Jogando: X-Men Destiny

Quando me falaram que a criadora de Eternal Darkness e Metal Gear Solid: Twins Snakes, a sempre controversa Silicon Knights, se juntou a Marvel Entertainment para fazer um jogo dos mutantes mais queridos do mundo – eu fiquei atento. Quando me disseram que o jogo figuraria 3 novos personagens, com novos poderes e que as decisões desses personagens, suas relações e opções, criariam sua história dentro do universo de Stan Lee, com direito a se unirem a equipe de Xavier ou a equipe de Eric, eu realmente achei legal. Quando me disseram que a história seria escrita por Stan Lee e Geral Lancinem, responsável por diversas histórias do “Apocalipse mutante”, eu pirei…

Seria esse o game que tiraria a coroa de Batman: Arkham Asylum como melhor jogo de supers da terra? Afinal, com um currículo desses, o que poderia dar errado?

Infelizmente, uma porrada de coisas.

X-Men Destiny é péssimo. Não há outra maneira de dourar a pílula. Não há outra maneira de encarar a situação. E eu vou explicar o porque.

Graficamente falando o jogo é uma bagunça geracional. Personagens tem um estilo gráfico antigo, retirado das Hqs clássicas dos X-Men da década de 60 (Fera parece um ursinho de pelúcia, ciclops usa uma balaclava na cabeça, o dente de sabre parece um Wendigo, etc…) e são bem feitos e bem animados, com especial atenção aos personagens jogáveis cujos poderes tem animações interessantes e cheias de partículas – infelizmente o cenário parece fugido de um jogo do final da época do PS1, com centenas de paredes invisíveis e texturas onde você não sabe o que é vidro, o que é parede de madeira e o que é reboco. Água lembra Sal, o céu é estático e as ruas tão vazias que parece que o game está se passando em Iacanga (uma cidade do estado de São Paulo com menos de 3 mil moradores). Os inimigos se dividem em três grupos: o repetido, o muito repetido e os chefões – o que leva uma pessoa a perguntar onde o grupo anti-mutante de Stryker acha tanto soldados… ou como magneto paga por tantos soldados se ele é um terrorista conhecido sem fonte de renda.

Em alguns jogos o som vem para redimir o gráfico, mas neste caso ele é o excremento canino colocado no topo do Sundae de Lavagem que são os gráficos do jogo. A música é repetitiva, chata e resolve que vai fazer tecno-hip-hop formado de pessoas falando frases de efeito junto a dois ou três acordes. As vozes dos personagens, em sua maior parte, não convencem. E as explosões e efeitos sonoros lembram filmes do começo da década de 80… e não… isso não é um elogio.

 

O controle é até funcional, não é brilhante, nem inventivo… e para falar a verdade nem funciona assim tão bem, mas é de longe a melhor parte do jogo. A jogabilidade permite que se utilize os poderes nos cenários, nos inimigos, de formas até divertidas…

… por 2 horas. Que é mais ou menos o tempo que você demora para perceber que Pac-Man era menos repetitivo. 

Activion e Silicon Knights. Não importa quanto dano os quadrinhos do X-Men tenham causado ao cérebro dos gamers eles vão perceber que as missões do game são variações de: proteja x, destrua h, destrua tantos g, destrua mais tantos g, destrua mais um tanto de g, destrua tantos g dentro de um tempo y, e assim vai… É repetitivo ao extremo, tedioso, e suas escolhas não fazem a menor diferença sobre que direção o jogo anda – o máximo que consegue se ajudar a equipe do professor X é deixar de ter algumas missões da equipe de Magneto, enquanto que se auxiliar o mestre do magnetismo tudo que conseguira e uns olhares mais raivosos da galera da mansão.

Se você quer um bom jogo de super-heroís e tem Dcfobia, tente Capitão América. Se precisa de algum com os mutantes tente o game do Wolverine. Não é preciso ter poderes para perceber que este game não presta.

O controle que você não precisa mas o controle que você merece!

A Power A (estou surpreso que alguém na Nyko não tinha tido essa ideia antes) está lançando, no dia 18 de Outubro, junto ao lançamento de Arkham City, um controle para PS3 (sem fio) e para Xbox 360 (com fio) com o formato do Batrang! Ainda estamos esperando confirmação da Power A quanto a resistência do fio, logo ainda não sabemos se poderá ser usado como gancho de escalada, mas o cabo da versão do 360 tem três metros, mas que o suficiente para mesmo as mais longas salas… e não exige baterias.

Os controles tem Rumble duplo (bem forte segundo os usuários-teste) e é coberto de Leds, que podem ser ativados em até 7 cores – e embora lembrem vagamente algo fugido de Batman Eternamente são bem legais.

O Mini com certeza vai ter um… e vocês?

A livraria Saraiva tem um versão de colecionador de Arkham City…. quer dizer… mais ou menos!

A Saraiva tem um versão “Brazuca” da caixa de colecionador do game Batman: Arkham City. O game vem acompanhado da versão brasileira da HQ de 144 páginas da edição de colecionador americana + as fases extras do Robin, que lá fora estavam disponíveis para quem fizesse a pré-compra na rede GameStop. Além disso a Saraiva afirma que a entrega será realizada até o dia 22/10… ou seja 4 dias depois do lançamento mundial. A versão da Saraiva é a brasileira, ou seja, terá, com em GoW3, legendas em português. Segue abaixo o Link para a página…

http://www.livrariasaraiva.com.br/batman-arkham-city/?utm_source=site&utm_medium=site&utm_campaign=batman_arkham_city&PAC_ID=33295

Microsoft mostra quem manda no mercado brasileiro: Games por R$ 19,00 e redução de preço geral!!!

Para comemorar a chegada da versão produzida no Brasil do Xbox 360 a Microsoft fez o que, por toda a história do nosso país atolado de impostos, nunca fora feito antes: ELA BAIXOU OS PREÇOS DE SEUS GAMES PARA NÍVEIS IGUAIS OU MENORES DOS QUE OS DOS EUA!!!

E ISSO AÍ! Na Xbox Live você pode adquirir uma lista considerável de games, um pouco mais velhos, verdade, mas nem por isso menos atrativa, pelo preço de almoçar no McDonalds. É um preço de explodir a tanga da menina dos olhos! Eis a lista completa dos games disponíveis na Live:

  • Assassin’s Creed
  • Banjo Kazooie: Nuts ‘n’ Bolts
  • Battlefield 2: Modern Combat
  • Battlefield: Bad Company
  • Bionic Commando
  • Burnout Revenge
  • Call of Duty: World at War
  • Call of Juarez
  • Cloudy With a Chance of Meat Balls
  • Crackdown
  • Dark Void
  • EA Sports Fight Night 3
  • Gears of War
  • Gears of War 2
  • Ghostbusters
  • Lost Planet 2
  • Mass Effect
  • Prison Break
  • Samurai Shodown Sen
  • Surf’s Up
  • Shaun White Snowboarding
  • Rainbow Six
  • Vegas Rainbow Six Vegas 2
  • Tomb Raider Underworld
  • Viva Piñata: Trouble in Paradise
  • Wheelman
Além disso a Microsoft baixou o preço dos games em mídia física nas lojas, como a saraiva ou cultura. É claro que a diminuição, por enquanto, só atingiu os jogos da própria Microsoft, mas esperamos que a ideia iluminada atinja as Third-parties também. Eis a lista de games e os preços:

R$69

  • Gears of War

R$79

      • Alan Wake
      • Crackdown 2
      • Forza 3
      • Gears of War 2
      • Halo 3
      • Halo ODST
      • Halo Wars
      • Joy Ride
      • Viva Piñata

R$99

      • Dance Central
      • Fable 3
      • Kinect Sports
      • Kinectimals

R$129

  • Gears of War 3
  • Halo Reach
O pessoal do Mini aplaude de pé a posição da Microsoft em relação a diminuição de preço e esperamos que a comunidade gamer Brasileira veja que, é possível sim, ter divertimento, sem pirataria, no nosso Hobby.
Agora, senhoras e senhores, as compras…

Jogando: Resident Evil: Code Veronica X HD

Ah, Capcom! Você me desaponta tanto! Você pegou Street Fighter III Third Strike, deu uma senhora trabalhada nos gráficos, fez um up-scalling bem feito, colocou modo online, colocou Leader Boards, exportação para Youtube e dezenas de pequenos novos detalhes e ajustes para permitir que o game encarasse uma nova legião de jogadores acostumados com Guilty Gear e Garou Densetsu 3, mas na hora de fazer o mesmo pelos amados Resident Evil 4 e Code: Veronica, você faz um servicinho desses…

Por onde é que eu começo? As texturas são as mesmas da versão Veronica X do GameCube, os gráficos receberam um up-scalling xexelento, com uma câmera um pouco mais afastada funcionando, assim como na versão do Cube e PS2, como um 16:9 de pobre, e o resultado final é um desastre. Destituídos das bordas arredondadas e do efeito esfumaçado das Tvs de resolução padrão e colocado em uma condição onde cada quebra de cenário, cada Jag, cada textura de baixa qualidade e cada erro de detecção de colisão são tão visíveis que parece que alguém colocou um refletor, daqueles policiais, para iluminar pântanos, em cima de cada um deles o jogo deixa de ser um exemplo dos gráficos do Dreamcast para se tornar o que realmente é, um jogo de 11 anos atrás!

O som ainda é bom, mas isso é só um elogio ao fantástico trabalho da equipe original do game do que algo ligado ao remake. E embora a jogabilidade clássica de Resident Evil de 32 bits de Code Veronica X possa atrair alguns jogadores, as frustrações de uma câmera mal feita e cujo o controle é pobre acabam por gerar situação após situação onde você tem que esquadrinhar a parede em busca de uma alavanca, item ou ponto de interação que permita o progresso do game. E tudo isso sem falar do controle.

Ah… o controle… o controle… No passado, onde D-Pad eram a regra e analógicos eram raros e pouco sensíveis (o primeiro bom analógico foi o do Nintendo 64) fazia todo o sentido do mundo girar os personagens para a esquerda e para direita e aí apertar para cima para eles irem naquela direção. Mas na era atual, onde analógicos delicados são a regra da casa e todo mundo estava esperando por um estilo de controle que fosse, pelo menos, tão bom quanto o de Resident Evil 5, a Capcom entrega os mesmos controles truncados dos idos de 1995 quando o primeiro Resident Evil foi lançado.

Se você for um fã de Code:Veronica que quer revisitar o game e ainda faturar 1000 G, sem dar a mínima para o controle jurássico nem para o up-scalling mal feito de um jogo que já foi uma Mônica Beluchi e agora é uma Dercy Gonçalves, vá em frente e pegue esse game. Caso contrário guarde seus US$ 19,99 para outras coisas…. porque não há nada em Code:Veronica que não tenha sido feito melhor e mais bonito.

Como Crysis 1… por exemplo!

O cavaleiro das trevas está de volta… e com ele uma edição de colecionador animal!

Todos queremos colocar a mão no novo Batman: Arkham City… mas alguns de nós (eu… eu … eu aqui ó) querem mais do que isso. Eles querem a edição especial do game. E ela está linda. Além do game você recebe uma estátua de resina do Batman, livro de artes conceituais, um cd com as músicas do jogo e um quadrinho exclusivo, de 144 páginas, que explica o que ocorreu entre Arkham Asylum e Arkham City. Algumas lojas americanas ainda estão colocando, como extra, um dvd de Batman: Cavaleiro de Gotham a mais para que fizer a pré-compra.

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Nós já estamos salivando…

Prestando tributos ao passado: Quake está em Rage

Rage é o novo super game mega power nitro, que inclusive foi lançado hoje (o meu ainda não chegou), da iD software… os criadores de Doom e Quake. Ok, tudo mundo sabia que o game iá ser legal. Só não sabíamos que daria para acessar um pedaço de quake dentro de Rage. Como o processo é confuso, o pessoal da GameFront fez um vídeo ensinando ao mundo como fazer. Valeu pessoal!

PS: A voz do cara é estranha mesmo… mas eu acho que ele é australiano.

Jogando: Gears of War 3

“Eu sei que nesse momento tudo o que você quer é que eu confesse que sempre te amei… mas eu não amo… nem fodendo!”

Baird, caindo de uma ponte no estágio 1, capítulo 5

 

Tendo ou não tendo um 360, se você não morou em Marte ou em um abrigo anti-nuclear, você jogou Gears of War. O primeiro jogo, em 2006, definiu o que era gráfico de nova geração, criou a mecânica de cobertura por barreira e mostrou que a nova Engine da Epic, a Unreal 3, era o caminho para os games da nova geração.

5 anos depois a épica trilogia da Epic chega ao final após o crescendo regado a adrenalina que foi o segundo game. Gears of War 3 foi antecipado por milhares de fãs, bateu todos os recordes de venda mais rápida da história dos games e conseguiu deixar lerdos os servidores da toda poderosa XBOX live nas primeiras 4 horas da madrugada do dia 20 de setembro. Todos sabiamos que Gears of War 3 seria bom… a pergunta que não queria calar era… quão bom?

Sério concorrente ao melhor jogo do ano… bom! Sério concorrente ao melhor multiplayer até hoje…  bom! As outras empresas vão ter que repensar suas estratégias online… bom! Bom nesse nível!!!

Se o primeiro jogo era sobre cumprir ordens custe o que custar e o segundo game foi sobre a última tentativa desesperada de ganhar a guerra, o tom de GoW3 é outro: A guerra acabou, felizes os mortos, porque pra quem ficou a situação é desesperadora. Findo está o COG (Coalition of Ordered Governs – algo como Coalizão dos Governos Organizados, uma espécie de ONU + OTAN que governava o que sobrou de Sera), os comboios de suprimentos, as oficinas e as fábricas. Como o próprio jogo diz “We are Stranded now!” (Somo todos Encalhados/Naúfragos/Refugiados agora) e a sobrevivência é o principal ponto, com todos os luxos dos Gears deixados para trás. Ainda assim o jogo não é um dramalhão, ele mostra um grupo treinado e imensamente motivado lutando com o que tem em mãos para mudar a face desesperadora do que vêem… e é só isso que eu vou falar para não estragar a história.

O gráfico de GoW 3 é incrível! Cores por todo lugar (ao ínves da palheta monocromática do GoW2), com literalmente centenas de inimigos na tela em todos os tamanhos possíveis e imaginavéis, efeitos em partículas, explosões… um espetáculo. A física ainda é de filme de ação e seu trajeto ainda é marcado por paredes invisiveis e por portas que apesar de serem idênticas não podem abrir, mas nada que vá atrapalhar sua diversão.  Os Lambents, os Locusts contaminados pela emulsão, são um show a parte, vibrando e criando tentáculos como algo fugido de um Resident Evil contemporâneo.

Se o gráfico te deixou de queixo caído, o som vai esmigalhar seu crânio. A música é grandiosa, ao estilo Star Wars, com imensa quantidade de metais, cordas e percursão, sem nunca se tornar prepotente. Os efeitos sonoros das explosões e as vozes dos personagens pedem por um som mais potente e se você estava esperando por uma boa razão para instalar um Home Theather ou duas belas caixas de som, sua espera chegou ao fim.

A clássica jogabilidade de Gears está de volta, ainda mais rápida, com um sistema de cobertura mais compreensivo e bem mais realista, onde o fogo inimigo, pouco a pouco, pode arregaçar o lugar onde você está escondido forçando-o a pensar rápido e concentrar fogo para sobreviver. Some a isso as novas armas como o Digger (que torna a cobertura completamente ineficaz por vir por baixo da terra) ou o One-Shot (uma super sniper que mata qualquer coisa – QUALQUER COISA!!! – em um único tiro) e o jogo se torna uma das mais exilerantes experiências disponíveis nos games.

E se o single player repleto de revelações e momentos emotivos (Não filha da puta…. Não… Não seu filha da puta sai desse caminhão seu merda…. Não …. …. …) te deixou querendo mais ainda tem um dos multiplayers mais sadios do mercado, com 6 modos de jogos versus entre humanos (Wingman – Quatro duplas lutando até a morte / Capture the Leader – É como o pegue a bandeira, só que a bandeira corre por aí e pode atirar de volta… muito muito muito mais divertido / King of the Hill – Tente manter um lugar sobre seu domínio enquanto 3 metros de fêmea Locust raivosa estão vindo na sua direção…. vamos lá… eu te desafio! / Entre outros menos inovadores…) e dois modos contra o computador: Horde, onde você e mais quatro amigos tentam sobreviver a 50 hordas de inimigos, cada vez mais fortes com um chefão a cada 10 ondas; e Beast, onde você e mais quatro amigos se juntam para destruir os humanos como os Locusts sedentos de sangue que são. Todos os modos são divertidíssimos, mas Horde e Beast conquistaram o meu coração.

Não há muito a ser dito sobre GoW 3 além de COMPRE JÁ… COMPRE-O AGORA… É um dos melhores jogos do ano e definitivamente acaba de tornar o ato de achar tempo para outras coisas como sair com os cães, caminhar e respirar ainda mais difícil. Agora dá licença que eu estou fazendo a campanha pela terceira vez….

Jogando: Resident Evil 4 HD

Eu conheci todo tipo de pessoa imaginável na minha vida: Pessoas que gostaram do filme “Mulher Gato”, pessoas que gostavam de picolé de chuchu, pessoas que gostavam de palhaços… conheci até mesmo pessoas que nunca jogaram Ocarina of Time. Uma coisa que eu não conheci foi uma pessoa que tivesse jogado Resident Evil 4, jogado mesmo, e tenha me dito algo pior do que: O jogo é excelente!

E é! Realmente é! A joia do GameCube, aguardado por fãs quase como a segunda vinda de Cristo, Resident Evil 4 destruiu cabeças e esmigalhou adversários com sua atmosfera fantástica, sua jogabilidade diferenciada e seus gráficos animais. Agora, 6 anos depois, no meio da era HD, a Capcom tentou emplacar um jogo de 2005 com uma plástica e todos nós estamos nos perguntando se vale pagar US$ 19,99 (R$ 36,81 pelo dólar de 21/09/2011) para ter Resident Evil 4 de novo…

A resposta é: Depende… … … …

Se você não teve um GameCube, não quis jogar aquela versãozinha de segunda do PS2 e não pegou o jogo no lançamento para PC ou Wii, ou seja, se você não jogou Resident Evil 4, PARE AGORA MESMO DE LER, LIGUE SEU 360 E BAIXE O JOGO. É ANIMAL, FANTÁSTICO E VAI DEIXÁ-LO NA PONTA DA CADEIRA!!!

Se por outro lado você jogou RE4 antes, talvez seja melhor pensar um pouco antes de gastar seu rico dinheirinho, por três razões principais:

  1. O gráfico em HD, não é bem HD. Na verdade as texturas ainda são as mesmas do GameCube, que tendem a ficar bem menos atraentes nas enormes telas de TV atuais, sem falar que o gráfico foi feito para rodar no máximo a 480p (no Wii) e recebeu um Up scalling para 1080p que ficou extremamente aparente. O jogo é bonito? Sim, mas muito mais pela qualidade da construção de cenários e pela ambientação, sem falar na brutal qualidade que o jogo já tinha em 2005, do que por qualquer “Hdzada” que o jogo possa ter recebido;
  2. O controle do personagem principal, Leon (o mesmo policial sem um pingo de sorte de Resident Evil 2) é, na melhor das hipóteses, nessa era acostumada a dois analógicos, TRAVADA. O mesmo direcional controla Leon e a mira, o que faz com que você tenha que plantar os pés no chão enquanto mira no inimigo. Some a isso a impossibilidade de se mover para as laterais e um nível de dificuldade que não perdoa os erros e muitos jogadores vão se sentir frustrados.
  3. Está não é a versão definitiva do jogo, tendo os mesmos elementos de jogabilidade da versão do Wii, sem tirar nem por. E como hoje você vai achar a versão do Wii pelo mesmo preço ou mais barato, com um sistema de controle bem melhor, eu recomendaria essa versão… a não ser que você queira achieviments, pois tem 1000 G bem “facinhos” aqui!

No mais, o controle ainda é bisonho e leva um tempo para se acostumar, os gráficos são bem legais e seguram a onda, a música e os efeitos sonoros são animais e o jogo em si é brilhante. Era um jogo que merecia um tratamento como o que foi dado para Metal Gear Solid 2 e 3 em vez de um Up-Scalling feito as pressas para ganhar dinheiro do pessoal. Se você está em busca de um bom jogo por um preço bem camarada e não teve a chance de jogar RE4 lá atrás, com certeza vale o investimento, quanto aos gamers que, como eu, já destruíram o jogo em todos os níveis de dificuldades possíveis e imagináveis, resgatar a filha do presidente de uma vila de monstros espanhóis continua tão legal quanto quando você colocou aquele Mini-disk dentro do seu GameCube em janeiro de 2005.