Jogando: Bayonetta 2

Muitos Nintendistas torceram o Nariz quando a Nintendo começou a injetar dinheiro em Bayonetta 2. Os clamores eram que “era melhor investir em F-Zero”, “era melhor investir em Earthbound”, “era melhor investir em Super Smash Bros”, entre outros.

Muitos Caixistas e Sonystas torceram o Nariz quando a Nintendo começou a injetar dinheiro em Bayonetta 2. Os clamores deles eram que “Ela vai usar roupa folgada porque é uma empresa que faz jogos para crianças”, “O jogo não vai ter sangue porque é a Nintendo”, “É injusto que nós não possamos jogar um game que nós tornamos famoso”, entre outros.

Ambos os lados estavam errados em seus clamores. E devem parar de tomar leite com pera, ser criados pela vó, achar desculpas para não arranjar empregos e viverem.

NESSA…

ORDEM…

Bayonetta 2 é, no entanto, um jogo muito muito bom. Não é excelente. Não é fantástico. Não é um motivo para se comprar um Wii U. Mas é um jogo muito muito bom. E eu vou explicar porque.

A história de Bayonetta 2 envolve as duas irmãs, Jeanne e Bayonetta, ambas lindas e voluptuosas, que geraram uma quantidade quase ilegal de Hentai nos últimos cinco anos, a volta com um novo ataque das forças angelicais. Nada que as duas não consigam combater…

… enquanto dão piruetas…

… a centenas de metros do chão…

… EM CIMA DE UM CAÇA F-22!

Tudo ia tão bem quanto possível, quando você está lutando contra demônios em cima de jatos de combate, quando um dos demônios consegue atingir Jeanne com um feitiço que separa sua alma de seu (maravilhoso e estupendo) corpo e a primeira é levada imediatamente ao inferno. Cabe agora a Bayonetta, com a sua ajuda, utilizar uma enorme quantidade de movimentos sensuais, ângulos de câmera abusados, baldes de sangue e tripas e um colosso de aparelhos de sado masoquismo para destruir o inferno, combater as falanges divinas, encontrar a alma de Jeanne e resgatá-la.

Sim. Essa é a história inteira do jogo. O vilão principal é um anjo de qualidade duvidosa, com posicionamentos que lembram uma versão angelical do Bolsonaro, e, em um determinado momento, Bayonetta se encontra com Balder, um pirralho que claramente está se divertindo mais do que do que nunca na curta vida acompanhando uma mulher imensamente voluptuosa em um traje que deixa quase nada para a imaginação.

O controle é fantástico! Seja jogando no Wii U GamePad ou no Pro Controller, Bayonetta responde como num sonho – sério… se o controle fosse um pouco melhor ele leria seu pensamento! Os comandos ainda são os mesmos da primeira versão (um botão de tiro, que é combinado com o de golpe com as mãos para atirar a arma equipada nas mãos e com o botão de chute para usar as armas nos sapatos, um botão de ataques com as mãos, um com os pés, um de salto, um de bloqueio, um de esquiva e o controle de menus, simples e funcional) e você ainda pode desviar de um golpe no último momento e deixar a tela escura enquanto os inimigos se movem como se dentro de melaço (e você desce o reio neles nesse meio tempo). Um novo modo de controle surgiu, para fazer uso da tela sensível ao toque do GamePad: No modo de touch control, você controla Bayonetta, completamente, por comandos na tela. Faça um movimento na direção do inimigo e ela usa um dash, faça um movimento no sentido contrário do inimigo e ela desvia dos ataques, toque repetidamente a stylus no inimigo e ela caceta o mesmo, encaixando os melhores golpes possíveis e fazendo um serviço que exigiria meses de treino dos novatos na franquia.

Sim… facilita muito… sim… diminui muito a dificuldade de um jogo que já não é tão difícil quanto o primeiro…. sim… sua namorada/filhos/sobrinho que nunca joga esse tipo de jogo porque é difícil vai amar.

A música é semelhante a do primeiro: ame-a ou deixe-a. Você não vai conseguir achar alguém que pensou “Essa música é meio blaze” da trilha sonora de Bayonetta e Bayonetta 2. O uso constante, seja em versões remixadas ou originais, de músicas ditas como clássicas, incluindo “Take me to the moon”, “You are mine” e mesmo “I wanna know what love is”, se misturam com vozes extremamente escolhidos e ruídos, na falta de uma palavra melhor, curiosos para, junto a um departamento de efeito sonoros de excelente qualidade, formar um mais do que excêntrico conjunto sonoro para Bayonetta 2. Eu achei excelente, mas sei que as opiniões são muito dispares nessa área.

Graficamente o jogo é…complicado de explicar. Roda liso a 60 fps, sem deixar a velocidade diminuir por nenhum segundo, e roda glorioso a 1080p sem fazer o Wii U nem mesmo gemer. Mas fica claro, em alguns momentos, que sacrifícios foram feitos em nome de agilidade e velocidade no jogo. A distância de horizonte, raramente necessária em games que são tão intensos é REALMENTE curta em Bayonetta 2, com os prédios e outros objetos a distância com texturas lavadas e geometria simplista (eles lembram vagamente jogos do final da época do Dreamcast/começo da era do PS2). As texturas e animações dos personagens principais e inimigos são excelentes, mas personagens coadjuvantes e pessoas e animais presentes nos cenários claramente tiraram o palitinho menor nessa competição. A quantidade de partículas ainda é sensacional e o jogo é muito bonito – mas comparado com alguns jogos presentes no Wii U recentemente, como Mario Kart 8 e Hyrule Warriors, Bayonetta não vai fazer ninguém escrever para a mãe contando o que viu.

Bayonetta 2 vale a compra, principalmente porque pelo preço de um jogo, você leva 2 (o Bayonetta original rodando a 60 fps com upscalling para 1080p) dos melhores jogos de ação de todos os tempos rodando no seu Wii U enquanto você espera Super Smash Bros Universe sair. E que venham muito outros Bayonetta… com ainda mais… mais…

bayonetta_2_crotch

Bom divertimento

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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