Jogando: Dishonored – Sem Spoilers!

Quando eu vi o primeiro trailer de Dishonored eu fiquei extremamente excitado. Universo Steampunk: Check. Alta ciência estilo Tesla soltando faíscas por todo lugar: Check. Uma sociedade política e economicamente a beira da ruína: Check! Uma história sobre amizade, amor e vingança: Check! Parkour por todo lugar com direito a teletransporte: Pela santa querupita… check check check!!!

Sim, eu fiquei excitado por Dishonored. Muito! Fiquei ainda mais excitado quando descobri que diversos profissionais responsáveis pelo incrível Bioshock, que haviam deixado a “Irrational Games” na época da produção de Bioshock Infinite, estavam no estúdio Bethesda fazendo essa joia. Foram 6 meses entre o primeiro Teaser e finalmente ter o jogo em mãos. E eu fico feliz… puta… eu fico muito muito muito muito muito feliz em dizer que o jogo é ainda melhor do que eu imaginava. Dishonored é um retorno ao que fez Bioshock 1 extremamente legal mas com melhorias que tornaram a experiência ainda mais encantadora.

Se eu tivesse que colocar para vocês, de supetão, o que é Dishonored eu diria que é o filho bastardo de uma relação a 3: Bioshock + Mirror´s Edge + Assassins Creed. No game você controla Corvo, um cavalheiro responsável pela segurança da Imperatriz em um Império de Ilhas decadente que vive da extração de um super combustível presente nos cetáceos deste mundo. Seu personagem foi enviado pelo restante do Império por meses, buscando ajuda dos estados súditos em combater uma praga que está matando a capital – sem sucesso. Quando vocês está reportando sua posição para a Imperatriz e a filha dela, ambas são atacadas por inimigos com a capacidade de se teleportar livremente, empurrar e puxar objetos. A partir da aí uma trama de mistério, revolta, traições e assassinatos se inicia, com Corvo sendo o vórtice louco girando sem controle. E no processo de solucionar essa crise você conhecerá muitas partes da cidade a fundo, verá personagens coloridos e vívidos e participará de batalhas animais. A quantidade de detalhe colocada lá só por atmosfera é destruidor – de quadros a óleo a máquinas de combate tudo parece saído de um mundo real, que funcionaria com aquelas regras. E o fato que a cidade é tratada como um personagem, reagindo a suas escolhas e mudando, torna a situação ainda mais legal!

E se a atmosfera é um delicioso bombom a jogabilidade é a bola de sorvete que ficou logo embaixo dele! Os botões superiores foram muito bem utilizados: a esquerda temos usar itens (ou poderes) no gatilho, com a roda de escolhas no botão; a direita temos golpes de espada no gatilho, com defesa usando a espada no botão – Você aprende em poucos segundos e vai usar pelo jogo todo… com detalhe de funcionar muito bem. O X interage com objetos, o A pula (apertando duas vezes ele põe o pé na parede ou objeto e salta um pouco mais alto, apertando e segurando, escala o objeto) e os outros botões são contextuais, um controle simples, fácil e rápido de dominar. E você vai dominá-lo enquanto tenta achar combinações para abrir cofres, salta sobre inimigos do terceiro andar de uma casa ou procura caminhos alternativos para evitar guardas até o seu alvo. Os cenários permitem dezenas de maneira de chegar aos seus alvos e várias maneiras de eliminá-los, seja matando-os ou não! Tomando o cuidado de evitar Spoilers, em uma determinada missão eu fui apresentado a 4 maneiras de me livrar de meus alvos, 2 letais e 2 não letais, algumas delas extremamente inventivas! Acredite em mim, Dishonored não é tanto sobre a morte do inimigo em si… é mais sobre o caminho até lá!

Graficamente o jogo é bonito, não é excelente e não vale uma carta para o seu amigo que mora no Tibet. As texturas são simples, os gráficos tendem para uma espécie de suave Cell Shading e a paleta é pastel. No entanto os cenários remontam bem uma espécie de cruzamento da era vitoriana com a renascença e são tão imensos e imersivos que você acaba por se acostumar, rapidamente, com os gráficos. A direção de arte é fantástica e, assim como em Half Life 2 e suas continuações, vai manter os gráficos atuais e bem feitos por anos a fio. As animações, no entanto, é que chefiam o carro dos gráficos deste jogo; tudo, do mais simples aflito (jogue para entender) ao maléfico Regente, passando pelos TallBoys e pelas torres elétricas, tudo tem animações incríveis, com movimentação suave e trejeitos que realmente definem os personagens. É claro que os personagens principais, com os quais você tem mais contato, tem uma gama maior de movimentos, mas mesmo mais simples dos “pedaços de cenário” não se movimentam como autômatos.

É claro que para completar essa atmosfera fantástica o som era fundamental. E ele é tão bom! A cobertura do nosso sorvete! Dos gemidos dos aflitos, os resmungos dos guardas no frio, as músicas assoviadas (que você pode achar as letras em livros infantis pelo jogo!)… enfim… brilhante. Os efeitos sonoros são animais, chegando até a assustar em alguns momentos, e as músicas são fantásticas – com especial atenção aos momentos onde você é descoberto e tem que sobreviver, utilizando mais movimentos do que um calango que recebeu anfetaminas!

Dishonored é uma obra de arte. E um jogo que provavelmente não vai vender muito. É ousado demais, irreverente demais e exige que o jogador pense – o que é complicado numa era de jogadores simplistas que estão esperando o próximo triplo A com um número na frente (Sim Black Ops 2 e Fifa 13 – EU ESTOU OLHANDO PARA VOCÊS… COM ÓDIO!). Eu realmente espero estar errado e que esse jogo faça todo o sucesso que merece, mas considerando que Mirror´s Edge e Bioshock foram sucessos de crítica, não exatamente de vendas, acho difícil. De qualquer forma é um dos meus jogos do ano de 2012, é muito muito muito bom e eu recomendo a todos que possam querer tentar algo diferente.

Porque Vingança soluciona tudo! Bom divertimento!

 

 

Com saudade do seu Super NES/Super Nintendo ?

Que tal esse controle que está sendo vendido pela EB Games Australiana? Essa “versão SNES” do Wii U Pro Controller essencialmente enfia um controle de SNES ali embaixo do seus analógicos –  se você entendeu a minha deixa!

O conceito é animal mas vale um aviso: O controle não é feito pela Nintendo! É feito por uma produtora independente e você pode querer esperar para ver reviews da qualidade do produto antes de pedir um. Caso você queira ser um dos primeiros a ter, no entanto, você pode comprar um agora mesmo por AUD $48 (US$ 49 – aproximadamente R$ 99,17 no dólar de hoje – 18/10/2012 ), o que é aproximadamente US$ 30,00 dólares menos do que o preço estimado do Wii U Pro Controller real.

Segundo a EB Games os produtos começarão a ser enviados em 30 de Novembro, data de lançamento do Wii U por lá. Parece muito legal!

Square trazendo um triplo A para o Wii U…

… só não sabemos qual!

É isso mesmo! A “Straight Right Studios” que está responsável por trazer o fantástico Mass Effect 3 da EA para o Wii U está trabalhando, com uma equipe enorme, em trazer um game da Square Enix para o novo console de mesa da Nintendo. Considerando que o Tomb Raider novo já estava a caminho do Wii U, todo mundo está coçando a cabeça pensando em que game poderia ser. O Mini acredita que será OU Deus EX: Human Revolution (que ficaria animal com a tela a mais) OU Hitman: Absolution OU Final Fantasy XIII 2.

Mas o que realmente nós estamos torcendo é que seja Final Fantasy Versus 13! Seria demais!

80 horas de jogo com uma carga! Prepare-se para jogar muito….

… no seu Wii U Pro Controller. Já haviam rumores, é verdade, que a bateria do valente aqui embaixo era de quebrar quarteirão. Mas a confirmação veio da própria Big N. Uma carregada de bateria (3 horas para carregar completamente) rendem 80 horas de jogo! Só para comparar os controles atuais do Xbox 360 e PS3, quando usando baterias de lítio (lembrando que o controle do 360 normalmente usa pilhas), tem cargas médias de 25 horas.

É para jogar para c@!#$%& !!!

 

Quer um 360? Vai ficar mais barato!

A Microsoft vai lançar dois bundles neste final de ano para todo mundo que ainda não tem um XBOX 360 – ambos custando US$ 250,00. O primeiro, voltado para o  consumidor casual (e famílias) virá com o console (versão 4 Gb), o Kinect, Kinect Adventures e Kinect Disneyland Adventures. O segundo virá com o 360 de 250 Gb , Forza 4 e um voucher de download para Skyrim. Ambos os pacotes incluem ainda um mês de  Xbox Live,  um mês de Hulu Plus e um mês de Epix Movies.

 

 

Parece que todo mundo quer um pouco do seu dinheiro nesse final de ano! Ainda mais com o novo aparelho da Microsoft só aterrissando em Setembro de 2013. Até lá… 360 rules!

PS: Ou pelo menos até o Wii U chegar! ^_^

Novo bundle do Wii por um preço ainda mais doce!

A Big N vai despencar o preço do Wii: U$129.99. A nova caixa básica virá com um Wii sem retrocompatibilidade (não roda GameCube nem aceita os acessórios dele) que vai incluir um Wii preto, assim como Wii Sports e Wii Sports Resort em um só disco. O novo bundle saí no dia 28 de Outubro nos EUA.

 

Se você é uma das 3 pessoas que ainda não tinham Wii no mundo… eis sua chance!

Jogando: X Com: Enemy Unknow

Ah! A estratégia em tempo real! Aquele tipo de jogo onde você sempre estará a salvo de crianças de 12 anos que ficam ligadas na XBOX live movidas por energéticos. E eu era um cético do RTS funcionarem no controle do XBOX 360. Até ser tomado por Halo Wars e From Dust. Agora eu acredito!

E depois de X Com… estou mais que convicto!

Aviso desde já! A gigantesca versão do PC (12 Gb !!!) rodando nas minhas duas placas de vídeo linkadas, neste pesadelo que eu tenho na sala construído para rodar tudo que vem pela frente é bem mais bonita que a versão do 360 (texturas são melhores, missões carregam mais rápido, etc…) e o mouse continua imbatível. Dito isso a versão do 360 é mais do que louvável!

Primeiro porque X Com arrebenta nos controles, comandos de mouse e teclado foram distribuídos em toques rápidos pelo controle todo. E o jogo te ensina com calma, sem pressa, como utilizar cada função, aumentando gradativamente as opções disponíveis missão a missão. Direcionais foram bem utilizados, mecânicas de cobertura fazem sentido total para qualquer jogador de Gears e você se sentirá visceralmente no controle do seu time em campo…

… e fora dele também! Em X Com você vai controlar tudo! Desde de quem será ajudado por suas tropas (em vários momentos do jogo você só poderá auxiliar um dos países membros que fazem o funding da X Com) até no que investir tempo e energia, como em que tipo de pesquisas, que tipo de armas ou mesmo quais equipamentos e aeronaves serão usados. Tudo isso em uma base animal no subsolo, digna de um vilão destruidor de mundos do James Bond. A base faz sentido, as escolhas do que pesquisar e investir fazem com que cada sucesso se torne pessoal e o setting é simplesmente legal demais.

Graficamente o jogo não vai ganhar nenhum prêmio, nem parece estar preocupado com isso. É verdade que os cenários são completamente destrutíveis e reagem de forma adequada a punição que recebem (bombas de gasolina explodem se receberem disparos, gasolina no chão se incendeia com lança chamas ou plasma nas proximidades, paredes explodem deixando cacos por toda a área, etc…), mas são simplistas e sem vida. As poucas missões que tem civis fazem com que eles só sirvam como um estorvo a ser protegido ou um incentivo de vingança que foi morto pelos alienígenas. Os próprios alienígenas são graficamente pouco inspirados, com direito aos Greys (que o jogo chama de Insectoídes), os Alphans (que o jogo chama de Tin Men) e algumas outras raças genéricas de alienígenas. A animação dos personagens é bem feita, mas não segura a onda sozinha, principalmente quando suas armas e armaduras começam a parecer algo fabricado pela Mattel; a dos inimigos é ainda pior, extremamente limitada e repetitiva. Em suma… não foi aqui que a atenção foi focada.

Se o departamento gráfico me causou uma certa revolta o sonoro é digno de, pelo menos, um assovio sensual. Vozes são bem feitas (com especial atenção ao seu chefe de campo) e os sons dos alienígenas e do ambiente convencem. As músicas somem no fundo, só reaparecendo na hora do combate… mas isso é sinal de trabalho bem feito, porque não incomodam ninguém! A história é clichês, mas serve bem ao propósito que se coloca – e a política de um mundo sob invasão alienígena é retratada de uma maneira que é, pelo menos, aceitável.

X Com é um bom jogo! É um membro mais do que digno do salão dos RTS que teve uma competente transição para os consoles. É bem feito, gostoso de jogar e tem um nível de dificuldade que fará os mais fracos surtarem. Você vai perder soldados e mandá-los para o sacrifício em busca de recursos e tecnologia alienígena. Vai ter que pensar em segundos no micro e no macro gerenciamento e pode, depois de 30 horas de jogo, descobrir que não tem como terminar (por ter investido em coisas erradas, por exemplo). Mesmo assim é uma brisa de frescor no meio de tantas continuações e de tantos FPS. Vale realmente a pena!

Gerigasmo – O Wii U por dentro

Curioso sobre como está o novo aparelho da Nintendo por dentro? A gente resolve uma parte do problema!

Durante o último Iwata talks, uma apresentação que o presidente da Nintendo faz, vez por outra, a Big N mostrou algumas peculiaridades do console para os loucos por tecnologia.

Como há uma preocupação com consumo de energia e dissipação de calor, desde os tempos do GameCube, a Nintendo, no Wii U, fará, pela primeira vez, uso de múltiplos processadores integrados no mesmo chip LSI. Isso diminui o consumo de energia, melhora o tempo de resposta (informações não dependem de nenhum BUS) e diminui a produção de calor.

A Minúscula CPU e a não tão minúscula GPU do Wii U

Mesmo assim o conjunto gerará 3 vezes mais calor do que o Wii original, logo mudanças físicas foram feitas para extrair esse calor do interior do aparelho. Primeiro nas ventoinhas/fans…

… e depois na grade de dissipação de calor!

Além disso um Wii U transparente foi criado para mostrar o tamanho relativo e a posição de cada elemento interno do Wii U. Ficamos, aqui no Mini, muito surpresos em ver que a maior parte do aparelho é o drive de mídia proprietária da Nintendo, com todo o sistema funcionando em somente uma placa. Na parte de trás, saídas de vídeo, Wi Fi, Bluetooth e uma placa de pé que, imagino, seja responsável pela comunicação stream Pad/Console

Isso = Garota linda num concurso de camiseta molhada!

Essa versão transparente do console não estará disponível para venda (pelo menos a Nintendo não falou nada até agora!) mas deveria muito estar. É muito mais sexy que a versão preta ou branca e deveria, sei lá, vir com 128 Gb de memória flash (e custar seus dois rins e seu primogênito!).

 

O Wii U vai ser lançado oficialmente no Brasil em “quantidades limitadas”… seja lá o que isso signifique! O nosso já está encomendado… e o seu?