E3 2014 – O Mini está jogando o Alpha de Destiny!!!

Sim! Eu conseguiu uma senha para fazer o download do novíssimo jogo da Bungie antes mesmo dele chegar no BETA (que seria o momento onde todo mundo poderia testá-lo). E downloadei a massiva quantidade de Gigas necessários para colocar o game para rodar. Eu estava esperando uma epopeia clássica misturada a todo o lore típico da companhia que deu ao mundo Halo. Eu estava esperando ação num nível grotesco de rápido e imensamente satisfatório como em Halo: Reach.

Eu estava… certo. Mas de um jeito totalmente diferente.

Vamos começar do começo. Mesmo com esse Alpha rodando no PS4 e com as novidades que só a tecnologia do final de 2013 pode trazer Destiny não vai derrubar queixos no quesito gráfico. Não me entendam mal, ele é muito bom, no mesmo nível do gráfico de Halo 4, rodando a 60 fps sólidos, com uma quantidade inimaginável de pequenos detalhes que não são meramente texturas e que tem geometria e física próprias. Há muitos efeitos de partícula, excelentes efeitos de fumaça e água e muitos efeitos de distorção de calor e de impacto mas, constantemente, eu tive aquela pulga atrás da orelha que o tamanho, absolutamente massivo, dos mapas onde a ação se desenrola teve um peso, bastante determinante, em diminuir o efeito WOW dos gráficos de Destiny. Ainda assim você vai se impressionar com a distância de horizonte da última cidade, com o tamanho dos mapas, o nível de detalhes das estruturas e na quantidade de adereços que os personagens, completamente customizáveis carregam com eles. Aliás… enorme ponto positivo, pelo menos na minha opinião, suas armas são visíveis, o tempo todo, no corpo do seu personagem – e são as suas armas, não versões simplificadas delas. Então, se você modificou sua carabina para ter uma mira X ou ser da cor Y, é assim que ela aparece no seu avatar.

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O som é definitivamente Bungie. Definitivamente. Se você jogou Halo: Reach ou Halo: ODST e curtiu aquelas batidas militares, com muito metal nas horas de ação, sucedidas por baladas mais leves, normalmente com cordas, você vai adorar a música de Destiny. Para comparar, é próxima da de Mass Effect – é linda, ampla, meio sonhadora e, constantemente, dá a sensação de que você está em um lugar enorme e que o seu Destino é ser maior que tudo aquilo. Os efeitos sonoros são legais, mas tiveram muitas, MUITAS MESMO, falhas ao longo do Alpha, então fica difícil julgar.

O controle, no entanto, é tão diferente do que eu imaginava que não dá nem para começar a comparar. O que é bom em certos termos e ruins em outros. O controle é bem mais rápido e mais leve, algo mais próximo de Killzone do que de Halo 4 na verdade. A sensação que eu tenho é que eles jogaram um monte de shooters, com especial atenção a franquia Borderlands, e incorporaram tudo que funcionava da mecânica dos outros: A mira a partir da arma ficou mais do que adequada, o uso de corrida e movimento rápido e muito mais fluído, a troca de arma é mais rápida, a recarga depende do tipo de arma, o uso de magias de área leva você para a terceira pessoa, etc… São pequenas coisas que, quando somadas, dão um resultado soberbo e encantador ao conjunto. E vontade de continuar jogando (pena que durou de 12 a 15 de Junho só). A jogabilidade pegou todas essas mudanças do controle e estendeu-as por milhas e milhas. Esqueça Reach… quer dizer… peraí… não, não esqueça não… mas pense em Reach… maior. Não… maior. Não… você tá pensando pequeno… MUITO MUITO Maior. Pense na enormidade de escopo de Reach, junte a isso enormes quantidades de “A Cidade e as estrelas” de Arthur C. Clarke, mais um copo e meio de “Fundação” de Asimov e mais meio quilo de “Borderlands”, mas tire toda aquela parte caricaturesca e engraçada. Isso é Destiny. Os cenários são imensos, carregados de pequenos detalhes e polvilhados com itens que revelam estória pregressa e Lore, tudo isso enquanto você visita lugares que deixam claro a humanidade foi enorme e decaiu imensamente. Tudo isso enquanto você pega pedaços de tecnologia para incorporar a suas armas e armaduras, no melhor estilo diablo/borderlands, enquanto melhora constantemente suas habilidades. É rápido, é legal, é imenso e tem tanta, mas tanta, atmosfera, que você nunca se sente mal de estar, novamente, visitando o mesmo lugar.

A maior parte do jogo é composto com base nas triads: pequenos grupos de três jogadores que fazem as missões juntos. Como existem três classes de personagens e as três podem sofrer imensa customização dá para montar grupos extremamente equilibrados que compensam os problemas de um personagem com habilidades do outro – o game não só permite isso mas constantemente chama isso para si, com puzzles e grupos de inimigos taticamente posicionados de forma a exigir que os três se auxiliem. Fora as missões para as Triads, as quests, existem as Raids, missões para grupos de Triads e uma enormidade de jogadores – que são difíceis pacas e evoluem pontos maiores da história. Além desses dois tipos de “missões”, que são iniciadas na última cidade na Torre dos Guardiões (já vamos falar disso), existem ainda momentos em que várias Triads, cada um nas suas missões, se encontram no terreno, e, muitas vezes, quando isso ocorre, o jogo inicia um “Guardians Assemble” (um evento social), trazendo um inimigo, ou grupo de inimigos, que só pode ser derrotado pela união das forças das Triads que estão naquele mapa – é muito bem feito, completamente randômico e totalmente opcional, você pode continuar com a sua missão se assim quiser, mas trás uma quantidade gigantesca de XP e um sabor todo diferente a campanha.

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Quando você não está nas missões você está na última cidade, o local do qual todas as missões se iniciam e o lugar onde todas elas terminam. Dentro da cidade você vê seus personagens em terceira pessoa (o que permite ver quão detalhado e legais são os modelos) e eles agem muito como personagens de World of Warcraft (podem, inclusive, dançar) – a cidade é o seu HUB e, embora no Alpha muitas partes estejam fechadas ainda, é um senhor HUB. Para começar é muito bonita, com o traveler pairando maior que o mundo logo acima da sua cabeça. E, em segundo lugar, é muito prática, com uma área social gigante, as vendinhas, as lojas e toda a organização que uma coisa desse tamanho tem que ter. Todas as áreas ainda ligadas a história do game estão fechadas (assim como vários audio files encontrados nas missões estão vazios) mas fica claro e aparentemente o esforço que a Bungie colocou em gritar Mytos e Lore para enlouquecer os fãs de ficção cientifica.

Destiny ainda está no Alpha, e muita coisa colocada ali pode não funcionar exatamente daquele jeito até o lançamento. Tenho certeza que muitas texturas serão trocadas, muitas partes do código otimizados e muitas partes do game em si melhoradas. Não há muito a dizer a não ser que o tanto que eu consegui colocar as mãos é excelente – muito muito bom mesmo. A jogabilidade e o controle me surpreenderam muito e a rapidez e agilidade do game tornaram o mesmo fantástico. Se você tinha dúvidas sobre pular de cara nessa nova aventura pergunte-se o seguinte: Eu gosto de MMO? Eu gosto de Halo? Eu gosto de Diablo/Borderlands? Se a resposta a duas dessas for sim… você vai amar o game. Se a resposta a duas for não… aguarde o lançamento oficial e não faça a pré compra.

É mais certeza.

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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