Jogando: Contra Rebirth

Quase 30 anos e ainda separando os meninos dos homens!

Faz quase 30 anos que Bill Raizer e Lance Bean, respectivamente o carinha de calças azuis e o de calças laranjas, usaram nossos traseiros para contra-rebirth-wiiware1limpar suas casas enquanto agradecíamos por isso. Era Contra do NES e nós nunca mais fomos os mesmo: Gráficos fantásticos, check – Som animal, check – controle perfeito, check. Mas foi a dificuldade que te pegou… e te pegou porque a desgraçada chutava a sua bunda e ainda fazia cara de santinha.

Eu explico! Em jogos como “Ninja Gaiden” ou “Ghouls´n´Ghosts” “algo” (complete aqui com pássaro, ninja, demônio, o que achar melhor) podia saltar na sua frente, ou simplesmente contra-rebirth-20090507103008981_640wbrotar do nada, respawnado por uma diabólica IA que não tinha o menor respeito por sua infância ou sanidade.  Você podia sofrer uma morte horrível nas mãos, unicamente, da UCP, sem ser culpa sua.  Mas não em Contra. Como muito bem colocado pelo Mahou em seu review de Tetris “Tudo estava lá. Se você não conseguia encaixar a peça, a culpa era sua.”  – TUDO ESTAVA LÁ!!! A tela estava forrada de tiros, dominado por inimigos correndo na sua direção e polvilhada por pedaços do teto caindo e bombas que viam de fora da tela. Mas nada botava do nada. Tudo vinha de algum lugar e estava visível o tempo todo… o que era formidável considerando quantos problemas de Pop Up a UCP do Nes causava.

Mesmo vendo tudo a dificuldade era hercúlea e o desafio quase impossível… era necessário domínio completo do controle, sangue frio total, conhecimento prévio das fases e… o código contra. Com ele você tinha 30 vidas e conseguia ganhar uma, pequena é verdade, chance de vencer o império e destruir o general salamandra.

Agora a Konami coloca a disposição dos nostálgicos e ensandecidos fãs o “remake” do contra original, com “Contra Rebirth” e te faz a pergunta: E aí?! Vai encarar?!

O Pessoal do Mini encarou. E é hora da gente contar a vocês o que a gente acho quando abriu a caixa de pandora que é Rebirth. E vamos começar pelo óbvio. Como mostrado pelas ph02minhas aspas em volta de remake, Rebirth tenha uma história nova e bem mais complexa que a de Contra do NES, sendo uma continuação de Contra 4, mas acontecendo antes de Contra III do SNES. O Império foi vencido umas duas vezes já, e partem para um tudo ou nada seqüestrando um dos heróis da terra (um dos “Contra”), Lance Beam, e soltando sua legião de soldados e robôs sobre o planeta “indefeso”. Aí Bill Rizer , o outro “Contra” (Por que Contra? Contra o quê? Parece que o nome está incompleto. Até remédio tem contra alguma coisa!) se junta ao Novato, que o game diz ser um samurai (embora ele use calças e armas iguais aos de Bill) Genbei Yagyu. A história é contada em ótimas cenas que misturam anime, animação stop motion e fotos estilizadas e é surpreendentemente profunda para um game que usa só três botões e que o objetivo é varrer o chão com qualquer coisa que te olhe engraçado.

O gráfico é muito muito muito muito bem feito… com sprites grandes e ricos e animação primorosa – em 480P em uma LCD de 32” fica um desbunde – mas não se engane… os picotes e estouro de pixels estão lá, principalmente em HD com cabo de vídeo componente. Mas vale muito acontra-rebirth-20090507103011981 pena, pois os inimigos surgem de todos os lados, de forma variado e com ótima movimentação. Além disso os chefes são um show a parte…

O som é animal! Eu raramente uso esse termo em um game moderno, mas esse com certeza merece. E rápido, fantástico e tão bom, ou melhor, que o do rei Contra 3, do SNES. O controle também não faz feio e começa nas muitas opções: Quer usar o classic? OK! O do Cube? Vá em frente. Ou quer realmente voltar as raízes e sentir a adrenalina com uma versão muito próxima do clássico do NES usando apenas o Wii mote? Pode também. Além disso o game permite que você ajuste tudo nos controles e ainda te deixa escolher a dificuldade e quantas vidas por continue. Que são infinitos (os deuses ouviram nossas preces).

Mas nada disso funcionaria se o game não fosse divertido… mas não se preocupe, a Konami mostrou que sabe mandar ver – retro ou não! Após a abertura (que pode ser pulada com um toquinho em qualquer botão – para o deleite do Mahou) você é instantaneamente jogado direto na ação, que seja single ou multiplayer (apenas dois jogadores e nada de online) é intensa e non-stop. A segunda fase é chupadaça do estágio inicial de contra 3, e várias outras partes do contrarebirthgame, incluindo alguns chefes, são cameos e homenagens bacanas aos games do passado. Falando em passado algumas mamatas que tínhamos ganhado com o tempo nos foram arrancadas, como a Smart Bomb (que destruía todos os inimigos na tela) e a capacidade de segurar duas armas ao mesmo tempo – mas isso não diminui o impacto do game (ou de suas armas, que estão todas lá: Homing, Flamer, Spazer, Missile e Laser).

Em suma, Rebirth é uma grata surpresa, um agrado aos fãs feito com muito conhecimento de causa e muito muito carinhos. É curto sim, mas como todas as coisas boas da vida; são curtas para você repetir um monte de vezes. Um jogão via Wii Ware por 1000 Nintendo points.

Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s