Kid Icarus a caminho?

Prensados na parede por uma posição sobre “Kid Icarus” o diretor sênior de comunicação corporativa da Nintendo, Charlie Scibetta, admitiu que a Big N está pensando no assunto: “O rumor surgiu antes da E3 e ganhou força. Nós não temos nada a anunciar a respeito de ‘Kid Icarus’ no momento, mas nós escutamos os jogadores e sabemos que eles querem”, explica o executivo. Pressionado pelo entrevistador, ele vai um pouco mais além e solta que “nós [a Nintendo] não temos nada para anunciar ainda, mas sabemos que há uma demanda e estamos considerado o que fazer”, concluiu.

Resta saber quando veremos uma fotinha sequer do game…

Tokyo Game Show traz Sin and Punishment 2, mostra Rygar fraquinho e Castlevania sem sal!

Parece que a Tecmo e a Konami andaram dormindo em serviço. Pegaram duas franquias pesadas, que persistem desde o Nes e transformaram em duas besteiras insonsas. Rygar, para quem não conhece, é o jogo (em sua versão remake no PS2, lançado em 2002) do qual God of War foi copiado – você controla um herói grego com uma aparência meio emo, que usa uma corrente presa a um escudo (diskamor) com movimentos parecidos com os do Kra… digo do capitão america. Nas versões do Nes o jogo lembrava um Kid Icarus e no Remake era um bom adventure, com combate e puzzles. Agora no Wii é uma maçaroca de salas cheias de inimigos – seguro o botão A no Wii mote e faça um movimento horizontal e você lança um ataque horizontal – abrangente mas fraco – o mesmo botão segurado e um movimento na vertical e o herói lança um ataque curto mas muito poderoso. Faça isso por horas e ganhe um braço malhado e cheio de lesões por esforço repetitivo. Os puzzles caíram fora e o jogo ganhou gigantescos chefes de fases decerebrados para impressionar. Ainda estamos esperando.

Castlevania é tão famoso que eu nem vou me dar ao trabalho de explicar o que é – basta dizer que é uma das poucas coisas que envolve couro, mestre supremos e escuridão e não é sadomasoquismo. Só que ao inves de aproveitarem os controles revolucionários do Wii para fazer o mais legal dos Castlevania, eles fizeram uma versão xexelenta de power stone (um jogo muito muito muito bom de dreamcast – mais conhecido por seu plágio em Marvel nemesis) com um toque de Soulcalibur, limão e gelo. Bata tudo no liquidificador e terá algo que você não irá querer jogar… parece lento, os lutadores tem poucos golpes e as lutas são sonolentas. Konami, estamos desapontados.

Mas pelo menos tivemos uma surpresa fantástica. Sin and Punishment está ganhando uma continuação, e ao contrário do que as más línguas estavam falando é um JOGÃO – que virá em disco e tudo. Nada de Wii Ware ou de Virtual Console desta vez. Apenas pura e direta ação non-stop com controles fantásticos de mira graças ao pointer do Wiimote. Preparem-se para a ação.

Esta semana no virtual console (06/10/2008)

Dois bons jogos… deu para compensar algumas semanas bem fracas….

Mario Golf

Sim, um jogo de N64 sem o sufixo “…64”. Mario Golf, juntou-se a galeria de Mario Tennis, Mario Kart e Mario Faxina no barraco e churrasco na laje (ok… esse último ainda não) para trazer ainda mais alegria a suas tardes chuvosas e sem sentido. O jogo é colorido e fofinho (até demais, diga-se de passagme), mas os gráficos são límpidos, o controle responde bem e o som tem aquela magia que a Nintendo (e a camelot – programadora do jogo) conseguem trazer. Os modos de jogos são bons e bem equilibrados e o jogo tem aquele gostinho de “… só mais  5 minutos” – que somados geram horas… de diversão. Não é a 8 maravilha do mundo, mas diverte bem, principalmente se você for fã de golfe, não suporta mais Wii Sports Golf e não tem a versão do GameCube, que é melhor. Seu por 1000, indiferentes, Wii points.

Shinning Force 2

Razão para quebra pau aqui em casa, esse jogaço da Sega consegue fazer o que o predecessor não fez: Destruir Final Fantasy Tatics. Não linear, sem o sistema de capítulos, com mais personagens e uma história ainda maior e mais bem amarrada. O sistema de combate continua perfeito, com uma estratégia rápida, que desce macio e reanima (dreher) nada pesado ou enfadonho. Gráficos vencidos, mas ainda aceitáveis, controle fácil de pegar e perfeito, músicas cativantes e tudo o que se espera de um RPG/estratégia que fez carreira nos 16 bits. Jogão por 800 Wii points.