Jogando “The Legend of Zelda: The Spirits Track”

The Legend of Zelda: Spirit Tracks (ゼルダの伝説 大地の汽笛, Zeruda no Densetsu Daichi no Kiteki, algo como “A Lenda de Zelda: Flauta (pode ser apito também) da Terra”) é o novo jogo da franquia imortal do papai Zelda Shigeru Miyamoto, recém-lançado no DS – ao longo do texto vou chamá-lo de ST, para facilitar. ST se aproveita da mesma engine do último game da série para DS, com algumas melhorias (mais partículas, sistema de luz mais fluído, iluminação ambiental mais natural, entre outras), tendo os mesmo gráficos em Cell Shading de “The Phanton Hourglass”, com novas músicas criadas por Koji Kondo (belíssimas) e todo o controle feito através da tela de toque do DS. A primeira vista eu pensei que era um cópia Xerox do primeiro game, com uma nova história, mas o game te surpreende… e a primeira, e talvez a melhor, surpresa, seja a flauta, que você comandará tocando na tela e soprando ao microfone. É fantástico e o nível de interação é louvável… o mais engraçado é saber que está jogando Zelda no ônibus ou no shopping pela cara desconcertada da pessoa ao levar o DS próximo a boca.

A história começa décadas após Phanton Hourglass, com um novo Link e uma nova Zelda. Link é um aprendiz das ferrovias reais da nova Hyrule, a terra que Tetra e Link de Wind Waker partiram para encontrar, que deseja se tornar um engenheiro real de trens. No dia da formatura de nosso herói ele é chamado aos aposentos da princesa (ninguém se choca com isso porque, como sabemos, Link nunca come ninguém), que lhe conta sobre as Spirit Tracks, trilhos espirituais, linhas de trem entre as ilhas e continentes do planeta, que são na verdade linhas de um poderoso feitiço que prende um rei demônio (como se um demônio plebeu não fosse problema o suficiente) chamado Malladus. O problema é que as ditas cujas das linhas estão sumindo, e o casal deverá ir até a torre dos espíritos para procurar por um sábio chamado Anjean para descobrir a solução (a torre dos espíritos e a maldita Dungeon central do game, para a qual você retornará dezenas de vezes). Com a ajuda do mestre de Link, Alfonzo, o casal consegue sair do palácio, mas dá de cara com o capacho do malvado, que também é o conselheiro do reino, Chanceler Code, que além de atacar os dois, separa o espírito de Zelda de seu corpo e rouba o último para usar seus poderes. Link consegue ver Zelda em forma espiritual (algumas outras pessoas no game também conseguem, mas é nas cenas em que as pessoas não a enxergam que estão as situações mais engraçadas, como quando um NPC pergunta se não está frio ali ou se você ouviu alguém falando). Há algumas vantagens em ser um espírito e logo Zelda ganha a capacidade de possuir os Phantom Guardians, aquelas armaduras chatas de olhos vermelhos do primeiro game, ganhando um corpo físico em alguns lugares para acompanhar e auxiliar Link.

No mais o game é relativamente curto (duas boas sentadas, ou um fim de semana dão conta dele) se você não for pegar cada item e cada coração, mas trás aquela maravilhosa sensação que só os games da série Zelda podem trazer, uma magia antiga de uma época mais inocente e sem anti heróis. Altamente recomendado.

Preço médio: R$ 140,00

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

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