Sin and Punishment… será que dessa vez vem?

Um dos grandes (e últimos) sucesso doNintendo 64, “Sin and Punishment: Successor of the Earth” pode, finalmente, dar as caras no nosso hemisfério.
Da produtora Treasure, a mesma de “Radiant Silvergun”, o jogo foi lançado originalmente em novembro de 2000 e só foi lançado no Japão (com enorme popularidade), com o 64 em suporte de vida nos EUA e Europa, a Big N teve a decisão (acertada) de deixá-lo lá.
Trata-se de um jogo tiro que usa a mecânica de trilho, como “Panzer Draggon” e o próprio “Radiant Silvergun”. No comando de Saki Amamiya, jogador deve deter o ataque das criaturas mecânicas alienígenas conhecidas como “Ruffians”.

Embora não confirmado no Virtual Console do ocidente, “Sin and Punishiment” tem as vozes em inglês, fazendo com que os ajustes necessários para trazê-lo ao ocidente sejam pequenos. A listas e mais listas de jogadores pedindo o game, e tudo indica que finalmente colocaremos a mão no dito cujo.

Esta semana no Virtual Console (3/09/2007)

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Bonk 3

Ao raio que o parta se esse jogo se chama Bonk, Bonk 3, Super Bonk ou Super Bonk 3 o retorno dos malditos homenzinhos cabeçudos. Eu não dou a mínima. Depois de 2 Bonnks, 2 sonics, 3 Marios e meia centena de side scrollings nada mais me parece original. Nesta aventura Bonk mata seu inimigos com cabeçadas (de novo), usando itens que aumentam o life e o poder da cabeçada (de novo). Continua legal, mas é só mais do mesmo. Se você for um fanático por side scrollings, gaste seus 600 wii points, mas se não for… Fique com Super Mario World.

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Donkey Kong Jr Math

É uma pérola… do mal gosto. Tudo bem que alguns de nós (Nerds) gostam de matemática, alguns (anormais e desequilibrados) fazem isso de faculdade, mas isso é o cúmulo. É uma versão fedida e mal feita de Donkey Kong Jr do Nes, que usa matemática como preceito para reciclar um jogo que não era bom, nem no original. Passe longe dessa monstruosidade de 500 Wii points.

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LandStalker

A versão Zelda da SEGA. É um plágio, sim, mas se todos os plágios fossem assim esse seria um mundo bem mais feliz. Uma visão angular em 3d, com gráficos bem feitos e simpáticos, sons e música fantásticos e um controle de fazer inveja (exato, mas meio travado). O mundo do jogo é grande, livre e bem distribuído e a dificuldade do jogo torna-o convidativo sem fazê-lo chato. Eu procurei por esse jogo de 1992 quando foi lançado e só o achei em 1996 (Quando o comprei, na versão japonesa mesmo! Valeu Paterline… aonde você estiver!). É a pérola da semana, não deixe de pegar. 800 Wii points.

UMA SEGUNDA OPINIÃO – POR ERICK BONATELLI

Na época de seu lançamento, Landstalker era um RPG extremamente dinâmico: seu personagem era capaz de saltar (oh!!!) por um cenário tridimensional, saltando por sobre armadilhas e lutando contra inimigos em tempo real. Ao contrário de A Link to The Past, a ação em Landstalker se desenrola de um modo espacialmente mais restrito – não só pelo ângulo ser, literalmente, fechado – e em um rítmo bem mais veloz. Enquanto em Zelda o jogador se locomovia por um mapa circular, indo e voltando, subindo e descendo, em Landstalker há um caminho basicamente pré-estabelecido no qual você só pode avançar. Esse tipo de recurso talvez tire um pouco da liberdade do jogador e da riqueza do cenário, mas permite que o roteiro se desenrole de maneira mais coerente e veloz (como em FF X, no qual – grosso modo – bastava-se andar em frente). Não só no “mapa mundi” Landstalker é mais apertado que outros RPG ação como Zelda e Terranigma: os puzzles de suas dungeons são menores e mais rápidos, raramente ocupando mais espaço que uma sala. Algo como FICAR CONFUSO – RESOLVER – AVANÇAR, repetidamente ao longo das várias salas da caverna (são sempre cavernas), em contraponto a puzzles amplos nos quais uma pedra derrubada do alto do torre bloqueia o fluxo de água na primeira sala e blabla…

Landstalker, na verdade, tem muitos mais elementos de Aventura do que de RPG. A única coisa que o impede de cair nessa primeira classificação é o fato de que jogos do gênero aventura costumam ser fásicos e esse RPG não apresenta divisoes claras que possam ser chamadas de fases. Sua narrativa é fluida e constante, cheia de cidades, pessoas, intrigas, buscas e desafios. Não que ela seja BOA – não há nada de impressionante nela (“estou sem memória/quero um tesouro”). Mas ela cumpre seu papel e não atrapalha o divertimento “adventure” do jogo.