O que nós perdemos 18 – Streets of Rage 3D (SEGA Saturn)

Se você perdeu o nosso “O que nós perdemos 17”, sobre Streets of Rage 4 no Saturn, clica aqui. Ainda dá tempo de ler!

A gente espera!

Leu? Entendeu? Ok! Lá vamos nós!

Depois que ficou claro que ambos os projetos que poderiam ser Streets of Rage estavam indo em outra direção os executivos da SEGA acharam que, talvez, fosse mais fácil entregar a franquia para a mão de uma terceirizada. O estúdio escolhido foi a Core, uma sub empresa da Eidos, responsável por Tomb Raider, extremamente familiar com a tecnologia do SEGA Saturn e recheada de fãs do console. A empresa britânica não só garantira que a versão de Tomb Raider do Saturn era mais bonita e rodava melhor que a do PS1, mas trabalhara em diversos ports de qualidade de jogos do PS1 para o Saturn.

A Eidos não perdeu tempo. De forma a distanciar seu novo Streets of Rage da franquia no Mega Drive a empresa criou novos heróis para combater o Sr. X, uma nova história, bem mais complexa, um completo novo estilo gráfico e derrubou o número quatro do final do projeto. Nascia Streets of Rage 3D.

Um primeiro beta do que poderia ter se tornado Streets of Rage 3D.

O projeto andava de vento em popa. Embora não tivesse qualquer ligação direta com a história dos primeiros três games o novo produto da Core tinha um “jeitão” de Streets of Rage, com suas longas fases, elevadores do qual você podia derrubar os inimigos, e uma enorme quantidade de armas para usar numa infinidade de punks, malabaristas, cachorros, stripers assassinas, executivos e tudo mais. E, de novo, nós jogamos esse game.

Só que, de novo, ele não chamava Streets of Rage.

Os executivos da SEGA dos EUA, desconhecendo o histórico da franquia, e receosos com a queda das vendas de jogos no gênero dos Beat’en up, ficaram receosos que o novo Streets of Rage tivesse um desempenho menos do que estelar. Quando nostalgia parecia incapaz de sustentar nomes clássicos como Asteroids (que ganhou um game horrível no PS1), Shinobi (que ganhou uma atrocidade com atores digitalizados no Saturn) ou mesmo Pac Man (que ganhou um jogo horrível chamado Pac Puzzle, no PS1) apostar num game possivelmente nostálgico num gênero que não estava vendendo fedia a um flop. E as vendas péssimas do Saturn não permitiam a SEGA o luxo de um flop. Os executivos da SEGA dos EUA fizeram uso da opção de desistência, minando completamente os recursos da Core, que acabou completamente assimilhada pela sua empresa mãe, a Eidos. O código e todos os assets do jogo foram utilizados para um game que foi lançado para PS1, Nintendo 64 e PC, de moderado sucesso, chamado Fighting Force.

O produto final! Fighting “Eu quase fui Streets of Rage” Force!

Fighting Force teria sido um SoR competente? Eu tenho minhas dúvidas. O extremo distanciamento do novo jogo em relação a franquia que os fãs efetivamente amavam teria, provavelmente, causado mais problemas do que solucionado. E o jogo, se lançado apenas no Saturn, teria flopado. E nós teríamos um Street of Rage ruim do que reclamar.

Mas se vocês acham que a saga de Streets of Rage 4/3D acaba aqui, vocês estão muito enganados! Vejo vocês em duas semanas!

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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