Jogando: Batgirl: A matter of family (PS4)

Com nem um mês de mercado o meu jogo do Ano, Batman: Arkham Knight, recebe seu primeiro DLC. E é um DLC muito estranho de classificar – se por um lado jogar com a Batgirl é uma experiência diferente e bem bacana, por outro lado a estrutura extremamente linear, a curtíssima duração e ausência de qualquer incentivo para o Replay (ou de qualquer ganho para a aventura principal do homem morcego) tornam os US$ 7,99 difíceis de engolir. Arkham-Knight-Batgirl-574720 Se você leu nosso review de Arkham Knight você já sabe o que esperar em termos de jogabilidade (e se não leu… o que diabos está esperando?… clique aqui). Pouca coisa mudou com a Batgirl – ela tem menos geringonças, menos diversidade de golpes e é bem mais fraca. Quase uma versão diet do Batman. Em contrapartida ela consegue hackear itens e estruturas de bem mais longe e consegue apagar luzes em salas para impedir atiradores ou causar medo. Um dos pontos em que estas mudanças de jogabilidade foram melhor aproveitados é no quesito que Bárbara (Gordon, a filha do comissário Gordon, para quem nunca pegou numa HQ do Batman) não consegue iniciar os Fear Takedowns (ataques que são feitos em inimigos assustados e que permitem ao Batman derrubar até cinco inimigos em uma sequência devastadora, imensamente violenta e muito, muito, rápida) sem antes criar medo nos inimigos, apagando luzes, explodindo caixas de som ou eletrificando o chão. Só depois de deixá-los completamente apavorados é que ela consegue efetivamente começar a usar suas habilidades de combate. E seja sozinha, ou com ou auxílio de um Robin mais novo, o sistema de combate continua tão incrivelmente gostoso e espetacular quanto antes. Bárbara, tornando seu destino ainda mais sombrio, usa muito as pernas para combater e é muito mais rápida e graciosa que Bruce na hora de lutar, e, combinando seus ataques com um Robin apaixonado por ela, é capaz de causar um estrago razoável. Os gráficos são exatamente iguais aos de Arkham Knight, mas como o parque onde a história se passa é muito menor que a cidade de Gotham, a muito mais neblina e não está chovendo, o efeito final acaba sendo o de um gráfico mais simples. Todos os personagens presentes tem animações excelentes, uma qualidade de geometria impar e são carregados de detalhes. E nenhuma das duas mulheres retratadas, Arlequina ou Batgirl, são monstruosamente voluptuosas a ponto de física de seios serem necessárias. E já que tocamos no assunto das mulheres do DLC, ponto positivo para a Rocksteady em mostrar a Arlequina na roupa original dos desenhos. O som também segue o padrão glorioso de Arkham Knight e é magistral, com os mesmo atores de voz reprisando todos os papéis com uma exceção sumária – o coringa. A voz clássica do coringa velho, estridente e esganiçada, feito pelo velho e fantástico Mark “Eu sou um Jedi como meu pai antes de mim” Hammil, foi trocada pela do ator de voz de Arkham Origins, que fez um convincente coringa mais jovem. O resultado final é bem bacana e não atrapalha em nada a diversão. A história é muito muito simples: O coringa, alguns anos antes dos acontecimentos de Arkham Asylum, sequestra o comissário Gordon e vai matá-lo caso o Batman apareça – a situação cai no colo dos apaixonados mas não exatamente unidos, Batgirl e Robin. Não é exatamente um prêmio Origin de qualidade de texto… mas é aceitável! O principal problema de “A Matter of Family” é, realmente, sua duração. Se você for direto, sem coletar os Jack-in-a-box, explodir os balões ou destruir as mandíbulas que o coringa espalhou pelo parque, você vai terminar o jogo em 90 minutos; talvez um pouco menos. Pode parecer um tempo bacana por um jogo que você não está pagando nem 10 doletas, mas perto das mais de 15 horas de campanha básica do jogo principal, o DLC está caro. Fazer tudo disponível vai aumentar a duração do DLC para pouco mais de 150 minutos, mas, como ele não adiciona nenhum mapa novo, nenhuma Gotham Chronicles nova e nenhum modo de desafio novo, ele perde muito do que poderia ter oferecido. O primeiro DLC de Arkham Knight não é perfeito, mas não é nem de perto ruim. Se você for como eu e tiver gasto mais do que 45 horas pegando cada coisa e completando cada missão em Arkham Knight, você vai provavelmente curtir bastante a extensão. Só não vá com muita sede ao pote, se não será decepção na certa.

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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