Por mais estranho que essa frase possa parecer ela é tão real quanto possível! Segundo confirmação da revista CoroCoro japonesa, o novo console da Nintendo não só terá um Pokemon Rumble, uma mistura curiosa de adventure com Pokemon Stadium (onde um Pokemon luta contra o outro), mas a Nintendo vai levar a ideia de colecionar os adoráveis monstrinhos um passo além….
O novo Pokemon Rumble será o primeiro jogo a utilizar a tecnologia de NFC do Wii U. Mas o que diabos é NFC? Near Field Comunication, algo como Comunicação de campo próximo, e o que ele faz é transferir dados entre um ponto e outro. Na prática, o que isso significa para Pokemon Rumble?
Pense em comprar um Pikachu, fofinho, oficial da Nintendo, em miniatura. Agora pense que, quando você aproximar aquele Pikachu do seu GamePad, o NFC vai transferir os dados daquele monstrinho para o seu game, permitindo que, enquanto o Pikachu estiver próximo, você jogue como o Pikachu! Agora pense nisso com 649 Pokemons!!! E não só isso, mas as miniaturas servirão como memory card do game – você vai dar level up nas miniaturas, e o status delas ficaram salvos nas mesmas!
A Nintendo criou outra máquina de imprimir dinheiro!
O jogo será lançado no Japão com seis miniaturas iniciais, sendo que a única confirmada é o próprio rato elétrico amarelo mais famoso do mundo. Será que as outras miniaturas serão os Pokemons iniciais de X e Y? Só o tempo dirá!
Depois de quebrar a poderosa BioWare em três pedaços, a EA, decidiu, por fim, extinguir um dos estúdios, e mandar embora seus poucos mais de 30 integrantes. O estúdio em questão é o BioWare San Francisco, que focava em desenvolver jogos para celulares e jogos em flash, como Mirror’s Edge 2D, Dragon Age Legends, The Fancy Pants Adventures e AWOL assim como material extra para jogos da famosa produtora de RPGs.
A EA não comentou as razões do fechamento da empresa, mas empregados insistem que a EA considerava a empresa “cara demais” para os resultados que eram obtidos.
EA – matando uma empresa por vez! O Mini deseja a todos os membros da BioWare São Francisco boa sorte em suas novas empreitadas!
Nossa… poucas vezes foi tão difícil fazer o review de um jogo. E isso porque eu adorei Dead Space e amei Dead Space 2. Então, vocês se perguntam, você teve toda essa dificuldade porque o novo jogo é ruim?
Sim e não. E isso é parte do problema.
Então vamos as partes boas primeiro. Os gráficos de Dead Space 3 vão explodir a tanga da menina dos olhos de todo mundo. Das texturas a geometria, da animação ao sistema de luzes, o jogo dá um show em termos de qualidade gráfica. Seja no planeta de Tau Volantis, e suas enormes planícies geladas, ou no interior das estruturas parasitadas pelos cada vez mais avançados Necromorphs, você vai continuamente ser surpreendido com quão bonito e bem feito esse jogo é. O controle é funcional, e ficou consideravelmente mais fácil de usar com menos armas iniciais e mais modificações por arma, sem se distanciar do que já era uma marca de Dead Space – não se preocupe em controlar os personagens: Se você conseguiu terminar Dead Space 2, vai jogar esse aqui sem problemas.
O som merece um capítulo a parte. Desconsiderando duas ou três vozes mau escolhidas (uma delas pertencentes aos seu parceiro Co-op, John Carver, com seu estilo policial-durão-com-coração-de-ouro-que-perdeu-a-família-em-um-típico-filme-de-ação-dos-anos-80), que irritam um pouco, o restante do departamento sonoro é estelar. Contando com compositores respeitáveis, com trabalhos em “Aliens” e “The Thing”, a trilha sonora é um arraso!
Então os gráficos são excelentes, os controles bons e o departamento sonoro estelar? O que diabos você não gostou Marcel?
Do resto. Começando pela a história.
Se no primeiro Dead Space você era um sobrevivente, com poucos recursos e contando com sua inteligência e quase mais nada, e no segundo Dead Space, você tinha que lutar não só com o ambiente, mas também com a possível insanidade de Isaac, Dead Space 3 é monótono. Tudo isso desaparece. Isaac se comporta parte como um herói, parte como um covarde, parte como um homem interessado apenas em sobreviver longe dali – nem de perto o comportamento esperado de alguém que sabe que os Markers podem, e irão, destruir o universo. Seu relacionamento com sua ex-namorada, que curiosamente recuperou o olho que havia perdido em Dead Space 2, beira a insanidade. E as interações com John Carver parecem saídas de um filme ruim de ficção científica da década de 80. Tudo isso já seria péssimo se os personagens não descobrissem segredos milenares em segundos de observação, entendessem conceitos alienígenas num piscar de olhos ou tomarem conhecimento, por telepatia, dos planos militares que serão utilizados contra eles.
Junte a isso uma mudança imensa de paradigma do game: Acabou o terror. Lembra do pânico? Das mãos suadas? De atirar em cantos escuros com a munição escassa só para ter certeza que não havia nada ali? Então… se isso não acabou para você, vai diminuir muito. Parte da culpa é o seu parceiro Co-op, ter alguém que cubra você nas passagens escuras quebra a solidão característica de Dead Space, diminuindo a tensão. E o restante da culpa recaí sobre o design do próprio jogo – já estamos acostumados com Necromorphs surgindo de buracos no teto, saindo de grelhas de ar e coisas desse tipo. Como um golpe usado em um cavaleiro do Zodíaco, não vai funcionar duas vezes, imagina se utilizado centenas de vezes…
Os estágios são mais abertos, mas muito lineares. Há menos backtraking, mas menos puzzles e muito mais ação. A uma quantidade desnecessariamente alta de munição espalhada por todo canto (principalmente agora que as armas usam munição padronizada) e se você construir um bom rifle de repetição, fazer um cortador de plasma potente e algo como um shotgun, para limpar inimigos em curta distância, estará feito para quantos “New Game +” quiser rodar. Os Necromorphs continuam imbecis e violentos, mas são os humanos, com suas idéias idiotas e seu comportamento suicida que, provavelmente, vão irritar você muito mais.
Um capítulo a parte deve ser colocado aqui para o sistema de mini transações da EA e o sistema de criação de armas. Enquanto o segundo funciona muito bem, e dá um fôlego a mais para um game em desespero pelo último, o primeiro é uma porcaria. Criar suas próprias armas, melhorar sua armadura, escolher entre ter mais munição em uma arma ou ter mais espaço para guardar medkits, tudo isso é muito legal; tão legal, de fato, que depois da primeira vez que você jogar Dead Space 3 é bem provável que você volte por mais e mais no objetivo, meio “Diablesco” de conseguir as melhores armas e armaduras possíveis. Agora, a capacidade de comprar, com moeda interna ou dinheiro real, criações de outros jogadores é imbecil e rouba minha vontade de gastar tempo com o jogo: Para que diabos eu vou me esforçar se um imbecil com Ms points (ou US$, no PS3) sobrando, vai simplesmente comprar as melhores armas, armaduras e peças? Se a graça do sistema de criação de armas é lidar com a constante melhoria (e as limitações das suas criações), para que eu vou comprar as melhores peças logo de início? E como colocado por Lester, em seu “Video Game Bastardization” – O famoso “Pay to Win” modo de jogo, onde jogadores com menos tempo e menos, vamos chamar de “vocação”, pagam valores para ter algo que poderia, e deveria, ser conquistado com suor.
Olhando em retrospectiva esse review acabou mais negativo do que eu esperava. E eu acho que a EA deve desculpas a todos os fãs de Dead Space que estão lá fora. O jogo mudou? Muito! Assim como em Mass Effect 3 ele foi mega simplificado, posso até usar o termo “emburrecido”, para ser aceito, e usado, por um maior número de usuários. É um jogo ruim? Não… e isso é o pior, pelo menos para mim. Esse é um jogo de ação competente, com belíssimos gráficos e um som animal – se chamasse “The monster”, “The imigrant”, “the secret” ou qualquer outra coisa assim, eu iá provavelmente gostar muito. Mas é Dead Space…
… e isso que eu joguei, e ainda estou jogando, certamente não é Dead Space. Pelo menos do jeito que eu, e vocês, amamos.
Vale uma locação antes da compra. Ou esperar alguns meses e pegar em um preço bem mais baixo. Bom divertimento.
Quando um jogo precisa inventar palavras para se identificar você tem uma das duas situações: Ou isso vai ser horrível ou vai ser genial. Revengeance, o novo Metal Gear, criado na junção das mentes de Hideo Kojima e a equipe responsável por Bayoneta, é, felizmente, um dos casos do último.
Esqueça Devil May Cry e os outros jogos de ação no estilo Hack and Slash lançados desde do refrescante Bayoneta, todos eles acabam de ficar obsoletos de uma vez só! Metal Gear Rising literalmente cortou a concorrência pela metade! E, se como eu, você tinha problemas em aceitar aquela bichinha do Raiden na época do Metal Gear Solid 2, prepare-se para vê-lo retornar como um dos personagens mais Bad Ass da franquia – sim… mais que Solid Snake (Big Boss continua ainda mais Bad Ass).
E vamos falar do ponto mais forte logo de início: A jogabilidade. Metal Gear Rising coloca você no controle de um super ninja cyborg, equipado com uma espada sônica vibratória de mono filamento, capaz de cortar essencialmente qualquer coisa, em uma velocidade alucinante. Raiden tem um botão de ataque rápido, um de ataque pesado, um de salto, um de defesa e o dash, a famosa corridinha – combinando tudo isso você terá um dos mais complexos, e recompensadores, sistemas de combate criados no últimos tempos. Somado a isso você pode, a qualquer momento, dando um toque no gatilho esquerdo superior, deixar o tempo imensamente lento e controlar, com o analógico direito, a direção que Raiden disparará golpe atrás de golpe, num sistema chamado 斩 夺 Zan Datsu literalmente, “Cortar e levar” . Vez por outra, no meio da sequência Zan Datsu, o botão círculo ou B aparecerá, e se você apertar o botão correspondente, no momento exato, você arrancará a fonte de energia do cyborg inimigo e a destruíra, em uma ceninha muito animal, aniquilando o inimigo, não importa o tamanho do último.
Graficamente MGR é sensacional. A engine ainda é a mesma de MGS4 e as texturas continuam antigas e lavadas em algumas partes, mas a animação é primorosa, a física inimaginavelmente funcional e os detalhes realçam os cenários, diga-se de passagem bem lineares, tornando-os mais vivos e fluídos. O som é bom, mas não é nada para se escrever para a casa – com o ponto alto sendo a voz dos principais personagens, entregues por atores convincentes. O controle é perfeito, como tudo mais criado pela Platinum, e é tão gostoso de usar que é quase sexual.
A história ainda é uma maçaroca de informações digna de um mangá, que exige que você tenha jogado MGS4 para entender completamente, mas dá para sintetizar mais ou menos assim: Depois da destruição do sistema dos Patriots, que controlava as Private Military Contractors, ou PMCs, grupos paramilitares que lutavam as guerras no lugar dos países, a tecnologia dominada pelo PMCs se espalha pelo mundo e centenas de pequenos grupos de ladrões bandidos começam a surgir armados com partes cibernéticas. Raiden, agora ainda mais incrível, faz parte de um grupo de proteção que é atacado enquanto tomava conta do presidente esquecível de um país africano – que é morto na sua frente. Com um novo corpo Raiden vai atrás de vingança e descobre um plot complexo que envolve o domínio mundial e a possível construção do Outer Heaven. Se você jogou todos os MGS assim como os games de PSP, talvez você tenha uma chance de entender a história. Se não o fez… esqueça. Curta o game como um bom jogo Hack and Slash de ficção cientifica.
E curtir você provavelmente irá, Metal Gear Rising: Revengeance é um excelente jogo. Realmente bem feito, com um time de responsa trabalhando com paixão por trás, e transpirando qualidade. Mesmo que Metal Gear não seja a sua praia, de uma chance ao jogo. Você provavelmente não vai se arrepender.
Se você está esperando uma redução de preço do Wii U, dentro dos próximos 3 anos, para comprar o seu, melhor repensar essa posição. “O Wii está em um preço correto. Ele oferece os melhores custos-benefícios atuais e terá uma vasta gama de clássicos para operar. E a marca Nintendo. O consumidor tem muito valor agregado ali.” disse o presidente da Nintendo do Japão, senhor Satoru Iwata.
O que o senhor Satoru Iwata não disse, no entanto, é que o Wii U é o primeiro aparelho que a Nintendo vende subsidiado, a custos menores do que os de fabricação. Assim sendo, é bem provável que você REALMENTE não veja um corte de preços tão já do novíssimos console da Nintendo!
Na forma da sensacional Pokemon TV – um novo App para o iOS. O App é gratuito e permite que os usuários assistam a 50 episódios da série animada toda semana, com os episódios sendo constantemente trocados, advindos de diversos períodos das mais de 15 temporadas do Anime (que agora já tem mais de 700 episódios). Em um futuro próximo a Nintendo disponibilizará também os filmes do seriado, eventos especiais e trailers.
Parece que não vai ser o iPhone que vai conquistar o 3DS. Vai ser ao contrário…
Sim! Por mais incrível que seja essa promoção, se você comprar, entre 21 de Março e 30 de Abril, um Nintendo 3DS e Luigi´s Mansion: Dark Moon ou Pokemon Mistery Dungeon: Gates to Infinity, você ganha da Nintendo um destes 5 jogos:
Para conseguir isso, tudo que você precisa é registrar o aparelho e o jogo comprado na Nintendo Club. Você recebe um código de download e pode escolher qualquer um destes jogos e downloadar no seu 3DS. Fantástico, simples e prático!
A crítica profissional tem sido imensamente dura com Aliens: Colonial Marines, o novo jogo da softhouse GearBox, responsável por joias como Borderlands (e seu imensamente viciante sistema de jogo diablo-on-fps) e lixos como Duke Nuken Forever (embora nem toda a culpa seja deles, nesse caso): O jogo foi chamado de antiquado, bugado, feio e feito as pressas. Uma parte dessas afirmações é verdade, mas esse não é um jogo ruim.
E o problema para isso começa lá no material fonte.
Aliens, ou Alien: O Resgate, como é conhecido no Brasil, é um filme fantástico entregue ao mundo em 1986 pelas mãos do fantástico James “Olha mãe eu fiz Avatar” Cameron. É uma das mais competentes e bem feitas obras de ficção científica de todos os tempos e a continuação de um dos filmes mais badalados pela comunidade Sci Fi, o sacro-santo Alien, de Ridley Scott. O filme é tão incrível e conhecido que suas frases, equipamentos, sons e atmosfera, além de conceitos de aplicação de terror psicológico e escassez de recursos, foram utilizados e reutilizados ao longo de anos, em centenas de formas, ao longo de dezenas de mídias. Sim, mesmo que você nunca tenha assistido Aliens, se você jogou Halo (principalmente o primeiro), Resident Evil ou algum filme onde um grupo de civis + soldados tem que se virar para sobreviver a um monstro, e gostou, agradeça a essa mega sucesso da década de 80.
E esse é parte do problema. O material fonte, que a Gearbox teve acesso livremente e utilizou de maneira magistral, é TÃO bom, que ele pede por níveis quase impossíveis de qualidade. Você já viu Aliens, já viu centenas de pessoas melhorando cenas de Aliens, então voltar a ter simplesmente… Aliens, sem o efeito nostalgia, é uma retomada meio dura.
E esse é o principal ponto deste jogo: Você gosta de Aliens? Lembra de algumas das frases? Se lembra dos principais trechos do filme? Lembra o primeiro nome do Ricks? Ou do Androide? Então você, assim como eu, vai gostar desse jogo. Agora, se a resposta a essas perguntas for não, infelizmente você não terá um tempo tão bom com Aliens: Colonial Marines. Porque, essencialmente, esse é uma continuação de Aliens que tem 6 a 7 horas de duração e acontece de estar em um formato interativo.
Tudo no jogo é voltado para te contar essa história… e é uma boa história. Não é excelente. Não é a história que vai mudar sua percepção da franquia. Mas é uma história interessante e bem ambientada em um universo relativamente charmoso. E se for uma história que você quer o jogo vai lhe divertir. O duro é que, como dizem, o problema são os outros… os outros itens que compõe o jogo!
E esses problemas começam nos gráficos. No PC os gráficos tem quebras feias em vários pontos, usam texturas lavadas ou mais antigas em outras e tem muitos slowdowns. No Xbox 360/Ps3 a situação fica ainda pior – a velocidade cai para baixo dos 30 frames toda vez que tem mais de 4 ou 5 inimigos na tela, as texturas demoram para carregar (um tempo bem longo) e a animação dos personagens é quebrada e estranha. Você verá pedaços de inimigos e colegas atravessando paredes, descobrirá que não consegue terminar determinados trechos devido a inimigos ou itens que não surgiram completamente ou surgiram dentro de objetos, etc… E se a parte gráfica é uma bagunça, a inteligência artificial vai acabar com uma boa parte da sua diversão – os Xenos se comportam como esquilos, saltando em frente aos seus tiros sem se preocuparem com usar o ambiente (como faziam nos filmes) ou em criar estratégias.E se os Xenos, que são animais, se comportam assim, os membros da equipe de segurança da Weiland Yutani conseguem ser ainda piores – em vez de se comportarem como soldados de elite altamente treinados, eles se comportam como micos de circo vestindo Kevlar. Um deles fez uma pirueta, a la Neo e Trinity, saindo da cobertura, atirando com uma das mãos, enquanto outro, portanto um lança chamas, continuou caminhando na minha direção enquanto era, literalmente, cortado por fogo da minha Smart Gun. Quem a Weiland contrata? Suicidas?
Some a isso vários glitches, como portas que não abrem, encontros que não carregam (deixando você andando a esmo no mapa) e problemas graves de detecção de colisão, um sistema de armas advindo diretamente de 1990, com seu personagem carregando consigo um carrinho de mão de armas (como na época de Doom e Duke Nuken 3D) e você começa a perceber que a Gearbox, aparentemente, não teve tempo para terminar o game. Graças aos céus o som é magistral e capta maravilhosamente a atmosfera proposta… mas mesmo assim, ficamos no 3X2. E essa é uma condição bem complicada para um jogo que custa R$ 180,00.
Em suma, Aliens: Colonial Marines, vale uma locação. Se você for muito fã da franquia Alien, e muito, muito, muito mesmo, fã do segundo filme, talvez valha uma compra. Mas, de resto, é um jogo cinemático com uma boa história que, infelizmente, não entrega nem metade do que prometeu com Trailers e entrevistas.