Como é difícil se movimentar em jogos de esportes!!!

Eu não conheço esportes… não jogo esportes… e sou horrível mesmo nos games deles. Só que o site precisava de mais esporte… e eu precisava de ajuda. Com vocês,  nosso especialista em esportes: Rafael Belatini.

Desde o lançamento do Wii os jogos esportivos deixaram de ser o que eram.

A atual geração de consoles tem, em todos os aparelhos, um sensor de movimentos que faz-nos imaginar inúmeras possibilidades de como transformar os velhos games em algo mais interativo.

Porém, nem tudo são flores!

Esportes que envolvem tacos e raquetes, como golf, tênis e baseball, funcionam cada dia melhor, mas o mesmo não acontece com os esportes coletivos.

O primeiro a inovar foi Pro Evolution Soccer 2008, para Wii.

O jogo era divertido até, com o sistema de apontar o controle para onde você queria que o jogador corresse, mirava no atleta para quem queria tocar e chacoalhava o controle para executar algum chute ou passe.

Divertido, por alguns instantes.

Logo a idéia deixar de ser novidade e disputar um campeonato completo apontando para a tela passa a ser mais cansativo do que divertido.

A idéia seguiu na série futebolística para Wii e também aportará em NBA 2k12 para Playstation 3.

Com o Kinect a minha experiência não é tão grande, mas já imagino que também não me fará querer largar o controle em jogos mais sérios.

Afinal de contas, queremos que o videogame repita meus movimentos num jogo de futebol, por exemplo?

Oras, não sou um Messi na vida real e acredito que minha destreza com as mãos seja infinitamente maior do que com os pés.

Penso rápido para executar uma sequência de botões enormes em poucos milésimos de segundo afim de fazer um fatality em Mortal Kombat, mas não me peça para, com os pés e no mesmo tempo, driblar um adversário que vem em minha direção.

Eu não faço idéia de como um jogo de futebol, basquete, etc, poderia utilizar o Kinect em algo que não fosse um mini-game.

E a dúvida não é só minha.

“Nós amamos a idéia dos esportes controle por movimentos, mas a execução prática para isso está se mostrando um pouco mais difícil”, disse o vice-presidente da EA Sports, Andrew Wilson, à revista X360 britânica.

Assistindo à demonstração da nova edição do Kinect Sports, eu, um fã de futebol americano, gostei da nova modalidade introduzida, quero experimentá-la, mas confesso que fiquei com um pouco de vergonha alheia do wide-receiver correndo para o touchdown.

Rafael Belattini é jornalista, trabalha no site do Juca Kfouri, assiste basicamente todos os esportes já criados pelo homem e nas horas de fora detona Zelda, Gears, Uncharted e Final Fantasy.

Anúncios

Se matando no XBLA… por um review duplo: Bastion e From Dust

Desde o primeiro minuto que eu ouvi sobre o desenvolvimento de Bastion, e que o jogo exploraria uma temática de história diferenciada, com um estilo gráfico notável e com um narrador, FUNCIONANDO EM TEMPO REAL, eu fiquei esperançoso sobre o resultado final. From dust é um jogo do renomado diretor Eric Chahi, o mesmo designer responsável por Out of this World, Heart of Alien, Flashback e outros games sobre pessoas magrelas tentando sobreviver em ambientes construídos com gráficos vetoriais – e como eu devorei todos os outros games do designer, indecorosamente devo acrescentar, eu também estava disposto a dar ao game uma chance, gorda, de me impressionar.

Como o crítico relativamente chato que sou, pensei que se os dois fossem medíocres, pelo menos a experiência seria boa.

Mas o grande antigo que olha pelos gamers por todo o universo foi bom… não foi excelente… e me presentou com dois games tão bem feitos e tão diferentes, que vão render horas de entretenimento.

Antes de mais nada Bastion é um Action-RPG, que mistura elementos de Diablo, Zelda e um ataque do bebê celestial da caixa de Creon, com uma visão ¾ que parecia desaparecida na geração atual- lembra muito Equinox, o clássico do SNES que separava os homem dos meninos. Já From Dust é o que Black and White 2 tentou ser mas falou vergonhosamente por falta de capacidade de processamento nos processadores da época – um daqueles jogos onde você é o Deus de um povo e deve protegê-los.

Objetivamente falando os dois games são sensacionais no quesito gráfico. Bastion tem uma palheta de cores pastéis acompanhada por cores naturais vivas e vibrantes, com cenários simples mas bem construídos (que surgem a frente do seu personagem conforme ele se move) e animação, tanto dos inimigos quanto do personagem principal, assim como a movimentação das armas (que vão sofrendo upgrades ao longo do game) soberba. Não é foto realista, mas é fofo como dar um ursinho de pelúcia para a irmã menor da sua namorada. Já From Dust é bem mais foto realista, embora os homenzinhos que você protege tenha um estilo gráfico mais cartunesco e divertido (assim como a vegetação), o cenário chuta sentidamente a bunda de milhões de rolos de filmes do Discovery Channel e National Geografic com lava, água e geografia soberbamente apresentada e mudando, como num diorama, na sua frente enquanto você usa seus poderes.

E se os gráficos de Bastion não tivessem implodido a tanga da sua menina dos olhos, o som com certeza vai seduzi-la. Além de músicas cativantes e instrumentadas, colocadas na hora exata, o jogo possui um narrador… UM NARRADOR… que diz o tempo todo o que o seu personagem está pensando, o que os inimigos e NPCs pensam do seu personagem, quais são as falas de todos e como seu personagem reage a seus acertos e erros. E o resultado final é ANIMAL!!! Animal!!! Já From Dust tem música de elevador, quase inaudível e bem leve, que vai ficando mais alta e mais wagneriana conforme a ameaça, seja ela qual for, vai chegando mais perto do seus protegidos – que aliás usam canções mágicas para se proteger de lava, deslizamentos, tsunamis e rios descuidadamente desviados pela dificuldade da divindade deles se relacionar com o controle do 360.

Que leva ao meu ponto fraco principal em From Dust. Se o game tivesse saído em um PC, fosse maior e mais complexo, utilizasse MOUSE e TECLADO, como todo o jogo de estratégia em tempo real deveria fazer, eu diria que ele é um dos jogos mais inovadores do ano. Mas controlar seu avatar serpente astral carregando esferas de lava e água por aí, usando o direcional, foi uma experiência menos que estelar. O controle de Bastion funciona bem, mas a história demora a engrenar; ela até o recompensa pela persistência, mas eu já vi trovadores gagos terminarem Beowulf, no texto completo, antes do tempo que esse jogo leva para degringolar.

No mais, ambos os games são bons. Realmente bons. São obras competentes, diferenciadas e não custam muito (Cerca de US$ 15,00… uns R$ 25,20), considerando que você vai se divertir muitas e muitas horas com eles. Bom divertimento.

Exatamente um mês depois do portátil da Nintendo receber seu corte de preço, a Big N trará um 3DS em uma nova cor: o caliente ????. O portátil é vermelho vivo, com um acabamento em preto esmaltado. E é lindo…

Para que já pegou é um deleite visual, mas para quem ainda não tem… não resista a tentação. Ainda mais agora que vai ficar mais barato!

Jogando: Capitão América – Super Soldado

Eu confesso que ainda não terminei Capitão América – Super Soldado. Confesso também que ao menos que o coronel Zola seja o vilão Andross, de Star Fox, ou que a Madame Hydra faça um striptease e se lance sobre o bravo norte americano, sedenta de sexo, eu não acho que esse jogo vai mudar tudo que você já imaginou em termos de super-heróis; essa posição continuará sendo de Batman: Arkham Asylum/Spider Man 2

A pergunta que vai se formar na sua mente, assim que você terminar de imaginar a madame Hydra e o capitão mandando ver (safadinho(a) você, hein?!), é: Então o jogo é ruim?

Não. Não é ruim. É um clone competente de Arkham Asylum, que não tem um pingo de personalidade e sofre penosamente ao tentar ser tudo e não conseguir ser mais do que um Double Dragon glorificado em HD, onde você aniquila filas após fila de nazistas da Hydra.

A questão toda começa na jogabilidade. O sistema de combate de Capitão América é bem feito, completamente chupado do sistema de combate de Arkham Asylum, com um toque de Path of Neo. Você tem um botão de ataque normal, que dependendo da posição que o capitão e o inimigo estiverem gera os mais diversos ataques, um botão de ataque especial, que também tem o resultado modificado pela posição do inimigo em relação ao capitão, um botão de arremesso, que faz com que você afaste os inimigos com um chute, uma projeção ou um encontrão com o escudo e um botão para o escudo, que pode ser usado como defesa e também de forma ofensiva. Complete sequências e o capitão finalizará o inimigo, com uma cena épica em câmera lenta. O controle funciona com perfeição e no talo, embora seja difícil entender como o ápice do desenvolvimento humano não consegue saltar mesas, cadeiras, paredes de 40 cm de altura nem nenhuma outra obstrução que não tenha uma aura laranja em volta dela.

O departamento sonoro é um assunto complicado. As vozes dos personagens que aparecem no filme são dos atores, e estão bem conduzidas, o que gera certo conforto; os principais vilões da Hydra também estão muito muito bem dublados e dão emoção (até demais, diga-se de passagem) para certos trechos e diálogos. Mas o restante dos inimigos tem vozes por classe (o footman tem uma, os berserkers outra, e assim por diante…), os sons ambientes parecem saídos de um filme de comédia pastelão e o som do escudo parece ter sido gravado em um Gongo, um sino de igreja ou qualquer outro objeto maciço de metal, não um escudo feito de um metal que não vibra. Não vai fazer você abandonar o jogo, mas certamente você não vai cantarolar nenhuma dessas músicas por aí.

O assunto fica um pouco mais ameno ao se falar de gráficos, que em capitão américa são bastante amigáveis. O capitão e seus principais inimigos, como a madame Hydra (você lembrou de novo, né?!), estão renderizados com uma qualidade ímpar, contando ainda com uma animação fantástica e cuidadosa – com especial atenção ao escudo e a movimentação do mesmo. O cenário é bucólico, mas repetitivo, e as as texturas são pobres e lavadas, com poucos objetos quebráveis e contendo física simplista  – a sensação passada pelo enorme castelo vilarejo de sei-lá-o-que-stein é mais de Castlevania (com enormes áreas temáticas) do que de Arkham Asylum (com trechos curtos e característicos, com funções específicas). Os inimigos são divididos em classes, ou castas, e todos da mesma casta tem os mesmos movimentos, animação, estilo, etc… Você vai derrotar todos eles utilizando os mais diferentes métodos, o que impede o jogo de enjoar, mas os inimigos vão vir para cima sempre da mesma maneira.

No mais, Capitão América – Super Soldado, vale mais uma locação do que a compra em si, a menos que você: a) curta muito o personagem; b) compre qualquer coisa com superheróis; c) realmente tenha jogado todos os challenges de combate em Arkham e ainda ficou com gosto de quero mais. Eu gostei muito, embora a qualidade da história seja péssima, o sistema de combate torna tudo melhor. Existem enigmas e centenas de objetos para recolher (ou destruir), mas essas submissões estão lá mais pelos achieviments do que pelo escopo dramático. Não é um jogo ruim sob nenhuma medida, mas está longe de ser impressionante e pelo preço do game é compreensível que as pessoas não queiram apostar no Capitão.

Eu ainda acho que o chefão final devia ser o Hitler!