma bateria melhor que a atual que vai permitir entre 30 a 120 minutos a mais de jogo, dependendo das condições, uma banda de transferência wireless mais rápida (o que permite downloads e uploads bem mais rápido), uso de cartões micro sd (com compatibilidade para HD micro SD de até 320 GB que pode ser expandido por software posteriormente) e um sistema de NFC (Near Field Communication – comunicação de campo próximo) que vai permitir usar os amibos (se você não sabe o que eles são, clica aqui!) colocando-os diretamente sobre a tela sensível ao toque!

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Mas as novidades não são só internas no “new 3DS” –  por fora o portátil também ganhou melhorias. A primeira, e mais marcante delas é o aumento de tamanho dos botões, assim como a diversificação de cores dele, lado a lado com um segundo analógico (na verdade um botão analógico criado pela Nintendo chamado de Analogic Thumb – literalmente dedão analógico – que é bem semelhante em toque e resistência ao segundo analógico do GameCube) chamado de botão “C”. O esquema de cores e o formato dos botões vem diretamente do Super Famicon japonês (clássico e lindíssimo) e somado ao novo analógico deve permitir melhor controle de câmera e de jogo para jogos novos e antigos – a Nintendo já confirmou que todos os jogos que funcionavam com o circle pad pro utilizarão sem problemas o botão C.

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Mais portátil e mais simples de usar que o circle pad pro. Mas será mais confortável?

Além das mudanças externas frontais o novo portátil tem quatro botões de ombro (todos que estavam no Circle Pad Pro), Start e Select passaram a ser botões redondinhos e macios e o botão de HUB ficou embaixo da tela sensível ao toque, bem menor e menos intrusivo. A entrada de cartuchos migrou para a frente do aparelho que ficou mais pesado em sua versão normal (new 3DS) e mais leve em sua versão GG (new 3DS XL) – as medidas são as mesmas dos aparelhos iniciais.

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O novo 3DS, em seu modelo padrão, vai ser lançado em branco e preto, além de uma edição especial, que vai acompanhar o lançamento de Monster Hunter 4 G…

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… mas permitirá o uso de “capas”, assim como o GBA Micro, que permitirão “vestir” seu 3DS… opa… desculpa… seu novo 3DS, como você quiser.

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O lançamento ocorrerá no Japão dia 11 de Outubro deste ano, pelo valor aproximado de US$ 175,00 para o modelo padrão e US$ 200,00 para o modelo XL. As capinhas estarão disponíveis a partir do lançamento com preços variando entre US$ 10,00 e US$ 35,00 – haverá ainda uma base de recarga vertical a venda…

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… por aproximadamente 15 a 20 doletas.

Tá Marcel! E a gente com isso? Os jogos vão ser os mesmos que os do 3DS, certo?

Sim e Não!

Alguém aqui se lembra de como foi o lançamento do GB Color? Bom… como isso é um texto e não posso ouvir vocês responderem vou partir do pressuposto que não lembram. E que nem sabem o que é o GB Color.

Ok! O Game Boy, o terceiro portátil mais bem sucedido da história, era um must no final da década de 80, começo dos anos 90. Quem tinha era o cara e quem não tinha queria um! Depois de alguns anos de sossego, vendo seus competidores falharem um atrás do outro, a Nintendo resolveu acabar com as piadinhas sobre seu portátil não ter cores e lançou uma versão modernizada do Game Boy. Esse novo aparelho tinha um processador mais robusto, uma tela colorida e uma porta de infravermelho, que permitia troca de dados entre sistemas sem serem necessários fios. Além disso o sistema utilizava toda a biblioteca de jogos já existente de Game Boy, além de jogos que utilizaram sua nova tela e sua (bem) maior capacidade de processamento.

No lançamento do GB Color houve um grave problema para lojistas e pais – pais queriam comprar um Game Boy que rodasse todos os jogos para seus filhos, mas quando iam a loja e pediam um Game Boy, levavam para a casa um portátil em branco e preto que não rodava os jogos específicos de Game Boy Color. Pais que pediam por um portátil que rodasse tudo se viam pagando mais caro sem entender porque havia uma diferença de preços. E o fato que mais de 60% da biblioteca do Game Boy Color TAMBÉM rodava no Game Boy original não ajudava a diminuir a confusão – lojistas tinham dificuldade de discernir quais jogos funcionavam ou não em quais aparelhos e por um período (até a Nintendo padronizar as caixas, que passaram todas a vir com o label “Game Boy Color” e uma das duas frases “Compatible with all Game Boy”compatível com qualquer Game Boy – ou “Only for Game Boy Color”Apenas para Game Boy Color). No fim o Game Boy Color acabou convivendo com seu irmão mais velho, sem conseguir completamente aposenta-lo, até a chegada do GBA – Game Boy Advance – seu sucessor de 32 bits.

A situação aqui caminha para a mesma coisa. O novo 3DS não é exatamente um sucessor – não se trata de um salto tecnológico ou de uma mudança de paradigma que permitiria exclamar “Rufem os tambores a Nintendo tem um novo portátil!”. É mais do mesmo mas com uma tela melhor e um processador mais poderoso – EXATAMENTE COMO O GAME BOY COLOR na década de 90! Por uma questão de mercado e base instalada eu aposto, e ganho, que a maior parte absoluta das empresas vão continuar fazendo games para o 3DS que, se colocados em um “new 3DS” vão ativar novas funcionalidades, inerentes ao novo sistema. E prevejo um problema semelhante ao do GB Color para lojistas e pais – principalmente com a Nintendo confirmando que haverão jogos que funcionarão apenas no novo Hardware (veja nosso próximo Post).

O novo 3DS vai vender muito bem! Como pãozinho quente! É um portátil, é da Nintendo e vai resolver um monte de problemas que um monte de gente tinha com o portátil (não tem segundo analógico, a resolução é pobre, os downloads são lentos, etc…) . Pais, usuários mais novos e usuários não hardcores ficarão felizes com o suporte a longo prazo para o aparelho, com os Amiibos e, muitos deles, já estão acostumados com a indústria de celulares e suas constantes modernizações, de forma que eu não vejo o 3DS tendo um resistência muito grande nesse aspecto. Na minha mente só sobra uma pergunta: porque não foi lançado desse jeito lá em 2011? Principalmente visto que um segundo analógico, cartões micro sd e a tecnologia da tela já existam lá atrás.

É mais uma prova da Nintendo mandando bem de um jeito extremamente bizarro.

Sofá do Mini – TMNT, embalagens de jogos, mídia física e quatro dinossauros!

No Sofá do Mini de hoje você terá sentimentalismo, uma visão cínica do universo, Batman acabando com bandidos, uma discussão sobre a fisiologia das tartarugas ninjas, carros esporte, mulheres nuas, homens malhando e uma discussão fervorosa sobre a importância da correta higiene dos ouvidos…

… bem…

… pelo menos 3 dessas! 

Com a participação mais do que especial de Lord Kao, criador do finado (e muito saudoso) Retro Fantasy, e o Fábio “Mahou” Ortolan – Eu e o Junião discutimos alguns dos tópicos que mais afligem jogadores de 30 ou mais anos depois de “Nossa! Antigamente eu não precisava de óculos!” e “Eu to ficando barrigudo? Amor? Amor? Eu to ficando barrigudo?”.

Atari anuncia novo Alone in the Dark! Meu Deus o que fizemos para merecer isso?

Senhor! Oh Senhor! O que fizemos para merecer isso!

Se você não conhece Alone in the Dark você mora embaixo de uma pedra. É a primeira, a primordial, a fundamental, a essencial pedra base no qual todos os outros survival horrors (sabe aquele estilo de jogo que Residente Evil era antes da Capcom resolver que ele precisava de uma quantidade gigantesca de Biceps? Então… aquilo!) se basearam. Foi um jogo lançado para PCs no começo da década de 90, usava polígonos e colocava você na pele de um detetive particular ou de uma herdeira dentro de uma mansão tomada por criaturas Eldritianas.

Não são exatamente gráficos detalhados

A série seguiu com duas continuações muito boas (ainda no PC e no 3DO) e acabou portado, num remake relativamente bem feito, para o PS1/PC no final da década de 90.

 

Bem melhor!

Embora os gráficos já fossem consideravelmente melhores agora a história se mantinha relativamente boa, não tão bacana quanto o original, mas bem legal mesmo assim. Infelizmente, em 2008, a Atari tentou colocar a mão em um reboot da série. E criou um dos piores games que eu joguei na minha vida!

Eu não vou conseguir descrever para vocês quão ruim ele é… eu precisaria de horas da minha vida e realmente não quero ter que voltar a terapia por causa dele, mas é suficiente dizer que ele é uma bosta extrema e que eu não recomendo tocar no game nem com uma vara de 2 m de comprimento (jogue a vara fora após o experimento). É sério… é muito muito muito ruim.

Agora a Atari disse que um novo game da franquia deve chegar, unicamente aos PCs, até o final do ano. Tenham medo… tenham muito muito muito muito medo!

O Mini está mudando!

Você provavelmente já percebeu com nosso novo padrão de cores e com muito menos postagens que algo está ocorrendo! Não se preocupe! O Mini não morreu, nem perto disso!

Mas o Mini está mudando… e tem que mudar. Quando o minicastle.wordpress.com começou, em 2006, muita e muita e muita gente tinha certeza que não teríamos paciência para fazer isso nem por um ano. Passamos a marca do um ano com um pé nas costas. 3 anos foi o novo período dado. Batemos também.

5 anos – e lá estávamos nós. Agora as pessoas falam quem em 10 anos não chega. Estaremos lá para provar que eles estão errados também.

Felizmente ou infelizmente eu não sou mais o homem que eu era 8 anos atrás, não tenho mais o tempo que tinha 8 anos atrás nem as companhias que tinha 8 anos atrás. O mesmo ocorreu com o Mahou e o mesmo ocorreu com o Junião, que nem estava conosco mas já tinha seus próprios projetos na NET. Nossos projetos mudaram, nossos horizontes mudaram e nossas perspectivas mudaram – somos pessoas diferentes com gostos diferentes e com expectativas diferentes hoje do que já fomos no passado. E querer que algo tão especial para nós como o Minicastle não cresça e mude conosco… é bobagem.

Chega de perder tempo tentando cobrir todas as notícias da Terra! Vocês não as lêem de qualquer maneira! Chega de perder tempo cultivando lados! Vamos falar sobre videogame, esteja ele em um console Nintendo, num Neo Geo ou num portátil! Mas, muito mais importante que tudo isso, chega de falar de coisas que não mais nos animam! Que não mais nos iluminam!

O Minicastle é sobre videogame! E videogame é uma coisa muito séria! Mas, acima de tudo, acima do que muitos consideram como arte ou como tecnologia, videogame é sobre diversão. E é sobre isso que esse site deve ser!

Obrigado a todos que estão nessa caminhada de oito anos conosco! Que venham mais 8!

World of Warcraft dando os sinais da idade?

Depois de Choppers para Orcs e motos voadores para Elfos pode ser que WOW, o Golias dos MMOs, esteja dando sinais de idade avançada?

Segundo a Activision o game perdeu pouco mais de 800.000 usuários no último ano – ou seja teve 800.000 usuários pagantes cancelando ou não renovando sua assinatura, o que derrubou o número de usuários ativos para “meros” 6,8 milhões de pessoas.

Gezuis!!!!

De qualquer forma a Blizzard se defendeu dizendo que isso é parte do ciclo natural de WOW e que deve haver um retorno rápido desses usuário após o lançamento da próxima expansão Warlords of Draenor.

UAU!!! Mais de 10 anos aí e ainda escrevendo história!!!

Capcom vai revisitar RESIDENT EVIL 1!!! E nos novos consoles!!!

A Capcom anunciou que está fazendo um remake do remake de Resident Evil. Isso mesmo! Lembram do Remake do primeiro “Resident Evil”, lançado para o GameCube em 2002? Então… ele vai ganhar uma versão HD para Xbox One, PlayStation 4, Xbox 360, PS3 e PCs no início de 2015. O novo jogo será compatível com os formatos 4:3 e 16:9 e rodará em 1080 P.

Até aí nada demais… mas o melhor vem agora….

De acordo com a Capcom, o novo “Resident Evil” terá dois esquemas de controles – um clássico, mais rígido, e um moderno, próximo dos jogos de ação – e uma câmera móvel, diferente do ponto de vista estático dos primeiros jogos da série. O áudio vem em 5.1!

Agora vem a pergunta: Vão refazer o jogo inteiro para podermos mexer a câmera? E vão manter aquela qualidade fantástica gráfica!

Para quem não conhecia a versão do Gamecube

 

Já estamos salivando!!!

O que diabos é isso?

A Sony soltou para o mundo um teaser de meros dez segundos mostrando um novo game que será apresentado na GameCom.

O problema é: Ela desafiou o mundo a tentar descobrir que game é!

Alguém tem alguma ideia? Deixem seus comentários aí embaixo!

O Dôssie EA Acess: O que é? O que faz? Como funciona? Quanto custa?

Na semana passada a Eletronic Arts tomou o mundo meio de assalto quando falou que estaria lançando, do nada, um novo serviço exclusivo para XBOX One: O EA Acess. Segundo a Eletronic Arts o serviço dará acesso a o EA Vault (o cofre da EA) onde você poderá jogar vários jogos e terá acesso a demos especiais de games EA e a adquirir games online com 10% de desconto – tudo isso por 5 dólares por mês ou 30 dólares por ano!

Parece bom? Bom… a menos que você seja um super fã da EA eu vou te provar matematicamente que não é uma ideia assim tão boa. Pelo menos por enquanto.

Mas vamos por partes. Primeiro vamos dissecar o que o EA Acess realmente é: Ele é um serviço por assinatura provido pela EA, que utilizará os servidores do Origin, e que permitirá downloadar games incluídos no EA Vault assim como ter acesso a demos especiais (que a EA está chamando de Early Acess, em tradução direta “Acesso Antecipado”, que nada mais é do que o começo do game com direito a levar seu save para o jogo quando/se ele for baixado completamente)  e que dará 10% de desconto em games EA comprados através do serviço. Por enquanto o EA Vault contém apenas 4 jogos completos: Peggle 2, Fifa 2014, NBA Live 2014 e Battlefield 4.

O primeiro problema aí já surge do fato que você vai estar dependendo dos maravilhosos servidores da EA Origins para prover seu EA Acess, seus downloads e seus Early Acess – o que, como muita gente que comprou Titanfall ou Sim City no PC vai lembrar, não é uma coisa muito boa. O Segundo problema está na quantidade de jogos disponíveis no Vault – apenas 4 e nenhum deles é essencialmente imperdível. O terceiro problema é financeiro – o número de jogos que o consumidor médio efetivamente compra da EA por ano faz com que os 10% de desconto sejam uma falácia publicitária; você teria que comprar pelo menos 13 games EA no ano, pagando 5 doletas por mês, para ficar no zero a zero com o custo de aquisição do EA Acess. Tudo isso sem falar que muitos desses games, principalmente os de esportes ou que tem um profundo elemento online, aparecem sendo vendidos, em mídia física, por uma fração do preço original, meros 6 ou 8 meses depois do lançamento – o que torna os preços, e os 10% de desconto, da EA Acess um argumento meio mudo.

A EA Acess, no entanto, tem dois monstruosos pontos positivos a favor dela: Os jogos são realmente downloadados, e não enviados por streaming, o que significa que sua experiência com o game será a mesma independente da qualidade da sua internet (ainda vai demorar um inferno para baixar em uma internet lenta… mas uma vez baixado) E a EA REALMENTE tem acesso a uma quantidade gigante de jogos bons: Se ela colocar jogos do calibre de Mass Effect, Dead Space ou Dragon Age, principalmente na atual geração que não tem retrocompatibilidade, a disposição dos gamers no EA Vault, você pode ter certeza que o serviço vai explodir.

Então, hoje em dia, como o produto foi anunciado, ele não vale muito a pena: contém apenas 4 jogos no Vault e seus 10% de desconto por título EA digitalmente adquirido só vale a pena se você comprar pelo menos 13 jogos EA por ano (valor necessário para zerar o custo de aquisição a 5 dólares por mês).  Tanto que a Sony preferiu continuar contando com a distribuição de games EA através de seu serviço PS + e apostar na sua própria ferramenta de Streaming (o PS Now) do que dar a opção da utilização do EA Acess no PS4. Do ponto de vista deles, com o que produto oferece agora, faz sentido.

Resta saber se, no futuro, o EA Acess vai se tornar uma espécie de Steam da EA para consoles.

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