A histórica edição de 25 anos de Street Fighter!

Eu ADORO Street Fighter (e Fighters da Capcom em geral ^_^) mas não sou um meste neles. Eu jogo relativamente bem mas, aqui em casa, quem manda no departamento de fighters é a patroa. Entrar online em fighters então… é se submeter a uma lição imediata, e meio trágica, de humildade. Logo eu me sinto muito pouco a vontade em falar da caixa definitiva de Street Fighter. Ainda bem que um grande amigo meu, o Junião do site Street Fighter.com.br tem uma… e ele vai falar dela para nós! Sem mais delongas…

 

Bom gente, depois de um mês após o lançamento oficial da caixa comemorativa, ela chegou em minhas mãos. Não foi do jeito melhor possível, tive que pagar um imposto ferrenho para resgatar o pacote aqui na agência dos correios local. Bem, como essa matéria tem a pretensão de revelar o maior número de detalhes possíveis, vamos aos valores. O produto foi importado através de pré-compra pela Capcom Store pelo valor de US$ 149.99. O valor do imposto foi R$ 237,00, incluindo uma taxa diária de R$ 3,00 por ter “ocupado” o armário dos Correios um dia a mais do que o permitido. O fato é que o aviso de entrega demorou a chegar em minhas mãos mas isso já é outra conversa. Sem problemas, o importante foi conseguir a tão sonhada caixa nessa última sexta-feira. Maravilha, estou com a caixa dos sonhos nas mãos. Bem, para os mais controlados em relação a dinheiro devem estar fazendo as contas do valor total do produto em reais. Junião ajuda, vamos lá! O preço total com o frete foi US$ 164.99 adotando um frete comum de US$ 15.00. Bom, pela cotação atual daria algo em torno de R$ 334,56. Se você tiver sorte, vai ser esse o preço. Agora, se tiver com azar, como eu, deve pagar cerca de R$ 234,00 de imposto, o que daria o valor total de R$ 568,56. Um tanto salgado não? Mas se você for fã da série e tiver o valor pra “investir” numa maravilha dessas o Junião te recomenda extremamente a compra. O valor mais barato que eu vi noMercado Livre foi de R$ 649,89, então talvez seria uma boa idéia importar mesmo! Bom, agora vamos ao brinquedo em si: Quando eu fui pegar a minha caixa nos Correios ela obviamente veio embalada em uma caixa de papelão com uma porção de etiquetas, sendo que uma me chamou a atenção em especial. Ela estava avisando para o produto ir a exibição na loja antes de sua abertura, na data de lançamento, pois trata-se de um novo produto.

Reparem na etiqueta vermelha na quina da caixa, ela atenta para a exibição na loja antes da abertura da mesma, na data prevista para lançamento. Vamos poder ver isso melhor se dermos um zoom na etiqueta. Vejamos:

Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre acho uma experiência ótima abrir uma caixa de um produto nesse nível. O ato de saborear cada momento de desembalar o produto normalmente é uma coisa que fascina os mais aficionados e os colecionadores em geral. Bom, quando rompemos a fita superior da caixa, imediatamente já nos deparamos uma embalagem externa preta com o kanji do akuma desenhado em branco.

Ao tirar a embalagem preta da caixa de papelão, temos a caixa plastificada com a co-embalagem externa de papel em volta.


Tirando a embalagem de papel, enfim temos a caixa com o plástico de fábrica.

Pronto, a hora chegou! Removendo plástico e abrindo o baú da felicidade, encontramos todo o conteúdo bonitinho e organizado dentro da caixa. São eles: Uma cordinha de crachá da Capcom com os personagens de S.F. se enfrentando em suas versões 8 bits, em batalhas aleatórias. Uma linda estátua do Ryu aplicando um Shoryuken ( que acende!! yay! 😀 ). 11 CD’s de música, incluindo trilhas sonoras oficiais dos principais jogos e alguns remixes feitos por fãs. Um disco de filmes intitulado: “An Anniversary Film Collection”. Dois discos de jogos sendo eles: Street Fighter X Tekken e Super Street Fighter IV: Arcade Edition. Um Voucher contento Dois jogos completos: Super Street Fighter II HD Remix e Street Fighter III 3rd Strike. A faixa preta de karatê que Ryu usa, uma réplica em tamanho real. Conteúdos adicionais para download do Super Street Fighter IV: AE e Street Fighter X Tekken incluindo roupas adicionais e personagens extras (e diz a lenda que os donos da versão PS3 também poderão baixar os jogos da série Alpha via PS classics na PS Store). Um certificado único e exclusivo de colecionador assinado pelo cabeça atual da série, Yoshinori Ono. E pra terminar, um belo livro de artworks feitos por fãs ao redor do globo.

Agora vamos a uma imagem mais aprofundada do interior da caixa:

E agora uma olhada melhor no certificado de colecionador, com as palavras do sr. Ono.

Bom, agora vamos focar às fotos detalhadas de cada pedaço da coletânea que ainda não foram mostradas.

Fiz questão de colocar essa imagem da estátua do Ryu em tamanho colossal para vocês poderem ver os detalhes da estátua melhor. Eu acho de longe a parte mais legal da coleção. Ainda que o tamanho dela, na minha imaginação, seria maior, ainda sim é uma bela estátua. O detalhe da parte azul da base da estátua, como se fosse o vento ou a energia gerada pela potência do Shoryuken acende com duas pilhas AA. Genial! Dá até um toque de destaque para a peça na sua sala por mais sofisticada que seja sua mobília.

Aqui temos as 3 coisas que dizem respeito aos jogos em si. Um disco de vídeo contendo: “I am Street Fighter”, o documentário, “Street Fighter II The Animated Movie”, “Street Fighter IV: The Ties That Bind”, “Super Street Fighter IV: Original Film”, “Street Fighter – The Animated Series”. Na outra caixa temos Street Fighter X Tekken e Super Street Fighter IV: Arcade Edition. Na extrema direita, o voucher com os DLC’s a que o colecionador terá direito, os quais eu já cite mais acima.

Aqui a faixa original, réplica da faixa preta de karatê do Ryu! Outro item bem interessante de se ter. Reparem que eu fiquei com dó de desenrolar ela. Se eu lutasse karatê e fosse faixa preta, eu usaria ela nos meus treinos. Show de bola!

Uma cordinha de crachá! Essa eu poderia usar, se não fosse o sistema rígido e corporativista da empresa que eu trabalho! Quem sabe pra carregar o crachá de imprensa da Brasil Game Show de 2013! 😀

O primeiro dos dois discos de músicas por fãs. Nesse caso, músicas originais interpretadas por fãs.

O segundo disco, agora com remixes feito por fãs. Ainda não cheguei a escutar as músicas.

Esses dois discos com a trilha sonora oficial de Street Fighter X Tekken.

Trilha sonora oficinal do Super Street Fighter IV: Arcade Edition.

Trilha sonora oficial de Street Fighter III: Third Strike. Discos 1 e 2.

Dois discos de trilha sonora oficial do Street Fighter Alpha 3.

Super Street Fighter II Turbo trilha sonora original.

E pra terminar com as trilhas, Street Fighter, o original.


O livro de artwork de 25 anos. Um tributo dos fãs à série. Contém ilustrações feitas por fãs. Na foto, a capa do livro. Reparem os detalhes prateados no logo e na escrita. Muito bonito!

Uma foto do interior do livro. Do lado direiro podemos ter uma idéia sobre o desenho do brasileiro José Carlos Salvio Pereira Junior, de São Paulo (http://www.zecarlos.deviantart.com).

Resumindo a história toda, é uma baita de uma coleção! Se você ainda não tem e é um verdadeiro fã compensa e muito. Espero ter ajudado a tirar alguma dúvida que ainda possa ter sobre o conteúdo da caixa. Qualquer dúvida podem mandar comentários, dúvidas ou qualquer outra coisa e terei prazer em ajudar! Até a próxima e como diria o sr. Ono, Shoryuken!!!

 

Ademar “Junião” Seco Jr é um dos sócios colaboradores/fundadores do site www.streetfigher.com.br e um dos nomes em Street Fighter no país. Ele é um super colecionador de games que gosta de retrô, incenso e Resident Evil. Por vezes ele trabalha na mesma empresa que eu! Material utilizado sob autorização do criador.

Jogando: Dishonored – Sem Spoilers!

Quando eu vi o primeiro trailer de Dishonored eu fiquei extremamente excitado. Universo Steampunk: Check. Alta ciência estilo Tesla soltando faíscas por todo lugar: Check. Uma sociedade política e economicamente a beira da ruína: Check! Uma história sobre amizade, amor e vingança: Check! Parkour por todo lugar com direito a teletransporte: Pela santa querupita… check check check!!!

Sim, eu fiquei excitado por Dishonored. Muito! Fiquei ainda mais excitado quando descobri que diversos profissionais responsáveis pelo incrível Bioshock, que haviam deixado a “Irrational Games” na época da produção de Bioshock Infinite, estavam no estúdio Bethesda fazendo essa joia. Foram 6 meses entre o primeiro Teaser e finalmente ter o jogo em mãos. E eu fico feliz… puta… eu fico muito muito muito muito muito feliz em dizer que o jogo é ainda melhor do que eu imaginava. Dishonored é um retorno ao que fez Bioshock 1 extremamente legal mas com melhorias que tornaram a experiência ainda mais encantadora.

Se eu tivesse que colocar para vocês, de supetão, o que é Dishonored eu diria que é o filho bastardo de uma relação a 3: Bioshock + Mirror´s Edge + Assassins Creed. No game você controla Corvo, um cavalheiro responsável pela segurança da Imperatriz em um Império de Ilhas decadente que vive da extração de um super combustível presente nos cetáceos deste mundo. Seu personagem foi enviado pelo restante do Império por meses, buscando ajuda dos estados súditos em combater uma praga que está matando a capital – sem sucesso. Quando vocês está reportando sua posição para a Imperatriz e a filha dela, ambas são atacadas por inimigos com a capacidade de se teleportar livremente, empurrar e puxar objetos. A partir da aí uma trama de mistério, revolta, traições e assassinatos se inicia, com Corvo sendo o vórtice louco girando sem controle. E no processo de solucionar essa crise você conhecerá muitas partes da cidade a fundo, verá personagens coloridos e vívidos e participará de batalhas animais. A quantidade de detalhe colocada lá só por atmosfera é destruidor – de quadros a óleo a máquinas de combate tudo parece saído de um mundo real, que funcionaria com aquelas regras. E o fato que a cidade é tratada como um personagem, reagindo a suas escolhas e mudando, torna a situação ainda mais legal!

E se a atmosfera é um delicioso bombom a jogabilidade é a bola de sorvete que ficou logo embaixo dele! Os botões superiores foram muito bem utilizados: a esquerda temos usar itens (ou poderes) no gatilho, com a roda de escolhas no botão; a direita temos golpes de espada no gatilho, com defesa usando a espada no botão – Você aprende em poucos segundos e vai usar pelo jogo todo… com detalhe de funcionar muito bem. O X interage com objetos, o A pula (apertando duas vezes ele põe o pé na parede ou objeto e salta um pouco mais alto, apertando e segurando, escala o objeto) e os outros botões são contextuais, um controle simples, fácil e rápido de dominar. E você vai dominá-lo enquanto tenta achar combinações para abrir cofres, salta sobre inimigos do terceiro andar de uma casa ou procura caminhos alternativos para evitar guardas até o seu alvo. Os cenários permitem dezenas de maneira de chegar aos seus alvos e várias maneiras de eliminá-los, seja matando-os ou não! Tomando o cuidado de evitar Spoilers, em uma determinada missão eu fui apresentado a 4 maneiras de me livrar de meus alvos, 2 letais e 2 não letais, algumas delas extremamente inventivas! Acredite em mim, Dishonored não é tanto sobre a morte do inimigo em si… é mais sobre o caminho até lá!

Graficamente o jogo é bonito, não é excelente e não vale uma carta para o seu amigo que mora no Tibet. As texturas são simples, os gráficos tendem para uma espécie de suave Cell Shading e a paleta é pastel. No entanto os cenários remontam bem uma espécie de cruzamento da era vitoriana com a renascença e são tão imensos e imersivos que você acaba por se acostumar, rapidamente, com os gráficos. A direção de arte é fantástica e, assim como em Half Life 2 e suas continuações, vai manter os gráficos atuais e bem feitos por anos a fio. As animações, no entanto, é que chefiam o carro dos gráficos deste jogo; tudo, do mais simples aflito (jogue para entender) ao maléfico Regente, passando pelos TallBoys e pelas torres elétricas, tudo tem animações incríveis, com movimentação suave e trejeitos que realmente definem os personagens. É claro que os personagens principais, com os quais você tem mais contato, tem uma gama maior de movimentos, mas mesmo mais simples dos “pedaços de cenário” não se movimentam como autômatos.

É claro que para completar essa atmosfera fantástica o som era fundamental. E ele é tão bom! A cobertura do nosso sorvete! Dos gemidos dos aflitos, os resmungos dos guardas no frio, as músicas assoviadas (que você pode achar as letras em livros infantis pelo jogo!)… enfim… brilhante. Os efeitos sonoros são animais, chegando até a assustar em alguns momentos, e as músicas são fantásticas – com especial atenção aos momentos onde você é descoberto e tem que sobreviver, utilizando mais movimentos do que um calango que recebeu anfetaminas!

Dishonored é uma obra de arte. E um jogo que provavelmente não vai vender muito. É ousado demais, irreverente demais e exige que o jogador pense – o que é complicado numa era de jogadores simplistas que estão esperando o próximo triplo A com um número na frente (Sim Black Ops 2 e Fifa 13 – EU ESTOU OLHANDO PARA VOCÊS… COM ÓDIO!). Eu realmente espero estar errado e que esse jogo faça todo o sucesso que merece, mas considerando que Mirror´s Edge e Bioshock foram sucessos de crítica, não exatamente de vendas, acho difícil. De qualquer forma é um dos meus jogos do ano de 2012, é muito muito muito bom e eu recomendo a todos que possam querer tentar algo diferente.

Porque Vingança soluciona tudo! Bom divertimento!

 

 

Jogando: X Com: Enemy Unknow

Ah! A estratégia em tempo real! Aquele tipo de jogo onde você sempre estará a salvo de crianças de 12 anos que ficam ligadas na XBOX live movidas por energéticos. E eu era um cético do RTS funcionarem no controle do XBOX 360. Até ser tomado por Halo Wars e From Dust. Agora eu acredito!

E depois de X Com… estou mais que convicto!

Aviso desde já! A gigantesca versão do PC (12 Gb !!!) rodando nas minhas duas placas de vídeo linkadas, neste pesadelo que eu tenho na sala construído para rodar tudo que vem pela frente é bem mais bonita que a versão do 360 (texturas são melhores, missões carregam mais rápido, etc…) e o mouse continua imbatível. Dito isso a versão do 360 é mais do que louvável!

Primeiro porque X Com arrebenta nos controles, comandos de mouse e teclado foram distribuídos em toques rápidos pelo controle todo. E o jogo te ensina com calma, sem pressa, como utilizar cada função, aumentando gradativamente as opções disponíveis missão a missão. Direcionais foram bem utilizados, mecânicas de cobertura fazem sentido total para qualquer jogador de Gears e você se sentirá visceralmente no controle do seu time em campo…

… e fora dele também! Em X Com você vai controlar tudo! Desde de quem será ajudado por suas tropas (em vários momentos do jogo você só poderá auxiliar um dos países membros que fazem o funding da X Com) até no que investir tempo e energia, como em que tipo de pesquisas, que tipo de armas ou mesmo quais equipamentos e aeronaves serão usados. Tudo isso em uma base animal no subsolo, digna de um vilão destruidor de mundos do James Bond. A base faz sentido, as escolhas do que pesquisar e investir fazem com que cada sucesso se torne pessoal e o setting é simplesmente legal demais.

Graficamente o jogo não vai ganhar nenhum prêmio, nem parece estar preocupado com isso. É verdade que os cenários são completamente destrutíveis e reagem de forma adequada a punição que recebem (bombas de gasolina explodem se receberem disparos, gasolina no chão se incendeia com lança chamas ou plasma nas proximidades, paredes explodem deixando cacos por toda a área, etc…), mas são simplistas e sem vida. As poucas missões que tem civis fazem com que eles só sirvam como um estorvo a ser protegido ou um incentivo de vingança que foi morto pelos alienígenas. Os próprios alienígenas são graficamente pouco inspirados, com direito aos Greys (que o jogo chama de Insectoídes), os Alphans (que o jogo chama de Tin Men) e algumas outras raças genéricas de alienígenas. A animação dos personagens é bem feita, mas não segura a onda sozinha, principalmente quando suas armas e armaduras começam a parecer algo fabricado pela Mattel; a dos inimigos é ainda pior, extremamente limitada e repetitiva. Em suma… não foi aqui que a atenção foi focada.

Se o departamento gráfico me causou uma certa revolta o sonoro é digno de, pelo menos, um assovio sensual. Vozes são bem feitas (com especial atenção ao seu chefe de campo) e os sons dos alienígenas e do ambiente convencem. As músicas somem no fundo, só reaparecendo na hora do combate… mas isso é sinal de trabalho bem feito, porque não incomodam ninguém! A história é clichês, mas serve bem ao propósito que se coloca – e a política de um mundo sob invasão alienígena é retratada de uma maneira que é, pelo menos, aceitável.

X Com é um bom jogo! É um membro mais do que digno do salão dos RTS que teve uma competente transição para os consoles. É bem feito, gostoso de jogar e tem um nível de dificuldade que fará os mais fracos surtarem. Você vai perder soldados e mandá-los para o sacrifício em busca de recursos e tecnologia alienígena. Vai ter que pensar em segundos no micro e no macro gerenciamento e pode, depois de 30 horas de jogo, descobrir que não tem como terminar (por ter investido em coisas erradas, por exemplo). Mesmo assim é uma brisa de frescor no meio de tantas continuações e de tantos FPS. Vale realmente a pena!

Jogando: Hell Yeah! Wrath of the dead rabbit

Um grande amigo me apresentou  os vídeos de “Hell Yeah!” – o jogo parecia muito bem feito, colorido e absurdamente divertido. Infelizmente, não é nada disso! E nós vamos a fundo explicar porque!

Primeiramente a história do jogo é hilária e o ponto mais alto do game: Ash é um príncipe do inferno que destrói o rei atual, tomando o seu lugar e resolvendo celebrar com um banho de banheira e, bem, uma enorme quantidade de sexo com um patinho de borracha. Infelizmente um paparazzi tira várias fotos do momento, na falta de uma palavra melhor, íntimo, do príncipe e espalha por 100 monstros do inferno. Ash resolve usar o caminho mais fácil – destruir os 100 monstros e pegar as fotos de volta! Essa história se soma com um estilo de desenho mais do que vívido e extremamente exótico, deixando o jogo muito bonito.

 

Infelizmente é aí que acabam as boas notícias!

Os cenários estão cobertos de ameaças (espinhos, ácido, chamas – o que aliás leva a pergunta de por que chamas iriam ferir um príncipe do inferno?) e são imensos, mas só para terém becos cheios de coisas que causam danos e inimigos localizadas em posições que impedem você de prosseguir sem trombar com eles. Some a isso o fato que você vai se perder várias vezes por ele e que a câmera fica  tão perto do personagem que parece que estão se preparando para uma endoscopia (estranhamente você pode puxar a câmera para trás… mas isso paralisa o game. Qual a utilidade então?) e vai descobrir que é extremamente frustrante navegar pelos estágios.

A música até é aceitável, mas as vozes tem tons tão próximos que parecem que foram todas gravadas pelo mesmo ator! Nada no departamento sonoro vai te chamar muito atenção. Os controles, no entanto, são um pesadelo: escorregadios, extremamente delicados (qualquer toque arremessa Ash naquela direção), com um pequeno delay que irrita imensamente. O sistema de salto duplo é metade automático e metade demoníaco, funcionando de um jeito que só pode ter sido criado para aplacar a ira de demônios astecas. A serra giratória, que deveria servir para destruir partes do cenário raramente funciona e, o efeito geral da soma dos problemas de controle com o design horrível do game e a enorme dificuldade torna o jogo extremamente… na falta de uma palavra melhor…  chato.

“Hell Yeah! Wrath of the dead rabbit” é um jogo que era cheio de possibilidades, como um bolo de cenoura coberto de chocolate. Infelizmente esse bolo não só murchou, mas virou uma bomba de cianureto e explodiu, banhando a família inteira do criador. Se você gostava da chuva de side scrollers imprecisos que formava a base de games do Genesis/Mega Drive e Master System, vai provavelmente suportar “Hell Yeah!”… mas ainda não será divertdio!

Jogando: Marvel vs. Capcom Origins

Vamos tirar uma coisa da frente? Marvel vs. Capcom Origins é, da forma mais básica, uma dupla de jogos bacanas lançados a mais de 15 anos juntos em um só pacote. Várias benesses gráficas foram colocadas mas o coração ainda é o mesmo de 1994/1997. Tanto Marvel Super Heroes quanto Marvel vs Capcom são excelentes jogos por si só. A questão é se essa versão vale recomprar jogos que, talvez, você tenha em outras versões – como no Saturn ou no Dreamcast.

Então vamos por partes, tirando o que dá para matar rápido do caminho. O controle é fantástico! Muito bom e responde no talo – recomendo imensamente o uso de controle Arcade ou de Pad voltado para jogos de luta – como o Hori Pad (review aqui) ou um controle Mad Kats voltado para Street Fighter. O som do jogo continua tão incrível quanto era em 1994/1997 – as músicas são empolgantes, os sons reconhecíveis e as vozes fazem um trabalho fantástico! O fato que nossas caixas de som atuais são muito melhores do que aquelas peças murchas e úmidas dos Arcades que costumávamos jogar,  ou do que os decrépitos alto-falantes de nossas Tvs de tubo, somado a perda zero de dados via cabo HDMI torna a experiência ainda mais rica.

No departamento gráfico ambos os jogos ganharam uma bela garibada. Não houve nenhuma mudança nos Pixels dos personagens ou cenários em si, mas há dezenas de opções para até o mais pentelho dos fãs se sentir bem com a nova versão. Primeiro você escolhe se quer ver o jogo em tela 16:9, onde existem os modos “stretched(que estica os personagens, deformando os gráficos mas tomando a tela toda) e “wide” (que pega só a parte central da tela conservando o ratio dos personagens), ou 4:3, onde existem os modos “CRT” (que deixa uma tela 4:3 no meio da sua tela – se usada em conjunto com os scanlines dá a impressão que se está jogando numa TV das antigas ^_^), “Retro” (que deixa uma tela 4:3 inclinada, como um Arcade, com direito ao gabinete em volta) e, essa é muito boa, a “Over the Shoulder” (literalmente “Por cima do ombro” – aquela posição que a gente fica para assistir uma amigo jogar…). Depois você pode escolher por ligar ou não as Scanlines, aquelas linhas de definição que passavam pela tela em TVs antigas e nos monitores dos Arcades, e colocar um filtro nos gráficos, que podem ser os originais (none), mais nítidos (Crisp – você consegue ver os serrilhados dos cantos dos pixels, mas as imagens ficam mais nítidas e as cores mais robustas) ou mais suaves (Smooth – suaviza os pixels e traz um efeito de blenda para as cores, os personagens e os cenários – meu favorito!).

E isso tudo para jogar sozinho. Por que você pode jogar contra um amigo na sua sala ou contra centenas de oponentes online. O online é tão bom quanto o de Street Fighter 3 : Third Strike – você pode selecionar qual latência aceita (só um detalhe: quanto mais baixa a latência aceita mais ele demora para localizar alguém para o matchmaking), qual o nível dos oponentes que aceita desafios (mesmo nível de Vault points que você, até o dobro ou livre), se tem que ter estar habilitado para ouvir e falar ou não, etc…   Só um detalhe pode realmente acabar com o seu divertimento: Equilíbrio.

A Capcom não refez os jogos. Não aparou as arestas ou refez as tabelas de dano, tabelas de impacto ou balanceou personagens. E ambos os jogos são provindos de uma época em que equilíbrio não era bem a palavra de ordem em jogos de luta. Há personagens, em ambos os jogos, muito mais fortes que os demais – naquele nível de bater de pau duro no outro. Não é um problema que vai estragar o jogo, mas vai irritar muita gente. Além disso ambos os jogos vem do Arcade, máquinas desenhadas para engolir ficha após ficha de você – logo, espere por uma dificuldade que, nos jogos de hoje, seria ultrajante.

Eu não tenho Marvel Super Heroes no Saturn ou Playstation (eu nem mesmo tenho um Saturn) e não tenho um Marvel vs. Capcom para o meu Dreamcast; logo essa coleção é perfeita para mim, que joguei ambos os jogos a exaustão, mas não os possuía. Se você já possui os dois jogos em suas versões domésticas e não está preocupado com resolução HD, achievements ou jogo online – nem vá atrás. Se você não gosta de jogos difíceis, com uma curva de aprendizado que te espanca, com ripa de construção, enquanto grita “Vai sua franga!”, nem passe perto. Mas se você gosta de Marvel, gosta de Street Fighter e tem boas lembranças disso no Arcade – mande ver! Você vai se divertir muito!

Jogando: JoJo´s Bizarre Adventure HD

Quando eu estava jogando a mais ou menos 20 minutos Jojo um amigo meu me ligou. Fazia alguns anos que não nos falávamos e começamos a colocar a conversa em dia. Em dado momento ele perguntou: __ O que se tá fazendo agora?

__ Jogando JoJo´s Bizarre Adventure. – respondi

__ Aquele jogo estranho do Dreamcast?! – ele expressou.

Resolvi usar esse relato como começo do review porque realmente não dá para colocar Jojo´s Bizarre Adventure (HD ou não HD) de outro jeito. Um dos últimos jogos criados com a placa CPS3 da Capcom, JJBA (não dá para escrever Jojo´s Bizarre Adventure toda hora)  é um terço Yu Yu Hakusho, um terço YMCA e um terço Shaman King – com uma jogabilidade que hoje pode ser vista em seu filhote indireto BlazBlue: Continuum Shift. A história não faz muito sentido (mesmo com você se esforçando para entender) e o NÃO há equilíbrio entre os personagens (alguns são muito muito muito mais fortes que outros), sendo que o jogo tinha mais preocupação em dar para os fãs do mangá uma experiência em forma de game do que efetivamente ser considerado um game para disputas, como Street Fighter 4 ou Tekken Tag.

Graficamente o jogo é bonito, se você gosta de sprites grandes e bem detalhadas e de mangá. Caso contrário nem o filtro de blur, que é aplicado para criar o efeito HD, não vai salvá-lo de pensar como este game parece ter quase 15 anos – o que é verdade. O som é muito bom, com músicas variadas e estilos musicais indo do Japão a Gaitas de Folhe. Os efeitos sonoros tem a qualidade Capcom e as vozes parecem saídas de um anime dos anos 80.

O controle é excelente – responde no talo e é fácil de usar. O problema são os golpes. Esqueça o famoso meia lua para frente, meia lua para trás ou 2 segundos para trás para frente e algo: os comandos de JJBA são mais próximos dos golpes especias da SNK (algo como faça a volta inteira no controle enquanto aperta o botão de ataque forte e cheira o próprio joelho) do que a costumeira acessibilidade da Capcom. O “Stand” torna o sistema de luta mais legal – um “Stand” é um espírito ou animal guardião que pode ser chamado para lutar por você ou com você. Alguns personagens chamam o Stand e te dão o controle completo, enquanto fazem uma pose, enquanto outros usam para bloquear, regenerar energias, dar golpes mais fortes ou mesmo para atazanar o adversário. Era extremamente inovador nos idos de 1999, mas hoje, nós já vimos ser feito em outro lugar de forma melhor.

Jojo´s Bizarre Adventure HD é um bom jogo. Era muito melhor antes de Guilt Gear, BlazBlue ou Skullgirls – quando saiu para o Dreamcast ele era o fighter mais inovador que já se tinha notícia. Mas seu design mostra o sinal de um game que tem mais de 10 anos em um estilo que constantemente vomita novidades. Além disso é um jogo bem difícil, que vai frustar muito jogadores sem experiência com fighters. Se você é um jogador das antigas que aceita a curva de aprendizado meio árida e a dificuldade um pouco frustrante desse game, com certeza será recompensado com um grande jogo. Se por outro lado você acredita que um jogo deveria ir passo a passo com você o tempo todo, te ensinando os movimentos e colocando você no clima, tente Tekken Tag 2.

Bom divertimento.

Jogando: Mark of the Ninja

Eu posso terminar esse review dizendo que Mark of the Ninja é ótimo e voltar a jogar? Por favor? Não?! Ok!.  Então vamos lá – Mark of the Ninja é o novo jogo da Klei Entertainment, responsável pelo mais do que cheio de charme Shank. E assim como em Shank a violência, o humor e fantásticas animações escorrem de Mark of the Ninja, saindo de cada poro do game. Mas diferente de Shank, que essencialmente é um side scroller hiper violento dos anos 90 depois da modernização, Mark of the Ninja tem um estilo todo dele – quase como uma versão 2D e mais fluída de Tenshu (uma série de jogos de ninjas que começou no PS1 e seguiu no PS2).

Graficamente o jogo é impecável – um fato tornado ainda mais incrível por ser um título por download. O fundo é feito como um quadro pintado em estocadas fortes enquanto os objetos mais próximos tem cores neutras que ficam fantásticas no show de luz e sombra que o game apresenta. As animações dos inimigos são bem feitas, as animações de assassinatos bem criadas e os movimentos de seu personagem fantásticos. Tudo isso sem falar das animações entre fases, que receberam um capricho ímpar aqui – lembram um desenho que poderia passar fácil fácil na Cartoon Network.

E o som também é incrível, com músicas suaves, baladas japonesas e alguma coisa indiana que não consigo identificar – tudo isso até a bosta bater no ventilador, porque aí o metal sai do armário e vem, com tudo: bateria e guitarra “ownando” o universo enquanto você tenta escapar sem ser derrubado. Os efeitos sonoros dizem a que vieram e mantém você o tempo toda na ponta da cadeira, com especial atenção aos efeitos sonoros das animações de morte… ouvir um homem dar seu último suspiro nesse formato animado é igualmente glorioso e assustador.

Mas é o gameplay que vai ganhar você. Jogando por qualquer um dos três caminhos seu ninja experimentará uma trama de vingança, traições e muitas, muitas, mortes. Você cortará com espadas, usará armadilhas, envenenará, usará garrotes, shurikens e dardos para conseguir seu objetivo. Todas as salas tem mais de uma maneira de ser acessada e os inimigos tem literalmente dezenas de maneiras de serem vencidos. E o jogo sabe que quem deveria estar se divertindo ali é você… (Kojima… eu estou olhando para você!) logo ele te dá os equipamento, mostra um ou dois usos, e te permite, com grande alegria, descobrir umas 5 ou 6 maneiras de usar aquilo. Ao longo do jogo você ganha pontos pela maneira como faz as missões e pelas ações dentro delas – que são gastos comprando novos movimentos, novos equipamentos e novas armas para seu ninja. A história do game não é exatamente fantástica, e não dá para contar nada sem criar vários spoilers, mas cumpre bem seu papel e não vai te desapontar – só não espere por nada com a qualidade de Ninja Scroll ou algo assim.

Em suma: jogão para gamer nenhum botar defeito. O uso do Stealth é fantástico (com especial atenção ao seu ninja ficar monocromático quando estiver oculto) e desde Arkham City ser cuidadoso não era tão bem recompensado em um jogo. Pegue esse jogo agora, mesmo com o custo de 1200 ms points, porque vale, realmente, a pena!

Jogando: Counter Strike: Global Offensive

A Valve criou um novo Counter Strike? Essa foi a minha primeira pergunta. É bom? Foi a segunda. As respostas: Sim e Não, respectivamente.

Global Offensive é uma repaginação do velhor guerreiro Counter Strike. Os gráficos foram refeitos, algumas armas trocadas, e dois cenários novos foram incluídos. Logo, se você já gostava de Counter Strike e já sabia jogá-lo, parabéns… é mais do mesmo. Mas se você estava esperando um jogo novo dos criadores de Portal e Left 4 Dead… você, assim como eu,  está em maus lençóis.

Maus lençóis porque a jogabilidade de Counter Strike é única e a mesma desde de seu derradeiro início, lá nos idos primordiais de 1999/2000. Correr e encher uma sala de chumbo é inútil (andar devagar ou se esconder é muito mais proveitoso) e as habilidades táticas desenvolvidas nos shooters mais modernos, como Call of Duty ou Battlefield (muito mais Battlefield do que Cod… mas tudo bem!^_^) não funcionam aqui. Os recursos são escassos, as armas são letais e os rounds são curtos. Você morre rápida e miseravelmente em Counter Strike, e Global Offesive não tornou isso mais fácil para ninguém. E como não a respawn dentro do round, quando você faz uma bobagem e morre, seu time perde como um todo.

Graficamente Global Offensive é bonitão, mais ou menos como um senhora de respeito de 45 anos que come de forma regrada e malha. Você percebe, facilmente, que aquele não são os melhores gráficos do mundo, mas eles funcionam muito bem dentro do que se propõe e a direção de arte é, como em todos os produtos Valve, impecável. As animações são bem feitas e a velha Havok continua sustentando a física toda do tiroteio. É um jogo bonito, mas se você veio aqui pelos gráficos vai sair desapontado.

Aliás… se veio para ouvir música também vai ficar desapontado. Ela é toda contextual! Se você desarmou a bomba, armou, salvou reféns, matou alguém, ganhou o round, perdeu, etc… Pequenas músicas, de 15 segundos, tocam nessas situações, dando uma certa fanfarra a situação, mas o resto do jogo tem só efeitos sonoros. E eles são extremamente competentes! Dos passos dos inimigos correndo  (que vão te dar uma dica de por onde aquele Noobie está vindo), ao som das armas e granadas – tudo funciona.

E isso leva a um julgamento fácil do valor deste jogo, que se concentra em duas perguntas: Você gosta de Counter Strike? Se sim, agarre o game e seja muito muito muito feliz. Se não: Está disposto a encarar a parede quase vertical de dificuldade necessária para atingir o aprendizado de um game que tem lutado, com todas as forças, contra qualquer modernização por mais de uma década? Se sim, boa sorte! Se não… tente ótimo e inovador Mark of the Ninja.

Bom divertimento!