Jogando: Forza: Horizon

Eu normalmente mando muito mal em jogos de corrida. Some a falta de um volante a uma física avançada e minha natural inabilidade de manter qualquer coisa em uma pista (reta… eu não quero nem tecer comentários sobre minha relação com curvas) e vocês entenderão porque eu não tenho carteira de motorista (não… eu não dirijo!). Out Run (e seus filhotes Out Runners, Roadsters, etc…) tem sido a salvação da lavoura para mim: divertidos e jogáveis.

Dito tudo isso eu gosto muito da série Forza, principalmente de Forza Motorsport 4. Não o suficiente para gastar R$ 169,00 e comprar o jogo, claro, mas o suficiente para alugá-lo duas vezes. Auxílio de direção, demonstração de caminho na pista, inteligência artificial dos oponentes relativa a suas capacidades – Forza 4 estava na metade do caminho entre um arcade de corrida e um simulador e tentava trazer o melhor dos dois mundos. Eu ainda não era bom, mas pelo menos estava me divertindo.

Forza Horizon é meu novo favorito na franquia Forza. Não só por ser muito mais voltado para o Arcade, mas por ser uma obra prima do novo estúdio da Microsoft, o Playground Games, que foi formado com especialistas em jogos de corrida como a CodeMasters (da série Dirt), Criterion (da série BurnOut) e Bizarre (das séries Test Drive e Test Drive unlimited ). E tudo no jogo mostra o pedigree das escolas que trouxeram alguns dos melhores Racers da história do videogame.

A jogabilidade de Horizon é definitivamente aparentada com a de Forza 4, mas por default todas as opções que facilitam sua vida no simulador estão automaticamente ligadas nesta belezinha aqui: Auto centralização, frenagem automática, indicação de ponto de pista, indicação de troca de marcha, etc.. Você pode desligar todas essas facilidades, tornando o jogo muito mais difícil, se você for um louco por castigos, mas elas dão um sabor todo especial a Horizon, fazendo com que você consiga se concentrar em dirigir de forma enlouquecida por lindos vales e estradas desertas rachadas pelo sol.

E falando em cenários… pela tanga explosiva da tia Petúnia!!! Normalmente estamos acostumados a sacrificar conteúdo por gráfico ou vice-versa; aceitamos gráficos apenas medianos de “BurnOut Paradise” em troca daquela cidade enorme e aberta, assim como aceitamos a coleção apenas medíocre de pistas e modos de Dirt 3 em troca dos gráficos “fodásticos” que nos foram apresentados. Normalmente os jogos de corrida funcionam assim. Mas algum tipo de macumba programatoria foi utilizada para criar Horizon, que é enorme, imenso e cheio de vias e estradas sem deixar de ser um dos jogos mais lindos que eu tive o prazer de rodar no meu 360 (aliás… instale o game, diminui MUITO o loading!). Certamente o jogo de corrida mais bonito que eu já vi!

O controle é muito bom e foi construído de baixo para cima com a certeza que o jogador não teria um volante a mão: é fácil de aprender, gostoso de usar e permite que você se sinta um ás do volante com pouco tempo de treino (isso, claro, se você não tiver sido um imbecil teimoso que gosta de desafios e tenha desligado todos aqueles auxílios que eu listei lá em cima). O som foi muito bem trabalhado, com músicas suaves enquanto você passeia pela feira ou anda para cima e para baixo, em estradinhas bucólicas, procurando desafios, e vem para cima, cheio de metal, quando o negócio enlouquece de vez e vários carangas absurdas estão arrancando tinta da sua porta! Para melhorar isso tudo você ainda pode usar suas músicas no Pen Drive ou escolher qualquer uma das centenas de músicas disponíveis no próprio game – e elas são bem ecléticas! As vozes são bem usadas, combinam bem com os personagens e não entram no caminho da diversão – mais um ponto positivo.

O mapa é gigante e cheio de variação; embora o modo “Find a Ride” em que você vai para fazendas ou outros lugares remotos encontrar um carro todo detonado, gasta seus créditos (que você ganha ao fazer desafios e vencer corridas) consertando ele para, enfim, colocá-lo  na pista seja um pouco chato. No mais você pode melhorar seu carro com centenas de tipos de modificações (variando de carro para carro), enquanto tenta achar aquele equilíbrio delicado entre potência e capacidade de manobra. O jogo traz um ótimo nível de dificuldade padrão e uma curva de aprendizado que vai colocar novatos no nível dos veteranos em poucos dias – Veteranos… nós estamos chegando!

No mais Forza: Horizon é incrível! Certamente vale uma compra por ser capaz de divertir até quem é muito ruim em jogos de corrida. É tecnicamente muito impressionante, tem um controle extremamente competente e faz as meninas do seus olhos perderem a vergonha de tão bonito! Não perca esse game por nada!

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